Ow Sara Meu Bem
1 Capítulo único
Notas iniciais
Só pra passar o tempo :)
— Tudo bem, o que são alguns minutos pra quem espera a anos... — Essa chuva forte fez o trânsito ficar lento — ignorou totalmente o meu comentário — Não é um bom tempo pra sair de casa. — Mesmo ? Porque eu adoro ter que sair de casa em minha noite de folga pra ter que ir trabalhar, ainda mais quando está chovendo, aliás, eu deveria ganhar mais por isso, você não acha ? — Seria justo, mas não posso fazer nada a respeito — ajeitava o retrovisor — Mas você pode fazer uma coisa — Olhei sugestivamente — Hãm... — pigarreou — se estiver ao meu alcance... — É só você parar no Carlo's quando estivermos voltando, ainda não jantei. — Ah sim, claro. O resto do caminho foi silencioso, apenas o barulho da chuva era ouvido, fechei os olhos e fingi que estava dormindo. Uma vez eu li em algum lugar que isso funciona, mas claro que tomei um comprimido assim que sai de casa. ************* Quando chegamos na cena do crime, Brass foi até o carro para nos entregar as capas de chuva, achei que não iria adiantar muito já que ele mesmo estava todo molhado. — As coisas estão complicadas aqui, os policias moveram o corpo e o tempo ñ colabora. — Brass parecia nervoso — Mais diversão. — Sara, sua aparência esta péssima. — Disse e foi logo saindo. — Ele é tão cavalheiro — Falei ironica enquanto vestia a capa — Fale com os policiais enquanto eu vejo o que foi alterado — Grissom já saia do carro — Tudo bem — Senti uma pontada um pouco mais forte e me curvei pra frente tentando aliviar a dor. — Sara, você está bem ? — Uhum... — Ele me olhava através da janela que estava aberta — O que foi ? eu estou bem. — Não é o que parece... — pode me deixar um pouco sozinha? Prometo que não demoro. — Qualquer coisa me chama. — Ok. Não fiquei mais de dois minutos ali, a cena era em um terreno vazio, daqueles que as pessoas usam como deposito de lixo, qualquer evidência que tinha ali já era, a chuva carregou tudo. E o rapaz morto já estava bem limpinho, tomou um banho caprichado. Não tinha muito o que ser feito ali, mas David ficou preso no trânsito e tivemos que esperar tempo de mais até ele chegar pra liberar o corpo. Grissom estava terminando de recolher alguns depoimentos, nenhum relevante, e eu estava me abrigando de baixo de uma árvore, havia acabado de ajudar David com o corpo. Como eu tinha previsto, a capa não ajudou muito, eu estava toda molhada e a chuva ficava cada vez mais forte. Meu corpo estava gelado. — Acho que acabamos. -Levei um susto. — Ótimo — disse enquanto apontava para as minhas roupas molhadas. — O laboratório não tem verba pra capas melhores? -Grissom apenas balançou os ombros. — A chuva esta aumentando, onde estacionamos o carro ? -apontei, ele deu um suspiro quando viu a distancia que estávamos — Quer correr até lá? — Como? — o barulho da chuva atrapalhava a audição. Ele não me respondeu, estava prestando atenção na blusa colada ao meu corpo que marcava muito bem o que estava por baixo. — O que você disse ? — Hã... você quer ir correndo até o carro?? — Você sabia que correr na chuva molha mais que andar? — Apertei um pouco minha barriga, aquele frio não ajudava — Molha mais que ficar parado nela também? — Eu sei lá. Acho que depende ... Dá pra parar de olhar a minha blusa? -O que disse? — Acho que depende do tempo que você fica parado nela. — Ficamos quietos por um tempo. — Não faz diferença quando já estamos molhados. — Colocou o boné pra trás. -Vamos. Ele saiu me puxando pela mão, fomos andando em passos médios, ele sempre na frente. Quando chegamos no carro ele retirou a capa e entrou pelo lado do motorista. Eu fiquei parada do lado de fora em uma situação muito desagradável. Claro, como não imaginei que isso fosse acontecer, tivemos que ficar por mais tempo na cena e a chuva molhou minha roupa, deixando bem evidente o dia ruim.— Não vai entrar ? — Abriu a porta pelo lado de dentro — Preciso da sua jaqueta. — Como ? — Essa jaqueta que você está vestindo, me dá ela. — Sara, nós dois estamos molhados, mas não vamos encharcar o banco. — Grissom, me dá a jaqueta
