Overdrive & Dark End

37 Capítulo 8- Trabalho em equipe


Connery: Continuem!

Connery fincou sua foice no peito de um soldado Verrater, enquanto outro tentava ataca-lo por trás, usando uma lança. Ele se esquivou do ataque, e em seguida sua parceira jogou uma faca, acertando na cabeça do soldado.

Connery: Sonar, obrigado!

Sonar: Cuidado!

Sonar acertou outra faca na garganta de um soldado atirador. Connery voltou a se concentrar na luta.

Connery: Estamos indo bem.

Era noite, e assim que os novos recrutas chegaram, a Contra-Verrater resolveu atacar novamente. Dessa vez, numa praça pública, em outro discurso político de Verraters. A praça tinha muita segurança, quase o dobro comparado da vez em que Kizuato assassinou um dos políticos. As ruas ficaram vazias depois do ataque, e naquele momento, só faltava acabar com os Verraters que recuaram.

Connery: Onde está o Kizuato?

Kizuato estava chupando e sangue de alguns Verraters feridos, para depois cortar a cabeça de todos eles. Connery e Sonar o encontraram em volta daquele monte de cadáveres.

Connery: Provavelmente eles vão estar preparados agora.

Kizuato: Sim.

Connery: Você vai liderar um grupo para ir atrás deles, junto de Sonar. Eu vou me retirar, e falar com os novos recrutas. Está bem?

Kizuato: Não podia ficar melhor.

Sonar: Eu nunca gostei muito de você...

Kizuato: Nem eu, assim como não gosto da maioria das mulheres... Espere, eu gosto sim, só é meio confuso.

Sonar: Cala a boca, e vamos acabar com eles!

Kizuato: Ótima maneira de passar a noite.

O resto do grupo se reagrupou com Sonar e Kizuato, enquanto Connery partiu junto dos novatos. Sem Connery e os novatos, restaram apenas vinte pessoas da Contra-Verrater, além de Sonar e Connery.

Sonar: Eu lidero um grupo de dez, e você outro, Kizuato. Nós nos separamos em diferentes lados da cidade, e emboscamos cada um deles.

Kizuato: O que? Você lidera todos eles.

Sonar: Como é?

Kizuato: Acredite, vai dar certo. São cinco Verraters, que provavelmente estão juntos, no meio de muitos soldados. Eu só vou precisar de cobertura. E essa é a sua parte.

Sonar: Ainda não entendi.

Kizuato: Posso usar o arco, e matar os cinco Verraters de longe, mas, provavelmente, assim que um fosse morto, os outros quatro se espalhariam. Mas, posso tentar outra tática. Só preciso que acabem com todos os soldados, ou que me protejam caso algo de errado aconteça.

Sonar: Alguns podiam e ajudar a pegar os cinco Verraters.

Kizuato: Trabalho melhor sozinho.

Sonar: Tem certeza?

Kizuato: Tenho. Essas pessoas só iam me atrapalhar. Sem ofensas, é claro.

Sonar: Então você vai andar pelos prédios? Só para fixar bem o plano.

Kizuato: Sim. Tentem me acompanhar, para não dar problema.

Sonar: Pode deixar.

Kizuato: A partir daí, você vai saber o que fazer.

Kizuato se teleportou para cima de um prédio, e seguiu em frente a partir dali. Algumas vezes saltando em edifícios, ou se teleportando. O grupo de Sonar o seguia, sem perder de vista. Quarenta minutos depois, Kizuato estava no telhado de um prédio, sem mostrar muito a cara, pois tinha chegado na área dos Verraters. Era uma encruzilhada enorme, onde os soldados cercavam os líderes políticos em todas as direções. O grupo de Sonar estava escondido em um beco, esperando o momento certo de atacar.

Kizuato: Vejamos...

Kizuato começou a prever os possíveis movimentos dos inimigos, analisando todas as possibilidades de ataque, fuga, e as chances de tudo dar errado.

