Overlord - A batalha de FourKnights
3 O conflito, primeiro passo ao topo
Os soldados aguardavam as ordens de seu comandante, permanecendo sempre alertas a qualquer movimento que Ainz e seus guardiões davam.
Em meio a tensão, Ainz da alguns passos para frente para diminuir a distância entre eles e os soldados, que firmaram as armas em suas mãos esperando ordens de Blake. Ainz logo estende uma de suas mãos para cima e invoca uma de suas magias.
— Force Field!
Uma pequena onda distorce o campo em volta de Ainz e logo se estende pelo território, quando passava pelos soldados, os mesmos sentiam uma pequena onda de choque e um arrepio que percorria seus corpos. O vento gélido do ar que soprava a área cessou instantaneamente, como se o ar no local houvesse sido forçado a parar.
— O que você fez? -Blake pergunta a Ainz.
— Eu já disse, não deixarei que nenhum de vocês saim com vida deste local! -Ainz responde, enquanto Blake contorcia seu rosto o transformando em uma expressão de raiva, se preparando para dar ordens aos seus soldados.
— Todos os soldados, abrir fogo!
Os soldados firmaram as armas em seus ombros e colocaram pressão em seus gatilhos, e assim deram inicio a uma simultânea onda de tiros direcionados a Ainz, que diante da situação, nem se moveu, assim sendo atingido pelos disparos. As balas colidiam contra seus ossos e seu manto, e ao mesmo tempo elas eram amassadas e caíam no chão, não causavam nem mesmo um arranhão em Ainz, nem a marca dos impactos era visível em seu corpo.
— Cessar fogo! Cessar fogo! -Blake ordena a seus homens que soltavam o gatilho de suas armas.
Ainz permanece imóvel, mesmo após a tempestade de balas que o atingiu, ele nem mesmo saiu do lugar, não haviam sinais de dano em seu corpo, não estava sequer demonstrando que sentia dor, e as balas que o atingiram estavam todas caídas a seus pés.
—Vocês já podem começar seu ataque! Ainz diz soando sarcasticamente.
O comandante morde seu lábio inferior, causando um leve sangramento em sua boca, estava suando frio diante aquela cena, nunca havia testemunhado nada igual. Sabia que ataques convencionais não funcionariam contra ele, e que se não o derrotasse agora, logo poderia ser uma grande ameaça para a capital real, então resolveu usar seu trunfo, que estava levando para uma missão que o reino havia designado a seu esquadrão.
— Não esperava ter que usar isso contra um esqueleto, mas parece que não temos mais nada que possa o afetar. -O comandante diz enquanto um caminhão bastante extenso se aproximava pelo seu lado direito.
— Senhor! -Um de seus soldados protesta. -Essa arma só pode ser disparada em dragões de grande porte em uma área isolada, poisseu poder de fogo poderia facilmente destruir uma vila inteira se não for controlado, seria muito perigoso dispará-la aqui!
—Silêncio! Você tem alguma ideia de como o enfrentar? Gostaria de tentar o enfrentar você mesmo? -Blake diz ao soldado protestante, que retornou a sua formação sem poder argumentar contra o comandante,
O caminhão para um pouco atrás dos soldados, e como um conversível, sua traseira se abre, expondo um gigantesco canhão prateado acoplado a três grandes baterias, que provavelmente seriam usadas para dar a carga de disparo ao canhão. Ao som de uma sirene, o canhão se moveu e se alinha com Ainz, o colocando direto em sua mira, se preparando para disparar. O comandante então puxa um pequeno controle de um dos bolsos de seu colete militar, então pressiona o botão vermelho que ficava em destaque no controle.
As baterias que estavam acopladas no canhão emitem um barulho e expelem várias partículas de energia, enquanto do cano do canhão saiam pequenos raios, que aumentavam gradualmente conforme a carga das baterias era carregada. Uma pequena bola de energia se formou na parte frontal do canhão, que acumulava todas as partículas que as baterias expeliam, aumentando sua carga com uma força devastadora. A massa de energia então foi absorvida pelo cano da arma, passando por todo o canhão, enquanto o caminhão disparava vários arpões de suas laterais, que se fixavam no chão para segurar a força do disparo, e num clarão, junto de um ruído mínimo, ela dispara um raio de luz que destrói tudo em seu caminho.
Ainz não desvia, apenas estende uma de suas mãos na direção do disparo, que o acerta, formando um grande campo de matéria brilhante a sua volta, que aumentava conforme o canhão mantinha a energia de disparo.
— Isso é o que ganha por ter me desafiado! Agora vamos cuidar de seus amigos. -O comandante diz olhando para os guardiões, que continuavam imóveis, mesmo após seu mestre ser atingido por um ataque arrasador.
Blake vira gargalhando com sua vitória para checar o estado dos soldados que se escondiam atrás do caminhão, tentando fugir do estrondo do disparo do canhão, com exceção de seus dois melhores guardas, que ficavam sempre ao seu lado.
— Parece que este era o seu ataque mais forte, acho que me empolguei atoa, não pensei que seria uma brincadeira de criança como essa! -Ainz diz, soando decepcionado.
