Overdrive & Dark End
8 Capítulo 7- Natureza
Notas iniciais
Asteriscos representam ações ou pensamentos de personagens
O caos estava tomando conta, pessoas estavam desesperadas, de certa forma até desamparadas, sem saída, salvação... O que era antes era uma grandiosa cidade se tornou um local depressivo em poucos segundos, escutar mães chorando desesperadas por seus filhos era extremamente triste. Azarok estava no meio disso tudo, corria dando ordens, com o coração apertado, já que de certa forma, todos os choros e gritos, eram por sua culpa. Em pouco tempo, Azarok percebe que Verraters já tinham se infiltrado dentro da cidade antes do perigo tomar conta, e só estavam facilitando o trabalho para quando o verdadeiro problema acontecesse. Ainda que a segurança da cidade tentasse lidar com tudo isso, eles eram mortos por um exército numérico maior, e aos poucos dava para se encontrar em todas as ruas e bairros, um derramamento de sangue, e dezenas de cadáveres jogados no chão.
Azarok: Droga, onde estão os outros... Preciso fazer alguma coisa, e logo.
Um quinteto de Verraters tenta cercar Azarok, armados com metralhadoras.
Azarok: FIRE WAVE!
Uma onda de fogo queima e mata os Verraters brutalmente, Azarok parecia enfurecido.
Azarok: Não tenho tempo para perder com um monte de babacas.
Enquanto corria, Azarok escutava armaduras Magitek vindo em sua direção, ele achou uma lanchonete e rapidamente se escondeu atrás dos balcões. Começou a observar as saídas, e achou uma janela pelos fundos, e escapou. Enquanto isso, na direção dos portões de entrada, era possível escutar choros, gritos, e explosões. Aparentemente, estavam lutando para manter os Verraters longe de Noline. Logo atrás de Azarok, Lince vai correndo procurar ele, apenas querendo ordens.
Lince: Azarok, o que eu posso fazer?
Azarok: Nós não temos tempo? Procure os outros, peçam para pegar MUITOS carros, caminhões, vans entre outros veículos, e tentem tirar o máximo de pessoas possível daqui. Fale para irem acompanhados, e terem muita cobertura. Precisamos dos outros, Daniel, Psycho, Schatten... Vamos ter que limpar a área...
Lince: E você, o que vai fazer?
Azarok: Eu vou sair vivo dessa, mas tenho que resolver algo...
Ao Azarok acabar de falar, dava para escutar os portões caindo, e partes dos muros se desmoronando. Os Verraters entraram em Noline, e começaram a se espalhar.
Azarok: Droga... Lince, VOCÊ SABE O QUE FAZER, ESTÁ BEM! NÃO TEM MAIS ESPERANÇA PARA ESSE LOCAL!
Quando Azarok começou a correr, seis Verraters tentaram cercar e atacar o mesmo.
Azarok: Multi Spears!
As múltiplas lanças de energia lançadas perfuram o crânio de cada um dos Verraters, e Azarok segue em frente. Quando chegou na área mais rica da cidade, diversos prédios desmoronados interrompem sua passagem, a área parecia vazia. Ao entrar em um posto de gasolina abandonado, ele encontra dois Verraters armados com facas tentando matar um garotinho de nove anos. O garoto tentava fugir, e ameaçava atacar com uma faca de cozinha, agoniando de medo. Azarok somente finca sua espada no pescoço de um dos Verraters, enquanto no outro ele rouba sua faca, e encrava em seu crânio.
Azarok: Eu não posso fazer nada mais por você, está bem? Só se esconda, e tente procurar abrigo, ou por sua mãe.
O garoto, que viu sua mãe ser brutalmente assassinada começou a chorar, e Azarok saiu do local sem conseguir olhar para trás. Ele apenas achou outro caminho e seguiu em frente. Ao chegar na zona residencial rica de Noline, aquilo estava um caos. Além da pilha de corpos mortos, tinha sido formado um grande campo de guerra. Os policiais estavam lutando contra os Verraters somente ali, e aquilo não parecia surtir efeito. Azarok se escondeu em um prédio de apartamento, e foi até a garagem do mesmo.
