Overdrive & Dark End

7 Capítulo 6- Mudança de planos


Notas iniciais
Falas escritas em formato de script
Asteriscos representam ações e pensamentos dos personagens

Era uma tarde bela, o calor parecia de certa forma deixar as coisas mais belas, vivas e claras. Crianças estavam brincando pelos parques, adolescentes namorando, mulheres fazendo caminhadas ou indo fazer compras. É incrível o fato de todos estarem daquele jeito, mas não algo surpreendente, já que ninguém sabe do perigo que estão correndo. Na sua mansão, Azarok fez uma reunião com todos os membros da organização, fora que Schatten, Daniel e Psycho também estavam lá.

Azarok: Primeiro de tudo, não podemos evacuar as pessoas daqui, seria morte certa. O que faremos? Vamos simplesmente LUTAR para defender essas pessoas, convencer os cidadãos a se unirem em nossa causa, tentar melhorar a segurança com todos os recursos que temos. Dentro de alguns dias, vou mandar Psycho, Daniel, Schatten, além de Lince para explorarem o deserto, e ver se não tem nenhum acampamento de Verrater por essa região. Quanto ao resto, vou deixar alguns atiradores em pontos estratégicos para vigilância da cidade. Não quero nenhum lobo solitário, então além de se espalharem, quero que fiquem em duplas, tirando é claro os que vão para o deserto. Vou dar até amanhã para se organizarem. No mais, dispensados.

Todos se retiram, enquanto o grupo que vai para o deserto no próximo dia combina de se reunirem ao anoitecer.
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Enquanto isso, Abel, junto de Ilere chegam em uma região chamada Everwinter, que é dominada por Verraters, além de ser um dos locais em que Abel mais se sente seguro. O motivo? Ele fica no meio de altas montanhas, além de ser cercado por um deserto de neve. A fortaleza, na verdade é composta por um castelo e uma cidade, separada do castelo e cercada por muros. O castelo é usado pelos Verraters tendo conforto, abrigo, segurança, e comida. Já a cidade é uma prisão, onde as pessoas que vivem nela são postas em situações extremas. Fome, miséria, além de serem forçados a lutar e se matarem, já que Abel deixa virar um de seus soldados, para quem for mais forte e sobreviver. A comida e água é muito pouca, alguns apelam para o canibalismo apenas para sobreviver. O interior do castelo é chamativo, diversas peles de animais para fazer casacos. Muita comida deliciosa, que vão desde pães de queijo saindo do forno, até um banquete com muitas saladas de frutas, alface, cenoura, tomate, e carnes de frango, bifes acebolados, entre muitos outros. A decoração é extremamente bela, com tons vermelhos, e cortinas azuis por todos os lados.

Ilere: Esse local é lindo...
Abel: Tudo isso foi feito com muito esforço e trabalho.
Ilere: Acredito que sim...

Ilere tentou olhar para a janela, de onde se via toda a cidade, e a miséria dos que viviam ali.

Abel: Não tem nada para ver ali.

Eles continuam caminhando até serem abordados por um soldado Verrater.

Abel: Viemos ver Ned Stelk, acho que já me conhece, não? Nem fale nada, só me leve até ele.

O guarda os levou para um salão enorme, não tinha nada extremamente chamativo, com exceção de um trono. Sim, um enorme e chamativo trono, não brilhava, era completamente escuro, ele se destacava pelo tamanho, que era enorme. Ned estava sentado nele, e logo se levantou para dar as boas vindas para Abel e Ilere. Se Ned tem um maior pecado, é a vaidade. Só de olhar para o seu corpo você olha uma quantidade enorme de joias, além de ter um cabelo longo e liso que quase encosta no chão, suas roupas são coloridas, e a única coisa que estraga é sua obesidade. Fora isso, Ned também é um ótimo cozinheiro, e ele faz todas as comidas no castelo, desde um simples café da tarde para cinco soldados, a um banquete especial com mais de cem Verraters. Ainda assim, esse homem vaidoso é extremamente cruel, amigo de Abel na juventude, e foi ele quem deu a ideia de vir para Everwinter e tomar o lugar, e construir o muro.

