Overlord - A batalha de FourKnights

14 Uma difícil decisão (Especial)


Parado em frente ao trono de Ainz, estava Demiurge, aguardando os guardiões que até pouco tempo havia convocado para informa-los sobre a situação que ele e Ainz haviam descoberto recentemente.

Um grande portal se abre dentro da sala do trono enquanto pouco a pouco os guardiões saem. A primeira a aparecer foi Albedo, que subiu diretamente onde Demiurge estava, tomando assim sua posição como líder dos guardiões.
Seguido dela, Shalltear e Cocytus param frente aos dois enquanto Aura, Mare e Victim faziam o mesmo. As últimas a saírem do portal foram as Pleiades, que tomaram seu lugar em uma linha vertical ao lado dos guardiões.

Nem todos estavam ali, mas Demiurge não se incomodou em começar a discussão, pois de qualquer maneira, a mensagem seria passada para todos aqueles que estavam ausentes no momento.

— Bom. -Demiurge diz. – Trago hoje algumas palavras do grande Ainz-sama!

Albedo junto dos outros guardiões arregalaram seus olhos ao saberem que Demiurge repetiria palavras do ser supremo para eles.

— Onde Ainz-sama está? -Albedo pergunta. – Creio que seria melhor se ele mesmo...

— Entendo o que quer dizer Albedo. -Demiurge a interrompe. – É meio desconfortável para mim também repetir as palavras de nosso ser supremo, mas Ainz-sama teve que retornar para a capital dos humanos para continuar com seus assuntos pendentes.

Albedo se sente um pouco decepcionada por saber que Ainz já havia saído de Nazarick, mas se ele deixou uma mensagem que deveria ser compartilhada entre eles, a única coisa a se fazer era aceitar a situação. Logo ela deixa que Demiurge continue sem mais nenhum de seus protestos.

— Com a ajuda das magias de Ainz-sama, fomos capazes de descobrir algo muito importante e de extrema urgência que precisa ser passado para todos. -Demiurge diz. – Nós descobrimos que nesse novo mundo em que estamos, não é possível a ressurreição de seres vivos.

Os olhares dos guardiões se arregalaram novamente para Demiurge, não conseguiam crer no que estavam ouvindo.

— E-Está nos dizendo que é impossível trazer os mortos de volta a vida? -Cocytus pergunta.

— Isso mesmo! -Demiurge responde. – Parece que de algum jeito, magia de ressurreição é impedida de funcionar nas leis deste mundo, sendo desfeita antes mesmo de ser concluída.

Os guardiões se entre olham com expressões desconfortáveis, pois se algo como o que aconteceu com Shalltear no passado se repetisse, os afetados teriam que ser mortos para que a magia de controle se desfizesse, mas diferente do que aconteceu com ela, eles permaneceriam mortos. Não que para eles importaria morrer pelo bem de seu mestre, mas a perda de um guardião impactaria diretamente nas defesas de Nazarick.

— Sei que Ainz-sama já nos disse isso, mas temos que nos manter fora de situações que sejam perigosas para nós. -Demiurge diz. – Pense em como Ainz-sama ficaria por perder algum de seus servos. O quão culpado ele se sentiria por deixar que algo aconteça conosco.

A frustação tomou conta deles, mas todos entenderam o ponto em que ele estava tentando chegar.

— Isso é tudo que Ainz-sama queria nos dizer? -Albedo pergunta.

— Sim! -Demiurge responde.

Os guardiões não demonstram alívio quando Demiurge diz que aquilo era tudo, pelo contrário, a tensão no ar continua a aumentar com o silencio até que Albedo decide quebra-lo.

— Então todos nós devemos voltar para o que estávamos fazendo... -Demiurge a interrompe novamente.

— O que acabei de dizer são as palavras de Ainz-sama! -Ele afirma. – Agora, direi a vocês algo estranho que notei no mestre.

Novamente a tensão recai sobre todos.

'Algo errado com Ainz!? Obviamente é impossível que algo assim aconteça!', era o que veio a mente dos guardiões naquele momento. Mas Demiurge realmente havia notado algo estranho em Ainz quando eles estiveram cara a cara resolvendo o caso estranho de ressurreição.

— O que quer dizer com estranho, Demiurge? -Cocytus pergunta.

— Nós podemos sentir as intenções de um humano ou saber quando estão escondendo algo ou não, não é? -Demiurge diz.

— Sim, mas Ainz-sama não é humano, então... -Shalltear protesta.

