Overdose

28 Overdose


Notas iniciais
AAAAAAAAAAAAAH ÚLTIMO CAPÍTULO

NARRAÇÃO TRIS

A água quente escorria pelo meu corpo, eu tinha acabado de almoçar e logo depois do banho a minha arrumação para o casamento que seria às 18:00 começaria. Eu não iria para o salão, me arrumaria em casa junto de minhas madrinhas e de minha mãe. Desliguei o chuveiro e apertei minha mão no meu cabelo molhado para o excesso de água sair um pouco, peguei a toalha e me enxuguei, saindo do banheiro para encontrar minha mãe, minhas madrinhas e Keyla e Karina, que vieram do salão para me ajudar a me arrumar.

– E então, Tris – Keyla me jogou minha roupa íntima branca e minha camisola de florzinhas – Pronta pra um dia feliz?

– Pronta e nervosa. – eu respondi rindo.

– Já pensou nos seus votos? – Karina perguntou, enquanto eu sentava na cadeira em frente a minha penteadeira.

– Tenho algo em mente. – respondi, queria improvisar e dizer tudo que eu sentiria naquele momento.

Karina começou a mexer no meu cabelo. Nita, Christina, Natasha e Lena eram minhas madrinhas, Shauna seria outra, mas desde Tokyo nunca a reencontrei. Lena e Al pareciam estar ficando, tanto que os dois seriam padrinhos juntos. 4 padrinhos e madrinhas minhas, 4 para Tobias. Christina iria com Will, Natasha com Peter e Nita iria com Eric, que pelo visto também estavam ficando.

– Minha filha, o que você vai fazer no cabelo? – minha mãe perguntou enquanto folheava uma revista.

– Algo simples mas bonito. – respondi – Você poderia pegar duas mechas do meu cabelo na frente e puxar para trás, colocando uma dessas minhas prisilhas com uma rosa branca colada, depois poderia ondular um pouco as pontas.

– Claro, mas eu teria que repicar seu cabelo pra ficar mais bonito, se não os cachos ficam um em cima do outro. – Karina disse, pegando a tesoura e me olhando esperando aprovação.

– Pode cortar.

Puxando meu cabelo ainda molhado pra frente, ela cortou e depois terminou de ajeitar. O repicado começava no queixo e então ela começou a secar, em menos de 10 minutos estava seco, ela pegou uma chapinha e começou a alisar um pouco meu cabelo.

– Qual prisilha?

– Essa. – apontei.

Ela deixou minha franja um pouco solta e dividiu meu cabelo no meio, puxando as duas mechas para trás e prendendo-as com a prisilha, a rosa deixando tudo mais delicado ainda. Passou um pouco de fixador e com um babyliss, começou a cachear as pontas, depois passou seus dedos pelos cachos deixando-os mais leves e mais ondulados do que cacheados. Passou um pouco de fixador seco, e meu cabelo estava pronto.

– Maninha, você está ficando linda! – Natasha sentou ao meu lado, com os bobes no seu cabelo verde.

– Obrigada!

– E a maquiagem? – Keyla perguntou, pegando seu estojo de maquiagem.

– Passa um batom vermelho. – Nita caçoou, enquanto passava chapinha no cabelo.

– Quero algo simples também. Passa só um brilho nas pálpebras e um delineado gatinho, capricha bem nos cílios e o batom quero ele num tom avermelhado, mas leve.

Keyla começou seu trabalho, e depois de mais de quase 1 hora, eu estava pronta.

Olhei-me no espelho, e sorri.

Aí eu me lembrei.

– Esqueci de escovar o dente.

– Ah, meu Deus! Anda logo, Tris. – Keyla revirou os olhos enquanto eu ia para o banheiro escovar meus dentes. Voltei para a cadeira e ela passou um pouco de base e pó no queixo de novo e repassou o batom.

Olhei para todas as meninas ali. Nita usava um vestido rosa com lantejoulas prateadas no busto, era tomara que caia e era daqueles que mostrava uma perna, seu cabelo estava alisado devido a chapinha e seus olhos numa maquiagem pesada preta, seus lábios tinham apenas um gloss incolor e seu salto era dourado, estava linda. Natasha tinha soltado seus bobes e chachinhos deixavam sua cara fofa, seu vestido era vermelho e era apenas de uma manga, indo até o cotovelo, ela ainda estava terminando sua maquiagem que era bem básica e seu salto era preto. Christina usava um vestido amarelo com devote V e seus cabelos curtos estavam lisos e sua maquiagem era leve também, Lena usava um vestido verde água tomara que caia, mas usava um bolero.