O campo de força começou a se desfazer, concentrando sua energia na mão de Ainz, que permanecia estendida. Logo, toda aquela matéria brilhante e destrutiva havia sido transformada em uma pequena bola de material brilhante, que estava pairando sobre a palma de sua mão.
— Impossível... Nem mesmo um dragão conseguiria sair ileso de um ataque como esse, não a chances de ser parado, ainda mais com as próprias mãos. -O comandante diz, não acreditando no que havia presenciado. — Mas... quem diabos é você?
— Um verme como você não é digno de saber meu nome, ainda mais quando está prestes a morrer. -Ainz estende suas mãos em direção ao caminhão e aos soldados de Blake pronto para dar uma demonstração de poder. — Agora vou lhe mostrar o que é poder de verdade!
—Deflect! -Ainz invoca.
A pequena bolha de massa brilhante que havia absorvido do disparo do canhão se agita em sua mão, e como o canhão ele a dispara. A força do disparo foi tão grande que produziu uma luz que cegou Blake temporariamente. Passado alguns segundos, sua visão foi voltando lentamente, aos poucos ele focava em Ainz, que permanecia parado olhando para ele.
—Esse é seu grande ataque, uma raio cegante? Não me faça ri... -Ao olhar para trás, Blake fica pasmo com a distruíção do ataque de Ainz. O caminhão que carregava o canhão foi pulverizado junto com o exército, o raio ainda atingiu uma das montanhas, que ficou pela metade.
— Me desculpe, tentei me segurar ao máximo! -Diz Ainz.
Blake largou o pequeno controle no chão e correu desesperado para se salvar, deixando apenas seus guardas para ganhar tempo para poder fugir. Os guardas abriram fogo contra Ainz, mesmo sabendo que seria em vão.
— Demiurge. -Ainz chama, autorizando o ataque.
— Sim, Ainz-sama. -Demiurge responde, e numa explosão de velocidade ele parte para cima dos inimigos.
Os soldados não conseguiam acompanhar a velocidade de Demiurge, ele parecia se teletransportar de um lado para o outro se aproximando dos soldados, até que logo apareceu entre os dois, estendeu a mão e colocou sobre suas cabeças.
—Fire! -Ele invoca.
Os soldados largam suas armas e se ajoelham, enquanto Demiurge volta para sua posição ao lado dos guardiões, logo os dois gritam desesperados de dor, arranhando suas gargantas com as unhas como se estivessem sufocando, até suas peles começarem a ceder, caindo aos pedaços. Seus gritos aumentaram com a dor intensa a qual foram submetidos, no fim, seus corpos se incendiaram e viraram cinzas.
Blake corria em direção ao vilarejo que ficava próximo da região onde encontrou Ainz, apenas queria retornar para o reino o mais rápido possível, até que bateu em uma parede invisível no meio do caminho, caindo no chão. Ao se levantar, foi a passos calmos procurando pelo muro invisível que bloqueava sua passagem. Quando o alcançou, procurou por qualquer possível saída ou falha que poderia existir no muro para poder escapar, mas não encontrou nada, estava completamente preso.
—É impossível para um mero humano escapar do meu Force Field, eu o invoquei para que ninguém pudesse escapar. -Ainz diz.
Quando Blake olha para trás, Ainz o agarra pelo pescoço, e com uma grande força bruta, o suspende no ar. O homem começa a se debater violentamente para se livrar das mãos de Ainz, chegou a puxar uma pequena pistola e disparou em seu rosto na esperança de ser solto, mas não houve nenhuma reação.
— Me largue! Se você me matar o reino virá atrás de você, e os quatro cavaleiros sagrados vão te mandar de volta para o inferno. -Blake diz, na esperança de intimidar Ainz.
—Você ameaça meus amigos, tenta me matar e ainda quer me dar ordens? Morra de uma vez. -Ainz responde irritado.
Nesse momento, pequena larvas saem da manga de Ainz, percorrendo todo seu braço até alcançar sua mão. Ao chegar no pescoço de Blake, as larvas comeram a carne, fazendo pequenos buracos para que pudessem entrar em sua garganta. As larvas então começaram a comer o corpo de Blake de dentro para fora, enquanto o homem gritava devido a dor insuportável, logo ele começou a vomitar seu sangue, devido a hemorragia que as larvas causaram.
—Por favor, pare! Eu imploro, não aguento mais! -O homem desiste de seu orgulho e implora por sua vida.
— Quando você aponta sua arma para alguém, significa que está preparado para morrer! Não faça nada tão desprezível como implorar por sua vida, mesmo sabendo que matou vários que imploraram pela deles. Os olhos de Ainz brilham em vermelho brevemente, sinalizando o fim da vida do comandante. Ainz larga o homem no chão e vira as costas, andando em direção a nazarick, e com um estalar de dedos, as larvas dentro do homem entram em combustão e explodem, dividindo o corpo de Blake em dois. Suas vísceras se espalharam pelo chão, e o resto de seu corpo apodreceu quase que instantaneamente, sendo largado para trás.
"Preciso aprender mais sobre este mundo"
Ainz pensa enquanto retorna para nazarick, sua próxima parada será na vila ali perto, e depois o reino de onde Blake havia vindo.
O primeiro de vários passos havia sido dado!
Continua...
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