— Recentemente, Ainz-sama usou um item que lhe permite tomar a aparência de um cavaleiro humano, e para ser o mais convincente possível, ele usou uma variação deste mesmo item que transforma parcialmente sua aura, o deixando cada vez mais humano conforme o tempo passa. -Demiurge diz. – Mas como é um item mágico, logo que sua magia se esgotar ele deve voltar ao normal.

Os guardiões ficam extasiados com as ações do ser supremo, mas logo entendem que se ele fez isso é porque era realmente necessário.

— Quando perguntei a ele sobre o que estava acontecendo na capital, pude sentir uma tremulação em sua aura, como se ficasse nervoso repentinamente. -Demiurge conta o que havia notado nas atitudes de Ainz. – Quando perguntei se algo grande estava acontecendo, as tremulações em sua aura ficaram ainda mais intensa enquanto ele respondia que 'eram apenas alguns incômodos'.

— Você então supôs que ele poderia estar escondendo algo? -Shalltear pergunta com um olhar sério.

— Com certeza é apenas algum engano, não é? -Aura diz. — Sim, Ainz-sama não esconderia nada de nós! -Mare a segue.

— Albedo. -Demiurge chama pela líder dos guardiões, que se encontrava pensativa. – Você também ficou cara a cara com Ainz-sama quando ele esteve aqui! Não sentiu nada de diferente nele enquanto os dois se falavam?

Ela volta a si e nota os olhares dos outros guardiões sobre ela, esperando para que ela diga algo que aprove as palavras de Demiurge. Não é que eles não acreditavam em Demiurge, mas todos poderiam cometer erros, inclusive ele. Por saber disso, ele não se incomodava com o que os outros pensavam, pois até mesmo ele queria que isso fosse apenas um engano dele, que sua mente apenas estivesse tentando te pregar uma peça.

— Agora que você disse... -Albedo responde. — ...eu realmente notei que algo estava diferente em Ainz-sama. Quando perguntou o que Demiurge queria chamando-o até aqui, pude sentir que estava... como posso dizer... ansioso. Mas apenas isso!

Para Albedo dizer que Ainz parecia diferente, com certeza algo estava acontecendo. Isso deixou os guardiões ainda mais tensos.

— E o que acha que devíamos fazer quanto a isso? -Shalltear pergunta.

Demiurge pensa por alguns segundos e logo chega a uma possível conclusão.

— Mandarei um dos ShadowDemons (Demônio das Sombras) para ficar de olho nele! -Demiurge afirma. – Enquanto isso, peço para que fiquem preparados para o caso de que algo aconteça.

Os guardiões não concordavam com a decisão de manter Ainz sobre observação, mas se o que Demiurge e Albedo disseram for realmente verdade, algo grande estava para acontecer e Ainz não queria os envolver nisso. Todos sabiam que Ainz arcaria com os perigos de uma batalha para protege-los, ainda mais agora que ele sabia que eles não poderiam ser ressuscitados.

— Eu não gosto da ideia, mas se isso pode ajudar Ainz-sama em algum problema no futuro, então não há o que se fazer. -Albedo diz.

Era difícil para os guardiões aceitarem a decisão de Albedo e Demiurge, mas não havia o que ser discutido. Eles querendo ou não, aquela era a melhor opção que haviam pensado por hora.

— Bom... -Demiurge diz afim de finalizar a discussão. — ...acho que terminamos aqui então.

Os guardiões ainda tensos começam a se retirar e retornar para seus afazeres, com exceção de Albedo, que permanece ao lado de Demiurge.

— ShadowDemon! -Demiurge chama.

No mesmo instante, uma sombra se manifesta no chão diante de seus pés.

— Siga Ainz-sama em todos os lugares em que ele for. -Demiurge ordena. – Tome cuidado, pois sendo se tratando de Ainz-sama, ele pode facilmente sentir sua presença, então lembre-se de manter certa distância e retornar caso algo sério aconteça.

— Sim! -Uma voz ecoou pelo saguão.

Albedo olha para ele e decide perguntar:

— Você acha que algo realmente está prestes a acontecer com Ainz-sama?

Demiurge balança sua cabeça de um lado para o outro.

— Eu não tenho certeza. -Ele responde. – Mas por hora, fiquemos alertas para qualquer tipo de situação.

Albedo acena com a cabeça enquanto olha para Demiurge que segue os outros guardiões para dentro do portal. Ela aperta as mãos contra seus seios enquanto tenta acalmar a preocupação de pensar que seu amado estaria correndo qualquer tipo de perigo enquanto estava sozinho em meio aos humanos.

—Ainz-sama... -Ela diz para si mesma, fazendo com que sua voz ecoasse pelo salão vazio.

Continua.....