Overdrive & Dark End
21 Capítulo 20-Sem Dedos
Notas iniciais
Asteriscos indicam pensamentos ou ações dos personagens
Na aeronave de Reek, o grupo de Azarok se preparava para chegar na entrada de Autain, e depois disso, seguiriam viagem com carros e jipes. Depois disso tudo, o grupo pousou a aeronave, e no meio da estrada, dezenas de Leones aguardavam a volta de seu líder, além dos bravos guerreiros que foram de grande ajuda para ele em sua missão.
Antes de saírem da aeronave, Azarok queria agradecer aos antigos prisioneiros de Everwinter, deixando os outros Leones preocupados, pois ninguém saía daquela nave. Por um momento, pensaram estar revivendo o momento em que Fido tinha sido declarado como morto. Azarok, que estava dentro da nave, olhava para os prisioneiros com gratidão.
Azarok: Estão livres agora. Tenho certeza que não vai ser fácil, mas para quem aguentou o inferno daquela prisão, acredito que tudo só tende a melhorar. Se quiserem se juntar a nossa causa, vão ser muito bem recompensados. Caso contrário, eu só posso desejar o melhor para vocês, foram de grande ajuda para nós. Infelizmente, a guerra só vai piorar, e não vou poder fazer mais nada por vocês.
Alguns prisioneiros saíram da nave, poucos se juntaram a multidão de Leones, enquanto a outro estavam partindo sem rumo algum.
Reek: Bem, é agora...
Azarok saiu da nave, e depois o resto do grupo. Os outros Leones bateram palmas como nunca tinham feito antes, e no fim, os que criticavam o novo líder da organização, se sentiram arrependidos. O coração de todos batia com extrema força, de alegria, e de tensão. Depois de voltarem para a guerra, eles podem marchar para a morte, ou vitória. Depois desse momento, eles estavam certos que deviam aproveitar os seus momentos em união, pois qualquer um pode morrer no dia seguinte. Os Verraters poderiam estar espionando eles naquele instante, e organizando um ataque. Mas, um longo caminho ainda precisa ser percorrido. Mesmo assim, a alegria predominava no meio daquela mistura de sentimentos, o que importava era comemorar. Azarok e seu grupo estavam no meio daqueles Leones, e todos gritavam: NÓS SEREMOS VITORIOSOS!
Azarok: ...
Enquanto isso, Schatten se separou do grupo, e se juntou a multidão. Sabia que Flauspinne estava por perto, conseguia sentir. Como era esperado, e até surpreendente de certa forma, Flauspinne derrubou Schatten, e ele começou a passar sua mão carinhosamente na cabeça dela.
Reek: Depois diga para seu amigo que sua aranha foi muito bem cuidada.
Azarok: Eu vou dizer.
Reek: Senhor Leone, acha esse número de soldados muito grande?
Azarok: Não, é como eu queria. Grupos de soldados separados e seguindo seus próprios caminhos em direção ao campo.
Reek: Aliás, tem uma coisa... Flagremos um espião entrando em contato com Abel, depois que vocês partiram. Ele está em um carro. Quer fazer algo com ele agora?
Azarok: Vou esperar anoitecer. Nós vamos montar um acampamento por aqui, só que sem ficar no meio da estrada, é claro.
Reek: Está bem.
Jack: Não tem algum rio que eu possa tomar banho, aqui por perto? Para tirar essas tripas e sangue.
Reek: Tem um que fica do lado direito da estrada, 10 minutos de caminhada.
Azarok: Montaremos o acampamento lá.
Ao anoitecer, o acampamento estava montado. Dezenas de tendas montadas, e uma grande fogueira, onde todos se agrupavam. Era uma bela vista, que ficava ainda mais bonita com o rio perto do acampamento. O jantar era excelente, não pela comida e a grande variedade de bebidas, mas sim pelas histórias contadas, além da bebedeira. Mas, aquilo não era tão alegre. Eles olhavam o caminho que vinha pela frente, as grandes montanhas, e talvez até o local onde suas almas se separariam dos corpos. Além disso, negócios tinham de ser feitos. Azarok estava em sua tenda, deitado, e de estômago cheio, sem nada para fazer, até Reek entrar para falar com ele.
