Overdrive & Dark End
16 Capítulo 15-Salvação
Notas iniciais
Asteriscos representam ações ou pensamentos dos personagens
Começava a anoitecer, e Abel estava sentado em uma calçada ao lado de um restaurante, apenas observando. Ele olhava nos destroços de Noline, prédios destruídos, e cacos de vidro espalhados pelo chão. Ficou orgulhoso de ter feito aquilo, então se lembrou da sua amada morta, e começou a estranhar esse tipo de pensamento. Então, Abel se levantou, e antes de pensar em fazer outra coisa, os sinos voltaram a tocar.
Abel: O que está acontecendo?
Abel correu até o portão de entrada da cidade, onde pousavam aeronaves não muito grandes. David carregava um Verrater em seu ombro, sua cara triste, e os ferimentos dos soldados já entregavam as péssimas notícias.
Abel: O que aconteceu?
David: Na floresta... Ilere escapou, e os outros moradores do vilarejo também fizeram o mesmo. Eles querem guerra, ainda estão lá, mas escondidos.
Abel: É tão grave assim?
David: Os seus soldados estavam acompanhados de alguns homens da minha gangue, ninguém sabe onde eles estão escondidos. Os Verraters dizem ter emboscado um grupo de caçadores, mas eles eram ferozes, alguns até atacaram com mordidas, enquanto outro caçador mutilou muitos homens da pior forma possível. Sugeri que fossem enviadas aeronaves para ver como estava a situação, e fui junto caso algo saísse do controle.
Abel: Você só pode estar de brincadeira...
David: O que?
Abel: Quer dizer que esses idiotas não conseguem matar um grupo de caipiras idiotas que nunca tocaram em uma arma, e inclusive são mutilados por esses infelizes que atacam com mordidas? Nem precisava ter mandado resgatar, eles já deveriam estar mortos MESMO.
David: Quer que eu faça alguma coisa?
Abel: Vamos deixar desse jeito, por enquanto ao menos.
David: Não subestime seus inimigos, Abel.
Abel: Não estou subestimando. Apenas pretendo sempre estar um passo a frente deles.
David: Como assim?
Abel: Em pouco tempo você verá, David... Quem precisar morrer na floresta lutando com Ilere, que morra, simples assim. Se o objetivo é apenas atrasar ela, então que seja.
David: Você não queria a cabeça dela como troféu?
Abel: E isso eu terei, só preciso de paciência.
David: E quanto ao Azarok?
Abel: Ele está sendo procurado com uma recompensa enorme, mas eu já tomei providências maiores. Todas as bases Verrater foram abandonadas, tirando Everwinter e a minha fortaleza principal, é claro. Já está tudo planejado.
David: Aliás, tenho uma coisa para te falar, tinha me esquecido...
Abel: Péssimas notícias, novamente?
David: Após Ilere e os outros saírem do vilarejo, dois caras que trabalham para mim, encontraram diversos corpos desmembrados, e isso me lembrou de uma coisa... No passado, eu ordenei o massacre de um antigo grupo de espadachins, que vivia nas florestas de Godspring. Eu lembro de que alguns sobreviveram, e o clã continuou, apesar de tudo. O jeito que aqueles homens foram mortos e mutilados... Não me restaram dúvidas de que algum membro desse clã estava lá. Eu até tinha pedido para me trazerem o que restou dos corpos, queria dar uma olhada.
Abel: Bem, vocês venceram nesse massacre, certo?
David: Sim, mas não foi fácil, perdemos muitos homens... Eles eram um grupo extremamente mortal, e a gente precisava tirar eles do nosso caminho. Seja lá quem for, se estiver aliado com Ilere, e caso ela se junte ao Azarok, estaremos ferrados.
Abel: E nós não deixaremos isso acontecer, estou certo? Então, vamos por partes, primeiro se focamos em Azarok e atrasamos Ilere, então nós vamos lidar com ela.
David: Aliás, eu vou começar uma caça ao Azarok, só que dessa vez, pessoalmente.
Abel: Vai ser muito bem recompensado, acredite em mim.
David: Além de que, já matei o pai, o filho será apenas para completar a coleção. Só pretendo ficar aqui por mais um dia.
Abel: Ótimo.
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Ilere não conseguia dormir, era tarde, e faltava cerca de três horas para amanhecer. Não tirava da cabeça que mandar Emily para lá poderia ser uma péssima ideia. Olhou para os lados e viu todas aquelas pessoas dormindo, as crianças tendo de dividir travesseiros, e cada um tendo que se agarrar no outro para não passarem frio. Ilere olhou para as rochas que trancavam a saída da caverna, e pensava se aquilo era seguro.
