Overdrive & Dark End

22 Capítulo 21- Confiança


Notas iniciais
Falas escritas em script
Asteriscos representam pensamentos ou ações dos personagens

Azarok foi até sua tenda para resolver alguns negócios, no momento em que estava entrando, Schatten interrompeu, pois tinha notícias.

Schatten: Jack foi até as montanhas, quer acabar com os vigilantes.
Azarok: Volta em quanto tempo?
Schatten: Eu acho que em três semanas, no máximo. Ele levou caminhonete e comida. Jack não quer matar todos os Verraters das montanhas, só checar a área em geral, para ver se é seguro continuar a viagem.
Azarok: Espero que os Verraters sejam pacientes... E Reek, onde ele está?
Schatten: Foi caçar, mas não sabemos onde ele...

O barulho de um tiro interrompeu Schatten, aquilo podia ser um sinal ou até mesmo uma armadilha. Azarok chamou Nelly e Daniel para acompanharem ele, enquanto o resto se preparava para uma possível luta. Os três foram até a floresta, Daniel andava na frente, enquanto Nelly e Azarok davam cobertura.

Azarok: Se alguém sabe onde nós estamos, também saberia que temos um exército...
Daniel: Fique quieto...

Os três continuaram seguindo em frente, rastros de sangue começaram a aparecer nas árvores, e as coisas pareciam estar ficando cada vez mais complicada.

Azarok: Fake Clones!

Azarok invocou um clone, que foi para outro lado da floresta. Os três continuavam andando por mais alguns minutos, os rastros de sangue pareciam não acabar nunca, e aumentavam cada vez mais. Até que, no meio das árvores, diversos cadáveres de Leones estavam amontoados, alguns partidos em pedaços. David estava no meio, segurando a cabeça decepada de Reek.

David: Devo admitir, espalhar o sangue nas árvores foi meio difícil.

Um franco-atirador estava em cima das árvores, não estava mirando em ninguém, conforme David ordenou.

David: Sabe Azarok, acho que esse truque de mandar um clone na minha frente... Não funciona.

O franco-atirador mirou para os outros lados da floresta, até acertar o clone de Azarok. David ficou surpreso, e até impressionado.

Azarok: Que clone?

Azarok acertou uma lança de energia no franco-atirador, mas não tentou nem jogar uma em David.

David: Por que nem tentou me acertar?
Azarok: Eu sei da sua velocidade com o gatilho. Mas, e você? Podia ter me matado.
David: Você vale muito mais vivo... Eu sei que Abel quer se divertir e muito com o homem que decepou sua mão.
Azarok: E... Se me matar, sabe que aqui perto tem um grande exército pronto para me vingar.
David: Exército que se Abel pagasse dez moedas a mais te abandonariam facilmente.
Azarok: Mas, eu estou vivo. E tenho amigo para cuidar disso.
Daniel: Azarok, vamos acabar com ele logo.
Azarok: É isso que ele quer... Três contra um, parece justo?
David: Para você, é?
Azarok: Dois homens e uma mulher, contra o pistoleiro mais perigoso do mundo... Injusto.
David: Então?
Azarok: Você não trouxe o resto da sua gangue, mas se eles estiverem escondidos nessa floresta, é melhor falar para irem embora. Você pode me matar nesse exato momento, e fazer o mesmo com meus amigos, mas vai sofrer muito com isso. Atrás de mim tem um exército dez vezes maior que sua gangue inteira, caso aconteça qualquer coisa comigo, eles vão te perseguir David, e você vai morrer da pior forma possível. Não é questão de Abel pagar mais, eles fizeram um juramento sagrado de lealdade, e se romperem, aqueles que estão acima de nós vão passar uma peste, que vai fazer qualquer traidor se arrepender de ter rompido o juramento. Meu sangue é o sangue deles, e eles me pertencem.
David: Seu exército vai ser aniquilado, Leone. E quando isso acontecer, eu vou atrás do que sobrou, e assim terei minha recompensa. Ameaças não funcionam comigo, assim como não devem funcionar com você.
Azarok: Elas não funcionam, apenas avisam. Ações são o que funcionam. Pode ir embora, e continuar com essa arma apontada para mim, mas nem pense em atirar.
David: Essa bala eu vou guardar para você.
Azarok: E eu vou dar de lembrança para tua mãe, assim que eu conseguir sua cabeça.