Reek: Bem, o espião ainda está amarrado e preso no carro.
Azarok: Estou de estômago cheio, mas preciso me ocupar com alguma coisa. E como estão os prisioneiros que ficaram para lutar?
Reek: Seu amigo Lince tem ajudado bastante, e os ferimentos já estão sendo tratados, ao menos a maioria. Mas, aqueles homens e mulheres portam tantas doenças que, não sei até quando vão aguentar.
Azarok: São pessoas, vão aguentar o quanto puderem, e nós ajudaremos. Bem, pode me levar até o espião?
Reek: Claro.
Reek levou Azarok até um carro, o espião estava amarrado no banco de trás, se arrastando para todos os lados. Reek abriu a porta, e Azarok tirou ele do carro, e derrubou no chão.
Espião: O que vai fazer comigo?
Azarok: Bem... Lince venha até aqui!
Lince correndo até Azarok, deixando os médicos sem um curandeiro.
Azarok: Não vai demorar, apenas espere.
Azarok desamarrou o espião, mas ficou segurando ele pelo pescoço. Então, começou a cortar fora todos os dedos dele.
Azarok: O que é um homem sem seus dedos? Lince feche o ferimento, e faça esse idiota parar de sangrar.
Lince: Sim.
Lince fez o que Azarok mandou, o espião parou de gritar, a dor passou. Azarok começou a espancar ele, até quebrar seu nariz.
Azarok: Quero que fale para os Verraters uma coisa.
Espião: O que?
Azarok: Os Leones voltaram, e vão rugir como nunca antes!
Azarok largou o espião no chão, que ficou parado, sem mexer um dedão do pé, já os outros Leones ignoravam, e continuaram o jantar. Na madrugada o espião saiu do acampamento sem ninguém notar, não dava para saber se entregaria a mensagem de Azarok.
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Em uma região de Autain, o grupo de Ilere corria por uma pequena mata. Achavam que estavam sendo caçados, e não pararam nem para comer, durante um dia. No meio da madrugada, eles não paravam, estavam exaustos, famintos, e com sede. Estava perto de amanhecer, e boa parte do grupo estava quase desmaiando, mas não se sentiam seguros na mata, por isso continuavam.
Daewnron: Já estamos longe, duvido que achem a gente aqui.
Ilere: Daewnron, você matou dois Leones. Como sabia que eles estavam atrás da gente?
Daewnron: Não importa. Eles eram Leones, e você não deixa um vivo ao encontrar ele. Eles podem saber do que aconteceu na floresta, e estão nos procurando para ajudar na batalha com Abel. Então, não tem como acreditar em um Leone.
Ilere: Acho que você está certo, nunca conheci um.
Daewnron: E nem iria querer.
De repente, um homem misterioso, usando trajes brancos, e máscara negra aparece, estava portando uma espada. Segundos depois, o grupo de Ilere estava cercado por eles, com os mesmos trajes e armas. Estavam com vontade de lutar.
Daewnron: Eles podiam matar a gente diretamente. Seria difícil acompanhar a velocidade deles, se for igual a que eles surgiram. Eles são uma dezena, nosso número pode ser maior, mas eles possuem melhores armas. E a roupa deles diz que não se pode mexer com eles, falo sério.
Os homens avançaram na direção do grupo de Ilere, e deceparam a cabeça de duas mulheres. Um deles tentou atacar Daewnron, mas ele bloqueou o golpe, e contra-atacou partindo o estômago dele ao meio. Ilere soltava rajadas de vento na direção de qualquer um que aparecia na frente, atirando eles em árvores e rochas. Dois homens tentaram atacar Daewnron ao mesmo tempo, mas ele se esquivou, e em seguida perfurou a barriga de um deles. O outro tentou atacar, mas Ilere soltou uma rajada de fogo nele. As outras pessoas do grupo, apenas se defendiam, e alguns morriam, estavam em maior número, mas faltava a habilidade. Daewnron olhou para os trajes brancos, e viu que nas mangas das camisas tinha o desenho de uma espada com o cabo negro, e a lâmina dourada.
