Overdose

23 Missão Tokyo - Parte 1


Notas iniciais
OI OI OI OI OI Sim, a fanfic está se encaminhando para o final. Por isso vou disponibilizar os nomes dos próximos e últimos capítulos: *Missão Tokyo - Parte 2 *G-Prior - A Luta Final *Assuntos Pendentes *Crazy *Overdose (último capítulo) *Agradecimentos (meus agradecimentos a vocês) Eu to triste, sim ;-; Espero que acompanhem até lá!

NARRAÇÃO TRIS

– Vocês estão brincando certo? – Eric perguntou ao olhar para mim e para Natasha repetidas vezes.

Shauna, Zeke, Eric, Doug e Yudi iriam conosco para Tokyo e explicamos tudo para eles, desde eu e Natasha sermos irmãs a Cicada 3301. Iriamos partir logo depois do almoço com um jatinho que Peter tinha conseguido com alguns colegas dele e já estávamos com uma pequena mala em mãos com todos nossos pertences.

– Ei. – Tobias me chamou num canto enquanto Peter e Zeke pagavam a hospedagem da pousada.

– O que foi? – perguntei.

– Quero que fique com isso. – ele me passou uma arma discretamente.

– Tobias, você tá louco? – eu sussurrei nervosa pra ele, enfiando a arma rapidamente na minha bolsa.

– Temos uma gangue inimiga em Tokyo e eles conhecem nossos rostos, se nos avistarem não poderei ficar te protegendo toda hora e quero que a use caso algo der errado. – seu olhar era de preocupação.

– Nada vai dar errado. – eu disse dando um selinho em seus lábios.

– Meu Deus! – uma voz fina e surpresa disse logo atrás de nós.

– Nita? – Tobias perguntou estático.

– Não, sua vó! – Nita respondeu em tom de deboche – Cara, o que que significa isso?

– Primeiro me explique o que faz aqui. – Tobias falou sério.

– Eric me chamou. – Nita respondeu – E vocês?

– Nita, explicaremos tudo no jato, ok? – Eric apareceu com os outros – Ela vai nos ajudar distraindo o inimigo. Até ela me distrai!

Eric piscou para Nita que revirou os olhos.

Saímos da pousada e uma van preta estava a alguns metros, o jato estava a 20 minutos dali. A vila estava movimentada.

– Ali, Beatrice Prior! – um cara vestido de policial nos avistou e fez sinal para que todos os outros o seguirem.

– Essa não! – Doug reclamou. – Tobias, Peter, Nita e Shauna, leve-os até o jato, nós cuidaremos deles.

Eu, Tobias, Shauna, Nita, Peter e Natasha corremos em direção a van enquanto os policiais atiravam contra eles, um policial veio correndo em nossa direção e entramos na van correndo, logo estávamos em disparada contra a estrada indo em direção ao jato que nos levaria até Tokyo.

– O que vai acontecer com eles? – Nita perguntou.

– Provavelmente serão pegos. – Tobias respondeu dirigindo, concentrado na estrada.

– Zeke... – lágrimas brotaram nos olhos de Shauna, algumas escaparam descendo pelas suas bochechas rosadas.

– Como sabiam que estávamos lá? – Tris perguntou.

– Ah, não... – Natasha bateu a mão na testa, bufando.

– Natasha, o que você sabe sobre isso? – Tobias olhou ela pelo retrovisor sério.

– Minhas amigas vieram comigo, então as avisei que encontrei Tris e que iria para Tokyo, não queria as preocupar com meu sumiço.

– Que droga! – Tobias quase gritou batendo no volante – E agora?

– Logo estaremos fora do país – Nita respondeu – Eles não vão nos procurar do outro lado do mundo.

Mais alguns minutos e eles chegaram numa pista abandonada e lá estava o jatinho. Tobias e Peter tiravam as sacolas com armas enquanto Shauna e Nita levavam as meninas ao jatinho.

– Quero que cada um de vocês leve pelo menos uma arma! – Tobias falou alto com sua voz grossa quando todos já estavam em seus lugares no jatinho, e entregou uma pra cada um e deixou as armas maiores para ele, Nita e Shauna.

– Quantas paradas, piloto? – Perguntou Peter ao piloto, um senhor com aparência de 50 anos.

– Vamos parar em Londres para abastecer. – ele respondeu, entrando na cabine para levantar vôo.

Decolamos, e em meio as nuvens, logo todos nós adormecemos.

NARRAÇÃO AUTORA

Algumas horas se passaram e pousaram em Londres para abastecer, não saíram do jatinho, apenas continuaram nos seus lugares.