Ned: Quem é ela?
Abel: Uma amiga, apenas isso que precisa saber.
Ned: Bem, o que veio fazer aqui?
Abel: Primeiro de tudo, ela pode esperar aqui?
Ned: Na sala do trono? Não, ela que vá para a cozinha, se for esperar, e ela pode comer qualquer coisa se estiver com fome.
Abel: Ótimo, podemos conversar lá fora?
Ned: É claro.
Abel: Ilere, espere aqui, depois voltamos para falar com você.

Quando saíram para fora, não tinha nada além de neve, e um grande muro para se observar.

Abel: Tem alguém se destacando ali?
Ned: Atualmente, nenhum. Mesmo assim, um dos guardas disse que um cara conseguiu se proteger do inverno usando a palha de umas casinhas como roupas, e um venceu quatro canibais. Você sabe que não levo canibais para dentro por segurança, não é?
Abel: Sim... Eu entendo.
Ned: Então, como anda a briga com os Leone? Você sabe que nessas condições não posso ir para o mundo lá fora, e estou meio desatualizado. Vivo cozinhando, e dependo da comida e bebida que você manda para sustentar o local.
Abel: Fido morreu fuzilado, consegui ajuda com um cara de uma gangue, e Azarok está se ferrando para manter a cidadezinha.
Ned: Pretende atacar ela?
Abel: Agora não, no futuro talvez, mas bem distante, apenas como consequência de algum futuro ato caso eu cometa algo do tipo. Por agora, quero me divertir vendo eles em uma pressão psicológica imensa, hehehe.
Ned: Isso me lembra dos tempos antigos torturando alguns bêbados por así com uma garrafa na mão, e depois bebendo a bebida deles, haha.
Abel: Cara... Faz tempo que não como sua comida, não tem nada igual a ela.
Ned: Espero que sua amiga tenha gostado também.
Abel: Falando nisso, agora temos que falar com ela, vamos até lá.
Ned: Está bem.

Os dois voltaram para dentro do castelo, e Ilere estava sentada em uma grande mesa, comendo uma salada de alfaces.

Abel: Cara, a comida já está pronta? Estou doido para comer o seu frango assado, e aqueles pães de queijo.
Ned: Óbvio, eles já estavam prontos antes de vocês chegarem.

Os três se empanturram de tanto comer, durante esse tempo ninguém falou nada, só aproveitou a refeição.

Ned: Mas então, Abel...Mais algum motivo para vir até aqui?
Abel: Na verdade, tem sim. Eu li faz algum tempo um livro de um parente seu. Reks Stelk, ele diz quase ter chegado naquele tesouro.
Ned: De que tesouro está falando?
Abel: Você sabe, aquele em que as pessoas se perdem, morrem, se mutilam para chegar até ele, e falham. Mas, ele sobreviveu, óbvio que sem um braço, olho, e orelha, mas ainda está vivo.
Ned: Você sabe que eu não falo com minha família faz tempos. Eles me odeiam.
Abel: Qual é, ele nunca te contou nos mínimos detalhes o que aconteceu naquele local? O sufoco?
Ned: NÃO. Abel, sinto muito, mas eu não sei de nada... Só que aquele tesouro corrompeu ele, destruiu o mesmo, e agora o cara quer se matar. Não vamos tocar nesse assunto, por favor... Se quiser passar algum tempo aqui, ou vou ter que pedir para que se retire.
Abel: ...Ótimo...
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Na casa de Lince, o grupo que estava sendo enviado para o deserto planejava o jeito que tudo seria organizado. Sentados em um sofá velho, mas confortável, em uma sala bagunçada, móveis quase quebrados e farelos de comida por todos os cantos.