Minha mãe terminou de se arrumar, seu cabelo estava prendido em um coque e seu vestido era um azul forte, que tinham pequenas mangas. Ela trazia num cabide, o vestido mais lindo que eu poderia ter escolhido.

– Está na hora de vesti-lo, minha doce princesa. – minha mãe sorriu com ternura.

– Ele é lindo, Tris. – Christina babava.

Com cuidado, minha mãe e Karina me ajudaram a colocar o vestido. O véu era fácil de colocar, era só prender junto com a rosa e ele ia até minha cintura. Olhei para o relógio e já era 16:30, faltavam 1 hora e meia.

Calcei meus sapatos de salto alto brancos e junto com todas, saímos de casa para encontrar Peter lá fora que nos levaria a igreja que ficava a meia hora de distância.

– Tris, você está maravilhosa. – Peter me elogiou, quando me viu descendo as escadas.

– Obrigada, Peter. Mas é bom poupar os elogios pois alguém aqui pode acabar enciumada. – apontei para Natasha.

– Não vou ficar com ciúmes porquê você está mesmo maravilhosa. – Natasha piscou pra mim enquanto dava um selinho em Peter que a elogiava.

Com cuidado, sentei no carro.

Meu coração já estava acelerado, e quando Peter deu a partida para irmos a igreja, senti meu coração quase sair fora de meu peito.

NARRAÇÃO TOBIAS

– Eu não consigo, meu Deus! – eu estava desesperado – Como dar nó na gravata?

– Relaxa, jovem. É assim! – Doug disse enquanto dava o nó na minha gravata.

Já eram quase 17 horas, passei um perfume e fomos a igreja, que não ficava mais do que 5 minutos dali.

Quando entramos no carro, eu me senti extasiado em saber que em 1 hora estaria casando com a mulher da minha vida. A mulher em que eu posso confiar, a mulher em que eu posso amar, a mulher que eu escolhi viver o resto da minha vida. Logo, chegamos na igreja, e entramos.

A senhora Lysa, idosa que me concebeu um lugar para morar desde que eu estava livre, era minha família ali e ela sorriu pra mim ao me ver.

– Você fica lindo de terno, meu filho. – ela sorriu, seus cabelos brancos estavam presos.

– Obrigada, vó – adotei-a como avó – A senhora está belíssima.

Pouco a pouco, os convidados foram chegando. Mais da parte de Tris, já que em 4 meses não conheci muitos amigos. Olhei no relógio, eram 17:40 e o padre havia chegado e ele já se encontrava no altar. Eu estava do lado de fora da igreja para entrar, juntos com meus padrinhos que entrariam depois de mim.

Era estranho, nem Tris nem o resto do povo tinha chegado.

NARRAÇÃO TRIS

– Peter, anda logo! – Natasha gritava com Peter, que estava pacientemente esperando o cara do posto arrumar o pneu que havia estourado.

– Não sei se você percebeu, mas não sou eu que está arrumando o pneu. – Peter disse sarcástico pra ela.

– Parem vocês dois! – ordenei – Moço, por favor. Vamos logo, meu casamento é em 10 minutos.

– To fazendo o que posso, nem um pneu dá certo com o carro de vocês. – o cara falou.

Bufei, esperei mais um pouco e quando olhei, faltava apenas 5 minutos. O padre começaria a falar exatamente às 18 horas, já às 18:10 Tobias entraria e 18:15, os padrinhos da parte dele e 18:20, o da minha parte. 18:30 eu iria entrar.

– Peter, estamos muito longe da igreja? – perguntei.

– Não, só mais umas duas ou três quadras. – ele respondeu.

– Ótimo, vamos a pé! – sai do carro indicando as meninas a me seguirem – Mas antes, preciso ir no banheiro.

– Ah, meu Deus! – Nita revirou os olhos.

Com a ajuda da minha mãe, fiz xixi naquele banheiro nojento do posto e me olhei no espelho sujo dali, é, eu estava intacta. Já era 18:10, Tobias estava entrando neste exato momento.