Já em chão e com o celular funcionando, o celular de uma das pessoas ali vibrou, indicando uma mensagem. Antes de ler, a pessoa olhou em todos os cantos para se certificar de que ninguém estava prestando atenção.

Está vindo para cá?” – CENTRAL

Digitou para responder.

Tivemos alguns problemas com policiais, alguns de nós ficaram lá e provavelmente já estão presos. Mas escapamos e logo estaremos aí!”– ?

“A menina está bem?” – CENTRAL

Sim, ela está bem.” — ?

Cuide dela! Estaremos esperando.” – CENTRAL

A pessoa não respondeu, apenas deixou o celular de lado e logo estavam levantando vôo de novo.

–--

– Chegamos! – Peter anunciou depois de várias horas.

– Mas ainda é noite. – Shauna disse olhando pela janela.

– Fuso horário, lá nos Estados Unidos que está de dia, aqui é madrugada do outro dia! – Peter falou.

– Isso é confuso. – Shauna pigarreou.

– Não é confuso, é fuso! – Tobias riu.

– Engraçadinho. – Shauna sorriu forçado.

– Qual é o plano? – Natasha perguntou, ao saírem do jatinho e irem em direção a um carro.

– Primeiro, não avise ninguém Natasha! – Tobias olhou sério para ela – Segundo, vamos descansar pois amanhã não pararemos, terceiro, iremos no endereço indicado na imagem, e quarto...

– Você não tem um plano, né? – Tris perguntou ao lado dele.

Tobias abriu a boca pra falar, mas nada saía.

– Imaginei. – Tris disse rindo enquanto entrava no carro.

Estavam agora em um armazém antigo, haviam vários colchões empoeirados e era lá que iriam passar a noite, os rapazes estava ajeitando as coisas enquanto as meninas iam explorar juntas o armazém estranho.

– Então – Nita começou a falar quando já estavam longe o suficiente de Peter e Tobias – Não vou pedir desculpas por dar em cima de Quatro esses últimos tempos, afinal, eu nunca iria imaginar que estavam juntos. Só vou me desculpar pela briga que tivemos, foi desnecessário.

Tris olhou para Nita, com a esperança de ver algum sarcasmo na voz dela, mas tudo que viu em seu olhar era calmaria, ela estava serena e com uma expressão terna em seu rosto.

– Ahn, claro. Também peço... – Tris respondeu, ainda meio surpresa.

– Só espero que tome cuidado com Quatro. – Nita disse.

– Ele não é mais o mesmo, não é mais machista e idiota. – Tris defendeu.

– Isso é ótimo. Mas na época em que eu o conheci ele era. – Nita continuou.

– Ei, eu me lembro dessa época. Você era um palito! – Shauna riu.

– Espelho em casa, você não tem? – Nita mostrou a língua.

Todas riram.

– Mas você tem um corpo bonito, como assim “palito”? – Natasha perguntou, observando Nita.

– Eu era uma criança de rua, vivi perambulando por aí até a adolescência e aí era muito magra e estranha, meu cabelo era seco e eu tinha fortes olheiras, a Dauntless me acolheu e me disseram que se eu quisesse seria tão forte quanto todos ali. Eu aceitei, mas eu não me dava bem nos treinamentos por ser fraca, e todos os meninos me zombavam, eu não era feia por não me encaixar nos padrões nojentos da sociedade, mas sim por não confiar na minha própria beleza exterior e interior e estar numa magreza doente, eu me achava um lixo, Quatro era um dos que me zombavam e eu adorava ele. Um dia, o senhor Santiago me levou ao Canadá junto com outras meninas e treinamos lá, fiquei 1 ano lá e quando eu voltei, bem, acho que já imagina como voltei.

FLASHBACK ON

Nita e mais algumas garotas estavam descendo o elevador, indo a sede da Dauntless, há quanto tempo Nita não ia ali!

Fazia exatamente 1 ano que ela havia ido ao Canadá treinar com as outras garotas mais fracas, elas precisavam de um tratamento especial. Ela se olhou no espelho do elevador e lembrou da garota que ela era, cabelos secos e sem vida, olhos tristes e olheiras fundas e roxas, magra, parecia anoréxica e a auto estima em baixo.

– Olá, Dauntless! – Nita e as outras meninas gritaram enquanto entravam no refeitório, todos as olharam surpresos.

Principalmente os rapazes que tanto zombavam Nita.

Nita estava com o cabelo castanho sedoso e brilhoso, caindo sobre suas costas, suas curvas estavam definidas e as coxas e bumbum salientes, seu rosto estava bonito e expressava uma confiança que os rapazes desconheciam. Seu sorriso os fizeram tremer.