Azarok: Droga...
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Enquanto o caos se espalhava por Noline, Abel assistia toda aquela chacina, e adorava. Nem sequer se preocupava em andar sozinho. Mantinha contato com seus soldados, e estava confiante. Uma das suas unidades foi correndo até ele, perguntando o que fazer. Ele estava no centro comercial da cidade, um dos locais onde a batalha estava cada vez mais violenta.
Soldado: Abel, os caras não querem dar o braço a torcer. Perdemos metade dos nossos caras, eles estão violentos. As pessoas estão lutando também, cidadãos comuns. Alguns minutos atrás, e eu vi um velho querendo atacar com um serrote, cara.
Abel: Bando de INCOMPETENTES! Pago vocês para isso, perderem para um velhote com um serrote? Faça o favor de desaparecer da minha frente, e ir até o hospital? Vamos matar TODOS os doentes lá, mas não destruam muita coisa, manteremos os médicos para nós mesmos. E, ME TRAGAM A CABEÇA DO LEONE!
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Azarok olhou para fora do estacionamento, e como a polícia não estava fazendo um trabalho decente, as pessoas faziam. Deu para enxergar uma dona de casa esfaqueando um Verrater, e usando uma faca de cozinha. Em seguida, um soldado com armadura Magitek lançou um raio de fogo, e queimou a mesma até morrer.
Azarok: Droga...
Azarok saiu do estacionamento, e se escondeu atrás de diversos carros, indo com cautela para ninguém ver ele. Um Verrater armado com uma pistola se aproximava de sua posição sem saber. Azarok, ao notar o perigo matou ele perfurando sua barriga com a espada. Denunciando sua posição, começou a correr. O soldado na armadura lançou um míssil em sua direção.
Azarok: Shield!
Um escudo de energia que fica em volta de Azarok bloqueia o míssil. Em seguida diversos Leones apareceram para salvar Azarok. Enquanto o Verrater estava ocupado tendo de lidar com diversos Leones que apareceram de repente, Azarok simplesmente escapou, seguindo em frente. Correu mais um pouco, e chegou em uma rua que tudo parecia intacto. Sem pessoas mortas e nem nada, igual como estava alguns minutos atrás, antes disso tudo acontecer.
Azarok: Então é aqui...
Azarok tinha chegado no prédio onde ficava o apartamento do prefeito. Ao entrar, percebeu que dois Verraters tinham chegado alguns segundos ou minutos antes dele.
Azarok: Flash Slash!
Antes dos Verraters perceberem, Azarok se movimentou em uma velocidade impossível de acompanhar e tinha matado os dois. Azarok continuou correndo até os outros andares, indo pelas escadas. Ao chegar no andar mais alto, viu alguns Verraters mortos no chão, conforme continuava a contagem só parecia aumentar. Ao achar o apartamento do prefeito, logo na entrada se deparou com um Verrater morto. O local era belo, um sofá extremamente caro ficava no centro da sala, enquanto na frente dava para ver uma grande janela, além de diversos enfeites como quadros belíssimos, molduras feitas da argila em cima de uma mesinha.
O prefeito estava olhando pela janela, apenas observando todo aquele caos, escutando os gritos de agonia, o desespero de pessoas honestas e inocentes.
Reynald: Sabia que viria, Azarok... É impressionante você conseguir conviver com isso, não? Com as pessoas chorando e morrendo por algo que VOCÊ fez. Por SEUS erros...
Azarok: Essa NÃO É A QUESTÃO!
Reynald: COMO NÃO É? ISSO NUNCA TERIA ACONTECIDO SE NÃO FOSSE POR VOCÊS!
Azarok: Só... Por favor, ordene a polícia para evacuarem essas pessoas... Diga para eles que esse lugar não tem esperança, não tem como lutar mais por ele...
Reynald: CALE ESSA BOCA!
Azarok: O que você quer, afinal?
