Overdrive & Dark End
19 Capítulo 18-Breve conforto
Notas iniciais
Asteriscos representam ações ou pensamentos dos personagens
O grupo de Azarok se aproximava da base com o carro. Um dos guardas que estava de vigia nos muros chegou a apontar a arma para eles, com medo de perigo. Azarok saiu do carro, e no mesmo instante os portões se abriram. Dentro da base os Leones abriam seus braços esperando Azarok abraçar cada um deles, só não corriam em sua direção pelo fato dos Leones considerarem isso desrespeitoso. O resto do grupo ficou de lado, até Azarok apresentar todos eles, e entrarem na base. Aquilo parecia uma pequena cidade, tinham casas, pequenos prédios que serviam como apartamentos, e até mesmo um bar. As crianças brincavam tranquilamente, mães fofocavam, e as pessoas viam até televisão.
Azarok: Trabalho excelente com essa base...
Azarok falava com todos os Leones que o acompanhava, mas ainda faltava um homem para ele ver. Que estava dentro do bar. Era um velho barbudo e careca, um dos homens que Fido mais confiava, sua aparência de um bêbado era assustadora, faltavam alguns dentes, e seu manto azul que usava não servia direito nele, já que era extremamente magro. Azarok tinha ouvido falar dele, apesar de seus problemas com bebida ele era um dos homens mais inteligentes que Fido tinha, e um ótimo comandante.
Azarok: Senhor Reek Tullius!
Azarok sentou em um banco próximo ao do velho Reek. Os outros Leones ficaram do seu lado, mas Azarok queria uma conversa entre ele e Reek. O bar em que eles estavam era como a maioria de Nomit, sujo, o chão tremia, e a bebida não tinha uma qualidade muito boa, mas as pessoas gostavam. O local não cheirava bem, mas a maioria ignorava. Em um bar o que importava era desabafar suas mágoas, contar histórias heroicas, não importando se eram verdades ou não, além de ser onde boa parte das piadas sujas surgiram.
Reek: Azarok, eu sei o que aconteceu com seu pai, e inclusive fui para o enterro dele, não sei se me viu lá. Mesmo assim, o que ouve? Algum tempo atrás alguns homens seus vieram até aqui, e falaram que Noline tinha sido tomada e destruída.
Azarok: Isso é verdade. Abel atacou de uma vez, e algumas pessoas conseguiram escapar. Enquanto isso eu e mais um grupo tentamos recomeçar, e viemos até aqui para voltar de vez para a batalha.
Reek: Imagino que tenha tido uma viagem longa. Bem, o que pretende fazer agora?
Azarok: Eu pretendo...
Reek: Na verdade, acho que seria melhor deixar para depois essas discussões de guerra, planos e tudo mais. Por hoje, que tal se você e seus amigos aproveitassem para descansarem um pouco? Ou vocês podiam aproveitar para beber um pouco. Garanto que sente falta disso.
Azarok: Na verdade eu tinha sido convidado para uma festa nesse tempo, mas deu tudo errado...
Reek: Não importa, deixe isso tudo para amanhã. Hoje, você e seus amigos precisam só aproveitar.
Azarok: Eu queria começar a falar sobre meus planos hoje, não temos tempo para perder.
Reek: Estivemos fora da guerra por tanto tempo na falta de um líder, um dia só não vai fazer nada. Além de que, amanhã você vai estar bem melhor para esquentar a cabeça, isso eu tenho certeza.
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Ao anoitecer, Nelly ajudou Ned a fazer um jantar em Everwinter. Era uma lasanha de frango deliciosa, do tamanho da mesa, e com vinho de acompanhamento. Nelly não comeu nada, e saiu do castelo. Denos tinha acabado de sair do banheiro, e assim que viu Nelly correndo pelos corredores, resolveu seguir ela. Nelly olhou para os muros da prisão, e quase começou a chorar, mas parou ao notar a presença de Denos.