David saiu correndo, no começo andava para trás com sua arma apontada para Azarok, até chegar numa distância segura. Azarok, Daniel e Nelly voltaram para o acampamento, levando alguns cadáveres para enterrar.

Nelly: A gente vai levar o resto depois, não é?
Azarok: Vou falar para os outros fazerem isso.
Daniel: Nós podíamos ter matado ele.
Azarok: Não, acredite Daniel, nenhum homem conseguiu vencer David quando estava olhando de frente para ele. Nem três, ou cinco. Esse lugar não é mais seguro, temos que seguir viagem, é só esperar Jack voltar.
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Na base de Abel, nada acontecia fazia tempos. Denos e Kay não conversavam, e isso era preocupante. Denos não sabia de nada sobre a garota, sua posição na guerra, ou coisa assim. Não se tinha notícias de Abel fazia tempos, e nenhuma novidade dos Leones, exceto a mensagem do espião. A noite estava escura, e enquanto preparava o jantar, Kay decidiu falar com Denos.

Kay: Eu não entendo, meu pai quer que eu lidere o exército enquanto estiver fora, mas o estrategista é você, Denos.
Denos: Eu estou aqui apenas para servir e auxiliar.
Kay: Entendi... Bem, o que meu pai quer?
Denos: Algo muito poderoso. Apenas isso. Ele tem que estar um passo na frente dos inimigos, e você precisa cuidar da base. Você é a filha dele, e a única pessoa que Abel confia.
Kay: E você?
Denos: Uma lição, nunca confie em ninguém. Os Leones podem me sequestrar e fazer espião deles a qualquer minuto. Seu pai quer restaurar a ordem no mundo, nesse conturbado período de guerras. Apesar de trazer algumas consequências. Já ouviu falar de dragões?
Kay: Eles foram mortos faz tempos, por um feiticeiro.
Denos: Não... A história diz assim, mas os fatos são outros. Eles estão presos, abaixo da terra, para nunca mais voltarem, até que se prove o contrário. Sabe qual é a diferença de dragões e as pessoas? Dragões lançam fogo que alcança cinco quilômetros facilmente, voam, e resistem a um exército inteiro. Eles são selvagens, assim como os homens. Os Leones usam o leão como uma espécie de referência para o seu lema, e nome. E o fogo do dragão representa suas atitudes. Eles podem ser calmos, e fingir que são amigos, mas não existe grupo mais selvagem que eles. Os Verraters aceitam o fato de serem considerados traidores, mas essa é sua maior força. A frieza e o gelo, alcançar o que querem de qualquer forma, não se deixando derreter pelo fogo. É assim que as coisas funcionam, Kay. Até o mais feroz dos homens pode ser manipulador, e o calmo pode ser selvagem e frio.
Kay: Por que está me dizendo isso?
Denos: Abel quer que você lidere, mas tem de saber algumas coisas.
Kay: Como vou saber que não está mentindo?
Denos: Isso você faz por conta própria. Você sabe no que acredita, precisa ter fé nisso.
Kay: Qual foi o feiticeiro que prendeu os dragões?
Denos: E se eu estiver mentindo?
Kay: Espere...
Denos: Você sabe se estou dizendo a verdade, ou mentindo. E isso é essencial, caso seja uma líder.
Kay: ... Precisa me ensinar mais.
Denos: Não tem nada para ensinar.
Kay: Mentiroso!
Denos: Mentirosos são os que não possuem nenhuma honra. Quer se provar útil para seu pai? Estude, interprete, questione o que é certo ou errado. Depender apenas dos outros não vai te levar a lugar algum. Já te dei o essencial, agora é fazer por conta própria. Já te disse o suficiente. É isso que significa liderança, tomar suas próprias decisões, mas ouvindo o que os outros falam, e ver se serve para alguma coisa.
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Azarok, Nelly e Daniel voltaram para o acampamento. As armas estavam limpas, mas com cadáveres nas mãos. Demorou duas horas para tirar o resto da floresta, além de fazer o enterro. Era madrugada, e ninguém estava com sono, alguns assavam carne, outros bebiam vinho. Mas, alguns tentavam dormir, e outros tinham negócios para resolver. Schatten tinha novidades para Azarok, mas não conseguiu falar no meio das idas e voltas na floresta, além dos enterros. Ele chegou na tenda de Azarok, que bebia vinho apenas para tentar se acalmar, ou cair no chão bêbado, na verdade, ele estava fazendo o mesmo que as outras pessoas.