— Por que não me disse que estava com frio ? — Vai me dá ou não ? — Estendi a mão e ele me entregou Amarrei a peça na cintura e entrei no carro, acho que ele percebeu o que estava acontecendo porque soltou um " Ah " . Claro que eu preferia lavar uma jaqueta suja de sangue do que tirar a mancha de um banco. A dor estava aumentando um pouco, estava passando do nível médio para o nível médio e meio. Apoiei os braços em minhas pernas e enterrei o rosto entre as mãos. — Será que você pode parar em uma farmácia ? — Não quer mais parar no Carlo's ? — Não, a farmácia é prioridade agora. — Podemos ir lá depois se você quiser. — Mas eu não quero. — Mas você não pode ficar com fome Sara. — Depois eu como qualquer coisa no Lab. — Podemos comer qualquer coisa que preste de verdade no Carlo's. — Grissom, se você ainda não percebeu, é constrangedor ficar andando por ai com a roupa suja, você não costuma fazer isso costuma ?. — Dei uma olhada rápida pra ele — Claro que não, eu sou homem Sara. Só estava tentando ajudar. — Vai ajudar muito parando em uma droga de uma farmácia. — balançava meu corpo pra frente e pra trás.Algum tempo depois paramos em frente a uma farmácia, o lugar era meio desprezível. Eu já ia abrir a porta quando Grissom me interrompeu.— Deixa que eu vou — Segurou meu braço — ainda está chovendo. — Mas eu já estou molhada — disse em tom óbvio — Você está úmida, se sair lá fora vai ficar molhada e ainda vai pegar um resfriado. — E você idem. Ah não, me esqueci — dei um leve tapa na testa — você é o " Grissom " — Eu só estou tentando cuidar de você. — Saiu do carro e deu a volta parando ao lado da janela do carona. — Mas eu nem quero que você cuide de mim. — disse depois de abaixar o vidro — Tem alguma prefêrencia ? — Mais uma vez ignorou meu comentário — Não — revirei os olhos — qualquer um serveFiquei observando ele entrar do estabelecimento, incrível como ele gosta de me confundir. Também li em algum lugar, acho que em uma revista forense, que a chuva deixa as pessoas tão sensíveis ou gentís quanto na época natalina. Essa gentileza toda era efeito da chuva, só isso. — Está frio lá fora — Me entregou uma sacola — Eu disse que não precisava ir lá — Abri a sacola — Grissom, pra que você comprou isso ? — Lhe mostrava um pacote de absorvente. — Você disse que não tinha preferência, na dúvida peguei dois. — Não acredito que perdi isso — Eu estava rindo da cara dele, não consegui me segurar. — Isso o que ? — Eu queria ver a sua cara de peixe fora d'agua comprando absorventes — Eu estava rindo muito. — Só entrei lá e comprei, o que tem de mais ? — E pra que esses cereais ? — Ele tinha comprado uns cinco — Não tinha chocolate. — Fez uma cara de desapontamento — E pra que eu preciso de chocolate ? — Toda mulher come chocolate nesse período, você não come ? — Não, nunca comi especificamente pra isso — Eu ria enquanto olhava os sabores dos cereais — Precisa de mais alguma coisa ? — Cadê o remédio ? — Eu revira a sacola tentando encontrar algum. — Que remédio ? — Me olhou espantado. — Grissom, eu não preciso de nada disso, tudo o que eu quero é um remédio pra cólica. — Comecei a rir novamente com a expressão no rosto dele. — Por que não me disse ? Tinha um bando de garotos lá dentro rindo de mim, evitaria o constrangimento. — Porque é uma coisa óbvia e você não me perguntou. E porque eles riram de você ? — Porque eu estava comprando absorvente enquanto eles compravam camisinha. — Não teria passado por isso se eu tivesse ido lá, a culpa é sua. — Aonde você vai ? — Eu já estava com metade do corpo pra fora do carro. — Comprar a coisa certa.*** Eu já estava me encaminhando até o caixa quando vi um grupinho de adolescentes na sessão de preservativos. Um deles não parava de olhar a minha blusa " úmida", fiquei olhando eles enquanto segurava a vontade de ri, eles estavam completamente perdidos em meio a tantas opções. Nem percebi quando um deles se aproximou. — Oi, você é a Sara ? — Me perguntou — Eu te conheço ? — O olhei de cima em cima — Ainda não, mas se você quiser podemos nos conhecer agora. — É meu nome sim — Resolvi fazer hora com a cara dele — Tem certeza de que não nos conhecemos ? — Eu não me esqueceria de uma moça tão bonita — Até que o pivete tinha lábia — Então como sabe o meu nome ? — Sorri — Seu namorado nos disse. — Que namorado ? — O cara de cabelo branco... ele disse que estava comprando pra namorada dele, — Apontou para a sessão intima — a Sara, meus amigos duvidaram que era você. — Ah sim... hãm... sou eu mesma... — Dei um sorriso amarelo — Posso te fazer uma pergunta ? — O garoto estava meio vermelho — Claro. — Qual desses... o sabor.... ham.... meninas... — Ele gaguejava — Qual sabor as garotas preferem ? — É — Olhou