Psycho: Escutem, e se nós fizéssemos assim. Temos de ficar juntos, certo? Que tal se eu e Daniel ficássemos por trás, escondidos, caso o perigo apareça, e daremos cobertura. Lince e Schatten, vocês dois vão na frente. Já vi Lince em combate e me impressionei, enquanto ao Schatten, o cara detonou junto de Azarok uma prisão inteira, então acho que isso já diz tudo.
Lince: Espera. A arma de Daniel não seria muito efetiva para longa distância.
Daniel: Concordo, além de eu ser bom em rastrear, aprendi isso caçando quando eu era pequeno.
Lince: Psycho, você e eu vamos ficar cuidando das costas dele.
Schatten: Mas, e se não tiver nenhum acampamento?
Daniel: Por isso eu vou na frente, poso ver algumas pegadas, qualquer coisa estranha, caso aconteça algo perigoso.
Lince: Usamos algum veículo?
Psycho: Não... Ninguém quer chamar a atenção, certo?
Schatten: No mais, levem algumas coisas tipo água, comida.

No dia seguinte, os quatro saíram da cidade a pé explorar o deserto. Não iriam muito longe, ficando cerca dez horas fora, cinco para ir e as outras cinco para voltar. Se encontrassem algo suspeito, poderiam tanto lidar com a situação, ou chamar os outros. Com o tempo passavam se três horas andando pelo mesmo deserto, um mar de areias completamente vazio, onde não se sabia por tinha ido e por onde voltaria.

Daniel: ESPEREM! Não sentem um cheiro estranho... De carne? Parece ser de porco, parece que estão assando alguma coisa.

Andaram um pouco mais para frente, e viram um pequeno grupo de acampamento. Dava para identificar que eram Verraters, e estavam assando uma carne de porco. Enquanto isso alguns estavam jogando cartas, outros bebendo feito uns loucos, parecia uma festa. Nas tendas dava para se ver duas caixas com um monte de armas, e seis camelos. Enquanto os Verraters festejavam, Daniel começa a observar o acampamento, e cochicha para os outros, que estavam escondidos atrás de uma rocha.

Daniel: Eu consigo ver cinco tendas, uma aparenta ter muitas armas, e as outras nada. Tem um monte de bêbados ali, e a maioria está distraído. Fora isso, o problema é a armadura Magitek de vigia, de resto seria fácil. E, eles tem montaria, o que ajudaria e muito na hora de fugir dessa tigela de areia.
Lince: Será que isso pode significar que eles estão planejando um ataque?
Daniel: Muito difícil, se fosse eles acampariam mais perto da cidade. É difícil Abel mandar eles acamparem tão longe, e separados uns dos outros. Agora, a questão é, aquela armadura é um problema, e precisamos lidar com ela, o resto não vai ser tão trabalhoso. Eu diria que o pagamento, as armas, e a montaria vão dar benefícios para todos, hehehe.
Lince: Acho que vamos ser obrigado a fazer uma mudança de planos.
Psycho: O que?
Lince: Aquele monte de bêbados não vão ser um problema. Icestorm!

Uma tempestade de neve apareceu do nada, bloqueando a visão de todos menos de Lince. Os Verraters estranhavam, já que como poderia ocorrer uma tempestade de neve no meio do deserto? Mas, quando a tempestade passou, eles nem puderam falar nada, já que estavam mortos, com suas gargantas cortadas, e barrigas perfuradas pela espada de Lince. O soldado que estava dentro da armadura Magitek tenta atacar Lince rapidamente.

Soldado: Fire Beam!

Uma espécie de raio de fogo acerta Lince, que sofre queimaduras graves. O soldado se aproximava cada vez mais dele. De repente, Schatten saiu da pedra e começou a atacar também.
Schatten: Maelstrom!

Uma estrela de vento é lançada na parte de trás da armadura, ao ver Schatten, o soldado ataca novamente.
Soldado: Ice Beam!
Schatten: Shield!

Schatten consegue bloquear o ataque com um escudo de energia em sua volta. Em seguida, o soldado ataca novamente, conseguindo pegar Schatten com as garras da armadura, e atirando ele em uma tenda cheia de caixas, quebrando um braço do mesmo.

Schatten: Droga...

Enquanto isso, Lince consegue se levantar, e Psycho apareceu para lutar. Apenas Daniel ficou escondido.

Lince: White Wind!