– Seja o que Deus quiser. – respirei fundo e comecei a andar junto do resto do pessoal em direção a igreja, deixando o carro ali.

Eu rezava para não suar, o que por sorte não aconteceu, não estava calor, mas também não estava frio.

Depois de andar duas quadras, vimos a bela igreja a nossa frente.

– Aleluia! – Lena gritou!

Eric nos avistou e correu em nossa direção.

– Vocês se atrasaram, andem logo, temos que entrar! – Eric disse, já era 18:20.

Escutei a música ser tocada dentro da igreja, e minha mãe se virou pra mim. Ela me olhou e eu entendi o que ela quis dizer com aquele olhar. Assenti a ela e logo uma moça apareceu com meu buquê de rosas vermelhas, minha mãe entrou na igreja e não demorou muito para as portas se abrirem.

A marcha nupcial começou a tocar, e no altar, vi Tobias.

E meu coração se encheu de alegria.

NARRAÇÃO TOBIAS

*música*

Lá estava ela.

Onde você estiver, eu vou estar também

Pra onde você for, eu vou também

Sorri e lágrimas se formaram em meus olhos, ela estava linda e parecia uma princesa com aquele vestido (N/A: imaginem ele branco), deixei algumas lágrimas de felicidade escaparem enquanto ela andava lentamente com um sorriso de orelha em orelha, aquele sorriso que eu tanto amo.

Eu sorrio por você todos os dias, eu rezo por você

Pensando em você eu adormeço, abro meus olhos como se algo me chamasse até você

Me sinto protegida quando você está ao meu lado e me abraça

Você é meu paraíso

Eu poderia ficar ali a eternidade a observando tão maravilhosa daquele jeito. Ela estava chegando perto, ela estava sozinha.

Tris, como eu te conheço bem pra dizer que você não quis ninguém pra entrar com você pra mostrar o quanto você é forte, o quão segura você é de entrar sem alguém do seu lado pra te guiar.

Você é meu único caminho

Só por você, fico agradecida de poder estar ao seu lado

Você é meu único amor

Você me ensinou a amar nesse mundo cruel, sou feliz somente com você

Paraíso, paraíso, paraíso, paraíso, paraíso

Paraíso, paraíso, paraíso, paraíso, paraíso

Se estivermos juntos, nós nunca vamos chorar, nunca, nunca vamos chorar

Eu sentia meu corpo estremecer quando ela subiu ao altar e eu segurei em sua mão. Seus olhos brilhavam e neles eu via o amor que ela sentia por mim, beijei a palma de sua mão e ela sorriu. Ah, Tris...

De mãos dadas, nos viramos para o padre que começaria a falar.

Paraíso, paraíso, paraíso, paraíso, paraíso

Juntos para sempre, nunca vou estar sozinha

– Hoje estamos aqui para celebrar a união de um casal tão belo quanto o próprio amor. Ah, o amor. Deus, criou o amor e Jesus nos ensinou o amor, amor ao próximo. Mas também, além desse amor solidário, temos o amor de amigos, o amor da família, mas principalmente, o amor que sentimos a pessoa que queremos bem. O amor que faz nosso coração queimar em fogo, um fogo que aquece a todos nós, um fogo que nos aquece e quero permanecer queimando nele por toda a eternidade junto daquela pessoa. Por isso que pode haver o incêndio que houver, nunca deixem a fumaça asfixiar o amor de vocês.

Eu respiro em seus braços, nos beijamos abraçados

Quando escuto a sua voz, parece que estou sonhando

O que eu posso dizer dos seus olhos, o que eu posso dizer do seu amor

Você é meu paraíso

Você é meu único caminho

Só por você, fico agradecida de poder estar ao seu lado

Você é meu único amor

Você me ensinou a amar nesse mundo cruel, sou feliz somente com você

– As alianças, por favor. – o padre pediu e eu as tirei do bolso – Ótimo. Tobias Eaton, você primeiro.

Um pouco trêmulo, tirei o papel do meu bolso e o abri, dei uma relida em tudo para me certificar que não esqueci nada e o guardei de volta, olhando bem no fundo dos olhos da mulher a minha frente.

