Overdrive & Dark End
18 Capítulo 17-Voltando para a guerra
Notas iniciais
Asteriscos representam ações ou pensamentos dos personagens
Nelly caminhava pelos corredores do castelo de Everwinter, não sabia o que fazer. A sua respiração estava pesada, parecia que ela caminhava por horas, sem nenhum objetivo ou destino. Talvez ela estivesse querendo fugir de alguém, ou estava procurando uma pessoa. Nelly saiu do castelo, e encontrou Ned, sentado em sua cadeira de rodas e olhando para o castelo. Era uma manhã totalmente diferente do que estava acostumada.
Ned: Olá, Nelly...
Nelly: O que está fazendo?
Ned: Pensando... Precisamos melhorar nossa segurança, esse castelo já está velho, não vai aguentar tanto tempo.
Nelly: Então, vai sugerir o que?
Ned: Não podemos sair daqui... Eu deixei meus homens muito acomodados, vou aumentar os horários de treinamento.
Nelly: Não vai recrutar mais gente?
Ned: Não sei... São raros os prisioneiros como você. Aliás, como era viver lá?
Nelly: Do que está falando?
Ned: Quero estar pronto caso algum ataque aconteça.
Nelly: Bem... Os canibais não deixavam a gente em paz, e as pessoas vivem na miséria.
Ned: Isso eu já sei.
Nelly: Alguns participam de uma espécie de culto que quer te amaldiçoar, Ned. As pessoas também são organizadas, aquela rebelião foi organizada. No mais, as pessoas fazem tudo para sobreviver, alguns canibais caçam e dão de comer para seus filhos, enquanto outros preferem devorar eles vivos.
Ned: Tem famílias por lá?
Nelly: Sim... Tem uma espécie de matrimônio lá. Em algumas madrugadas, as pessoas se reúnem, e declaram seu amor em público. Não é um casamento, mas até que era legal.
Ned: Interessante.
Nelly: Eu acho estranho você não saber de nada sobre isso.
Ned: Eu não me arrisco a entrar naquele lugar.
Nelly: Especialmente agora...
Ned: Você tem família? Namorado, filhos ou alguma coisa?
Nelly: Não.
Ned: Era o que eu imaginava. Agora, venha comigo, tenho que te mostrar uma coisa.
Nelly acompanhou Ned até o campo de treinamento, localizado nos fundos de Everwinter. Nelly ficou quieta, e Ned fez o mesmo. A neve parecia ter desaparecido, o campo de treinamento era belo, parecia uma quadra de futebol, mas completamente escuro e com tochas ao redor. Os Verraters pareciam estar esperando Nelly, nem estavam treinando, eles apenas olhavam para ela.
Nelly: O que é isso?
Ned: Bem... Vou perdoar você dessa vez, mas nunca mais minta para mim de novo.
Nelly: O que?
No meio do campo estavam três sacos, com pessoas dentro. Elas estavam se mexendo e não paravam de gritar que queriam sair.
Ned: Bem...
Os Verraters tiraram as pessoas dos sacos, e Nelly começou a chorar. As pessoas eram seus dois filhos, e seu namorado. Eles estavam amarrados, e aparentavam estar desnutridos de tão magros que estavam. O seu namorado parecia ter cinquenta anos, mesmo tendo trinta, e as crianças de seis anos de idade tinham tantas cicatrizes, que ficava óbvio que eles foram torturados. O namorado de Nelly era careca, e seu nariz foi decepado, enquanto as crianças tinham longos cabelos, mas seus olhos foram arrancados.
Ned: Como você pode ver, eu tenho seu namorado e seus filhos, bem vamos logo com isso. Para você continuar com a gente vai precisar esquecer a sua vida antiga, e começar de novo, o que significa que eles vão ter que morrer. E VOCÊ vai matar eles.
Nelly estava desesperada chorando, sentia uma sensação de ódio a qual nunca pensou que sentiria, mas ela não podia fazer nada.
Nelly: E caso eu não faça nada, o que acontece?