Daewnron: O que?! PAREM, POR FAVOR! Não tem razão para a gente estar brigando. Vocês mudaram as roupas, mas o símbolo é o mesmo. Sou eu, Daewnron.
Os homens pararam, e tiraram suas máscaras. Eram membros da Irmandade de Espadas, antigo grupo de espadachins que Daewnron já participou. Um deles se aproximou de Daewnron, com um olhar de vergonha pelo que fez, queria pedir desculpas. Era um orc, algumas pessoas olham para ele como sortudo, pois são poucos da sua raça que conseguem alguma coisa, pois vivem em florestas, e são alvos fáceis para humanos. Boa parte deles vive de trabalho escravo, por causa de sua força.
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Daewnron: Um orc usando trajes? Esse eu consigo reconhecer de longe! Luke Varrow, o orc da loteria.
Luke: Daewnron! Sinto muito pelo que aconteceu, mas... Espero poder compensar você e seu grupo. Quem é a mulher?
Daewnron: Minha amiga, quase irmã.
Luke: Bem, tem alguns Leones fazendo visita na nossa área, precisamos nos garantir.
Daewnron: Precisamos de abrigo, por um tempo.
Luke: Podem ficar aqui o tempo que precisarem. Nunca negamos moradia para um membro, ou amigo da Irmandade.
Ilere: Agradeço.
O grupo de Ilere seguiu os membros da Irmandade até a base. Ela ficava em uma caverna, perto das enormes montanhas. Por dentro era como uma caverna comum, escura e imunda. Mas, no fundo possui armadilhas que são quase impossíveis de se ver, devido por causa da fraca iluminação. No final da caverna, Luke começou a bater três vezes na parede, que se abriu como uma passagem secreta. Andaram por um pequeno corredor, e por fim eles chegaram na base. Depois de todo aquele tempo na escuridão da caverna, os olhos doíam por causa da claridade. Logo na entrada tinha um pequeno campo de treinamento, em que as pessoas até faziam apostas quando tinham algumas lutas. Não era uma base muito grande, tinha comida de sobra, apesar da cozinha pequena, onde não cabia nem o fogão direito. A base tinha muitos dormitórios, no andar de cima.
Ilere: Bom trabalho...
Luke: Obrigado, mas para que me agradecer? Não sou o líder, apenas cuido da maioria dos assuntos. As pessoas me procuram, pois sei lidar com a maioria dos problemas, mas a organização não tem líderes, desde que... A Blackhow massacrou a maioria de nós, e tivemos que nos esconder aqui. Afinal, o que você está procurando, senhora Eminentia, estou certo?
Ilere: Me chame de Ilere, por favor. Estou caçando o tesouro do alto das montanhas.
Luke: Sério? Acha que vai conseguir chegar lá?
Ilere: Não sei, Abel está procurando o tesouro também. E bem, aquele tesouro pode tornar ele indestrutível...
Luke: Você vai precisar de um exército. Escuta, posso me arrepender disso, mas... Nossa Irmandade vai ajudar seu grupo, em troca de uma parte do tesouro. Metade para cada um.
Ilere: Quero um pouco mais da metade, meu grupo é menor, e esse tesouro ajudaria mais a gente do que vocês.
Luke: Bem... O acordo é esse. Eu tenho certeza que Daewnron não trairia a gente, então, estou contando com você.
Ilere: Excelente. Mas, eu vou precisar estar no comando, entendeu.
Luke: Nós não temos mais líderes, mas somos cães de aluguel.
Ilere: Cosigo me acostumar com isso.
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Denos estava organizando um exército para Abel, em sua fortaleza. Estava tranquilo, pois saiu do inferno frio de Everwinter, mas tenso, já que não poderia falhar de novo. Abel foi até ele, apressado, e curioso.