Reynald: NINGUÉM MERECE ISSO! Acha mesmo que eu vou ouvir um conselho do mesmo idiota que colocou todo mundo nessa situação? ESSE LUGAR TEM SALVAÇÃO SIM, O QUE NÃO TEM SALVAÇÃO É VOCÊ!
Reynald pegou uma pistola, e começou a tentar atirar em Azarok, que conseguiu proteção atrás do sofá.
Azarok: REYNALD, NÃO ME OBRIGUE A MACHUCAR VOCÊ!
Reynald: MACHUCAR? VOCÊ SABE QUE EU SÓ ESTOU FAZENDO O QUE É NECESSÁRIO!
Azarok: Droga...
Reynald começa a atirar no sofá, chorando de raiva. Azarok sai da proteção, com um olhar de agonia.
Azarok: BURN!
Azarok começa a caminhar lentamente, e Reynald sente um calor enorme.
Azarok: Não se mexa! Um movimento brusco, e você vai sentir a pior queimadura de sua vida... Agora, prefeito, me escute...
Azarok começa a caminhar na direção de Reynald, se aproximando cada vez mais...
Azarok: A gente cometeu um erro, gente inocente está morrendo, EU SEI! Só... Não quero ver a situação ficar cada vez pior... Eu não quero insistir no erro... Esse lugar não tem mais esperanças, acabou... Resta apenas a você me ajudar.
Quando Azarok se aproximou do prefeito, ele rapidamente pegou a mesa com as esculturas de argila, e derrubou Azarok com ela. Em seguida, ele pegou sua arma, e mirou para Azarok.
Reynald: Não me diga... O QUE FAZER!
Azarok: Se for puxar o gatilho, que puxe agora...
Reynald: ...
Reynald começa a chorar de desespero, tentava matar Azarok, mas não conseguia. Não sabia o que fazer.
Reynald: Sabe Azarok, eu não sou diferente de você. Todos nós somos pessoas, em busca de sobreviver a essa porcaria de mundo, tentando viver nossas vidas da melhor forma possível. De certa forma, o que nos difere é a força, a personalidade, o que fazemos... ATÉ ONDE NÓS PODEMOS IR? Até onde nós podemos manter nós mesmos, e outras pessoas por quem somos responsáveis a salvo. O que nós fazemos? Fugir talvez seja a opção, desistir, lutar... Somos homens com esse instinto de sobreviver, é a nossa natureza. Nós não podemos lutar contra isso, não lutamos contra os fatos, contra a gravidade, alguns nem podem lutar contra esses miseráveis que estão destruindo a cidade. Você não entende? NÃO DA PARA LUTAR CONTRA NOSSA NATUREZA. No fundo, somos apenas monstros capazes de fazer qualquer coisa para nos mantermos vivos. A diferença, é que alguns podem conviver com isso, e outros não. Azarok, eu não sou mais responsável por essa cidade!
Reynald larga sua arma, e se joga da janela, cometendo suicídio. Azarok se levanta, e olha o corpo de Reynald espatifado no chão. O conflito estava ficando cada vez pior, os gritos estavam cada vez mais constantes, e tinha cada vez mais destruição. Era impressionante como em tão pouco tempo, uma grandiosa cidade se tornou um campo de guerra extremamente violento, não tinha mais como se esconder, agora só restava a opção de fugir, ou lutar.
Azarok: Droga...
Azarok saiu do prédio, se encontrando com Schatten, Daniel e Psycho.
Schatten: Nós temos que sair daqui, AGORA!
Azarok: Como está a situação?
Psycho: Lince falou para eles pegarem carros, caminhões, e qualquer outro veículo para que tirassem os inocentes daqui. Alguns soldados estão lutando contra esses miseráveis, em menor número, mas bem espalhados. Abel tomou conta do hospital, e está mantendo vigilância extrema. As áreas mais pobres, ele tomou conta de lá e está matando TODO mundo.
Azarok: E os médicos?
Daniel: Não sabemos, mas acreditamos que não, ele nem sequer machucou os médicos.