Ilere: *pensando* Como isso pode ter acontecido?
Ilere então começou a chorar, mas as lágrimas não eram vistas, e ninguém escutava ela chorando. E mesmo se alguém estivesse acordado, nem sequer seria possível notar a agonia de Ilere. Aquelas eram as lágrimas do silêncio, as quais apenas Ilere sentia, para ninguém ver ou escutar.
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O grupo de Azarok estava dormindo dentro do carro, mesmo que fosse um pouco apertado. Eles já estavam acostumados com péssimas noites de sono, e diversas dores no corpo ao acordar. Jack estava tendo sonho, que era feliz e horrível ao mesmo tempo, se recordando dos tempos em Nobayck, prisão de segurança máxima dos Verraters.
Dias cruéis se passaram na prisão dos Verraters, Jack estava quieto, como sempre, e muitos guardas o consideravam inofensivo. Talvez tivesse perdido sua força e vontade, devido ao seu péssimo cheiro, depois de tempos sem banho, além do fedor das outras celas. As coisas por lá eram extremamente depressivas, só tinha uma pequena janela para observar o mundo do lado de fora, e os prisioneiros que estavam ali confinados passavam o resto de suas vidas sem sair de lá. O guarda que estava fazendo plantão se aproximou da cela de Jack, ele era extremamente gordo e sua cara era de um doente mental. O guarda abriu a cela de Jack, segurando a cabeça de uma mulher, querendo que Jack comesse. Mas aquela madrugada parecia diferente, um sonho realizado de certa forma.
Jack: O que você quer?
O guarda jogou a cabeça no chão. Jack então foi até ele de maneira feroz, e começou a espancar o guarda, que já estava morto antes de conseguir reagir. Jack viu que o guarda estava com as chaves de todas as celas, além disso, ninguém sequer ouviu o espancamento.
Jack: Vou precisar de ajuda...
Jack pegou o machado do guarda, além das chaves, e destrancava as celas da maioria dos prisioneiros, acordando eles logo em seguida. Jack libertou metade dos prisioneiros, e eles resolveram continuar, abandonando os outros, sem remorso. Saíram da área das celas, e era impressionante o modo que aquele cheiro péssimo desaparecia, e a vontade de vomitar sumia. Os prisioneiros estavam perdidos, os corredores que eles passavam eram todos idênticos, mas era estranho o fato de não ter aparecido nenhum guarda para atrapalhar, além de que câmeras de segurança estavam espalhadas por todos os cantos. Os prisioneiros encontraram uma escadaria, que levava na direção de uma enorme porta. Jack abriu a porta, e lá estavam os guardas, apontando armas de fogo na direção de Jack, ficavam estáticos, como se aquilo fosse uma armadilha.
Jack: Armor!
Jack ficou mais resistente quando os soldados começaram a atirar, e então todo o grupo de prisioneiros partiram para cima deles, inclusive Jack. Quase todos os prisioneiros tinham que lutar sem armas, ou acabavam tomando elas dos guardas, a não ser Jack que lutava com um machado. Mais da metade dos prisioneiros tinham morrido assim que foram correndo na direção dos guardas, que estavam em maior número inclusive. Jack lutava de maneira feroz, decapitando seus inimigos de qualquer maneira. Aquele corredor branco estava com o chão coberto de sangue em poucos minutos, e a esperança de alcançar a saída estava cada vez mais próxima. Ainda assim, os guardas estavam vencendo, e o número de prisioneiros mortos só aumentava. Até Jack não aguentaria levar tantos tiros, mesmo com a magia de resistência.
Jack: RAGE!
A força, velocidade e resistência de Jack duplicaram, e foi nesse momento que surgiu a oportunidade perfeita para escapar. Jack corria com uma velocidade enorme, ele continuava em pé, não importava quantos tiros levasse. Os guardas que ficavam em seu caminho morriam decapitados. Quando Jack finalmente tinha saído, tinha um guarda na frente da porta armado com uma escopeta, ele nem sequer conseguiu alcançar o gatilho antes de Jack partir sua cabeça ao meio. Jack então correu para longe da prisão, sem olhar para trás, e tentando não escutar o restante dos prisioneiros sendo fuzilados enquanto apenas ele escapava daquele inferno.
