Overdrive & Dark End
27 Capítulo 26- Fazendo o trabalho
Notas iniciais
Asteriscos representam pensamentos ou ações dos personagens
O corpo de Azarok caiu no chão, e Abel sentia que a vitória estava cada vez mais próxima. Olhou para o cadáver de Azarok, e começou a rir.
Abel: Limpem esse sangue, e depois cortem a cabeça dele, quero guardar como recordação. No mais, se preparem e comecem a enfeitar esse lugar. O tempo dos inimigos é curto, mas tem grandes chances de chegarem aqui a tempo.
Denos: Como quiser.
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A batalha continuava na cidade dos Verraters, o conflito ainda não estava tão sangrento, e poucos morreram, mas a tensão era enorme. Jack liderava dez homens, que andavam pelos cantos dos muros, procurando uma passagem secreta. Andavam silenciosamente, calculando cada movimento com precisão. Depois de uns minutos, um soldado tocou no muro, e percebeu uma estrutura mais frágil, os outros se posicionavam para a luta.
Jack: Armor!
Jack deu um chute que derrubou a passagem secreta. Dez Verraters estavam com suas metralhadoras prontas, e tentaram fuzilar Jack, que pulou na direção deles brutalmente. Rapidamente, Jack cortou suas cabeças, e a passagem estava livre. Ninguém escutou Jack entrando por causa dos barulhos de tiros, e gritos. Jack e os outros soldados se espalhavam pela cidade.
Jack: Sempre odiei fazer as coisas do jeito silencioso...
Do outro lado dos muros, o tiroteio era intenso. Poucos arriscavam sair da cobertura, e os que faziam isso, eram fuzilados pela excelente pontaria dos Verraters. Schatten continuava escondido atrás de uma grande rocha, observando o campo de batalha. Daewnron estava ao seu lado, fazendo a mesma coisa.
Daewnron: Alguns dos nossos estão se movimentando para os lados dos muros!
Schatten: Jack...
Daewnron: A gente podia arriscar.
Schatten: É hora do sinal...
Schatten lançou uma estrela de vento para o céu, que todos observaram. Daniel jogou duas bombas na direção dos muros, e logo se abaixou. Os atiradores Verraters pularam dos muros, tentando escapar, mas nada aconteceu. As bombas eram falsas, e serviam apenas para assustar os Verraters.
Schatten: Agora!
Daniel atirou outra bomba, dessa vez verdadeira. Os muros caíram, e os Salvadores atacaram, de uma só vez. Os atiradores tentaram fugir, mas não adiantava nada, suas cabeças eram arrancadas, seus corpos partidos ao meio, e as tripas e entranhas serviam de enfeite. Os reforços de Verraters eram dificultados pelo grupo que Jack liderava, cada um deles morria silenciosamente. Mesmo assim, tinha uma cidade para tomar, e ele era enorme, assim como o exército de Verraters.
Schatten: Bom plano, Daniel...
Daniel: Achei que seria meio arriscado, mas deu certo. Certamente esses idiotas devem ter medo de bombas desde a batalha na montanha.
Schatten: Mas não acabou ainda, meu amigo... Você tem quantas bombas sobrando?
Daniel: Duas.
Schatten: Ótimo.
Um Verrater que ainda estava vivo ficou deitado no chão, se fingindo de morto. Conforme Schatten e Daniel conversavam, ele pegou sua arma, e tentou matar um dos dois. Contudo, Kay impediu isso de acontecer, fincando sua lança na cabeça dele.
Kay: Tomem cuidado.
Psycho: Onde estão os reforços deles?
Schatten: Jack deve estar cuidando disso.
Jack estava escondido em um tipo de supermercado, muitos dos seus homens morreram, e ele teve que se esconder, já que um exército enorme de Verraters vinha em sua direção. O mercado tinha as paredes pintadas em amarelo, enquanto as coisas estavam todas organizadas, cereais, refrigerantes, padaria e tudo mais.
Jack: Bolo de chocolate...
Jack comeu o um pedaço do bolo, e logo se preparava para voltar a lutar. Continuou olhando o mercado, e encontrou muitas garrafas de vinho.
Jack: Schatten não vai se incomodar se eu beber no serviço.