Lince consegue curar todos os seus ferimentos. O soldado tenta avançar nele de novo, mas Psycho impede.

Psycho: Abstand!

Psycho fez vários movimentos com sua espada, lançado uma espécie de luas de laser na armadura.

Soldado: Magitek Missile!

Um míssil é atirado na direção de Lince, que desvia rolando no meio da areia. Já Psycho, tenta atacar a armadura frontalmente com sua espada, mas ela consegue agarrar ele, e tenta quebrar seu pescoço.

Daniel: Lava Ball!

Daniel atira uma bola de lava na armadura, que além de soltar Psycho, toma danos sérios, e dentro dela começa a ficar quente demais. Enquanto isso, um soldado que estava escondido em uma tenda, vai até Schatten armado com uma metralhadora, enquanto os outros estavam ocupados lutando.

Schatten: Droga... Braço maldito.

Schatten estava se agoniando de dor, e o Verrater se aproxima aos poucos. Quando Daniel acaba enxergando o mesmo, ele começa a tentar atirar no soldado, e matar o mesmo, começando uma troca de tiros. Lince e Psycho não podiam ajudar, já que estavam ocupados com a armadura. Schatten, mesmo com o braço quebrado, acaba movimentando a outra mão para atacar o soldado.

Schatten: Dark Spike...

Schatten acerta uma estaca de osso nas costas do soldado, que morre logo em seguida.

Daniel volta a lutar com o soldado na armadura, e mais perto de Schatten, garantindo proteção ao mesmo. Já o soldado dentro da armadura observa sua desvantagem, e as péssimas condições em que estava. Sem opções, tenta atacar a tenda em que Schatten para matar o mesmo, vendo como Daniel protegia o mesmo.

Soldado: Fire Beam!

No entanto não foi possível atacar, pois Psycho conseguiu cortar um braço da armadura.

Soldado: Droga...

Por fim, o soldado sai da armadura, e tenta fugir correndo, mas Daniel pega sua espada, e mata ele decepando sua cabeça.

Lince: Então? Não tem mais ninguém?
Psycho: Parece que não... Lince, não tem como curar o Schatten?
Lince: Infelizmente não, só consigo curar ferimentos, mas um corpo quebrado não...
Daniel: Parece que eles tem um mapa do deserto mostrando o local em que estamos, e a localização de Noline.
Psycho: Como vamos levar as armas nos camelos?
Lince: Acho que não precisamos levar tudo... Azarok tem um bom número de espadas lá, levamos em um saco que tem em uma das tendas, apenas as de fogo. O Schatten nós levamos na garupa.
Daniel: Tudo certo, pelo o que parece para voltarmos ao caminho de Noline nós vamos pelo leste.

Assim que se arrumaram, os quatro voltavam até Noline. O tédio tomava conta, afinal como não ficar entediado num local vazio como aquele? De repente, tentaram puxar assunto...