Kizuato: Eu odeio falar comigo mesmo, mas não consigo evitar... Vejamos... Exatamente quarenta e sete soldados estão protegendo os Verraters políticos, cercando-os em todas as direções. Na questão numérica isso é seguro, mas, ineficiente. Se eu matar um desses Verraters políticos com teleporte, todos entrariam em pânico, oportunidade perfeita para Sonar atacar. Eu me transformar em lobo não vai dar nenhuma vantagem, se usar flechadas posso ser visto... Caso eu me transforme no gás venenoso, posso acertar Sonar, ou outra pessoa do grupo. Só resta acabar com eles usando o teleporte, ou através da bela e velha perseguição. Mas, posso começar isso de um jeito diferente. Aliás, esses Verraters realmente não olham muito para cima, é estranho. E só estão armados com metralhadoras, nada de espadas, no máximo uma faca.

Kizuato pegou seu arco, e acertou uma flecha no pescoço de um dos Verraters políticos. Em seguida, se teleportou até a área dos Verraters, e rapidamente partiu o estômago de outro político ao meio. Os soldados nem tiveram tempo de mirar para ele, já que Kizuato se teleportou novamente, mas em um prédio diferente, caso eles tivessem visto a direção em que a flecha veio.

Kizuato: Hora de um pequeno descanso...

O grupo de Sonar atacou, e ela estava na frente de todos, no ataque. Os Verraters estavam preparados para aquilo, por isso, mataram muitos membros da Contra-Verrater com tiros certeiros na cabeça ou pescoço. No entanto, Sonar conseguia matar qualquer um que olhasse para ela, pois os arremessos de suas facas eram tão precisos quanto os tiros, acertando sempre pescoços, sem chance de erro. Em minutos, a rua estava cheia de sangue, e cadáveres, um cenários normal para quem vivia naquele mundo. Os Verraters políticos tentavam escapar com uma escolta pequena de três soldados, cada um indo para uma direção diferente. Kizuato se teleportou na frente de um deles, e ficou parado. Um dos soldados tentou atirar em Kizuato, que se teleportou no momento do tiro para a calçada.

Kizuato: Esperava mais.

Kizuato se teleportou até eles novamente, e decepou a cabeça de cada um dos soldados, sem nem dar a chance para contra-ataque. O Verrater político ficou lá, deitado no chão, sem ter chance de sobreviver.

Kizuato: Até mais.

Kizuato cortou a testa do político lentamente, sem dizer nada, e logo se retirou, para ir atrás do próximo.

Kizuato: Eu ouvi dizer que esses políticos tem muito colesterol... Eu que não vou beber o sangue deles.

Enquanto isso, o grupo de Sonar morria lentamente, restavam apenas cinco vivos na batalha, já os Verraters estavam em dezoito. Sonar estava se protegendo usando um escudo mágico, enquanto os outros conseguiam cobertura em paredes de prédios. Não tinha sinal de Kizuato.

Sonar: Atrasados...

De repente, três mulheres do grupo apareceram por trás dos inimigos, carregando espadas e escudos. Começaram a decapitar os Verraters sem dó ou piedade, em pouco tempo, sobravam apenas pedaços deles. O resto do grupo de Sonar aproveitou a oportunidade, e começaram a fuzilar os Verraters restantes. Por fim, todos os Verraters estavam mortos.

Sonar: Vocês demoraram.

Mulher: Nós estávamos com medo de sermos vistas, me desculpe. Fora isso, pensamos em ir atrás dos políticos, mas o vampiro estava fazendo esse trabalho.

Sonar: Aliás, será que ele já acabou com eles?

Kizuato apareceu, com a cabeça dos dois políticos que sobraram em suas mãos. Ele estava impressionado com a quantidade de cadáveres na rua.

Kizuato: A festa acabou... E, nossa... Vocês se saíram muito bem.

Solar: Impressionante, não é?

Kizuato: Vamos voltar para a base, daqui a algumas horas já vai amanhecer, e quero me divertir um pouco antes de descansar.

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Connery: Quero falar com você, Lince...