Jack bebeu uma garrafa de vinho inteira, e continuou segurando ela. Dois Verraters entraram no mercado, armado com fuzis, e procurando por qualquer um que aparecesse. Jack se escondeu atrás de uma das prateleiras, e ficou esperando eles passarem por ele.
Verrater (1): Dizem que Abel está com a cabeça cheia depois de sua filha ter saído daqui.
Verrater (2): A loira?
Verrater (1): Sim.
Verrater (2): Então eu posso fazer qualquer coisa se pegar ela...
Verrater (1): Não se eu fizer isso primeiro...
Jack acertou a garrafa de vinho na cabeça de um deles, enquanto cortou a cabeça de outro ao meio. O que foi acertado com a garrafa estava sangrando, e nem tinha desmaiado, apesar da dor. Jack pegou seu machado, e partiu o corpo dele em pedaços, espalhando as entranhas por todo o chão.
Jack: Essa coisa vai feder daqui a pouco... Bem, tenho trabalho para fazer.
Jack pegou um pacote de salgadinhos, e saiu do mercado. Conforme andava pelos becos, notava que os Verraters estavam se posicionando novamente para uma batalha, em números cada vez maiores.
Jack: Droga!
Enquanto isso, os Salvadores ainda batalhavam nas ruas. As coisas estavam equilibradas, com Schatten liderando um grande exército de guerreiros, enquanto Daniel comandava atiradores. A batalha entre os guerreiros era normal, sangue era derramado em todo segundo, e sempre uma pessoa morria da pior forma possível. Já o tiroteio parecia algo mais estratégico, tenso, ao mesmo tempo parado. Eles se escondiam em prédios, e torres, sempre esperando a hora certa para atacar. Os atiradores Verraters eram experientes, e qualquer parte de seu corpo exposta é alvo certeiro. As coisas ficavam ainda mais complicadas para Daniel que tinha uma arma de curto alcance. Eram vinte atiradores em ambos os lados do conflito, quase todos carregando fuzis de boa precisão.
Daniel: Precisamos nos acalmar, e... Lava Shot!
O tiro de lava foi um susto para os Verraters, que se jogaram no chão, com medo de serem atingidos. O alcance do tiro não era muito grande, então, os Verraters estavam longe do perigo.
Daniel: Agora!
Os atiradores aproveitaram a chance, e fuzilaram quase todos os Verraters assim que tiveram a chance. Os que sobreviveram, não ousavam sair da cobertura, pois teriam o mesmo destino de seus companheiros.
Daniel: Quatro de vocês vão para os outros prédios e acabem com os sobreviventes, agora! O resto vai ficar aqui e ajudará os nossos Salvadores no combate logo abaixo.
Os Salvadores seguiram as ordens de Daniel, enquanto o conflito continuava. Os Salvadores tinham muita ajuda agora com atiradores, o exército de Verraters era grande, mas diminuiu consideravelmente assim que os fuzilamentos começaram.
Daniel: Sou muito bom com falsos ataques...
Os quatro Salvadores que estavam indo para os outros prédios nem conseguiram sair do local. Dois Verraters acharam o prédio, e cortaram a cabeça dos quatro rapidamente. Daniel ouviu os barulhos, e foi investigar.
Daniel: Vocês fiquem aí!
Daniel desceu para onde os Verraters estavam. Os dois tentaram atacar ele, contudo, Daniel matou um deles com três tiros no estômago. O outro tentou atacar Daniel com uma espada, no entanto, ele desarmou o Verrater, e cortou sua garganta lentamente.
Daniel: Inferno...
A batalha estava cada vez mais sangrenta nas ruas. Era difícil não acabar pisando em um cadáver enquanto lutavam, e por mais que o exército de Schatten seguisse sempre em frente, mais Verraters surgiam. Schatten viu com seus próprios olhos, no meio da luta, um Verrater armado apenas de um facão, matar seis Salvadores em seguida. Schatten estava no chão, alguns achavam que já tinha morrido então os inimigos não notavam muito. Um Verrater foi correndo em sua direção, e ele acertou uma estaca de osso no pé do inimigo. Lince foi correndo, e finalizou o trabalho, fazendo um grave corte no pescoço.
Lince: Se levante!