Abel: E então? Sabe que não organizo uma estratégia, pois eu sou muito ruim nisso.
Denos: Bem, você tem cinquenta milhões de homens que vão viajar junto com você, a outra metade vai ficar aqui, caso algum ataque aconteça.
Abel: Não posso mandar todos juntos comigo?
Denos: Não, pois a sua base precisa estar segura. A gente tinha 200 milhões de homens, que perderam suas vidas tanto na rebelião, quanto no ataque em Everwinter.
Abel: Lugar que você não conseguiu defender. Denos, você tem talento para esse tipo de coisa, mas não fracasse de novo. Conto com você para defender a fortaleza, nossa cidade logo abaixo, e acima de tudo, controlar a minha filha.
Denos: Pode deixar. Aliás, os vigilantes das montanhas em Autain vão vir com você. David está cuidando das montanhas.
Abel: Mandarei um chocolate de agradecimento.
Denos: Aliás, acha que quando chegar lá, alguém vai estar te esperando?
Abel: Não, eu vou esperar alguém.
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Quatro meses se passaram, e o grupo de Azarok chegou no campo da Árvore Dormente fazia duas semanas. Lá fizeram um grande acampamento, em que todos os Leones se reuniram. Estavam em uma área segura, perto de enormes montanhas. O campo tem esse nome por causa das diversas árvores que estiveram lá antigamente, e todas viraram cinzas. Alguns povos falam que o espírito delas está adormecido, e vai amaldiçoar qualquer um que chegue perto do campo. Não muito longe, há um rio, em que os Leones costumam tomar banho, beber, e lavar os alimentos. No início apenas os Leones que acompanharam Azarok estavam lá, mas o tempo foi passando e todo dia chegava um grupo novo, no fim, todos estavam lá. A manhã estava calma, e fazia tempos que não se tinha uma notícia nova.
Reek: Esse lugar é um espetáculo.
Azarok: Mas, logo nós vamos sair daqui.
Reek: Não podemos continuar a viagem agora?
Azarok: Não. Vou mandar alguns soldados explorarem a região, nós não sabemos que perigo nos aguarda. Temos que saber se é seguro.
Reek: Sabe que não é.
Azarok: Então, quero saber onde fica a primeira ameaça, e vou partir ela em pedaços.
Reek: Que violência.
Azarok: É apenas a guerra. Reek, eu tenho algumas coisas para fazer, te vejo depois.
Reek: Está bem, até mais.
Nelly foi até a sua tenda de toalha, tinha terminado de tomar banho. Azarok estava querendo falar com ela, mas não encontrava em lugar algum, foi correndo até sua tenda, assim que avistou Nelly.
Azarok: Nelly, você está vestida?
Nelly: O bastante, entre.
Azarok entrou, e Nelly estava acabando de abotoar sua camisa, não estava usando a armadura, como faz normalmente.
Azarok: Sem armadura.
Nelly: Não estamos guerreando, tenho que dar um tempo para ela. O que você quer?
Azarok: Apenas vou pedir para que me acompanhe. Você é uma ótima lutadora, e a armadura... Quase indestrutível, pelo material que é feito. Quero ver do que você é capaz, uma luta rápida, é tudo o que eu vou pedir.
Nelly: Bem, eu posso aceitar, adoraria quebrar o rosto do meu líder. Garanto que eu vi muitas coisas horríveis, e isso me deixou experientes. Coisas que traumatizariam qualquer um aqui.
Azarok: Eu vi, e fiz coisas bem piores, acredite.
Nelly: Você é tão arrogante... Se soubesse o que é viver em um frio infernal, fazendo fogueira com quase nenhum recurso, ser obrigada a matar as pessoas que ama por causa de um cozinheiro gordo e aleijado. Além de, aguentar a tentação do canibalismo.
Azarok: De onde eu vim, fiz coisas que você nem acreditaria.