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Os prisioneiros em Everwinter continuavam sonhando com uma vida longe da miséria, os resultados da rebelião apenas pioravam, e o inverno nunca desaparecia, mesmo que já estivessem acostumados com o frio a ponto de nem mais sentir ele. Uma prisioneira pegou algumas roupas de um Verrater morto, em busca de se sentir mais confortável, ela estava vestindo usando apenas um sutiã, e uma longa saia velha e suja, e calçava um chinelo. Aquela situação decadente não era o suficiente para tirar a beleza dela, e seus longos cabelos loiros impressionavam, mesmo que a neve fez com que parecessem brancos.
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Enquanto andava por aquele monte de neve sem fim, a mulher encontrou um canibal terminando sua refeição. Ela se escondeu atrás de um monte de feno e esperou ele ir embora. A mulher prosseguiu até onde estava sua casa, que na verdade era só um monte de madeira coberta por feno, e resolveu comer alguma coisa. Só tinha comida contaminada por ratos, que os Verraters jogaram fora. A mulher saiu novamente, e então o caos estava em todos os cantos, homens que brigavam ao tentar invadir a casa dos outros para conseguir comida e alimentar os seus filhos, a aparência dessas pessoas era assustadora, homens de vinte anos pareciam ter cinquenta, e só pelo rosto já dava para ver que eles eram cheios de doenças. De repente, diversos Verraters atiradores estavam em cima dos muros, e por fim, Ned entrou, com muitos guardas em sua volta, arrastando sua cadeira de rodas com um olhar frio e que todos temiam. Ned encontrou a mulher e foi até ela.
Ned: Qual é o seu nome?
Nelly: Eu sou Nelly...
Ned: Interessante... Sabe, eu estive de olho em você por um tempo, e notei que no meio desses doentes mentais, você é a única que sobreviveu mantendo sua sanidade, e isso é algo bom. Quero que você se junte a nós e ajude aos Verraters, garanto que não faremos nada de ruim com você, e não vai passar fome.
Nelly: O que?
Ned: Tem família, ou namorado?
Nelly: Não.
Ned: Bom saber, caso contrário precisaria que você matasse ele. Você vem?
Nelly: E o que eu ganho com isso?
Ned: Riqueza, conforto, comida, e um lugar para viver, talvez até possa ir embora daqui. Caso contrário, você pode continuar aqui e viver no meio desses canibais até morrer.
Nelly: Eu aceito...
Ned: Ótimo. E não vai precisar dessas estacas, teremos algumas armas especiais para você.
Nelly: Que bom...
Ned: Fora isso, nem tente nos trair, você vai ser vigiada por um bom tempo, até conseguir nossa total confiança.
Nelly: Desde que não me vejam tomando banho...
Ned: E como eu disse, não faremos nada de ruim com você, a não ser que você faça algo assim com a gente.
Nelly: Parece justo. Vamos indo?
Nelly vai junto de Ned até o castelo de Everwinter, os prisioneiros nem falavam nada, apenas tinham um sentimento de inveja. Mas viram pelo lado bom, e se sentiram felizes já que ela não sofreria mais.
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O grupo de Ilere acordou, já estava começando a entardecer, mas aquelas horas de sono foram necessárias, pois todos estavam exaustos. Daewnron tentava se levantar sozinho,se esquecendo de sua atual condição. Emily sabia que teria de sair, mas não estava nervosa.
Ilere: Emily, eu posso ir, caso você não queira.
Emily: Você vai ficar aqui, Ilere.
Ilere: Tem certeza que quer fazer isso?
Emily: Eu quero... Esse povo precisa de você aqui, para liderar eles, eu não sou tão importante... Sabe, antigamente eu tratava as pessoas com frieza, não tinha esperanças por um futuro melhor, especialmente com Luderick no poder e manipulando qualquer um que entrasse nessa floresta. Mas, você apareceu e venceu ele, e finalmente eu tive um pouco de esperança. Eu nunca me arrisquei a fazer alguma coisa, pois sabia que não teria resultado, só agora eu vejo uma possível Salvação, se é que me entende. Esse mundo precisa de pessoas como você, que sabem liderar, e possuem princípios. Esse tesouro que você procura, ele pode mudar o mundo por completo... É estranho eu falar isso, mas eu queria ver se isso já bastava para parar de sentir tanta pena de mim, ou insegurança.
Ilere não sabia o que dizer, apreciou aqueles elogios e se sentiu orgulhosa, mas sabia que Emily poderia estar enganada.
Ilere: Eu nem sei o que dizer...
Emily: Sei que não sabe... Eu tenho que ir.
As mulheres tinham feito uma espécie de saco para Emily levar todos os medicamentos que conseguisse. Ilere estava mais confiante, mas ainda assim insegura.