Denos: O que está fazendo?
Nelly: Você? Sinto muito por hoje de manhã, eu...
Denos: Sobre aquilo? Não se preocupe, pode ter sido um pouco idiota, mas... Acredite em mim, muita gente tentou fazer coisas bem piores.
Nelly: Bem, você é tipo estrategista por aqui, não?
Denos: Sim.
Nelly: Eu... Eu... Acharia melhor se você monitorasse melhor as atividades dos prisioneiros, eles podem estar conspirando, eu acho.
Denos: Eles já foram massacrados faz pouco tempo, não fariam isso.
Nelly: Fariam sim. Qual é a melhor chance de atacar, você acha? Quando o inimigo é massacrado, você fica cheio de confiança, e pode ser facilmente surpreendido por um ataque surpresa em pouco tempo. As pessoas de lá são organizadas, e estão com cada vez mais ódio de Ned. Você acha que eles vão ter piedade de Ned caso consigam invadir o castelo? Você viu o que ele mandou fazer com aqueles homens, mulheres e crianças depois da rebelião. Eles são inteligentes, mas estão ficando loucos. E a loucura é o maior perigo em um mundo como esse.
Denos: Por que você pensa assim?
Nelly: Quando alguma pessoa é louca e obcecada, ela pode fazer o que quiser para conseguir o que quer. Você acha que Ned é um cara normal? Olha só o que ele mandou fazer, caramba! Você é um cara normal? E as monstruosidades que você já fez? Eu sou normal? Matei meus filhos e meu namorado! Os Leones são normais? Até onde eu ouvi dizer sobre eles, Fido era um maluco, mas inteligente e escondia isso muito bem.
Denos: Entendi seu ponto de vista.
Nelly: Aliás, o que aconteceu com as armaduras de... Como era o nome mesmo? Magi...
Denos: Você está falando da Magitek?
Nelly: Sim.
Denos: Até onde eu sei, Abel ouviu falar de um ataque dos Leones no meio do deserto. Eles derrotaram todos os Verraters de lá, pois eles eram rápidos, e trabalharam em grupo. A movimentação delas é lenta, e é muito difícil um soldado sair da cabine quando está com problemas. Elas são fortes e poderosas, mas eu ouvi dizer que no ataque em Noline nenhum soldado que usou as armaduras ficou vivo. Era desnecessário.
Nelly: Entendi.
Denos: Você sabe como funcionam as coisas por aqui, Nelly.
Nelly: Aliás, colocar alguns soldados no topo do castelo seria até bom.
Denos: Realmente... Não sirvo muito para organizar o castelo, e nem Ned serve.
Nelly: Você sabe organizar soldados para a batalha mesmo, ou era o único que chegava a ser bom, e por isso Ned te escolheu?
Denos: Na hora de mandar os outros para a batalha eu chego a ser bom, mas fora do campo de guerra, eu realmente não sei.
Nelly: ...
Denos: Tudo bem?
Nelly: Tudo... Mas, esse lugar nunca sofreu um ataque ou algo assim?
Denos: Nunca.
Nelly: Ele pode sofrer, sabe disso.
Denos: Estamos até seguros, já que esse lugar está no meio da neve, em um lugar que nenhum ser vivo conseguiu chegar sem um tipo de transporte. E caso alguém tente chegar aqui voando, nós temos uma surpresinha.
Nelly: Eu sei muita coisa sobre a guerra entre os Verraters e Leone, ouvi e li muitas coisas sobre isso. E, a guerra entre os dois grupos nunca chegou a esse nível, acha mesmo que Everwinter vai ficar segura por tanto tempo?
Denos: Depende... Não se tem notícias de Azarok faz algum tempo, e Abel não está querendo saber dele por um tempo. Aparenta estar focado em outras coisas.