Nelly: Eu acho que sei. Na adolescência você queria ser descolado, por isso fumava e bebia aos montes, além de sair com um monte de garotas da pior categoria. Seu pai e mãe eram influentes, e você apanhou feio deles quando descobriram.
Azarok: Como você sabe?
Nelly: Você é um idiota. Não faria piada se passassem por situações realmente horríveis.
Azarok: Qual é. É bom descontrair, esquecer o passado. Olha só, sinto muito se te ofendi, está bem. Perdão, mas eu tenho que perguntar uma coisa.
Nelly: O que?
Azarok: Na prisão, como você conseguia ter esse corpo em forma e bonito? Os prisioneiros não eram doentes e desnutridos?
Nelly: Eu era, mas eu recebi o melhor tratamento possível em Everwinter. E Ned me alimentou muito bem, a coisa que mais sinto falta de lá é a comida, dava pena de ver o cozinheiro gordo aleijado, pois se de cadeira de rodas ele fazia uma ótima comida, imagine sem. Bem, você disse que queria treinar, não é?
Azarok: Óbvio.
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David estava com um grupo de gangsteres em um lugar não muito do acampamento dos Leones em Autain. Eles estavam procurando Azarok naquela região, e esperavam ter a recompensa de Abel caso pegassem o jovem Leone. Tudo estava quieto, como sempre foi em Autain, eles procuravam em capôs cheios de árvores, apesar de pouca mata, dava para ouvir as suas respirações por mais baixo que fosse. O grupo de 10 homens não eram apenas gangsteres, mas caçadores profissionais, e tinham cuidado com cada movimento. Um dos homens ficou atrás do grupo, e rapidamente foi morto, e sua cabeça foi partida ao meio na velocidade parecida com a de um relâmpago.
David: O que é isso?
Os gangsteres apontavam seus fuzis e pistolas em todas as direções, de repente rajadas de vento jogou quatro homens na direção de árvores, pareciam ter vindo da direita. Ao mesmo tempo, apareceram espadachins, vindo de frente na direção dos gangsteres, que começaram a fuzilar todos eles. David não fez nada, apenas deixou sua arma destravada caso tivesse problemas. Enquanto isso, os espadachins buscavam cobertura atrás de árvores, mas gangsteres da Blackhow não erravam qualquer tiro. Daewnron e Luke apareceram, os dois em lados opostos, e ali começou um espetáculo de carnificina. Luke e Daewnron decapitavam qualquer gangster que surgisse na frente deles, e em minutos tripas estavam espalhadas pelo chão, e suas roupas se sujaram de sangue. David tentou atirar, mas foi atingido por uma rajada de vento. Ao se levantar, Ilere estava em sua frente, e espadachins estavam ao seu redor.
Ilere: Sei que trabalha para Abel, o que está fazendo?
David: A elfa, não é? Estou caçando os Leones, apenas isso. Se você quer saber sobre o tesouro, eu não sei de nada. Aliás, seu irmão deve estar adorando todo o tempo que passa com os Leones.
Ilere: O que? Aqueles cretinos estão com meu irmão?
David: Eles estão por aqui, nessa região. Quer procurar por ele? Eu não posso ajudar mais que isso. Eu não posso te matar, pois Abel quer você viva, ou pelo menos até achar o segredo de como chegar ao tesouro. Mas, se os segredos estiverem anotados em alguma parte, sinto muito, mas você e seus amigos vão pagar por todas essas entranhas e sangue espalhados no chão. E meus reforços estão aqui, pena que nós estamos em menor número.
Em cima das árvores tinham cinco franco-atiradores, mirando em Ilere, Daewnron e Luke.
David: Bem, vocês me deixam ir, ou meus homens vão estourar os miolos do orc, da elfa, e do garoto.
Ilere: A gente vai embora primeiro, então você está livre. Mande seus homens largarem as armas, mas você pode apontar a sua se quiser. É justo. Fora isso, você está em menor número.
David: Como vou saber que não vão me atacar?
Ilere: Nossas armas são de curta distância.