O Verrater armado com a adaga foi correndo na direção dos dois, Lince tentou impedir, mas ele era muito rápido. O Verrater acertou cinco golpes no estômago de Lince, e um no braço direito. Quando estava perto de cortar a garganta dele, e antes que Schatten pudesse fazer qualquer coisa, ele foi interrompido. Jack agarrou o Verrater, e o espancou até morrer, sem nem precisar do machado. Schatten se levantou, e foi socorrer Lince.
Schatten: Lince: Você aguenta!
Lince: Eu não posso me curar, Schatten... Não com minha mão ferrada.
Jack: Por um acaso, eu tenho curativos.
Schatten: Então, vamos logo!
Jack colocou os curativos em Lince, no meio do caos. Schatten protegia-o de qualquer Verrater que se aproximasse.
Schatten: Onde arranjou tudo isso.
Jack: Fiz uma visita em um mercado, e farmácia. Aliás, estou um pouquinho bêbado.
Schatten: Se ficar bêbado te faz ter tendências mais violentas, é excelente.
Jack: E você estava parado no chão...
Schatten: Tentei me fingir de morto e pegar alguns inimigos de surpresa, mas não deu certo.
Jack: Que estupidez.
Um Verrater foi que nem um louco para atacar Schatten e Jack, mas era o último, então nem ligaram muito. Psycho surgiu, e cortou a cabeça dele.
Psycho: Esse foi o último. Nosso exército está espalhado em todos os cantos da cidade, em alguns lugares estamos levando uma pequena desvantagem, e a briga continua. Daniel está fazendo uma limpa nos prédios.
Jack: Eu vi enquanto estava no mercado, o exército deles é enorme. E não é por nada não, mas muitos morreram aqui.
Kay e Daewnron também apareceram, para discutir alguns planos.
Kay: Isso não foi nada. A maior concentração de Verraters está no centro, da cidade. E lá nós devemos ter muito cuidado...
Daewnron: Os atiradores podiam ser posicionados na parte mais alta dos edifícios, especialmente se ficarem próximos um do outro. Daí, caso tivesse perigo, era só pular para o outro prédio.
Kay: Não é tão fácil assim, Daewnron. Precisamos ver se os prédios são resistentes, e fortes. Acredite, pode ter muitas armadilhas. Então é melhor a gente se preparar.
Schatten: Mande Daniel posicionar os atiradores em prédios mais a frente, e acima de tudo. Deixar um grupo para proteger essa área. Não temos muito tempo, vamos! Além disso, Jack e Psycho, eu quero que procurem algum hospital aqui por perto, vou mandar ajuda. Lince vai sobreviver!
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Na base de Abel, ele e Denos esperavam novas informações da batalha. O nervosismo era grande, e queriam estar lá.
Denos: Espere... Dizem que dois homens nossos foram mortos no mercado. Enquanto isso, os Leones... Melhor dizendo, Salvadores estão levando vantagem por enquanto.
Abel: O que sugere que a gente faça? Os Leones, Salvadores, tanto faz vão estar aqui daqui a pouco, se as coisas continuarem assim.
Denos: Vou mandar alguns homens daqui para lá, não fale nada, só acredite em mim.
Abel: Está bem. Só precisamos atrasar eles.
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Jack e Psycho procuravam um hospital, além de Lince que estava nas costas do felino. As ruas pareciam estar cada vez mais devastadas conforme andavam. Em minutos, tudo parecia estar calmo.
Jack: Se acharmos um hospital, e tiver pacientes, você sabe o que fazer.
Psycho: Claro que não sei!
Jack: Mate, depois tire das camas, e force os médicos a atenderem os nossos.
Psycho: Isso é insano.
Jack: E vai ser preciso manter alguns homens de olho, você sabe disso. É horrível, mas...
Os Salvadores que acompanhavam Jack e Psycho se esgueiravam pelos becos, evitando chamar a atenção. Por um momento, ouviu se um grito vindo de um desses becos, eles pareciam precisar de ajuda. Ao chegarem lá, viram um dos salvadores com os braços decepados, enquanto o Verrater pegava o outro pelo pescoço usando um arame farpado. Jack partiu a testa do Verrater ao meio imediatamente, não dando nem a chance de se defender. Lince ficou no chão, parado, sem nem gritar ou reagir. O Salvador estava morto, mesmo assim. Os outros foram ver o que tinha acontecido, quase que imediatamente.