Meu paraíso, minha única pessoa, é você que vai me proteger

De qualquer tristeza ou dor, se eu estou com você

Não tenho ciúmes de ninguém, segure minhas mãos trêmulas

Porque a única razão do meu viver é você

– Tris, quando eu te conheci, minha vida era vazio e trevas. Sei que nos suportávamos quando nós nos conhecemos, mas isso logo passou e hoje eu sou cego de amor por você. Apesar de alguns obstáculos, nosso amor perdurou, e se hoje me perguntarem se eu teria escolhido ficar na... você sabe, me traz arrependimento, antes talvez eu diria que sim, mas hoje, eu digo que não, pois foi lá que conheci minha alma gêmea e agora o meu maior sonho é envelhecer ao seu lado, te amando eternamente. Então, Beatrice Prior, me aceita como seu marido e eterno namorado, para te ajudar e te respeitar, te amar na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe? – os seus olhos estavam em lágrimas, mas ela piscou, afastando-as.

– Eu aceito. – sua voz doce acalmava meu corpo.

– Beatrice. – o padre concedeu-a a vez de falar.

NARRAÇÃO TRIS

– Tobias, eu direi a você que acho bobeira isso de até a morte separar um casal. Sabe porquê? – seus olhos demonstravam um pouco de receio – Porque eu te amarei até depois da morte, você será para sempre meu amor mesmo eu estando a 7 palmos da terra, e sem dúvida, você é sim meu amor, o amor da minha vida. Eu poderia passar o resto dos meus dias olhado para seus olhos azuis tão encantadores, os olhos da pessoa na qual eu sou perdidamente e loucamente apaixonada, e é isso mesmo que vou fazer. Passarei o resto da minha vida ao seu lado, e se existir mesmo vida após a morte, com certeza continuarei ao seu lado, mesmo depois da morte, meu Romeu. Tobias Eaton, você me aceita como sua esposa e eterna namorada, para te ajudar e te respeitar por toda a sua vida, te amar tanto na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até depois da morte?

O jeito que Tobias me olhava me fazia derreter por dentro, eu sentia seu amor.

– Aceito, com certeza aceito! – Tobias respondeu deixando uma risada escapar.

– Eu os declaro marido e mulher, pode beijar a noiva! – o padre sorriu e todos ali aplaudiram.

Sem perder tempo, o puxei pelo colarinho selando um beijo apaixonante e ardente em amor, todos gritavam e aplaudiam e eu me senti completa, agora sim, seríamos eternos namorados. Nos separamos do beijo, e ignorando todos os aplausos e pessoas ali, nos olhamos fixamente.

– Eu te amo, ursinha! – ele sorriu pra mim.

– Eu te amo! – dei um selinho naquela boca que eu tanto amava.

Saímos da igreja e pessoas jogavam arroz em cima da gente, o salão de festas ficava logo atrás da igreja e fomos direto para lá. A música tocava e a noite caia, a noite seria mais do que perfeita!

Todos os convidados se sentaram em suas respectivas mesas, e não demorou muito para o jantar ser servido. Cada mesa tinha uma lembrancinha, que era um anjinho segurando uma foto de nós dois, minha e do Tobias. Quando bateu 21 horas da noite, era hora da homenagem.

Um vídeo em homenagem a nós tocou, certamente não contando as partes negras da história.

Depois, era a valsa!

– Pronta? – Tobias perguntou.

– Pronta!

A música em piano e violino tocou e nós começamos a dançar, ritmados e em perfeita sincronia, as pessoas nos olhavam hipnotizadas e logo depois os padrinhos começaram a dançar também, e nós sorríamos um para o outro. Depois de muito enrolar com a música clássica, a música do PSY, Oppa Gangnam Style começou a tocar.

Todos riam da nossa dança, principalmente no refrão quando “trotávamos” e todos nós ríamos nos divertindo com nossa valsa maluca, quando a música acabou de tocar, mais músicas animadas surgiam e todos os jovens começaram a ir para a pista de dança.

Tirei o salto, não estava agüentando meus pés de tanto dançar, já era 23 horas.

– Vou jogar o buquê! – disse para Tobias, que dançava junto comigo.

Todas as mulheres da festa se posicionaram atrás de mim e eu não demorei muito para jogar o buquê, assim que eu joguei, me virei para ver quem havia pego o buquê.