Nelly: Além de que, Ned é um dos maiores amigos de Abel, quanta coisa você acha que ele sabe? E quanto ao Azarok, não tem notícias dele faz um bom tempo. Isso seria bom ou ruim?
Denos: Realmente... Vou voltar para o jantar.
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O grupo de Azarok ficou a noite inteira bebendo e festejando, só foram dormir de madrugada. Eles acordaram em um lugar estranho. Cada um estava em um quarto diferente, dentro de um prédio. Os quartos eram brancos, e sem muitos detalhes, tinha só uma cama, cobertas, e nada mais. Ao saírem dos quartos, se depararam com uma bela cozinha, aparentemente alguém já tinha preparado o café da manhã, pois a mesa estava arrumada, com frutas, bacon e chá. O lugar era bem pequeno, mas aquilo já servia, depois de tanto tempo viajando.
Lince: Minha cabeça...
Schatten: O que aconteceu?
Azarok: Eu não lembro... Apenas aproveitem, pois esse conforto não vai durar muito...
Psycho: Acho melhor a gente comer logo, eu estou com muita fome...
Azarok: Além disso, hoje vou ter que conversar com Reek sobre os planos de ataque, e organizar algumas coisas.
Daniel: Tem alguma ideia de como vai organizar o ataque?
Azarok: Estou vendo algumas possibilidades. Hoje não vou falar muito sobre o ataque em Everwinter... Por enquanto farei apenas algumas ligações.
Reek entrou sem nem bater na porta, era acostumado a fazer isso. O grupo se assustou com ele aparecendo de repente.
Reek: Entrei sem bater? Desculpem... Mas, é o costume. Azarok, eu acredito que depois do dia de ontem você já está em condições melhores...
Azarok: Estou um pouco tonto...
Reek: Normal... Faremos a reunião no bar, ao anoitecer.
Azarok: Tudo bem... Mas, eu tenho que bolar algumas coisas ainda.
Reek: O que?
Azarok: Nós atacaremos Everwinter na próxima semana.
Reek: Como assim?
Azarok: Era o que eu queria te dizer ontem. Precisamos resolver algumas coisas antes do ataque.
Reek: É sua decisão, Azarok. Por mim tudo bem.
Azarok: Era o que eu queria ouvir.
Reek: Bem, eu tenho que ir. Esteja no bar, ao anoitecer. Além disso, é melhor não ficar bêbado, se é que me entende.
Azarok: Tenho certeza que entendo.
Duas horas depois do almoço, o grupo se separou, e resolveu passar o tempo até a reunião. Azarok, Daniel e Lince ficaram no bar, enquanto Jack e Schatten saíram explorar a base, já Psycho resolveu treinar com as outras pessoas.
Jack: Então... O que aconteceu para você se juntar aos Leones, mesmo?
Schatten: Nunca te contei? Na verdade, acho que ninguém falou nada para você... Abel está caçando minha irmã, estou procurando ela por causa disso... Além de que Azarok me ajudou a fugir da prisão, e estou ajudando os Leones a derrotar Abel, ao mesmo tempo que procuro minha irmã.
Jack: ...
Schatten: O que foi?
Jack: Nada... Apenas... É estranho, mas quando eu olho para você, sinto que não sou tão diferente. Sei que Nomit tem muitas raças, mas os humanos predominam.
Schatten: Como assim?
Jack: Na cidade em que eu morava, as crianças me zoavam por ser diferente... Antes de eu chegar na arena, vi coisas horríveis. O que faziam com elfos, anões, e anthros...
Schatten: Aonde quer chegar?
Jack: Olhe para as pessoas ao seu redor... Elas te aceitam muito bem, mas por você ser útil nesse tempo de guerra. Se a gente estivesse em paz, o que acha que eles fariam com você, ou com sua irmã? Antes eu era um cara sem honra, depois me tornei deus da arena, e então, virei uma vergonha novamente. É estranho o que a batalha faz... Pessoas que te odeiam passam a te amar e respeitar.