Ned: Bem... Eles vão morrer, e você vai junto, simples assim. Mas, muita gente aqui pretende fazer coisa pior com vocês três, isso eu garanto.
Nelly: Como assim?
Ned: Você sabe, os homens que cercam você são doentes mentais, podem fazer qualquer coisa. Você acha mesmo que eles não tentariam se divertir com vocês três? Bem, o nariz de seu namorado foi decepado, e os olhos de seus filhos foram arrancados, na verdade deixei que fizessem algumas coisas, mas apenas para entreter esses retardados. Você é a única mulher entre nós, Nelly, e eu não deixo ninguém encostar em você por proteção, mas caso as coisas fujam do controle eu posso parar de fazer isso. Eles passaram por tanta dor, acabe com isso de uma vez. Caso contrário, eles terão que passar por coisas bem piores, e você também. Sei que é difícil fazer isso, mas é um novo começo, para uma vida melhor.
Nelly: ...
Ned: Tirando Abel, nenhum Verrater tem família, é algo que precisamos sacrificar para o bem de nosso grupo.
Nelly: É só eu matar, e tudo está acabado?
Ned: Sim.
Ned entregou um machado para Nelly, e ela se aproximava daqueles que amava. Eles ficaram de joelhos, e Nelly cortava a cabeça de cada um, e elas rolavam no chão. Nelly sentia cada golpe, e tentava não olhar, pois choraria ainda mais. Ela estava acabada, não podia fazer nada. Caíram mais lágrimas do que sangue, e Nelly não conseguia abrir os olhos. Ned se aproximou de Nelly com um sorriso.
Ned: Você é uma de nós agora, Nelly.
Nelly: Seu monstro...
Ned: É o que todos pensam, mas depois você vai ter uma nova vida, e logo vai esquecer isso. Você pode ir tomar um banho, e depois pegar algumas surpresinhas que deixei para você.
Nelly: Cala essa boca.
Ned: Vou deixar você sozinha.
Nelly: É bom mesmo.
Ned mandou todos os homens irem embora. Nelly ficou sozinha, ainda com os olhos fechados e chorando. Ficou lá por vinte minutos, e saiu de cabeça erguida, agindo como se nada tivesse acontecido.
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Ilere e seu grupo saíram da destruída floresta de Lostope, aquilo parecia um mundo totalmente novo para muitos. Ilere queria continuar sua busca ao tesouro, a questão era como, e por onde ela deveria começar. O grupo ficou sentado em uma estrada vazia e velha, pararam para comer algumas frutas que acharam no caminho. Eles estavam em uma região chamada Autain, conhecida por suas dezenas e enormes colinas e montanhas. A região é conhecida por ser fria, mas mesmo assim nunca caiu neve por lá.
Daewnron: E agora, o que fazemos?
Ilere não passava bem depois do que aconteceu com Elly e Emily. Ela olhou para Daewnron de um modo confuso, sabia o que fazer, mas ao mesmo tempo não.
Ilere: Provavelmente eu vou começar a caça ao tesouro... Preciso me encontrar com Azarok...
Daewnron: O Leone?
Ilere: Sim.
Daewnron: Vai fazer besteira. O último líder deles, Fido Leone é alguém que todos amam, mas no fundo ele e a organização são iguais aos Verraters. A diferença é que os Leones são bem educados, e lutam para manter a boa fama, mesmo fazendo coisas doentias.
Ilere: Fido está morto, até onde eu sei o filho dele tá assumindo a organização.
Daewnron: Os Leones não são diferentes dos Verraters, vai por mim. Eles tentam acabar com qualquer um que vá contra a vontade deles, mas Fido distribui, ou melhor, distribuía dinheiro na rua, e todos acreditavam nele. Ele tentou acabar com nosso clã de espadachins depois que uma negociação fracassou, não sei muitos detalhes sobre isso... Antigamente existiam diversos grupos e famílias poderosas, mas Abel e Fido acabaram com todas, uma por uma. Abel atacava como um selvagem, massacrava, torturava qualquer um que quisesse se opor a ele. Fido fazia as mesmas coisas, mas era discreto, ou abalava o psicológico da pessoa, ou pagava alguém para acabar com as pessoas influentes. Eu não vou negar que alguns do meu clã de espadachins nunca foram totalmente honestos. Alguns eram assassinos por conta própria, desde que pagassem em dinheiro para eles. Fido dava uma fortuna, e após o serviço ter sido completo ele simplesmente matava o cara, e jogava o corpo em um rio, ou queimava. Eu presenciei isso com meus próprios olhos, quando estava escondido.