Azarok: Vocês três, fiquem juntos, está bem? Procurem inocentes, e saiam daqui. A gente precisa se espalhar, procurem Lince, que depois eu encontro vocês!
Schatten: Mas... O que você vai fazer?
Azarok: Eu não sei... Definitivamente, eu não sei... Apenas vão!
O grupo se sapara novamente, e Azarok sai correndo. No meio da rua, encontra um carro de um homem morto ligado, ele tira o cadáver de dentro do carro, e começa a dirigir. O carro não estava em condições excelentes, mas ainda dava para se usar. Azarok corria em alta velocidade pelas ruas destruídas de Noline, parecia querer ignorar a pilha de cadáveres, e qualquer Verrater que ele enxergasse, atropelava sem dó. Ele chegou em sua mansão, desceu do carro, e entrou nela. Dentro da mansão muitos Verraters estavam destruindo ela, atirando em tudo o que enxergavam, quebram tudo.
Azarok: MULTI SPEARS!
Lanças de energia são lançadas em todos os Verraters que Azarok enxerga, não restando nenhum vivo. Ele olhou nos quartos dele e de seu pai, e não tinha mais ninguém. Toda a mansão estava destruída. Azarok foi até a cozinha, e achou uma garrafa de vinho intacta, abriu ela, e bebeu um pouco. Depois quebrou ela jogando no chão, e saiu da mansão. Caminhou um pouco para fora, e não andando nem dois quarteirões, Abel aparece na frente de Azarok, em um campo de futebol vazio.
Azarok: Eu esperava você por aqui...
Abel: Qual será o motivo? Hehehehe...
Azarok: Não achei que perderia a chance de humilhar seu inimigo destruindo sua casa...
Abel: Você é esperto...
Azarok: MULTI SPEARS!
Abel: ICE SHIELD!
Uma proteção de gelo fica em volta de Abel, e bloqueia as lanças. Enquanto Abel estava protegido, Azarok tenta avançar em sua direção para destruir a proteção, que foi desfeita conforme ele se aproximava.
Abel: Inside!
Azarok: Fire Wave!
Antes de Abel atacar, Azarok lança uma onda de fogo que acaba fazendo ele sofrer queimaduras graves, além de derrubar Abel no chão. Antes de Abel se levantar, Azarok corre em sua direção e o chuta, derrubando ele de novo. Abel enxerga um pouco de água derramada na calçada, e disfarçadamente transforma ela em gelo, formando uma pequena estaca.
Abel: SURPRESA!
Abel manipula a estaca, e acerta ela no braço de Azarok. Azarok arranca a estaca de seu braço, e Abel ainda caído consegue chutar ele, e se levantar.
Abel: Droga... Tenho que acabar com esse miserável e me tratar antes que a coisa piore com essas queimaduras...
Azarok: Fake Clones!
Azarok invoca cinco clones de si mesmo, e eles começam a se espalhar.
Abel: Péssima ideia... Ice Wave!
Já que todos os clones estavam tentando atacar Abel de frente, todos foram congelados e desapareceram em seguida. Exceto o Azarok verdadeiro que não estava lá.
Azarok: Atrás de você! Fire Ball!
Azarok acerta uma bola de fogo por trás de Abel, que cai no chão de costas. Azarok rapidamente se aproxima, e se prepara para finalizar Abel.
Azarok: Não quero que acabe tão rápido...
Azarok pega sua espada e amputa a mão esquerda de Abel, que começou a gritar de dor. Antes de Azarok finalizar, diversos Verraters correram naquela direção. Azarok sai correndo da área, e os Verraters levam Abel para uma ambulância que eles roubaram, enquanto os médicos estavam tratando ele lá dentro.
Médica: Aqui tem tudo o que precisamos?
Verrater: Foi o que conseguimos pegar do hospital, acho que vai ser o suficiente...
Médica: Não da para usarmos o hospital, por favor?
Verrater: O que? Seria arriscado demais, por enquanto. Agora FAÇA ALGO, OU VAI LEVAR UM TIRO NA TUA CABEÇA!