Jack: Para trás, formação!
Outro Verrater apareceu, por trás, e atravessou sua espada na barriga de Psycho. Mas, algo parecia estar errado, pois ele não sangrava.
Jack: Psycho...
Quando o Verrater tentou atacar Jack, uma espada perfurou sua cabeça. Era o verdadeiro Psycho, e não um clone.
Jack: Brilhante...
Psycho: Espere...
Cinco Verraters caíam dos prédios mortos, aparentemente os dois tinham ainda mais ajuda.
Psycho: Pedi para alguns atiradores checarem os prédios, faz alguns minutos.
Jack: Nesse tempo todo era só um clone?
Psycho: Na verdade, o clone só apareceu no meio da correria até o beco.
Jack: Vamos logo...
Psycho: Aliás, deixe Lince aqui, primeiro vamos até o hospital. Alguns dos nossos vão ficar com ele. E, o hospital está perto.
Jack: Então vamos.
Os dois corriam feito uns loucos até o hospital. Passaram por duas quadras, até chegarem lá. Ele tinha o formato de um templo, e estava cheio de Verraters em todos os cantos. As paredes estavam horríveis, e detonadas, mas o hospital estava em pé. Jack e Psycho estavam escondidos atrás de um carro, observando os trinta Verraters que estavam por lá.
Jack: Vamos logo com isso?
Psycho: Espere...
Dois Salvadores começaram um tiroteio, eles estavam escondidos atrás de um caminhão destruído. Em seguida, todos os outros atacaram de uma vez.
Psycho: Agora sim!
Um atirador tentou fuzilar Jack, mas as balas faziam pouco efeito. O derramamento de sangue começou, e tiros se espalhavam por todos os lados. Jack partiu o corpo do homem que tentou lhe acertar ao meio com um corte diagonal, mas estava no meio do fogo cruzado.
Psycho: Cuidado!
Um franco-atirador mirava na cabeça de Jack, contudo um Salvador acertou um tiro no olho dele antes que chegasse perto do gatilho.
Jack: Nossa...
Jack conseguiu se proteger atrás de uma cerca, e evitou atacar a partir dali. Psycho se aproximava do hospital aos poucos, geralmente usando clones para não ser pego. Os Verraters estavam perdendo a luta, geralmente eles eram fuzilados brutalmente, e o plano de defesa era fraco. Apesar da mira excelente dos Verraters, os Salvadores eram cuidadosos, e evitavam mostrar a cara fora da proteção, a não ser que o tiro fosse certeiro. Depois de alguns minutos, a munição dos Verraters estava quase acabando, e eles eram mortos aos poucos. Quando restavam cinco, Jack saiu da proteção, e cortou as cabeças de cada um deles.
Jack: Feito...
Psycho: E agora?
Jack: Vamos esperar...
Um Salvador carregava Lince nas costas, ele ainda estava resistindo.
Jack: Vamos logo! Maldição!
Os Salvadores entraram no hospital, e nem falaram nada. As enfermeiras estavam só olhando. Eles foram até os quartos, salas de cirurgia, e outros locais, separadamente. Depois, fizeram uma limpa nos Verraters internados, matando cada um deles, sem sobrar nenhum. Por fim, foram até os médicos para ver se cuidavam de Lince.
Jack: Se nosso amigo morrer aqui, ou caso façam qualquer coisa com ele, eu te mato e faço sua cabeça um penico, entendeu? Ele vai ficar vivo, está bem?
Psycho: Não se preocupe Lince... Quando nós vencermos, voltaremos para te buscar.
Jack: É melhor deixar alguns homens de olho nesse hospital. Vai saber o que pode acontecer...
A batalha estava intensa no centro da cidade. Os dois exércitos estavam dando o seu melhor para vencer a batalha, e aquilo estava claro. No meio do caos nas ruas, prédios que explodiam, e o banho de sangue que todos tomavam, todos estavam nervosos, pois as coisas pioraram para ambos os lados. Boa parte da batalha estava concentrada em uma praça, e campo de futebol. O sangue rolando e corpos decapitados pintavam a grama de vermelho, quase que por completa. Os Salvadores geralmente procuravam prédios mais resistentes para posicionar seus atiradores, já que a maioria explodia em todos os cantos. A cidade nunca foi considerada uma metrópole, e nem mesmo deixava as pessoas comuns morarem lá, mas ver a mesma ser destruída desse jeito era meio triste.