Ilere: O que faz eles serem diferentes de nós?
Daewnron: O objetivo, a intenção, ou a maneira que fazemos as coisas.
Ilere: Mas... Nós matamos e fazemos coisas horríveis, isso faz com que nosso grupo seja formado por um grupo de maníacos? Talvez Fido tenha sido uma pessoa um pouco ruim, mas a organização inteira não.
Daewnron: Eu não recomendaria começar pelo Azarok...
Ilere: E por onde começamos?
Daewnron: Alguns membros que restaram do meu clã podem ajudar, mas eu não sei onde estão.
Ilere: Podemos ir com calma, Abel nunca vai tocar no tesouro sem que eu esteja perto.
Daewnron: Você se importa com o tesouro?
Ilere: Inicialmente sim...
Daewnron: E agora?
Ilere: Acho que ele é o caminho perfeito para provar o que Emily disse, talvez o que ela tenha feito não seja em vão.
Daewnron: Excelente.
Ilere: Seria muito bom ter umas aeronaves, se for ver por outro lado.
Daewnron: Eu adorava pilotar elas. Era muito bom ir caçar com uma nave daquelas, ter uma visão geral da área, e depois era só atacar.
Ilere: Sério? Eu lembro que gostava e muito também...
Ilere e Daewnron continuavam conversando, o resto do grupo ficou calado de tanto que se divertiam com as histórias. Por um momento, Ilere parou.
Ilere: Estranho, não é?
Daewnron: O que?
Ilere: Tem muita coisa horrível pela frente, ainda o que já passamos, e a gente aqui agindo como se nada tivesse acontecido.
Daewnron: Mas isso é bom.
Ilere: Talvez... Esse mundo é cruel demais, talvez se for para a gente sobreviver, nós precisamos agir de acordo com ele...
Daewnron: Como assim?
Ilere: Talvez ser um bom líder não signifique ser apenas uma boa pessoa... Talvez a gente precise quebrar algumas promessas de coisas que nunca pretendíamos fazer, ser mais frios... Eu não entendo, talvez Elly e Emily não teriam sido mortas se nós fossemos mais frios. Eu sempre passei por situações de perigo, mas nada daquele nível. Eu queimei uma floresta inteira, pois era necessário. É estranho como você é forçado a ir contra você mesmo pelo jeito que as coisas funcionam. Por um momento eu esqueço o mundo em que vivemos...
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O grupo de Azarok continuou seguindo viajem, em um ritmo mais rápido que anteriormente. Azarok reconhecia os grandes campos vazios e verdejantes pelos quais o grupo passava. E uma base dos Leones estava bem próxima. A manhã estava excelente, coisa que eles não sentiam fazia tempos.
Azarok: Estamos chegando, temos no máximo mais três horas de viagem.
Schatten: Fantástico.
Azarok: Aliás, aproveitem quando chegarem lá, em uma semana pretendo ter o ataque em Everwinter organizado.
Schatten: Como é por lá, afinal?
Azarok: Bem, poderemos dormir em quartos e camas quentes, vai ter comida boa, e também relaxar, se for possível. Então, é melhor que aproveitem.
Lince: *dirigindo* Não quero perder o costume...
Azarok: Ótimo, então pode dormir ao ar livre e sem nenhuma coberta, como sempre.
Psycho: Um pouco de descanso, é o que eu precisava...
Jack acendeu um cigarro, o que incomodou Lince na mesma hora. Azarok também pegou um e começou a fumar no carro.
Lince: Cara, eu odeio vocês... Eu não consigo dirigir com gente fumando no carro, a fumaça atrapalha...