Ambos estavam no escritório de Connery, em particular. A sala era pintada de amarela, e só tinha uma mesa, e duas cadeiras, sem quadros, ou decoração. Connery achava que era bom ter só o ‘’necessário’’.

Lince: Fale.

Connery: Pelo o que eu ouvi dizer, você escapou da prisão de Abel Verrater sem grandes problemas. Impressionante.

Lince: Eu fiz tudo isso.

Connery: Mas, como? Aliás, de que forma chegou até nós?

Lince: Estupidez dos guardas, digamos assim. E, eu ouvi Denos falando sobre uma carruagem de rebeldes saindo da cidade.

Connery: Esperto.

Lince: E então?

Connery: Vamos parar com os ataques por um tempo, e partir para outros rumos.

Lince: E?

Connery: Você vem comigo nas batalhas. Mesmo que você tenha fugido, não duvido do seu talento. Aliás, por qual motivo Abel te prendeu?

Lince: Eu era um antigo Leone.

Connery: Leone? Boas intenções, mas com péssima execução, era tudo que diziam.

Lince: Não posso discordar disso.

Connery: De qualquer forma, estamos fazendo alguma coisa... E aos poucos, Abel vai morrer.

Lince: Era só isso que queria?

Connery: Sim.

Lince: Então, até mais.

Lince saiu, e Connery via futuro naquilo. Era o começo das mudanças.

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Daewron lutava com Schatten em uma briga de bar. Era amigável, e pura brincadeira. Parecia mais uma festa, ambos não sabiam o que falavam, já que estavam bêbados. O grupo de Daewron sabia dar boas festas. O cheiro de vômito, cigarro, e outras coisas ruins, não importavam. Ninguém ligava para nada.

Daewron: Cala essa bo...

Daewron vomitou no chão, e Schatten começou a rir, depois todos que estavam no bar riram. Em seguida, Schatten pegou Daewron pelo pescoço, e deu dois socos no estômago dele. Jack entrou no bar, e logo saiu, depois de ver a zona que aquilo estava. Terry o acompanhava, ele estava se segurando para não dar risada. Nas ruas, a situação era a mesma, pessoas bebendo, vomitando, e zoando.

Jack: Não entendo o motivo de não chamarem isso de festa.

Terry: Existe a diferença entre festa e caos, eu acho.

Jack: Sério... É tenso.

Terry: Amanhã tudo volta ao normal, eu espero.

Jack: Como o grupo do Daewron se chama?

Terry: Cara... Se eu não me engano eles se chamam... ‘’Sombra Branca’’ ou algo assim.

Jack: O velho Daewron... A gente já lutou um contra o outro numa outra guerra, daí a gente se aliou. Ele não costumava a falar muito ou fazer amizades, e veja só o que conseguiu.

Terry: Se ele for bom de briga, por mim tudo bem.

Na manhã do dia seguinte, a comunidade inteira estava de ressaca, e completamente perdidos. Depois de terem feito uma limpeza, deviam falar sobre negócios, quando estava entardecendo. Terry, Laura, Schatten, Daewron e Marie se reuniram no mesmo bar da briga, e dessa vez, a coisa era séria.

Daewron: Podemos começar?

Schatten: Antes de tudo, preciso saber uma coisa... Como se soletra Daewron? Tem um ‘’n’’ no meio? Sério, sempre me esquecia de perguntar isso, desde antigamente.

Daewron: Normalmente, não... Mas, se for precisar escrever sobre mim, faça do jeito que quiser.

Terry: Era isso que queria perguntar, Schatten?

Schatten: Só curiosidade.

Terry: Muito bem. Mas, falando de coisa séria... Como vai ser o acordo, e o plano de invasão?

Daewron: Tenho quase quatrocentos homens comigo, não temos bons equipamentos e armas, vocês possuem. Meus soldados vão ser seus, todos eles nesse ataque, mas nós vamos levar boa parte do equipamento. Se o ataque der certo, os Defensores vão ser aniquilados, caso algo de errado aconteça, bem... Vocês morrem, eu também, ou não. Vai saber.