para o chão — Eu não sei. Meu namorado não usa — Senti uma mão sobre meu ombro — Grissom, quer dizer... amor... eu estou demorando ? — Me segurava para não ri — Não querida, só vim porque senti sua falta. — Grissom encarava o garoto — Talvez possa ajudar o... Como é seu nome mesmo ? — Teny — Disse corado — O Teny quer saber qual desses é a melhor escolha — Apontei para os preservativos e Grissom me lançou um olhar mortal — Eu não pude ajuda-lo já que preferimos não usar nada. — Tudo bem se o senhor não quiser responder... — Imagine, nunca me recusaria a ajudar uma criança que está saindo das fraldas — Grissom bateu de leve no ombro de Teny. — Qual é o seu tamanho querido ? — Perguntei ao garoto enquanto olhava para o "piupiu" dele. — G... M... hãn, está fazendo frio... talvez P.... — O amigos dele gargalhavam do outro lado. — Puxa amor, como sou uma mulher de sorte — Olhei para Grissom e ele sorriu divertido pra mim. — Qual é exatamente a sua dúvida ? — Tem tantos sabores... eu não sei qual levar... — Querida, se lembra daquela vez... — Grissom me olhou e eu afirmei com a cabeça, mesmo não fazendo ideia do que ele estava falando — Passamos a noite experimentando todas as opções... — Ah sim, claro... testamos todas.... uma das nossas melhores vezes. — Só perdeu pra aquela vez na montanha russa — E aquela na sua sala, no Lab.... — Teny nos olhava com a boca aberta, parecia assustado. — Acha que ele deve fazer isso ? — Grissom levantou a sobrancelha ao me perguntar — Sem dúvidas — logo entendi a intenção dele — vamos começar pela... — Fui deslizando a mão e peguei uma embalagem — Pela de uva — Excelente escolha — Grissom tomou a embalagem da minha mão e abriu, entregou para Teny que ficou sem entender nada. — Anda Teny, prova — Eu meio que ordenei — Só vai saber na prática garoto — Grissom tentava encoraja-lo Teny pegou o preservativo e enfiou na boca, o nojo dele era visível, confesso que fiquei com dó no começo mas quando ele fez ânsia de vomito eu achei super divertido, e Grissom estava adorando, a cara dele não escondia isso. — E agora amor, qual sabor ? — Perguntei — Talvez.... laranja ? — Grissom torcia pra ter um de jiló. Sorte de Teny que ainda não fabricam desse. — Não... o de laranja tem gosto de remédio, como tudo de laranja. Eu gosto do sabor de menta. — Como me esqueci, aquela noite repetimos o de menta várias vezes — Grissom pegou um preservativo com sabor de menta, abriu e entregou a Teny, ficamos encarando ele com uma expressão séria até ele enfiar parte do preservativo na boca. Estava cada vez mais difícil não rir do coitado. — Agora o de banana. E assim foi feito. — O de Chiclete — Pêssego — Pirulito — Esse nome é bem sugestivo... — Chocolate — Limão — Frutas silvestres Teny estava muito vermelho, não sei se era por vergonha ou por nojo, talvez um pouco dos dois. Eles já tinha experimentado pelo menos um nove sabores quando Grissom e eu decidimos acabar com a brincadeira. — Acho que já deu pra você ter uma idéia de qual levar, estou certo ? — Grissom disse ríspido Teny apenas balançou a cabeça positivamente. — E então, qual foi a escolhida ? — Eu... acho que... eu vou vomitar .... — Colocou a mão na boca pra impedir o vomito de sair
— Amor, eu estava pensando, acho melhor ele levar essa aqui — Eu balançava uma embalagem — sem sabor. — Excelente ideia querida — Grissom retirou uma nota bem generosa da carteira — Teny, vou deixar esse dinheiro aqui pra você pagar isso — apontou para as embalagens abertas — E não fique com vergonha Teny, todo mundo passa por isso um dia, e não é nada vergonhoso, assim como comprar absorvente para a namorada. Se alguém rir de você por isso, é porque a pessoa não passa de uma criança que ainda fede a leite. — Pisquei pra ele — Mais uma coisa — Grissom se virou para o garoto — Não precisa se preocupar com o sabor, não é você que vai sentir o gosto... a não ser que.... — apontou para os amigos que estavam do outro lado — Acho que você entendeu ... Eu juro que vi um olhar diabólico no rosto de Grissom, se não fosse tão sedutor me daria medo. Ele entrelaçou a mão na minha e seguimos para o caixa, pagamos o remédio e fomos para o carro.