Azarok: Quero aproveitar, pois quando chegar lá os caras me matam se descobrirem que eu fumo
Jack: Não pode fumar lá?
Azarok: Não... Ao menos eu, meu pai era contra o cigarro, e seria bem decepcionante ver o filho seguir por outro caminho.
Jack: Entendi...
Daniel: Azarok, o que você vai fazer com o Larry, quando a gente pegar ele?
Azarok: Ele não é nosso objetivo, mas se Larry cruzar nosso caminho de novo eu simplesmente acabo com aquele travesti.
Schatten: Aliás, a gente vai atacar os Verraters diretamente depois de Everwinter?
Azarok: Talvez... Não é questão de atacar, e sim como fazer isso. Na verdade, eu pretendo entrar em contato com os outros Leones, e quero que abandonem todas as fortalezas e bases.
Psycho: Mas, isso seria um prato cheio para os Verraters, roubar as armas e tudo mais.
Azarok: Vou falar para eles levarem apenas o que é útil, armas, equipamentos médicos e por aí vai.
Psycho: E o resto?
Azarok: Vou falar para queimarem as bases.
Schatten: O que você pretende fazer, não é meio arriscado?
Azarok: É... Mas, eu não quero defender, e sim atacar... Isso é tudo o que eu pretendo fazer, por enquanto. Conto com o destino e a sorte para nos ajudarem.
Jack: E eu conto com o meu pagamento, não se esqueça.
Azarok: Você será recompensado quando isso acabar.
Jack: E se acabar de uma maneira diferente que esteja pensando, e caso eles ganhem?
Azarok: Daí todos nós vamos estar mortos do mesmo jeito, não teria com o que se importar.
Jack: Exceto que arrisquei minha vida por nada.
Azarok: Lutando naquela arena você ainda correria o risco de morrer.
Jack: Mas lá só lutavam fracos que eu arrancava um braço esquerdo e uma perna direta ao mesmo tempo.
Azarok: Até que nós aparecemos...
Jack: E vocês me venceram, eu quebrei a espada do garoto que usa a escopeta. E no fim estou aqui, com quem arruinou minha vida.
Azarok: Quanto drama...
Lince: Podem calar a boca, por favor, não consigo dirigir com a fumaça do cigarro e com vocês discutindo.
Azarok: Está bem... Pisa fundo. E Lince, abrir os vidros ajuda muito.
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Nelly tomou banho e foi até seu quarto se vestir, saindo de lá foi direto até a cozinha, onde Ned provavelmente estaria. Ao entrar lá, viu uma armadura branca extremamente bela em cima da mesa, ela não era muito grande e parecia ser bem leve. Ned estava esperando Nelly chegar, segurando duas lâminas negras.
Ned: Bem, agora não vai mais precisar da estaca.
Nelly: Ótimo.
Ned: Se quiser vestir a armadura e levar as armas agora para o seu quarto, tudo bem.
Nelly: Não quero sujar ela hoje, depois eu experimento.
Ned: Excelente. Bem, sobre o que aconteceu hoje...
Nelly: Tanto faz, era algo necessário, e nem estou sentindo falta deles.
Ned: Está bem. Agora, vou ver como está indo os treinamentos dos outros soldados. Hoje eu vou deixar você admirar suas armas e armadura, mas amanhã você vai treinar sem falta.
Nelly: *rindo* Tudo bem...
Nelly saiu da cozinha antes de Ned. Ela caminhava sem rumo pelo castelo, evitando olhar para as janelas, até chegar em uma biblioteca. As paredes eram brancas, com faixas douradas enormes nos tetos, aparentemente ela tinha mais de mil livros, de ficção, biografias e tudo mais. Denos estava procurando alguns livros, principalmente alguns sobre guerras e estratégia.
Nelly: O que está procurando?
Denos: Livros sobre guerras, e táticas de batalha, especialmente.
Nelly: E esse que está segurando?
Denos: Ele é bem fora da realidade... Especialmente na questão de romance.
Nelly: Como assim?