Terry: Justo. Mas, eu não vou participar da batalha.

Daewron: Ótima decisão. Bem, eu não mato muita gente com Schatten e Jack faz tempo, então vai ser nostálgico. Na verdade, eu fiz isso poucas vezes, já que na maior parte do tempo, queria matar o Schatten. Então, vou participar dessa batalha, nunca gostei desses Defensores.

Laura: O plano de batalha vai ser feito agora?

Daewron: Três semanas para isso, mas tenho uma ideia de que nós poderíamos nos dividir, cada um liderando algumas pessoas. Para entra na cidade, vou precisar de mais alguns detalhes.

Schatten: Vou confiar em você pelos velhos tempos, Daewron.

Daewron: Quais? Aqueles em que eu queria te matar, ou aqueles em que ajudei?

Schatten: Ambos. Era divertido.

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Uma semana depois, Rewly voltou para a cidade, e ficou surpreso em ver como as coisas tinham mudado. Os soldados patrulhavam com mais frequência, as ruas estavam limpas, e Daniel inclusive parecia ter conseguido mais alimentos. Depois de desfazer as malas, Rewly e Daniel se sentaram num banco da praça, para falar sobre como aquilo foi feito. O dia parecia ter começado bem.

Daniel: Novidade, não?

Rewly: Como você fez isso?

Daniel: Coloquei grupos de busca, e fiquei de olho neles, por muito tempo.

Rewly: Só isso?

Daniel: Algumas vezes eu fiz isso por conta própria.

Rewly: Nossa...

Daniel: E você, conseguiu o que queria?

Rewly: Logo você vai ver...

Daniel: Aliás, me acompanhe, quero te mostrar uma coisa.

Daniel levou Rewly até seu apartamento, e abriu uma porta trancada. Era um quarto pequeno, lotado de bombas que o próprio Daniel tinha feito.

Daniel: Como pode ver...

Rewly: Como você fez tudo isso?

Daniel: Foi difícil conseguir o material, mas está aí.

Rewly: Aqui tem setenta bombas, mais ou menos.

Daniel: Elas não são de longo alcance, tirando duas.

Daniel mostrou ambas para Rewly, que ainda estava impressionado.

Daniel: Fogo de Dragão.

Rewly: O que disse?

Daniel: Esse é o nome delas.

Rewly: Ah, ótimo...

Daniel: De qualquer forma... Conseguiu alguma coisa a mais, além dos novos soldados?

Rewly: Sabe aquele muro quebrado onde é possível entrar escondido? Vamos reformar ele, reforçar os que já temos, e até fazer com que fiquem mais altos.

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Yang estava deitado numa rede, relaxando, como sempre costumava fazer. Fechou os olhos por um segundo, e quando abriu, Terry apareceu na sua frente.

Terry: Aquele cara, o elfo... Ele tem algo relacionado a você?

Yang: O que?

Terry: Você sabe, o seu papel para cumprir aqui.

Yang: Sim, ele tem algo relacionado a isso.

Terry: Eu nunca entendi isso muito bem.

Yang: Nem eu. Meu objetivo é punir aqueles que fizeram algo de ruim, mas minha irmã deve proteger o artefato, acima de tudo. No fim, Schatten e Ilere foram pessoas importantes nisso, o que de certa forma deixou eu e ela conectados a ambos. Só sei que me importo com Schatten, e ele não pode ser morto.

Terry: Você é como um anjo da guarda.

Yang: Demônio da guarda.

Terry: Está bem.

Yang: Tem muita coisa para ser feita, e Schatten é extremamente importante nisso. Assim como Ilere seria, caso estivesse viva.

Terry: O que você sabe sobre essa Ilere?

Yang: A irmã do Schatten, ela foi morta pelo próprio irmão. Durante um bom tempo, ambos brigaram... Mas, isso não importa. Só tenho certeza que ela não era bonita.

Terry: Como disse?