E meu coração se apertou: Shauna.

Seus olhos estavam melancólicos, e seu vestido preto junto com sua expressão combinaria perfeitamente com um velório. Me aproximei dela e a abracei.

– Por quê? – perguntei.

– Disseram que iam te salvar, me encarregaram de te proteger. Mas além de protetora, fui sua amiga! – sua voz estava embargada.

– Tá tudo bem! – do que adiantava brigar? – E quem é seu pretendente?

Ela riu, afastando as lágrimas. Ela olhou para Zeke, que ria com Uriah.

– Vai lá. – aconselhei.

– Eu devo? – ela parecia envergonhada.

– Deve sim! Depois, vem dançar conosco.

Vi Shauna indo em direção a Zeke e senti alguém me puxar pela cintura, era Tobias.

– Devo dizer que estou ansioso para saber o que me aguarda aí em baixo! – ele sussurrou no meu ouvido, fazendo um calor no meu corpo.

– Só depois da festa. – mordi seu lábio.

– Assim que a festa acabar vamos direto para o avião para nossa lua de mel em Paris.

– Não vamos não! – eu sorri brincalhona.

– Como não? – ele franziu a testa.

– Digamos que vamos dar uma passadinha lá na nossa casa, sabe, estrear a nossa cama. – pisquei pra ele.

Seu sorriso safado me deixava com vontade de sair dali naquele momento pra ir logo pra nossa casa que já estava pronta, mas não podia ir embora dali ainda.

Depois de muito dançar e aproveitar, já era quase duas horas da manhã. Foram muitas selfies, algumas taças de champagne, uns pedaços de bolo, muita diversão e principalmente, bolhas no pé.

Ainda haviam alguns convidados no lugar que dançavam feito loucos ainda.

Puxei Tobias pela gravata levando-o para o nosso carro.

– Vem, amor! – o beijei no pescoço – Agora é apenas nós dois.

– Já tava na hora. – ele me beijou ferozmente.

Entramos no carro e ele dirigiu pra nossa casa, que ficava a uns 15 minutos dali. Porra, os 15 piores minutos da minha vida.

Chegamos já animados, e sem eu esperar, ele me pegou no colo.

– Tobias! – eu ri.

– Tradição, senhora Eaton! – ele sorriu apaixonado para mim.

Eu abri a porta e entramos, e assim que coloquei os pés no chão Tobias me agarrou, depositando beijos e chupões no meu pescoço me fazendo arfar. Eu o puxei para o quarto e arranquei seu paletó, desprendi meu cabelo para não atrapalhar e comecei a beijá-lo enquanto ele desabotoava meu vestido, que logo desceu por todo meu corpo, deixando-me apenas de roupas íntimas. Minha linge rie era branca e rendada, mas na parte da calcinha na vagina era transparente.

– Tris, como você é sexy! – ele mordeu minha orelha, me fazendo arrepiar.

– Isso não vale, só eu estou sem roupas. – reclamei, desabotoando sua camisa, deixando seu peitoral nu. Logo ele estava apenas de cueca e eu me sentei em cima dele na cama, rebolando levemente.

– Ah, Tris...não tortura – ele falou baixinho.

– Isso não é tortura! – eu sai de seu colo, tirando seu pênis de sua cueca – Isso é.

Comecei a passar a língua nele que já estava ereto e depois chupei levemente e depois mais rápido, quando eu via que ele estava imerso em prazer, parava e lambia de novo, o fazendo reclamar, depois eu voltava a chupar levemente e depois rápido,e parei de novo.

– Chega de ser má, Tris. É a minha vez! – Tobias me olhava com desejo, e subiu por cima de mim.

Ele começou a beijar meu pescoço e em um movimento só arrancou meu sutiã, chupando cada um dos meus seios. Começou a descer os beijos, eu arfava e me sentia molhada de tão excitada que eu estava, ele chegou na parte que eu queria e passou a mão por dentro da calcinha, tirando-a logo em seguida. Ele deu lambidas pequenas no meu clitóris, e logo depois começou a chupar ferozmente, eu gemia baixinho, mas o prazer era enorme. Logo, ele enfiou um dedo me fazendo gemer mais alto, depois enfiou mais um, e depois mais um.

– Tobias... – eu gemi.