David: Nesse caso... Homens, vocês escutaram o que ela disse!
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Estava quase anoitecendo, enquanto Azarok e Nelly descansavam do treinamento. Tinha sido uma luta com armas de madeira, e não teve nenhum vencedor. Azarok estava com algumas marcas em seu corpo, mas iriam passar. Tinha sido divertido, e descontraído.
Nelly: Você pode ser um idiota, mas luta bem.
Azarok: Sorte tua ter falado isso, pois não vai ter tempo quando arrancar sua cabeça!
Nelly: E você não vai ter tempo de arrancar minha cabeça quando eu te partir em pedaços!
Os dois riram por um longo tempo, trocando ameaças entre si, e tomando pequenas doses de vinho.
Azarok: Sabe... Sobre a conversa de algumas horas atrás...
Nelly: O que?
Azarok: Eu posso ter saído com garotas que... Bem, não vou nem falar, eu bebi e fumei muito, mas... Posso não ter passado pelo que passou, enfrentado canibais no frio, sobreviver apenas com a roupa de baixo, mas mesmo assim o mundo é selvagem. Quando eu era criança, meu pai tinha me dado uma espada, que eu devia passar para meu filho, no futuro... No mesmo dia um amigo de meu pai queria conversar sobre negócios com ele, ninguém dizia nada para mim, e minha mãe já estava morta. Segui meu pai até o local, por pura curiosidade. Aquilo era uma emboscada, o amigo de meu pai queria matar ele...
Nelly: E então, o que você fez?
Azarok: Joguei minha espada, e acertei o pescoço do cara. É estranho o que isso faz com a gente, não é? Eu realmente não entendo... Meu pai era um herói? Ele tinha contatos criminosos, e morreu por causa disso. Eu apenas... Não quero seguir os passos dele.
Nelly: Todos somos heróis da nossa própria história... De algum jeito estranho.
Azarok: Talvez você tenha razão.
Nelly: Nunca se casou, ou teve namorada?
Azarok: Já tive, e ela morreu pelo simples fato de eu ser um Leone. Não quero entrar em detalhes, sobre o que fizeram com ela, mas foi horrível. Passei a sair com... Aquele tipo de garotas depois que ela morreu, mas nunca senti nada.
Nelly: Eu era uma nobre de Noline, mas vivia no deserto, sempre queria lutar, desde criança. Meu pai me ensinou a dançar com uma espada, ao contrário da minha irmã. Cresci, e descobri coisas... Horríveis, viajei por um longo tempo, e vi os Verraters escravizando seres de outras raças, e pessoas pobres. Tentei impedir, mas eles me levaram junto, mataram minha família, e tomaram tudo o que a gente tinha. O que eles fizeram comigo depois disso foi...
Nelly começou a tremer, e não conseguia falar. Azarok entendeu, mas não sabia o que dizer.
Azarok: Não precisa falar nada...
Nelly: Está bem.
Azarok: Sabe a razão de eu não entender se estou fazendo o bem? Prometi riquezas, e glória, mas olha o que a gente conseguiu até agora?
Nelly: Você mente por sobrevivência, assim como fiz o mesmo com Ned. Sem um exército os Leones não seriam nada, e quem poderia parar os Verraters?
Azarok: Vou para minha tenda, tenho negócios para tratar.
Nelly: Azarok, qual foi o motivo de contar isso para mim?
Azarok: Pois você é esperta, simplesmente isso. Bem, tenho que ir, Reek deve voltar da caça logo.
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Na base de Abel, Denos não fazia nada, apenas olhava na janela a quantidade imensa de montanhas, e a floresta destruída de Lostope. Começou a ouvir alguns barulhos, e a porta se abriu. O seu espião tinha retornado, sem seus dedos.
Espião: Os Leones voltaram, e vão rugir como nunca antes!
Denos: É isso que você me trouxe?
Denos foi até o espião, e decepou a cabeça dele, enquanto seu sangue se espalhava pelo chão.
Denos: O que é um homem sem seus dedos?
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