Emily: Até mais...
Ilere invocou dois Golems para retirarem as rochas que trancavam a caverna, liberando a passagem para Emily.
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O grupo de Azarok continuava viajando, o carro ficou um pouco mais apertado com Jack se juntando a eles, mas o que incomodava mesmo era ele fumando lá dentro. Azarok não ligava para isso, mas os outros odiavam a presença daquele cara.
Schatten: Sério, você não tem medo de morrer? Digo, fumando desse jeito.
Jack: Eu já estou morto mesmo... Melhor morrer fazendo algo que goste.
Schatten: Mas sério... Precisa fumar aqui dentro? O Lince odeia dirigir com toda essa fumaça aqui dentro...
Jack: E aquela aranha trancada junto das bagagens?
Schatten: Ela é minha aranha de estimação, e eu preferia ver você trancado lá dentro...
Jack: Pelo menos eu ficaria em paz.
Schatten: E morreria afogado naquela fumaça.
Jack: Você ganhou essa...
Azarok: Todos nós temos defeitos. O Jack fuma, Schatten e Lince são chatos, Daniel não fala nada e o Psycho é meio rabugento, além de feio.
Psycho: Vou atormentar você, se existir vida depois da morte.
Azarok: Aliás, Jack eu quero um cigarro...
Jack entrega a Azarok um cigarro e isqueiro, e ele também começa a fumar no carro.
Schatten: Você também fuma?
Azarok: Na minha adolescência, meu pai proibia cigarros, então fumava escondido.
Lince: Vocês são loucos.
Azarok: Cala essa boca, Lince... Se eu quisesse, abandonava a Flauspinne apenas para ter mais espaço para bagagens.
Schatten: Nós levamos apenas comida e água.
Azarok: E se não fosse por ela poderíamos levar mais comida e água. Além disso, quem garante que ela não está comendo agora mesmo?
Schatten: Ela não é assim.
Azarok: Acredito em você... De qualquer forma, o que você sabe sobre os Verraters, Jack?
Jack: Eu? Pouco... Só me lembro de alguns guardas falando que Abel transformaria esse mundo, e que ele estava trabalhando em um projeto... O resto eram apenas discussões sobre o aumento de salário, ou coisas assim.
Azarok: Estranho...
Jack: Qual foi o motivo de pedir minha ajuda, Leone?
Azarok: Eu achava que saberia de alguma coisa sobre os Verraters, e também pelo fato de você ter um passado com eles, além de lutar bem. Schatten falou sobre sua história e achei que seria de grande ajuda ter você entre nós.
Jack: Motivos para confiar em mim?
Azarok: Eu te pago com muito dinheiro.
Jack: E se Abel pagasse mais?
Azarok: Não confiaria no homem que te colocou atrás das grades...
Jack: Você é inteligente.
Schatten: Azarok, eu já passei por esse lugar...
O grupo estava chegando em uma área de Godspring cercada por árvores em todos os cantos, o que antes era um clima tropical forte, e depois uma área extremamente seca, virou um lugar quente, mas com muita sombra, lugar perfeito para passeios em família.
Schatten: Era aqui onde eu passava boa parte do tempo, quando não estava em minhas aulas de magia. Posso fazer uma visita?
Azarok: É claro. Sempre quis conhecer outros magos.
Schatten: Excelente.
Daniel: Sempre quis saber a razão de saber magias quando ninguém da minha família estudou nesse colégio.
Schatten: Benção. Antigamente diversas famílias abençoavam seus filhos com o dom da magia, para que no futuro todos os seus sucessores já tivessem a capacidade usar as mesmas. No futuro só vai faltar essa pessoa aprender a dominar.
Azarok: Eu aprendi magia com meu pai, e meu avô quem ensinou ele, nenhum dos dois nunca esteve em um colégio de magia.
Schatten: Tenha certeza que um antepassado seu já esteve lá, e foi passando as técnicas que aprendeu para sua família, e assim foi de geração em geração.
Azarok: Faz sentido.
Schatten foi indicando as direções para o colégio de magia, e depois de trinta minutos eles chegaram lá. O portão de entrada estava aberto, e todos ficaram deslumbrados com o que viram. O colégio tinha forma de uma enorme torre, pintada de branco e com uma grande muralha em sua volta.
Schatten: Estranho...
Eles estacionaram o carro no lado da estrada, e entraram no colégio. Não tinha nenhum recepcionista, e a entrada estava vazia. Entraram na torre, e nos primeiros andares elas estavam vazias. Procuraram nas salas de aula, e só se via corpos mutilados e mortos, tanto de magos, quanto de Verraters.