Schatten: Nunca pensei por esse lado...
Perto do anoitecer, os Leones começavam a se agrupar no bar. Azarok ficou a tarde inteira lá para não correr o risco de se atrasar. Sortudos foram os que conseguiram sentar em cadeiras, pois o bar estava ficando lotado. Assim que chegaram todos, Azarok começou.
Azarok: Bem... Primeiramente eu nem sei a razão de tudo isso, pois... Não pretendo falar muito. Só gostaria de pedir, por agora, que entrem em contato com as outras bases, e mandem levar tudo o que for de utilidade, e depois falem pra queimarem ela. Dentro de dez dias, e todos devem se reunir no famoso campo da Árvore Dormente, em Autain. Vocês vão fazer o mesmo.
Todos ficaram surpresos com as ordens de Azarok, e logo começaram a questionar o motivo de tudo isso.
Azarok: Sei que muitos estão confusos... Mas, jogar na defensiva acabou fazendo a gente perder Noline, não podemos ficar em uma base para sempre, e nesse momento nós temos que atacar Abel agora que ele está quieto. Acreditem, eu sei o que estou fazendo. No mais, um grupo de busca vai começar a procurar Ilere Eminentia, ter ela ao nosso lado seria de grande ajuda. As buscas vão começar amanhã.
Os Leones ficaram meio desconfiados com as decisões de Azarok, e foram para seus lares, com um pouco de confusão na cabeça. Azarok ficou bebendo uma taça de vinho no bar, e Lince foi conversar com ele.
Lince: Sabe que isso é no mínimo controverso, não? Uma decisão dessas é estranha...
Azarok: Eu sei, e tinha certeza que a reação das pessoas seria exatamente essa. Acredite em mim, eu sei o que devo fazer. Eu estava bolando algumas ideias sobre quantos eu mandarei para a batalha.
Reek, que estava no bar, mas saiu para ir ao banheiro, também resolver falar com Azarok.
Reek: Alguma ideia sobre como vai liderar na batalha?
Azarok: Talvez. Reek, amanhã quando anoitecer, eu quero falar apenas com você, e meus amigos vão junto também.
Lince: O que você vai...
Azarok: Apenas faça isso, por favor.
Reek: Está bem, Azarok.
Azarok: Obrigado.
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No dia seguinte, o grupo seguia a rotina normal. Aquele lugar parecia um paraíso, pelo conforto que não viam fazia um bom tempo. Jack e Daniel foram para o campo de treinamento praticar, assim que acordaram. O campo estava vazio naquela hora, eles praticavam com calma, naquela vasta área cheia de grama.
Daniel: Bem, vamos fazer uma luta rápida? Não seria melhor pegarmos as armas de mentira?
Jack: Vai ser uma luta séria, Daniel. Quero ver se o cara que me derrotou na arena consegue fazer isso de novo. Sem armaduras, coletes, e segurança. E não deixe eu quebrar a sua escopeta, como fiz com a espada.
Daniel: Se é assim que você quer...
Jack: Pronto para começar? Armor!
Daniel começou a atirar em Jack, mas os tiros faziam pouco efeito. Jack não avançava, apenas tentava desviar dos tiros de Daniel, que ficava parado atirando.
Daniel: Lava Ball!
Jack: Earthquake!
O tremor que Jack causou interrompeu o ataque de Daniel, que ficou com a sua guarda aberta. Azarok interrompeu a luta, no momento em que Jack estava prestes a atacar.
Azarok: Parem a luta!
Jack: O que você quer?
Azarok: Apenas que parem a luta... Se quiserem se matar, procurem outro momento, está bem?
Jack: A gente só estava treinando.
Azarok: Treinar é uma coisa, quebrar os ossos de alguém é outra. E vocês olharam no despertador? Já é hora do almoço. Podem continuar outra hora.