Lince: Ei, como vocês se meteram nisso? Digo, quanto aos Verraters.
Psycho: Minha família era rica e foi assassinada brutalmente por eles, apenas isso.
Schatten: Ele me levou para sua prisão, e estava procurando minha irmã, aparentemente.
Daniel: Eles dizimaram meu povo. E você, Lince?
Lince: O mesmo. Nosso povo habitava um dos locais mais frios de Nomit, e nós somos brancos assim pela falta de calor em nosso antigo território. Mas digo, é só isso o que aconteceu? Com todos vocês, nada demais?
Daniel: Na verdade, comigo sim... Eu me lembro que os Verraters atacavam o nosso povo frequentemente, antes de dizimarem eles. Deixavam a gente no prejuízo, roubavam tudo, passemos fome, e tudo mais... Alguns não aguentavam mais, e se tornaram loucos... Passemos fome, e não tinha comida para sustentar ninguém, ou quase... Cara, aquilo foi um caos, não tínhamos para onde ir, e aconteceram coisas horríveis... Ao menos foi o que os fazendeiros por quem eu fui criado me disseram, eu era um bebê na época. Durante meu treinamento, eu me recordo de que ocorreu uma seca na região. Além da nossa fazenda tinha uma cidadezinha vizinha, que sobrevivia da agricultura, plantação e outras coisas assim. Eu me lembro como se fosse hoje, que por pura fome, uma família chegou até os fazendeiros que me criaram, e me forçaram a ver eles sendo mutilados. Quando chegou a minha hora de morrer, eu consegui escapar, a família fugiu. O pior é que eles eram nossos amigos, o filho mais novo deles mesmo me ajudava a cuidar dos animais de lá, e eu pagava ele para cortar a grama quando ela estava muito alta. Alguns anos depois, eu encontrei aquele mesmo garoto, e fiz A MESMA COISA que a família dele fez com os fazendeiros. O pior, é que eu gostei disso... Não sei o motivo, mas eu adorei fazer aquilo com o garoto... Eu descobri tudo sobre os Verraters, e depois JUREI que se for preciso eu farei a mesma coisa com eles.
Lince: Você fez o que foi preciso, sei que foi horrível.
Schatten: Eu tinha um tio que praticava magia também... Sabe, ele era um cara legal, mesmo, brincava comigo quando tinha tempo, me contava histórias de como era um grandioso mago. Mas, uma vez ele estava com um grupo, de seis pessoas, incluindo sua namorada. Eles estavam viajando para atacar o esconderijo de um grupo criminoso, acho que nem existe mais. Só sei que, um cara de seu grupo acabou traindo todos, levando para uma emboscada. Cinco homens, e uma mulher, apenas dois sobreviveram. Ele se tornou depressivo, ficou furioso, queria se vingar, apenas isso. Ele mudou o comportamento dele com todos nós, não me dava atenção, e brigava com todos da família. Só sei que um dia, ele achou o cara que traiu todos eles, tentou atacar com uma magia poderosa, nem sei qual era... Só sei que ele matou muitas pessoas inocentes, incluindo crianças. Só sei que o homem que ele buscava sobreviveu, e as autoridades mataram ele depois... Sabe, as vezes esse sentimento de vingança muda a gente, nos torna cegos, corrompe nossa mente... É estranho, eu nunca fiquei com raiva de Abel por ameaçar a vida de minha irmã, ou me trancafiar naquela porcaria de prisão, eu tento não me focar nisso...

Quando Schatten parou de falar, todos ficaram calados, já que ninguém queria reviver péssimas lembranças. Ao voltarem para Noline, Azarok estava para fora da cidade, apenas esperando eles chegarem.

Azarok: E então?
Lince: Schatten quebrou o braço numa luta, e achamos umas armas num pequeno acampamento de Verraters. Tivemos um pouco de problema, mas eram poucos. E naquele tempo todo só encontramos eles, não pareciam quererem atacar. Eles estavam naquela região onde tem muitas rochas no meio do caminho.

Azarok: Acho que eles estavam vigiando para ver se ninguém iria para Everwinter... Óbvio que ir até lá sem uma nave é suicídio, mas se notassem algo de estranho, poderiam caso tivesse algum acampamento nas montanhas para ficarem atentos.
Daniel: Tinha uma armadura Magitek lá.
Azarok: Meio estranho, pois não tem nada que evidencie algum ataque Verrater aqui. Eu mandei outro grupo checar o outro lado do deserto, e não encontraram nada também.
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Passaram se oito meses, sem nenhum ataque, ou coisa do tipo. Abel já tinha voltado para sua fortaleza junto de Ilere, e ambos descobriram muita coisa sobre o tesouro. Na biblioteca, ambos estavam sozinhos apenas conversando. Tinham poucos soldados vigiando a fortaleza, e eles observavam a beleza que era olhar pela janela e ver a quantidade de terras que tinham embaixo das colinas onde a fortaleza ficava. Por mais que seria triste acabar caindo, já que dos lados dessa colina, está uma floresta onde é praticamente um labirinto natural, em que você pode ficar perdido por vinte dias, no mínimo até sair de lá. Já em Noline, os Leone melhoraram e muito, expandiram, o número de pessoas se juntando a eles era maior, e as coisas só melhoravam. Mas Azarok não saiu de Noline, ficou esperto caso as coisas piorassem.

