Overwatch: Aquela que guarda os guardiões
2 A Última Dança
Notas iniciais
Starling. Domingo. Manhã
Ela acordou com o corpo relaxado, com os eventos da noite anterior em mente não pode evitar um sorriso. Sentiu a cama vazia, questionou como Oliver tinha energia para exercícios depois de tudo que fizeram.
O plano do dia era simples, um brunch com Thea, Diggle e a pequena Sara, Lily estava fora a serviço. E depois uma volta no parque, assistir um filme, ficar por conta de curtir a família. Levantou, vestiu um robe e foi checar Emma.
Se permitiu admirar a filha, respirações profundas e as mãos muito bem fechadas em volta do coelho de pelúcia que Lance havia lhe dado denunciavam o sono profundo que ela estava. Com o mesmo cuidado que teve ao entrar saiu do quarto roxo e desceu para a cozinha, enquanto pegava uma maçã na fruteira ouviu um som metálico bem conhecido. Andou lentamente até a área externa e la estava ele, do jeitinho que ela gostava, sem camisa subindo e descendo no equipamento. Quando a ouviu suspirar ele parou. E lhe sorriu.
— Bom dia.
— Muito bom. — ele lhe enlaçou pela cintura e distribuiu beijos pelo rosto até tomar lhe os lábios.- eu acho muito injusto que você saiba o controle que tem sobre mim quando faz esses seus exercícios.
Ele riu contra seu pescoço.
— Para ser justo, vou te mostrar o que você andando com este robe mostrando suas lindas pernas causam em mim.
O beijo foi ficando quente,ele foi direcionando a brincadeira pra cozinha, ele a pressionou contra o balcão. Até ela apoiar as mãos no seu tórax criando uma distância entrei eles.
— Emma acordou.
Em segundos um choro foi ouvido por todo o apartamento.
— Como você soube?
Felicity refez o nó do robe e seguiu para o andar superior.
— Superpoderes, vêm com a maternidades.
Oliver sorriu e a seguiu, deu um beijo barulhento na bochecha de Emma e foi tomar um banho. Felicity se esforçava para convencer Emma a comer papinha de maçã quanto ele voltou e começou a preparar o brunch.
Era o retrato de uma família feliz, mais tarde os amigos chegaram, comeram entre risadas tudo estava perfeito. Até o telefone de Felicity tocar.
Oliver assistiu de longe ela andar em círculos, agitando os braços e roendo as unhas.
Quando ela retornou ele foi ao seu encontro e a abraçou.
— Vamos fugir? Nos três, pegamos o carro e dirigimos até o Texas, começamos uma fazenda de alimentos orgânicos e cavalos.
Ele riu de mais um dos devaneios dela.
— Eu pego as chaves, você prepara Emma.
Ela riu contra seu pescoço.
— Tenho que ir para Gotham amanhã. Conferência.
— Prefiro o outro plano.
Eles se olharam seriamente.
— Quando eu voltar, deixamos a cidade e viramos fazendeiros. Com um acesso de internet incrível, um estoque infinito de flechas e cavalos.
— Já fiz o suficiente por essa cidade, Thea e Jhon dão conta. Seremos fazendeiro.
— Seremos fazendeiros… esse é o nosso plano. Agora vamos voltar para nossa família.
Ela se soltou e começou a ir na direção de Emma que ao vê-la agitou os braços.
— E qual é o lance com cavalos?
Ela se virou para ele.
— Não são os cavalos… — ela riu — é o cowboy…
O sorriso dele cresceu. Ela dançou com Emma, a última dança de Felicity. Essa cena repassou incontáveis vezes na mente dele enquanto ele se questionava o que poderia ter feito diferente.
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Burnside. Domingo. Manhã.
O dia raiava em Burnside e ela deixava seu corpo atingir a cama após retirar o uniforme de forma desleixada, afinam quem iria invadir nova torre, seu refugio, um melhor que a casa do pai, testou por anos as habilidades do detetive Gordon, anos em demasia para ser sincera ou o apartamento que dividia com as amigas, colocá-las em risco não era uma opção. O sono não demorou em vir, antes mesmo da cabeça encostar no travesseiro ele já a havia tomado, afinal nada melhor que uma madrugada inteira de beco em beco lutando contra todo o tipo de bandido para acabar com qualquer insonia.