– Tá gostando? – ele me olhou pervertidamente – Posso fazer melhor que isso, você sabe, é só não ser uma menina má.

– Eu não sou má, Tobias. – eu disse numa voz um pouco manhosa e suplicante – Eu quero sentir você.

– Seus desejos são uma ordem.

Ele voltou a me beijar e quando menos percebi, ele já estava dentro de mim, me fazendo gemer alto, delirando de prazer. Eu gemia, ele gemia, cada estocada me fazia ficar mais próxima ainda do orgasmo, que não estava muito longe.

– Não pára... – eu gemia em seu ouvido, e sentia que ele se excitava mais ainda com isso.

E logo, eu gemi mais alto do que antes e senti meu corpo relaxar totalmente, e um prazer enorme começando na vagina e se espalhando por todo meu ser. Eu gozei!

Tobias ainda não tinha alcançado seu ápice, e continuou lá enfiando, minhas pernas estavam fracas e o prazer ainda me dominava, não demorou muito para Tobias chegar ao êxtase, e se deitar ao meu lado.

– Que horas o vôo sai? – Tobias perguntou.

– 10 horas da manhã. – respondi.

Ele pegou na minha coxa, depois passando a mão na minha vagina ainda molhada com seu esperma.

– Pronta pra um round 2? – ele sorriu safado.

– Mais do que pronto. – subi por cima dele.

E assim foi o resto da noite.

2 dias depois

NARRAÇÃO TOBIAS

– Abre a boquinha! – eu ri enquanto colocava o morango em sua boca.

Eu e Tris passaríamos duas semanas em Paris, a Cidade do Amor, tínhamos chegado ontem e tudo que fizemos foi nos amar loucamente. Estávamos no meio da tarde o sol iluminava o dia, a torre Eiffel estava logo atrás de nós e estávamos sentados na grama, com uma cestinha com algumas coisinhas para comer.

Amanhã, nós iríamos para o Museu do Louvre e a noite, jantar em algum restaurante. O resto dos dias também seriam muito bem aproveitados.

– Eu te amo, Tobias. – Tris me deu um selinho.

– Eu também te amo.

5 anos depois

NARRAÇÃO TRIS

– E então, Tris? – Natasha me perguntou assim que eu sai do banheiro com os 3 testes na mão.

Natasha havia mudado nesses últimos 5 anos, estava mais madura e tinha deixado seu cabelo crescer, menos a franja, pintou seu cabelo de castanho escuro e as pontas do seu cabelo ainda tinham mechas verdes, sua cor favorita. Ela se casaria com Peter no ano que vem e a banda fazia grande sucesso.

– Eu estou grávida! – sorri boba.

– Meu Deus! – ela pulou dando gritinhos e me abraçando.

Precisava contar para Tobias.

Tobias se tornou um grande empresário, e só chegaria em casa 18:30, então daria tempo de preparar uma surpresinha. Peguei um dos testes e coloquei em uma caixinha e embrulhei num papel brilhoso, depois fui preparar o jantar. Uma bela macarronada e vinho tinto suave.

Tomei banho e me perfumei, coloquei um vestido rosa justo no tronco e soltinho na saia. Esperei Tobias chegar.

– Oi, amor. – ele me cumprimentou com um beijo – Nossa, o que deu pra um jantar assim? Você geralmente faz omelete, e nunca tem nada de vinho.

– Hoje é uma ocasião especial. – eu sorri – Vá tomar banho.

– Você ta estranha! – ele me olhou desconfiado.

20 minutos depois, Tobias saiu do quarto pronto e começamos a jantar.

– Então, o que está tramando? – ele perguntou enquanto comia.

– Coma primeiro, também fiz um bolo com recheio de Nutella de sobremesa.

Ele franziu a testa, terminando de dar um gole na taça.

– Você nunca faz bolo de Nutella, diz que Nutella é doce de criança.

– Isso mesmo. – eu ri.

– Não entendi. – ele parecia confuso.

Estendi a caixinha embrulhada com o teste de gravidez positivo e ele desembrulhou-a. Ele abriu a caixa, olhando perplexo, retirou o teste e olhou melhor.

– Tris, você...nós... – ele olhava para mim e para o teste.

– Você vai ser papai! – eu sorri.