Azarok: Não consegue sentir? O cheiro de cadáver...
Schatten: Azarok, eu sei que se encontrou com David... Quantos homens estavam protegendo ele?
Azarok: Um. Ele estava levando a gente até uma armadilha.
Schatten: Eu sei. Os outros homens dele tentaram atacar, mas fugiram.
Azarok: Qual seria a razão?
Schatten: Nosso exército ser maior que o deles.
Azarok: Eles são espertos. Mas, eu não vi sangue derramado, como você encontrou?
Schatten: Eu vi os caras fugindo, um deles ficou para trás, e Flauspinne ficou segurando ele. Agora mesmo o cara está preso, na minha tenda.
Azarok: Faça o que quiser com ele.
Schatten: Aliás, quando vamos embora?
Azarok: Assim que Jack voltar. Dou quatro semanas para ele, caso não volte... Nós temos que seguir em frente.
Schatten: Entendo.

Schatten saiu da tenda de Azarok e foi para a sua. O gangster de David estava amarrado com correntes, em uma cadeira. Flauspinne provocava o homem, querendo atacar.

Schatten: Vou te tirar daqui.

Schatten desamarrou o gangster, e levou ele para a floresta. Enquanto andavam, Schatten apontava a espada na cabeça do gangster, e Flauspinne continuava provocando. Numa área cheia de árvores, Schatten derrubou o gangster no chão, e parecia estar indo embora. Ele continuou calado, sem nenhuma reação.

Schatten: Para onde você vai? Seus amigos não vão te querer mais... O que você pode fazer? É o seu fim.

Schatten mandou Flauspinne atacar. Ela picou o gangster, e ele se sentiu paralisado, sem poder fazer nada.

Schatten: O veneno vai se espalhar, e amanhã você vai ser julgado por aqueles além de nós.

Schatten abandonou o homem para morrer, sem arrependimento ou consciência pesada. Fez o que precisava ser feito, e não tem lugar para piedade naquele mundo.
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Amanheceu, e o grupo de Ilere continuava viajando. Era difícil se acostumar com os novos companheiros espadachins, mas aquilo parecia normal depois de algum tempo. Daewnron estava com raiva, podiam ter matado David naquele momento, mas se recusaram, no entanto evitava mencionar isso na caminhada. Eles estavam passando pela estrada ao redor das montanhas, em Autain, conhecida como o Caminho para pequenos.

Ilere: Essa estrada vai nos levar direto para a entrada da montanha do tesouro. É o caminho mais longo, no entanto, também é o mais calmo. Na entrada da montanha, terá um ponto em que as estradas vão se encontrar.
Luke: Vamos ter que escalar a montanha inteira?
Ilere: Não, vai ter uma espécie de escadaria na montanha, várias, na verdade, que se cruzam muitas vezes. Você pode tentar cortar caminho, mas ninguém sobreviveu ao fazer isso.
Luke: Vamos estar lá em quanto tempo?
Ilere: Não sei. Mas, Abel não vai ir para lugar algum.
Luke: Como sabe que ele está lá?
Ilere: Eu conheço aquele idiota, ele é previsível, mas perigoso.