Ilere: Ei Abel, qual o motivo de você não atacar a cidade onde esse tal de Azarok mora?
Abel: Simples, eles já foram prejudicados e muito, e eles devem estar preparados para algo assim. E olha só o quanto nós melhoremos, quando for a hora de eu fazer isso, eles vão estar despreparados.
Ilere: E sobre esse tesouro, me diga a razão de você procurar ele. O que esse artefato que procura tem de tão especial?
Abel: Nunca contei para ninguém, mas como confio em você... É poder, simplesmente poder... O artefato se for juntado a alguns outros pode dar poder supremo, transforma qualquer pessoa em um deus. Ninguém teria chance contra mim, e eu poderia governar esse mundo, ter ele só para mim...
Ilere: Já ouvi falar de alguns artefatos desse tipo... E sabe o motivo de estarem escondidos? POR NINGUÉM MERECER USAR ELES.
Abel: É óbvio, mas eu sou a exceção.
Ilere: Errado. Todos, incluindo você, Abel.
Abel: O que disse?
Ilere: Como você é tolo...

Ilere invoca diversos Golems na biblioteca, que antes de Abel perceber, acabaram agarrando e prendendo ele.

Abel: O que você está fazendo?

Ilere: Acreditou que eu tinha caído no seu truquezinho de manipulação de mente? Que faria eu ficar contra meu irmão, que idiota. Eu sempre FINGI que tinha caído em seu trque, até você me contar tudo o que eu precisava... Agora, eu só preciso encontrar esse tal de Azarok, e ele vai me ajudar.

Os Golems jogam Abel em uma prateleira de livros, e começam a espancar ele. Já Ilere começa a fugir de lá. Abel mata todos os Golems com sua espada sem muita dificuldade, e fala para todos os guardas irem atrás de Ilere.

Abel: ELA É UMA TRAIDORA! ATRÁS DELA.

Como não tinha muita segurança dentro da fortaleza, Ilere apenas invocou mais alguns Golems para manter os mesmos ocupados. Quando chegou na parte de fora, viu que ela estava cercada e fortemente vigiada. Apenas buscou cobertura atrás de uma árvore, e viu que não poderia voar, pois a deixava muito exposta. Elly estava seguindo Ilere durante toda a fuga, e estava em chamas para atacar qualquer um que tentasse matar Ilere por trás, chegando até sua dona logo em seguida. Sem opções, Ilere se vê forçada a ir até o meio do fogo cruzado, e começa a descer a colina pelo lado direito. Alguns soldados tentaram alcançar ela, mas Abel ordenou que parassem.

Abel: Ela vai demorar para sair de lá... Eu não posso deixar ela chegar até Azarok, não com tudo o que ela sabe... Como fui tão burro... Eu não posso, simplesmente não posso... Eu vou ter que tirar os Leones de lá...
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Em Noline, depois que se passaram cinco dias depois da fuga de Ilere, em uma noite aparentemente calma, Azarok estava jantando em um restaurante, quando Lince veio correndo feito um louco procurar ele. Tudo parecia ótimo, afinal foram meses sem nada acontecer. Não tinha motivo para algo de ruim acontecer agora.

Lince: AZAROK, VOCÊ PRECISA IR ATÉ OS MUROS, RÁPIDO!
Azarok: O que aconteceu?
Lince: Você já vai ver, vamos logo!

Azarok escutou seu amigo, e ambos foram até lá de carro. Ao subirem nos muros, Azarok ficou desesperado.

Azarok: Meu Deus...

Um exército de Verraters enorme, cinco vezes maior do que o de Azarok marchava até os portões de Noline. Muitas pessoas estavam nos muros vendo, e ficaram estáticas. Ralmente, não tinha nenhuma saída. Enquanto isso, Abel ficava gritando toda hora.

Abel: MATEM TODOS ELES!
Azarok: Mas, qual o motivo de eles fazerem isso... Agora?

Azarok saiu dos muros feito um doido, já dando as primeiras ordens.