Tobias começou a rir, e me puxou para um beijo apaixonado, me abraçando forte, ele colocou a mão no meu ventre e encostou a sua testa na minha, me olhando e sorrindo bobo.

– Isso é maravilhoso. – ele disse.

– É perfeito.

– Se for menino, vai se chamar Luis. – Tobias piscou pra mim.

O sorriso em minha face desapareceu.

– Vai se chamar Antônio.

Tobias me olhou de volta com um sorriso desafiador.

– Par ou ímpar? – ele perguntou.

– Par. – respondi, preparando minha mão para sacar o número 2, afinal, Tobias sempre jogava o número 4.

4+2=6.

Par.

65 anos depois

Olhei para meus netos, Ana, Robert, Maryanne, Jacob e Yasmine. Eles brincavam no meu jardim.

Era meu aniversário, 90 anos. Apesar da idade, eu não estava tão capenga assim. Tinha tido dois filhos com Tobias, Antônio e Heather. Toni (como chamávamos Antônio) era pai de Ana, Robert e Maryanne e Heather dos gêmeos Jacob e Yasmine. Era um almoço feliz, mas faltava alguém em especial.

Tobias.

Tobias morreu dormindo, que sorte. Vai fazer 2 anos mês que vem desde que ele se foi, e apesar de aceitar que já estava na hora de ele ir, ainda fico com saudade de seus abraços amorosos e beijinhos cheios de ternura.

Aquele velho, sempre esquecia de colocar os pratos na pia, sempre os deixava na mesa. Mas eu o amava mesmo assim.

Ele sempre me dava um ursinho de pelúcia nos meus aniversários, alguns estavam no meu quarto e outros nas casas de meus filhos, para seus filhos brincarem. Ano passado no meu aniversário me aninhei aos meus ursos e comecei a chorar.

Mas hoje não chorarei, eu sei que ele não gostaria.

Toni foi embora, apenas Heather ficou aqui com os gêmeos, para assistir a um filme comigo.

– Tchau, mãe. Hoje a noite nós iremos jantar fora, vamos te levar. Te amo! – Toni me deu um beijo na bochecha – Feliz aniversário.

– Também te amo, meu filho. – respondi e ele saiu de carro com a mulher e os filhos.

Depois de terminar de assistir o filme, descansei um pouco antes de me arrumar para ir jantar com meus filhos. Coloquei um vestido azul e prendi meus cabelos brancos num coque, Tobias amava quando eu me vestia assim. Era 19 horas quando Toni chegou e fomos ao jantar.

Estava tudo perfeito, se não fosse a falta de Tobias.

Na volta, no carro de Heather, enquanto ela estacionava o carro, ela me disse.

– Mãe, hoje eu recebi uma carta. Parece que era do papai, pra você. – ela pegou um envelope na sua bolsa – A moça disse que ele escreveu ela uns meses antes de morrer, e que era pra te entregar na noite certa.

Peguei com cuidado a carta, com medo dela rasgar.

Não tive paciência, a abri ali mesmo.

E li com os olhos cheios de lágrimas as palavras que o meu grande amor escrevera para mim.

Eu te trouxe para perto com tudo que eu tinha

Agora eu não posso voltar atrás

Isto é claramente um vício perigoso

Tão ruim, ninguém pode pará-la

Seu amor, seu amor

A única coisa que eu quero

É te amar

Ela é uma fantasia fatal

Eu estou bêbado de êxtase



Oh, ela me quer

Oh, ela me têm

Oh, ela me machuca



O que poderia ser melhor que isso?

(Alguém chame o médico)

Me abrace e me diga

O amor é uma doença, um vicio, uma overdose

É mais difícil de controlar com o passar do tempo

Estou caindo cada vez mais profundo nela



Oh, demais, é você, seu amor, é uma overdose

Oh, demais, é você, seu amor, é uma overdose



Te ver dentro me faz te querer ainda mais

Depois minha respiração acelera e eu sufoco

Eu sinto um arrepio e depois um suspiro

Seu amor, seu amor

É como um veneno para mim

Um destino que não posso escapar

Meu sangue fica mais quente e ela controla tudo de mim

Oh, ela me quer

Oh ela me têm

Oh ela me machuca

Eu fico pensando, e pensando em você



(Alguém chame o médico)