Daewnron estava cansado de ter que aguentar aquela vontade de vingança dentro dele, e resolveu desabafar. Só queria saber a razão, e quem sabe ter alguma ajuda.

Daewnron: A gente podia ter matado ele, sabia? Estou falando de David.
Ilere: Aquele não era o momento certo.
Daewnron: Como não era? Ele estava a nossa frente! E a gente era o maior número!
Ilere: Simplesmente não era. E se alguém tentasse atacar ele, você estaria morto!
Daewnron: Mas ele também! Luke, você sabe o que ele fez com nossos irmãos, com os meus pais!
Luke: O que ele fez é passado, Daewnron. Pare com esse sentimento de vingança, ele apenas acaba destruindo a gente. Vingança não pode ser o objetivo de uma vida, apenas a consequência de uma ação. Sei a raiva que está sentindo, mas tem coisas mais importantes que isso, agora.
Daewnron: Mas...
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Estava entardecendo, e muitos Leones não tinham acordado, tirando aqueles que não conseguiram dormir. Psycho foi até Azarok, que estava dormindo em sua tenda, com uma garrafa de vinho quebrada no chão.

Psycho: Azarok, acorde!
Azarok: O que?

Azarok estava confuso, não se lembrava do que tinha acontecido na última noite. Mas, acordou e foi almoçar junto dos outros. Muitas carnes de porco, e frango estavam sendo assadas, e os Leones se sentavam em grupos para comer e conversar.

Schatten: Nenhum sinal do Jack...
Azarok: Ele deve estar por aí, e levou uma caminhonete, não deve demorar muito. Aliás, quando começou a se preocupar com ele?
Schatten: Ele pode ser um idiota, e fumante... Mas, sabe das coisas, especialmente de como resolver os problemas.
Azarok: Enfiar o machado no estômago de alguém, e abrir com as próprias mãos. Ele me contou que fez isso na arena. E sim, ele sabe como resolver os problemas.
Schatten: Então, ele é útil para nós. Ele sobreviveu a um tiro de franco-atirador, acho que qualquer um de nós morreria sem uma armadura.
Azarok: Jack não usa armadura, ele é a armadura.
Schatten: Exatamente.
Azarok: Você sabe sobre negócios, Schatten, me surpreende.
Schatten: Aliás, resolvi o problema dessa madrugada.
Azarok: Que problema?
Schatten: Deixa pra lá.

Nelly entrou no meio dos dois, interrompendo a conversa. Carregava uma garrafa de vinho na mão, que entregou para Azarok.

Nelly: A outra quebrou, não é?
Azarok: Obrigado.
Nelly: Meu líder bêbado, algo que eu nunca viria, ao menos pensava. Para compensar o fato de nunca ter falado para meu antigo líder, o cozinheiro gordo, como ele era estranho, obeso, e idiota.
Azarok: É, mas você fez as tripas dele se espalharem pelo castelo.
Nelly: Mas nunca disse o que eu queria. Era a empolgação. Mas, diria que o servo leal dele é bem resistente, especialmente depois de ter conversado com ele em uma biblioteca.
Azarok: O que aconteceu por lá?
Nelly: Não importa. Passado tem que ser deixado de lado.
Azarok: O que o servo leal tinha com aquele gordo idiota?
Nelly: Não sei. Paixão, amor, interesse, obsessão. Mas, Denos era um cara inteligente, nunca deixa nada tão óbvio assim.
Azarok: O que disse?
Nelly: Denos era um cara inteligente, nunca deixaria nada tão óbvio.
Azarok: Claro.

Schatten se retirou para pegar mais carne. Azarok e Nelly ficaram conversando, e rindo. Nelly se sentia alegre com aquilo, finalmente poder rir dos seus amigos, falar o que quiser sobre Ned, era algo normal, mas diferente para ela.