Médica: Droga... Preciso parar o sangramento e rápido, vai ser bem complicado tratar de uma mão amputada desse jeito...
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Nas ruas perto da saída da cidade, os Leones estavam lutando contra um grande número de Verraters. Os soldados que estavam lutando ficavam na frente, defendendo, já os que estavam nos carros com os cidadãos ficavam com os veículos escondidos, um pouco atrás do campo de batalha, e atrás de prédios, e dentro de estacionamentos. Naquela área não tinha mais nenhum civil vivo no meio do fogo cruzado, e conforme o tempo passava o número de Verraters parecia aumentar cada vez mais. Enquanto Psycho e Lince estavam cuidando dos civis dentro de um caminhão, Schatten e Daniel estavam lutando contra os Verraters. Ninguém ali se preocupava com o resto da cidade, estavam todos querendo fugir, algumas famílias abandonaram seus parentes tendo certeza que não tem mais nenhuma esperança para eles. No meio do conflito, Schatten enxerga um prédio alto, onde daria para ver toda a cidade.
Schatten: Daniel, me de cobertura!
Schatten tenta entrar no prédio, mas a porta estava trancada. Ele arromba ela rapidamente, e por pouco não leva um tiro. Ele subiu até o topo do edifício, e chegou no teto.
Schatten: Azarok, eu espero que você não esteja lá, meu caro amigo...
Daniel que estava dando cobertura para Lince caso algo estranho acontecesse estranhou Schatten agindo daquele jeito.
Daniel: O que você vai fazer, Schatten?
Schatten: Não consegue ver? Não tem esperanças para esse lugar... Os Verraters VÃO TOMAR TUDO! Não podemos deixar com que eles fiquem com NADA!
Daniel: Mas... O que você quer fazer?
Schatten: ETERNAL WHIRLWIND!
Um tornado enorme é invocado na área mais rica da cidade, onde estava o hospital, a prefeitura, farmácias, mercados entre outras coisas do tipo. Do tornado saiam estrelas de vento por todos os lados, devastando a área. A ambulância onde Abel estava conseguiu escapar, e Azarok estava bem longe dessa área.
Schatten: Por favor, deixe eu junto com Lince e os outros. Não sei se ainda consigo lutar... Estou exausto.
Schatten começa a caminhar, lentamente, um pouco tonto, parecia bêbado, e fraco. Ao escaparem do acampamento, os outros Leones que estavam ali ajudando deram cobertura, e Daniel levou Schatten até o caminhão de carga onde Lince e Psycho estavam. Em seguida, Azarok chegou, estava exausto, mas não desistiu.
Azarok: Lince, qual é a situação?
Lince: Eles estão conseguindo manter os Verraters longe de nós por um bom tempo, mas precisamos sair daqui agora. Parece que os que estão nos outros cantos da cidade estão focados em proteger algumas áreas, e aparentemente o Schatten está exausto.
Azarok: Acho que eu sei o que ele fez... Bem, Daniel, eu vou ajudar você a limpar o caminho.
Os dois voltam para o campo de batalha, e pegam cobertura atrás de um muro.
Azarok: Precisamos fazer uma limpa desses atiradores. Para longa distância eu só sei usar uma bola de fogo, o que não é muito eficaz.
Daniel: Minha arma não serve para tiros de longa distância, então acertar alguém é pura sorte.
Azarok: Então vou me aproximar lentamente deles.
Azarok sai da proteção dos muros e corre no meio do fogo cruzado, e rapidamente consegue cobertura atrás de um carro. Dois Verraters armados com espada tentaram se aproximar dele, mas Daniel atira em ambos sem os atiradores Verraters notarem. O combate até ali estava extremamente monótono, os que atacam de perto se escondiam por proteção, os de longe ficavam na maioria do seu tempo escondidos também, e de vez em quando formava uma intensa troca de tiros, ou um fuzilamento.
Azarok: Ótimo, daqui está legal... MULTI SPEARS!