Yang: Se ela fosse do gênero oposto, talvez pudesse ser.

Terry: Obrigado por me fazer ter nojo de você novamente, Yang.

Yang: Foi só um detalhe.

Terry: Que eu prefiro esquecer.

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Crystal estava com Albert, perto das montanhas, ambos conversaram poucas vezes, durante todos os dias em que ficaram juntos. Passavam fome, e conseguiam racionar o pouco de comida que tinham. Os dois caminhavam sem rumo, e nem sabiam para onde iriam. A noite aos poucos se aproximava.

Crystal: Maldição.

Depois de duas horas, Crystal e Albert acharam uma estrada, e um caminhão parado na frente. Um homem estava lá dentro, sinalizando para ambos irem até ele. Eles chegaram até o caminhão, estavam cansados, mas ainda não tinham entrado.

Crystal: Quem é você?

O homem virou seu rosto para Crystal, e apontou uma arma para ela. Albert ficou parado, enquanto alguém saía do outro lado no caminhão. Era Larry, que ainda estava de olho neles, o que os surpreendeu. Em seguida, outro carro apareceu, com um homem misterioso dentro. Ele parecia ser bem musculoso, e tinha uma cara de doente mental, fora isso, estava sem boa parte do cabelo.

Larry: Vocês estão muito quietos, sabiam? Sem se abrirem um com o outro, falam muito pouco, e tudo mais. Isso devia ser uma dupla, porcaria. Por isso, e para minha diversão, eu quero oferecer um desafio para vocês...

O homem saiu do carro, com uma faca na mão. A aparência era ainda mais assustadora de perto.

Larry: Esse é o Senhor Pedr... Pedor... Senhor Pedo. A razão de ele ter esse nome? Eu não sei, mas ele gosta de coisas bem novas, pelo que ouvi dizer. Na verdade, dizem que ele é bem ruim, agora me lembrei. Acabem com esse infeliz, e vão fazer um favor para todos. Simples assim.

Larry tomou a arma de Crystal, depois ela foi empurrada com Albert para fora da estrada. O inimigo dos dois se aproximava aos poucos.

Larry: O branco pode usar esse martelo sem problemas.

O Senhor Pedo avançou na direção de Crystal com tudo, e ela começou a ser espancada brutalmente. Atacar com a marreta seria um erro, já que a mesma tinha um peso enorme.

Albert: Discharge!

Uma descarga elétrica acertou o Senhor Pedo, que caiu no chão. O rosto de Crystal ficou coberto de sangue, mas apesar da dor, conseguiu se levantar. Com raiva, a assassina ficava chutando o Senhor Pedo com força, mas ele ainda resistia. Enquanto isso, Larry assistia a luta de longe, certas vezes até rindo, e conversava com o motorista do caminhão.

Larry: Trabalho em equipe, excelente! Mas, espera... Será que o nome dele é mesmo Senhor Pedo, ou eu me enganei... Ouvi dizer que ele se chamava Pedro. Mas, tanto faz...

Crystal ainda chutava o Senhor Pedo, até que ele pegou a faca, e fincou na perna dela. Logo então, ele se levantou, e avançou na direção de Albert, que ficou surpreso, não conseguindo reagir. Ele colocou Albert no chão, e começou a espancar o mesmo, igual fez com Crystal. Larry ainda estava rindo, adorando cada momento da luta. Albert conseguiu dar um chute nele, e se levantou.

Albert: Tecnives!

Albert acertou um projétil metálico e cortante na perna direta do Senhor Pedo, que ficou de joelhos, tentando resistir. Albert se aproximou do seu inimigo, quase morto, olhava para ele com certo desconforto.

Albert: Até mais...

Albert bateu tanto na cabeça dele, que quase esmagou, mas estava de olhos fechados, pois não queria ver. Ao abrir os olhos, quase vomitou ao ver que apesar de não ter deixado ela em pedaços, um dos olhos dele estava fora do lugar. Inclusive tinha muito sangue espalhado em todo o chão. Albert fechou os olhos novamente, e resolveu finalizar o seu trabalho. Quando abriu os olhos novamente, viu que não tinha sobrado quase nada, era literalmente uma carne moída. Deu até vontade de vomitar, inclusive ao ver como sua marreta estava suja.