— Não acredito que você fez isso — Eu ria muito — Não gosto que as pessoas riem de mim — Grissom também sorria — Hãn... sobre eu ter rido de você, não fiz por mal — Fazia minha melhor cara de medo — não sabia que você era vingativo. — Eu também não, mas não se preocupe, nunca lhe faria mal. — Ufa, então com licença — Eu comecei a ri novamente — então quer dizer que eu sou sua namorada ?! — Eles estavam rindo, eu precisava dizer alguma coisa. — " Só vim porque senti a sua falta " eu deveria ter filmado isso, você acha que se eu mostrar meu distintivo eles liberam as fitas de vídeo ? — Engoli o comprimido — Eu só estava te protegendo. — Me protegendo ? — Eles estavam olhando a sua blusa... está um pouco úmida e o frio... sabe... está marcando os... Olhei para meus seios e percebi o que ele queria dizer, estavam erisçados pelo frio. Me abaixei um pouco — Não precisa ter vergonha. — Não me abaixei por isso... é que está doendo um pouco. Droga. — O que você faz quando dói assim ? — Geralmente passa com um comprimido, daqui a pouco melhora, tudo bem. Ouvimos um barulho próximo ao carro e olhamos para ver o que era, Teny estava vomitando e os amigos riam descontrolados. — Depois dessa eu não janto. — Fiz uma cara de super nojo — Vou te levar pra casa. — Não vou recusar não. Grissom deu partida e seguimos rumo ao meu apartamento, tentei ligar o rádio mas nenhuma estação estava funcionando. — Grissom, canta uma música. — Pra que ? — Porque música relaxa, e quando o corpo está relaxado a dor passa mais rápido. — Mas eu não sei cantar Sara. — Todo mundo sabe cantar, e eu só estou aqui por que você me pediu ajuda já que a Cath está de férias e Nick pegou um caso longe de Vegas. E antes que me pergunte, é isso sim, eu estou jogando na cara. — Qual música você quer que eu cante ? — Não sei, canta qualquer coisa. — " Sara gosta de comer alcaçuz tem olhos castanhos mais brilhantes que a luz Ela é tão bonita e tem falha no dente se fosse minha namorada eu seria bem feliz" Ele cantava totalmente sem nexo, mas estava bonitinho o ritimo romantico . — " As vezes briga comigo porque é muito teimosa mas não briga com robbins quando ele faz torta quando põe uma coisa na cabeça é dificil de tirar por isso estou aqui cantando mas não sei se ela vai gostar ooooooooooooow Sara meu bem, você me deixa sem reação com essa blusa molhada quase me causa uma — Ereção ? — Eu estava rindo muito — Acho que isso rima — Ele ficou um pouco vermelho — Foi mal Grissom, falei sem pensar. Depois dessa mancada ficamos em silêncio . Eu sempre tenho que falar de mais perto dele, a palavra "indigestão" também rimava, mas não, eu tinha que abrir a boca. E a dor encomodativa não passava. Chegamos ao meu apartamento e Grissom me acompanhou até o elevador. — Amanhã eu devolvo a sua jaqueta — Disse meio sem graça — Não se preocupe " querida". — Coitado Grissom, agora o garoto vai morrer virgem. — Agora ele vai pensar duas vezes antes de sair por ai olhando para os seios da namorada de alguém. — Ahãn... mesmo uma de mentirinha... então, eu vou subir. Tchau. — De mentirinha ? — Ele parecia confuso — Grissom, nós saimos apenas uma vez, ainda não somos " exclusivos " — Certo. Ficamos nos encarando um tempo, até que a porta do elevador se fechou. Grissom acenou um tchau antes que ela se fechasse totalmente. Grissom e eu haviamos saido uma única vez, só nós dois. Não aconteceu nada de especial, foi divertido mas nada que se possa chamar de encontro romântico. Tirando o imprevisto que aconteceu, eu me diverti a beça. Coitado do Teny, acho que ele vomitou até o sulco gástrico. Tomei banho e coloquei uma roupa limpa e seca, lavei a jaqueta do Grissom e estava vendo tv enquanto tomava um chá. Estava com o cabelo preso em um coque horrendo, uma blusa de alça fina e uma calça de moletom até que bonitinha. Meu celular começou a vibrar e eu fui atender, o nome do Grissom estava no visor. — Oi Grissom. — " Eu sempre a amei mas nunca deixei que ela soubesse (eu te amo Sara Sidle) sonho com ela todas as noites, seu sorriso me elouquece Eu só queria encontar um jeito de poder dizer que sem ela ao meu lado eu não sei viver eu gostaria de saber se não é tarde de mais se ela abrir a porta eu vou ... " Fui correndo até aporta e a abri rapidamente, Grissom estava parado do outro lado ainda com o celular no ouvido. — Chama-la pra jantar ? — Eu disse pelo celular — Pedir pra entrar — Ele sorriu meio sem graça — Ah... entra — Dei passagem para ele. E foi assim a primeira vez que ele disse que me ama.
Notas finais
Review ???
bjos
bjos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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