Acordou com o cheiro de café e o som de um aspirador de pó vindo da sala de armamento.
— Alfred, como você consegue me fazer te amar e te odiar tanto no mesmo instante, amo você se preocupar o suficiente para desbancar de Gotham até aqui para limpar minha casa, mas tinha que ser tão cedo?
O mordomo não parou de realizar seu trabalho.
— Menina Barbara, vejo que a noite foi interessante.
Ela se jogou contra uma poltrona e degustou o café.
— Sim, sim… pareceu que todos os bandidos meia boca de Burnside resolveram dar umas voltas ontem… — suspirou.
O mordomo apontou para a entrada e lhe sorriu.
— Estava comentando da sua noite como civil.
Ela lhe olhou sem compreender e se encaminhou para a direção que ele apontava, sobre uma mesa de canto na sala havia um buquete de flores com um cartão de Luke Fox. Ela sorriu.
Adorei nosso jantar.
Tianhe-5 está pronto.
Beijos Luke
Tianhe-5 está pronto, T5 está pronto, era manha de natal para ela. Claro a noite com Luke antes dela ter que sair se dependurando por Burnside foi divina, mas era o T5. Ela tinha que ligar para uma pessoa. Afinal sem Felicity T5 nunca teria sido completo, as ideias da loirinha foram fundamentais.
— Você não deveria estar me ligando neste...
— T5 está pronto. — Disse dando pequeno pulinhos.
— Não, como assim? Demoraria mais uns dois meses.
— Eu sei, mas está pronto, amanhã iremos ligá-lo. Às 14 horas em G.
Um silêncio se fez na linha.
— Não parece muito animada.
— Eu teoricamente não deveria estar participando disso, já te expliquei antes…
— Eu sei, mas é o T5, vai realmente desperdiçar a oportunidade de estar presente quando ele for ligado pela primeira vez?
— Eu estarei lá.
— Ótimo!
Ela retornou para a cama com o cansaço disputando espaço com a anciedade, quando se convencei a cochilar seu telefone tocou, seu pai estava na cidade e queria vê-la. Respirou profundamente, combinou encontrá-lo em um restaurante e foi tomar um banho.
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Em 24 horas, Barbara iria encontrar o vaso com as flores e o bilhete no mesmo lugar que deixou. Olhar com atenção as lindas flores que Luke lhe enviara, lembrar como se sentiu animada com a perspectiva de lançar T5. Ela pegou o vaso e lançou com todas as suas forças para a parede, e se permitiu gritar, toda a raiva que sentia de si, do que tinha acontecido, de Felicity até. Seu corpo bateu contra a porta e escorregou até o chão, se permitiu chorar por um momento, não muito, ainda tinha que ir para Starling, ainda tinha que encontrar com Oliver e Emma Queen. Passou o vídeo mais uma vez.
— “...vando? Está gravando?
— Droga, Felicity, estou, mas não tem que ser assim! Saia daí! Ainda dá tempo!
— Quantas pessoas você acredita que iram sofrer se ele conseguir o T5?
— Não sei, mas você será mais útil viva me ajudando a resolver isso que…
— Não será necessário resolver isso depois se eu terminar com isso aqui e agora.
— A que custo? — Quando Felicity parou para pensar e Babs acreditou que tinha conseguido convencê-la. — Pense em Emma.
— É nela que estou pensando. Babs, por favor, grave isso e entregue ao Oliver, faça esse último favor pra mim. Ei, Oliver… — Ela não olhava para a câmera, digitava com velocidade se mantinha concentrada na tela a sua frente. — Bom, acho que desta vez eu meti os pés pelas mãos, não foi!? Você deve estar furioso agora, mas hum… não mate a mensageira, afinal é graças a ela que vou poder me despedir...
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