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Quando anoiteceu, o grupo de Azarok foi até a casa de Reek. Ao contrário do que muitos de lá pensam, a casa de Reek é bem arrumada, as paredes tem a cor dourada, e armaduras e espadas enfeitam todo o lugar. Todos se sentaram em uma mesa.
Reek: Podemos começar? Como você pode ver, eu fiz uma maquete de Everwinter, e centenas de bonequinhos, que no caso seriam nossos soldados, além de miniaturas de naves, pois não tem como chegar lá de outra forma.
Azarok: Muito obrigado... Bem, queria uma reunião privada para que meus soldados não me matassem. Eu vou levar apenas meus amigos para a batalha pelo castelo.
Reek: O QUE? FICOU LOUCO?
Azarok: Não... Nós somos o suficiente, vai por mim.
Daniel: Não é por nada, mas isso é loucura.
Azarok: Dentro de Everwinter tem uma prisão cheia de escravos e prisioneiros, nós libertamos eles, e os mesmos nos ajudam a tomar o castelo.
Schatten: O que te faz pensar que os prisioneiros ajudariam a gente?
Azarok: As únicas aeronaves que vão ter por lá vai ser a nossa, e a dos Verraters. Ninguém é burro o bastante para sair correndo no meio daquele deserto de neve, sem rumo algum. E a nossa aeronave vai estar a duas horas de distância entre eles. Vamos atacar pelas sombras.
Schatten: Como?
Azarok: Os muros de Everwinter não são derrubados com qualquer bola de fogo, vai ser preciso algo mais potente. Quero ver se ninguém pode fazer uma bomba, que não faça uma explosão enorme, mas o suficiente para reduzir um muro em pó.
Daniel: Eu sei fazer bombas... Posso ajudar com isso.
Azarok: Excelente. Isso é tudo.
Reek: Posso fazer alguma coisa?
Azarok: Assim que eu partir, você vai mandar os Leones para o local que eu mandei ontem na reunião, e vai queimar essa base. Leve algumas armas e comida.
Reek: Só isso?
Azarok: Só. Isso é tudo, por hoje. Daniel comece a fazer a bomba amanhã.
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O grupo de buscas do Leone estava procurando por Ilere no meio de uma floresta em Autain, estavam fazendo a busca fazia alguns dias, e parecia que nunca vão achar ela. Começaram a escutar alguns barulhos estranhos, e olharam para todos os lados. Ao darem um passo para frente, as suas cabeças tinham sido decepadas.
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Conforme os dias passavam, faltava apenas uma noite para começarem o ataque. Todos estavam nervosos com o que viria a seguir, e Azarok estava um pouco desconfiado de seu plano. Afinal, podia falhar. Azarok estava tomando uma garrafa de cerveja, e olhava a base pela janela de seu apartamento.
Schatten: Estranho, não é?
Azarok: Não sabia que estava aqui.
Schatten: Eu estava. Amanhã, tudo pode mudar.
Azarok: Sim. Schatten, eu quero que saiba uma coisa... Amanhã, se algo der errado,apenas saiba que vou estar contando com você.
Schatten: O que disse?
Azarok: Você não é meu amigo, nós somos irmãos.
Schatten: ...
Azarok: Tenho quase certeza que não vai dar nada de errado amanhã.
Schatten: Estranho... O que está acontecendo comigo? Nem consigo me preocupar tanto com Ilere como antes, parece que lutar com os Leones virou meu principal objetivo. Vencer Abel se tornou o meu foco. Eu nem me preocupo com ela, como antes... Tenho que fazer algo por mim.
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O grupo de Azarok se aproximava do castelo de Everwinter na aeronave. Seus corações estavam apertados, e o nervosismo era enorme. Azarok carregava a bomba que vão usar para explodir os muros, mas com suas mãos tremendo. Conforme se preparavam para aterrissar, um míssil atingiu a aeronave diretamente, e ela começou a cair.
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