Albert: Como eu...

Larry: Como você fez isso? Acho que conseguiu usando alguma coisa do tipo... Instinto de assassino, ou algo assim.

Larry já estava na sua frente, na verdade, Albert nem tinha notado que aquele doente mental estava observando a execução bem de perto.

Larry: De qualquer forma, vou ser bondoso. Sabe o carro desse homem que você acabou de...

Albert olhou para Larry com uma cara cheia de raiva, que nem ele conseguiu terminar a frase.

Larry: De qualquer forma, as chaves estão lá dentro. Aliás, já deixei tudo preparado, lá dentro vocês vão ter mais um pouco de comida, água, e até remédios ou curativos, caso precisem. A arma da garota está lá também, aproveitei para fazer isso enquanto as coisas estavam chatas. De qualquer forma, é só não irem atrás da gente, pois se fizerem... Nós vamos saber. Até mais.

Larry foi embora, e Albert ajudou Crystal a se levantar. Depois, levou ela até o carro.

Crystal: Dormimos no carro?

Albert: Sim...

Crystal: O que foi aquilo?

Albert: Eu não sei... Só não estou me sentindo muito bem... Larry... Ele estava brincando com a gente, não estamos seguros nessa região.

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Depois de mais um tempo, faltava apenas um dia para os Caçadores atacarem a cidade dos Defensores. O plano de batalha já estava pronto, eles atacariam de madrugada, antes, montando um grande acampamento numa área bem aberta, onde discutiam os últimos detalhes, e até descansavam. O lugar não era muito longe, e nem tão perto da cidade. Eles não estavam usando nenhum carro, preferiam cavalos, para os que quisessem usar, é claro. Schatten, Daewron, Yang, e Jack conversavam, só relembrando do plano de ataque. O horário era de almoço, mas faltava apetite naquela situação.

Daewron: Como vocês sabem, podemos mandar alguns soldados atacarem por trás, pela tal parte fraca dos muros.

Schatten: Eles devem vigiar aquela área, não vão deixar ninguém entrar ou sair de qualquer jeito. É preciso ser muito burro para acreditar nisso.

Daewron: Então podemos ir direto para o ataque aéreo.

Yang: Óbvio.

Daewron: Sabe o que fazer, não é Yang? É só voar, e acabar com qualquer um que ver na frente. Além disso, tente abrir os portões da cidade, vai facilitar o trabalho.

Yang: Já tinha entendido essa parte.

Daewron: De qualquer forma, cada um vai liderar alguns soldados.

Schatten: Vou tentar fazer o meu melhor.

Jack: Era só isso?

Daewron: Sim. A Marie não está aqui, pois a deixei de olho, vai que alguém passa do limite na bebida, ou coisa do tipo.

Schatten: Tenha cuidado com os bêbados. Lembro que quando eu era criança, um deles queimou um celeiro inteiro de uma fazenda vizinha.

Daewron: Só não entendi a razão da Laura não ter vindo.

Schatten: Ela disse que tinha entendido tudo, e preferiu treinar as pessoas que ela vai liderar.

Daewron: Entendi. Bem, tenham uma boa noi... Melhor dizendo, dia de sono, pois esse pode ser o último.

Schatten: Eu realmente queria entender... Como você virou líder?

Daewron: Vou te explicar depois da batalha.

Schatten: Por mim tudo bem.

Horas depois, numa madrugada escura, os Caçadores chegaram na cidade, com o exército de Daewron, obviamente. Daewron e Schatten estavam na frente de todos, olhando para a cidade, conforme os vigias nos muros viam todos eles, e entravam em pânico. Schatten estava calmo, mas isso não o impediu de dizer uma coisa antes do ataque.

Schatten: MATEM TODOS ELES!