Me abrace e me diga

O amor é uma doença, um vicio, uma overdose

É mais difícil de controlar com o passar do tempo

Estou caindo cada vez mais profundo nela



Oh demais, é você, seu amor, é uma overdose

Oh demais, é você, seu amor, é uma overdose



Todo mundo me pergunta se eu mudei

É como se você estivesse pregada no meu coração

Eu não posso parar, eu já estou repleto de você

Agora, neste momento, você está em meu coração



Eu vou provar e beber de você

O meu coração treme, eu continuo bebendo de ti, mas ainda não é o suficiente

Esta sede envia arrepios até mesmo para meus dedos, agarre este momento

Não pare, é tão bom, não pode parar



Ei, doutor, não vá assim

Você e eu vamos nos tornar um, com a atração incontrolável

Sem este sentimento, é como se eu estivesse morto

A razão de eu viver é por causa do meu vício na doçura que é você



(Alguém chame o médico)

Alguém chame o médico, eu preciso dela

Eu não posso nem resistir por um dia (eu não posso resistir)

Você é um vício que eu não quero escapar

Um longo, longo adeus



Oh, demais, é você, seu amor, é uma overdose

Oh, demais, é você, seu amor, é uma overdose

– O que é isso? Um poema? – Heather perguntou, olhando o que estava escrito.

– É uma música do nosso tempo, se chama Overdose. – eu ri, Tobias era mesmo encantador.

– Bem, está entregue. Boa noite, mãe. Amo você!

– Também te amo, boa noite minha filha.

Sai do carro e entrei em casa. Olhei tudo ao meu redor, tudo me trazia lembranças dele. Fui direto para meu quarto, e tirei uma caixa dentro do meu guarda roupa. Coloquei em cima da minha cama e tirei o vestido de dentro dela.

Meu vestido de casamento.

Abracei-o, e me deitei na cama, me lembrando de que meu seqüestrador no final das contas, seria o amor da minha vida. O telefone ao meu lado tocou e eu atendi.

A carta foi entregue? – a voz fria, mas calma disse.

– Sim. – respondi.

No momento certo, eu sei disso. Sabe quem eu sou?

– Tenho minhas dúvidas.

Durma bem, Beatrice Prior. E espero que cumpra sua promessa com seu marido.

– Qual?

Amá-lo até mesmo depois da morte.

– Ah, então você existe. – eu não sentia medo.

As almas não encontram o caminho sozinhas. – disse a voz, e em seguida desligou.

Olhei para a foto minha com Tobias no nosso casamento no meu criado mudo, e sem perceber, fechei os olhos.

Para nunca mais acordar.

–--

Eu abri meus olhos, e olhei ao meu redor. Era um jardim repleto de rosas vermelhas, olhei pra trás, e vi uma porta. Uma pessoa encapuzada de preto a abriu e saiu do jardim. Havia um espelho ao lado da porta, e caminhei até ele, e me assustei. Eu estava igual no dia do meu casamento, o vestido parecia ainda mais belo naquele lugar.

– Tris. – a voz que eu tanto amava e fazia 2 anos que eu não escutava fez meu corpo se arrepiar.

Me virei.

Tobias! – eu sorri, em meio as lágrimas de felicidade e corri até ele. – Nossos filhos.

Eu me lembrei deles.

– Você morreu como eu, dormindo. – ele estava jovem, assim como eu – Eles vão entender que já estava na sua hora.

– Senti tanto sua falta. – eu acariciei seus rostos.

– Eu também, ursinha. Deixe-me sentir seus lábios!

Ele me beijou com amor e ternura, num beijo cheio de saudade, num abraço apertado e quando paramos e olhei ao nosso redor, parecia que glittler caia sobre o jardim. E uma música de piano começou a tocar.

– Quer dançar? – ele perguntou.

– Com toda certeza.

Começamos a dançar, acompanhando o ritmo da música.

Eu olhei nos olhos dele, e ele olhou nos meus. Ele não precisava dizer, eu sabia que ele me amava assim como ele sabia que eu o amava.

Nosso amor dura até depois da morte.

Eu e ele, ele e eu.

Para sempre.

FIM

(Agradecimentos no próximo capítulo)

Notas finais
Quem aí acha que eu mereço recomendação levanta a mão o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!