Nelly: Azarok, qual foi o seu maior pecado? Pode dizer.
Azarok: Rir de todas as besteiras que você falou.
Nelly: Fora essa.
Azarok: Isso é um confessionário?
Nelly: Não tem nenhuma religião?
Azarok: Não, eu odeio. Especialmente as que vieram de outro mundo. Desde que meu pai me levou para o confessionário. As coisas que eu aprontava na igreja... Aquele padre queria me matar.
Nelly: Nossa...
Azarok: Não tenho sorte com igrejas... Minha mãe morreu alguns dias depois de meu nascimento, ela e meu pai nem eram casados. Meu pai nunca teve religião, mas ela era católica. Uma das religiões dos outros mundos, você sabe. No meio da celebração, inimigos do meu pai atacaram. Quase todos tinham sido mortos, inclusive ela. Como foi a morte, eu não sei...
Nelly: Triste...
Azarok: O pior foi ser criado por um idiota, que eu amava mesmo assim. Ele era bom comigo, mais ou menos, na verdade. Era um bom líder, apesar dos contatos criminosos. O problema era quando ficava bêbado, uma vez ele tentou me bater, mas o coitado não teve chance. Deu vergonha na hora de falar para o médico o que aconteceu. Depois daquele tempo com o braço quebrado, quando bebia ele preferia passar a noite fora.
Nelly: Deve ter sido engraçado, triste por um lado...
Azarok: Eu fiquei rindo disso o tempo todo.
Nelly: Quantos anos você tinha?
Azarok: Onze.
Nelly: Contou isso para os outros?
Azarok: Você é a primeira.
Nelly: Como assim?
Azarok: Você não chega a ser uma Leone, nem fez o seu juramento.
Nelly: Aquele que você mencionou durante a conversa com David?
Azarok: Sim. A maioria leva isso a sério, por mais que eu não acredite nas divindades. Aquilo foi só uma ameaça. Mas, a maioria leva isso a sério, e costumam a olhar torto para quem ofende os líderes anteriores? Então, você é a primeira. Por mais que não seja ofensivo, meu pai deveria sentir vergonha, caso estivesse vivo. *rindo*
Nelly: *rindo* Mudei minha opinião sobre você, Azarok. Você não é um idiota.
Azarok: Então, o que eu sou?
Nelly: Um idiota com argumentos. *rindo*
Azarok: Isso eu não posso negar.
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Anoiteceu, e o grupo de Ilere passou a noite na estrada. Formaram um acampamento, e comeram algumas carnes que os espadachins trouxeram, além de frutas, e tomaram água. Luke estava desconfiado, algo parecia errado, e Ilere foi checar para ver o que era.

Ilere: O que aconteceu?
Luke: Não tem nenhum guarda nas montanhas. Estamos fora delas, mas mesmo assim eles atacariam.
Ilere: Eu sei... Mas, o que vale um homem quando se tem exércitos enormes se aproximando? Uma batalha se aproxima, e Abel apenas se preveniu.
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Se passaram quatro dias, e uma caminhonete chegava no acampamento dos Leones. Jack tinha chegado, com o machado limpo, o que era surpreendente. Os Leones acolheram Jack novamente, e convidaram para almoçar. Azarok se sentou ao lado dele enquanto comiam uma salada de frutas.

Jack: Podemos continuar viagem, o caminho está limpo.
Azarok: Ótimo. Matou todos eles?
Jack: Não, eles simplesmente não estavam lá. Pelo o que eu analisei, o caminho no meio das montanhas vai ser o mais curto, vai demorar algum tempo de qualquer forma, mas é melhor do que viajar pelo Caminho para pequenos.
Azarok: Bem. Termine de comer essa salada de frutas, e avise para todos arrumarem as coisas, pois vamos embora hoje.
Jack: Aliás, eu vi uns caras da Blackhow por aí.
Azarok: Eles não vão nos incomodar, acredite...