Azarok consegue acertar diversas lanças de energia nos atiradores, matando todos eles. Sem nenhum Verrater atirador restando, todos os Leones começaram a avançar, assim como o restante dos Verrater tentavam impedir. A saída daquela cidade estava cada vez mais próxima. Como só restavam os que atacaram de perto, de Verrater, uma grande maioria foi fuzilada por Leones atiradores, mas o número deles era enorme, e isso gerou problema. Diversos atiradores morrendo por alguns serem extremamente rápidos, enquanto outros tentavam alcançar os veículos de fuga, mas morreram ao chegar perto. E lá estava uma intensa batalha. Dois Verrater armados com facas tentaram atacar Azarok, que pega sua espada e decepa a cabeça de um, mas leva uma facada leve por outro, que é fuzilado por Daniel que estava por perto. Aparentemente, não restava mais nenhum Verrater, e a área estava limpa, Azarok libera todos os veículos para irem embora da cidade, e todos, caminhões, carros, caminhonetes, vão em linha reta, formando uma espécie de fila naquela estrada. De repente muitos Verraters que tinham dominado a cidade aparecem, e começam a perseguir os Leones e todos que estavam fugindo, alguns usando carros velhos que encontraram na cidade, e outros inclusive a pé.
Azarok: Droga... Não acabou ainda... FIRE BALL!
Daniel: Lava Ball!
Ambas as bolas, de fogo e de lava, acertam dois carros diferentes, que explodem. Alguns Verraters que estavam usando carros tentam cercar os caminhões, e começam a atirar, além de sair fora da pista. Os civis, que estavam dentro da parte de carga dos caminhões, começaram a ficar nervosos. A perseguição ficava cada vez pior, pois não importava quantos carros eles destruíssem, apareciam cada vez mais, em um maior número. Os caminhões eram lentos, e tinham todos estavam andando em fila, praticamente, então a velocidade não era muito alta.
Daniel: *Atirando com sua escopeta* Azarok, não tem como, cara! Nós estamos cada vez mais cercados, a gente precisa se separar dos outros!
Azarok: Não resta outra opção...
Ainda dava para enxergar um pouco a cidade, e Azarok sabia que não podia errar.
Azarok: PATH OF CHAOS!
Azarok invoca uma chuva de bolas de fogo que acerta a saída da cidade, e boa parte da estrada, destruindo boa parte dos Verraters que estavam perseguindo o mesmo. Agora sim, parecia ter acabado. Eles andaram mais um pouco juntos, e os veículos se separaram, por ordens de Azarok, todos seguindo caminhos diferentes.
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Algumas horas depois, Abel acorda na ambulância, sendo tratado.
Abel: O que aconteceu? O MALDITO CORTOU MINHA MÃO!
Médica: Não grite, e nem se mova muito, seu ferimento é sério. Consegui salvar sua vida por pouco, e não poderemos usar o hospital, ele foi destruído. Então, creio que seu tratamento será um pouquinho demorado.
Abel: Aquele Leone, eu quero fazer com que ele PASSE PELA MESMA DOR QUE ESTOU PASSANDO!
Médica: Se acalme, por favor...
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Azarok manda Lince parar o caminhão por um minuto, para comerem em um restaurante que tinha ali por perto. Azarok reconhecia o restaurante, e eles estavam quase saindo do deserto.
Lince: Paramos para comer?
Azarok: Sim...
Psycho: Então, Azarok, o que fazemos agora? O que vem pela frente
Azarok: EU NÃO SEI! Noline já era, não temos um objetivo em específico, a não ser parar Abel... Não tenho contato com o resto da organização. Somos apenas nós, contra o resto desses Verraters. Vou tentar conseguir contato com os outros, mas mesmo assim... Eu não sei o que fazer. Vamos comer depois, está bem? Agora que eu me lembrei que a comida daqui é horrível, e esse lugar já fechou duas vezes por problemas de higiene.
Todos voltam para o caminhão, e continuam viagem, sem saber para onde iriam, exatamente.
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