Kay: Vamos logo com isso!
Kay estava em cima dos prédios, que geralmente ficavam próximos um do outro. Ela já tinha uma ideia dos que poderiam cair, ou não, então isso deixava a garota Verrater um pouco mais tranquila. Ela saltava em todos os prédios possíveis, até entrar em um enorme, que por dentro parecia um escritório.
Kay: Escritório...
O lugar estava cheio de Verraters, e de Salvadores, que lutavam bravamente. Kay atravessava sua lança no peito dos Verraters brutalmente, sem dó nem piedade. Estava com vontade de derramar sangue, matando qualquer um que se metesse em seu caminho. Alguns Verraters tinham medo de atacar ela, por causa de Abel, mas Kay não dava uma chance de escapar. Após fazer uma limpa em um dos muitos andares no edifício, Kay e os Salvadores logo notaram o perigo. Os galões de água na verdade tinham gasolina, e nos vasos de flor também. Logo, do lado de fora foi lançada uma bomba incendiária.
Kay: O que?
A bomba incendiou todo o andar, matando todos que estavam lá dentro, incluindo Kay. Daniel olhava o prédio queimado, e viu que não podia fazer nada.
Daniel: Maldição!
Daniel corria a procura de Schatten, no meio do campo de batalha. Qualquer inimigo que tentasse cercar ele tomava um banho de lava, literalmente. Um minuto depois, estava na mira de franco-atiradores, sem nem perceber. Depois que um deles errou o tiro, Daniel se escondeu nos escombros de um dos prédios destruídos. Schatten estava junto de Daewnron, lutando na praça. O exército de Salvadores não parecia estar em desvantagem, e o número de soldados em ambos os exércitos era bem parecido. Daniel lembrou que ainda tinha duas bombas, logo olhou um pouco ao seu redor, e atirou as duas para o alto. Um Verrater atirador, ao ver as bombas, acertou ambas com um tiro, o que as fez explodir imediatamente. A explosão não matou ninguém, já que ocorreu no ar, mesmo assim deixou muita gente assustada. Um grupo furtivo de Salvadores aproveitou aquele momento para cortar as gargantas dos atiradores Verraters.
Daniel: Os prédios não são seguros...
Jack e Psycho encontraram Daniel, enquanto voltavam para a batalha. Ninguém sabia o que eles tinham visto, mas não era nada bom, pela cara que estavam fazendo.
Jack: O pior está vindo... Lince está a salvo, por enquanto... E, os Verraters tentaram fazer um ataque por trás, mas nossos homens deram um jeito nisso.
Daniel: Então?
Psycho: Muitos Verraters estão para chegar, mas dessa vez usando cavalos.
Daniel: Temos que avisar o Schatten.
Jack: Se a gente conseguir achar ele.
Schatten lutava bravamente, qualquer Verrater que cruzasse seu caminho morreria sem uma parte do corpo. Seu traje estava coberto de vermelho, assim como o de Daewnron. Apesar das diferenças, ambos estavam lutando muito bem juntos. Schatten matava inimigos que estavam tanto perto quanto longe, atirando estrelas de vento, enquanto Daewnron dava cobertura. Os outros Salvadores também ajudavam e muito, apesar de alguns não serem guerreiros muito bons.
Daewnron: Quantos deles ainda restam?
Schatten: Muitos, provavelmente.
Daewnron: Isso já está ficando cansativo...
Um Verrater tentou atacar Schatten pelas costas, mas Daewnron impediu. Ele pegou a espada do inimigo, e com ela, cortava sua garganta lentamente. Enquanto isso, outro Verrater tentou atacar Daewnron pelo lado, contudo, Schatten fez uma estaca de osso atravessar o corpo dele.
Schatten: Está ficando chato, realmente...
Daewnron viu mais inimigos se aproximando, mas esses eram diferentes, andavam em cavalos. Eles estavam armados com espadas, e o número deles era quase o de duzentos. Eles se espalhavam por toda a cidade, decepando cabeças de muitos Salvadores, que nem conseguiam se defender.