Daniel: O que aconteceu aqui?
Azarok: Abel invadiu até o colégio...
Schatten: Ele não quer ver ninguém ensinando magia no futuro, e massacrou todos no colégio por isso... Eu acho.
Azarok: Abel não quer saber de fracassos, o que ele pode estar planejando...
Jack: Deveríamos ver se não tem algum sobrevivente.
Cada canto no castelo foi explorado, e não aparecia nenhum sobrevivente. Era difícil olhar para aqueles corpos mutilados, queimados e até mesmo cadáveres de crianças. Mesmo sabendo que era aquela a realidade em que viviam.
Lince: Os Verraters estão em todos os lugares, só não sabemos onde...
Azarok: Vamos em frente?
Schatten estava estático, chocado, nunca na sua vida esteve desse jeito, nem mesmo quando perdeu Ilere. Ele nunca teve uma vontade tão grande de destruir os Verraters, e de fazer Abel implorar por sua morte.
Schatten: Já vou, só quero ficar aqui por um minuto.
Schatten não estava assim apenas pelo fato de seus professores e amigos terem sido massacrados, mas também pelo fato de que o futuro do planeta poderia ser realmente prejudicado com esse massacre. Nunca os Verraters tiveram uma vantagem maior do que essa.
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Passaram algumas horas, e Emily estava naquela floresta sozinha, sem a ajuda de ninguém. Era um pouco difícil usar o mapa como guia, mas ela não passou por nenhuma situação de perigo. Já estava anoitecendo, e Emily tinha certeza que estava chegando no lugar indicado. Estranhava o fato de não encontrar nenhum Verrater no caminho, mas pensou que eles estavam tão perdidos quanto ela, e parou de ligar para isso.
Emily: *pensando* Como Luderick passava por esse trajeto todo só para pegar medicamentos e equipamentos de primeiros socorros?
Emily caminhou por mais alguns minutos, e chegou aonde foi mandada. Luderick deixava os medicamentos e equipamentos de primeiros socorros em uma casa extremamente velha, e feita de madeira. Cinco Verraters e três homens da Blackhow estavam vigiando a casa. Emily ficou escondida atrás de uma árvore, pensando em fazer aquilo de uma maneira rápida e eficaz.
Emily: Dark Cloud!
Emily matou todos os inimigos que estavam do lado de fora da casa, invocando uma névoa negra que envenenou todos eles. Um dos Verraters estava dentro da casa e não foi afetado pela magia, e quando ele saiu, Emily correu na direção dele e cortou a sua garganta.
Emily: *pensando* Os Verraters estão querendo economizar nos salários, chamando uns incompetentes como esses caras...
Emily entrou na casa, e pegou todos os remédios para dores e infecções que ela encontrava, além de levar curativos. Emily saiu da casa correndo e tentou voltar o mais rápido que pudesse. Ela estava cansada depois de horas caminhando, mas aquele ainda não era o momento para repouso. Emily continuou seguindo em frente, mas seis Verraters conseguiram cercar ela. Todos vestindo uma armadura negra, e estavam armados com espadas.
Emily: Eu sei quem vocês são...
Um dos Verraters segura Emily pelas costas, enquanto outro chuta sua mão, desarmando ela. Emily não queria largar daquele saco com remédios de jeito algum, e aquele era o momento no qual sentia que não deveria morrer.
Emily: Negative Blade!
Emily consegue se livrar do homem que a segurava dando uma cotovelada, e em seguida invoca uma espada sombria, e corta o pescoço dele, e de outro Verrater que estava pronto para atacar ela. Os quatro Verraters que sobraram tentaram atacar Emily de uma só vez, mas ela matou três com um corte na testa, e o último é morto com sua barriga sendo perfurada pela espada de Emily.
Emily: Tenho que voltar para a caverna, e rápido.
A madrugada estava começando, e Emily voltando. Novamente ela andava pela floresta sem problemas, tirando a iluminação baixa. A caverna estava bem próxima, e de repente a iluminação no lado direito começou a ficar mais forte. Emily continuou seguindo em frente até enxergar a caverna, que estava fechada. Mas ao olhar pela direita, viu um número enorme de Verraters e membros da Blackhow cercando a caverna, e eles só pareciam aumentar. O impressionante é que eles não faziam nada, só esperavam os outros integrantes dos grupos chegarem. Emily ficou escondida atrás de uma árvore, tremendo de medo. Emily tinha certeza que os Verraters descobriram o esconderijo deles no momento em que ela saiu da caverna.
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