Denos: Um cara se apaixona por outro homem, e eles tentam viver felizes, e querem que as pessoas aceitem isso.
Nelly: Estranho.
Denos: Sabe que isso nunca foi aceito nesse mundo. Já ouviu falar do Hino do orgulho?
Nelly: Sim. Já escutei Ned cantando várias vezes.
Denos: O rei que a canção fala de fato existiu, e ele era extremamente louco e insano por causa disso. Ele namorava um homem secretamente, e seu pai abominava isso, queria que o sangue da família continuasse a existir por anos e anos. Então o pai dele, que era rei na época, matou o seu namorado, e forçou seu filho a se casar com dezoito mulheres. Nesse tempo ele ficou insano, e virou um maníaco, descontava sua raiva no seu povo, e assim acabou se tornando um monstro. As mulheres dele acabaram fugindo, e seus filhos e descendentes estão espalhados por aí. Talvez eu seja um bisneto dele...
Nelly: Triste... Certas vezes nós se tornamos loucos por pessoas que amamos.
Denos: Sim.
Nelly: Denos, você teve alguma namorada ou esposa antes de virar Verrater?
Denos: Nunca...
Nelly: Pelo jeito que se veste, com a armadura colorida e tudo mais, eu não me surpreendo.
Denos: Cala essa boca.
Nelly: Mas você é um cara bonito, diversas mulheres podem disputar você.
Denos: Ned também cuida da aparência dele, e nem por isso...
Nelly: Ned é velho, gordo e aleijado. Você é novo, bonito e se cuida, quem não iria te querer?
Denos: Você não entendeu? Eu não quero nada disso... Os Verraters são minha vida.
Nelly: E também são a minha, mas nem por isso vou obedecer todas as regras.
Nelly se aproximava de Denos, querendo beijar ele. Denos derrubou Nelly no chão antes que algo acontecesse.
Denos: Ned não quer que ninguém toque em você, quebrei uma regra. Tudo vai acabar bem se você não falar nada sobre isso.
Nelly: Não se preocupe...
Denos: Ned te aceitou bem rápido, mas não quer dizer que goste de você.
Nelly:...
Denos: Não fale comigo por um bom tempo, e nem abra a sua boca. Está bem?
Nelly: Ótimo...
Denos saiu da biblioteca, deixando Nelly na biblioteca. Ela começou a falar sozinha, um pouco frustrada.
Nelly: Fazer amizade com o inimigo... Pois é Nelly, isso falhou... Talvez eu tenha ido longe demais...
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Três horas se passaram, e os campos extensos e vazios apareciam. Eles estavam a poucos minutos do local destinado, depois de longas viagens finalmente algo bom estava para acontecer.
Lince: Estamos chegando...
Jack: Aproveite esse cigarro, Azarok.
Lince: Depois de tanto tempo algo bom está para acontecer.
Psycho: Espero que eu tenha perdido uma orelha e olho por algo bom.
Schatten: E a Flauspinne finalmente vai poder respirar.
Azarok: Sei que estamos ansiosos por esse momento, mas fiquem calmos. Apesar do conforto as coisas só vão complicar.
Schatten: Isso é óbvio.
Daniel: Mas agora você vai ter contato com outros soldados Azarok, as coisas podem facilitar.
Azarok: Tem razão. Mas nós estivemos fora da guerra por muito tempo, Abel pode ter se recuperado da mão decepada, e pode ter feito muita coisa pior.
Schatten: Azarok, você pode mandar uma equipe de busca para Ilere?
Azarok: Vou tentar. Aliás, algumas crianças que tem por lá vão adorar a Flauspinne.
Psycho: Vocês deixam crianças viverem em bases?
Azarok: Elas são seguras, e só deixamos se os pais quiserem.
Schatten: Isso é ótimo!
O grupo enxergou um muro enorme, maior do que o antigo de Noline. O portão era pequeno, e nem dava para ver naquela distância. Naquele momento todos ficaram sem reação, de tanta alegria e nervosismo.
Azarok: A partir daqui nós voltamos para a guerra, caros amigos.
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