Schatten: Se abaixem!
Muitos conseguiram se abaixar, enquanto outros eram mortos. O problema era o número deles, quem se abaixava tinha que ser rápido e contra-atacar, se não poderia ser pisoteado alguns segundo depois. Um Verrater vinha na direção de Schatten, e ele imediatamente acertou uma estaca de osso no olho do cavalo, que caiu morto no chão. Enquanto isso, outro Salvador finalizava o Verrater, decepando a cabeça dele. Alguns Verraters atiradores procuravam uma boa posição para atirar, alguns encontravam, no entanto, a maioria perdia a cabeça antes mesmo de tentar. Os que encontravam geralmente fuzilavam primeiro o Verrater, e depois o cavalo. Mesmo assim, acidentes acontecem, e uma rajada de tiros quase acertou Daewnron, que ficou abaixado na rua.
Daewnron: A gente precisa de melhores atiradores, não esse monte de retardados!
Daewnron se levantou, mas ao mesmo tempo um inimigo estava vindo em sua direção. Daewnron viu que não podia fazer nada, contudo, uma bola de lava acertou o cavalo e o Verrater, salvando sua vida. Daniel apareceu para ajudar Daewnron, que ficou aliviado.
Daewnron: Podia matar os atiradores, ao menos o Verrater estava fazendo apenas o trabalho dele.
Daniel: mesmo que o trabalho seja te matar?
Daewnron: Com certeza.
Mais Verraters, dessa vez armados apenas com machados, espadas e lanças. Queriam ajudar os que usavam cavalos, e complicar ainda mais a vida dos Salvadores.
Psycho: Eles querem ferrar a gente...
Schatten: Bem...
Schatten olhou para um Salvador qualquer, pronto para dar ordens.
Schatten: Mande alguns atiradores ficarem em algum lugar acima dos que usam cavalo, assim teremos menos problemas. Aliás, pegue alguns homens para ir com você.
Um Verrater com cavalo tentou atacar Schatten por trás, mas falhou. Jack decapitou a parte traseira do cavalo, enquanto Psycho decepou a cabeça do Verrater, em seguida.
Jack: Cuidado...
O exército de Salvadores tinha diminuído bastante, mas ainda lutavam bravamente. O barulho dos batimentos cardíacos era quase insuportável, por tudo que estavam passando. Mas, eles conseguiram controlar a situação. É óbvio que cabeças de Salvadores ainda rolavam, mas o número tinha diminuído consideravelmente. Eles mudaram as estratégias, geralmente atacando um Verrater em duplas, ou trios. O que se via era um derramamento de sangue brutal, com Verraters e cavalos mortos. No fim, sobraram apenas alguns Verraters, que foram derrotados facilmente. Conforme passavam nas ruas, era difícil não pisar em cadáveres de ambos os lados da batalha. Aquilo parecia ter acabado, os Salvadores eram os vencedores, e a hora de Abel estava chegando. O exército de Salvadores, mesmo assim, foi reduzido a quase nada. Sobravam apenas cinquenta homens, que estavam dispostos a lutar até o fim.
Schatten: Agora continuamos?
Psycho: Olha, a gente deu umas voltas na cidade, e tinha um lugar cheio de aeronaves. Se elas funcionarem... Fica logo a frente da praça.
Schatten: Daewnron, você não é bom com aeronaves?
Daewnron: Sim, e vai ser ótimo se elas funcionarem.
Quando eles decidiram ir até lá, ouviu o barulho de uma explosão. Perto do local em que as aeronaves estavam.
Daewnron: Irônico.
Schatten: Isso sim é o exemplo do que nós somos capazes, meus amigos. Apenas algumas horas estão entre a gente e Abel, então é melhor a gente se preparar... E mostrar para os Verraters do que os verdadeiros Salvadores são feitos. Aliás, onde está a Kay?
Daniel: Ela morreu... Tentei salvar ela, mas já era tarde.
Schatten: ... Vamos continuar.
O fim se aproximava, todos sabiam disso. Assim como tinham certeza de que os Verraters estavam preparados. Schatten não sentiu nada com a morte de Kay, ao invés disso seguiu em frente, pois não tinha tempo para isso. Os funerais teriam que ser adiados, mas a quantidade de mortos só poderia aumentar.
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