– Nita, quanto tempo! – Quatro cumprimentou-a sem graça.

– Digo o mesmo, Quatro. – Nita disse, sorrindo.

– Você quer sentar comigo?

– Adoraria!

Os outros rapazes a olhavam, as outras meninas, mordiam-se de inveja, como aquela garota horrorosa e idiota agora estava assim?

FLASHBACK OFF

– Nós começamos a namorar depois de algumas semanas, e o resto já deve saber. – Nita finalizou, olhando para Tris.

– Sei sim.

Elas voltaram para descansar, Nita se deitou num canto do armazém, Shauna também, Tris e Tobias deitaram-se juntos e Peter e Natasha deitaram próximos.

– Tobias... – Tris chamou-o baixinho, ele a olhou.

– O que foi, meu amor?

– Acho que essa viagem vai dar errado?

– Não, meu amor. Tudo vai dar certo.

– Espero que sim. – Tris disse fraco, estava com sono, apesar de ter dormido durante o vôo.

– Durma, Tris.

– Eu te amo, Tobias!

– Também te amo, ursinha. – Tobias deu um beijinho em seus lábios e logo adormeceram.

Do outro lado, Peter e Natasha conversavam animadamente, mas baixinho.

– Ok, agora é minha vez. Comida favorita? – Peter perguntou, estavam fazendo um jogo de perguntas. Estavam se dando bem.

– Sushi! – Natasha abafou uma risada.

– Não me surpreendo. – Peter sorriu.

– E a sua?

– Batata frita! – Peter fez uma voz grossa, fazendo Natasha rir baixinho.

– Saudável, hein?

– Nem vem! Filme favorito? – Peter perguntou.

– Shrek.

– O meu também! – Peter riu – Parece que temos algumas coisas em comum.

– Sim. – Natasha riu.

Ficaram em silêncio, olhando um ao outro. Os olhos castanhos de Peter brilhavam enquanto fitava o jovem rosto de Natasha, que agora estava um pouco mais ruborizado, um pequeno sorriso brotava em seus lábios.

– Boa noite, Peter. – Natasha disse, virando-se.

– Boa... – Peter respondeu quase como um suspiro.

Natasha se lembrou da primeira vez em que viu Peter, há 2 anos, ela tinha 16 e ele 19 anos, havia acabado de sair do curso da polícia e tinha conseguido um emprego garantido na casa de Layla Garcia. Não foi um primeiro encontro muito calmo, Natasha derrubou chocolate quente na camisa de Peter e desde aí eles se viam sempre como cão e gato.

Mas o tempo passa, as pessoas crescem e amadurecem e agora estavam deixando a birra um pouco de lado e se conhecendo melhor.

Quando Natasha fez 17 anos cortou seus longos cabelos castanhos na altura dos ombros e pintou-o de verde e assim o mantém até hoje, e ela se lembra do que Peter disse quando a viu assim.

“Parece um brócolis”.

Em meio as lembranças, Natasha abafou um risinho. Conhecer Peter estava sendo bom, ela se sentia confortável me conversar com ele e queria conhecer ele mais ainda. Uma sensação morna na região do seu coração a fazia pensar o que estava sentindo, e se Peter sentia o mesmo.

Sim, ele sentia. E não conseguia dormir sem pensar na garota de cabelos de brócolis!

Todos já estavam dormindo quando a pessoa pegou seu celular e mandou mensagem.

Nós iremos aí 11 horas da manhã. Estamos em 5, tirando a menina. Sejam cautelosos.” — ?

Em poucos minutos, a resposta veio.

Sim, tomaremos cuidado para que você não se machuque. Ainda precisamos de você! Estamos aguardando...” – CENTRAL

–--

O dia amanheceu e todos se levantaram quando o relógio marcou 9 horas da manhã.

Natasha e Peter dividiram um pacote de salgadinhos enquanto Nita comia um pote de salada de frutas. Shauna apenas mordiscou um pão com manteiga.

– Não vai comer nada? –Tobias perguntou ao lado de Tris, que mexia freneticamente numa mecha de cabelo.

– O que será que vamos encontrar lá? – Tris rebateu, sabendo que ele ia entender do que ela falava.

– Eu já te disse que tudo vai ficar bem. – Tobias respondeu enquanto entregava uma maçã para ela.

– E quando voltarmos? Já viram seu rosto, o que vai acontecer com todos, e principalmente, conosco? – Os olhos de Tris estavam sem brilho.

Tobias afastou os compridos cabelos de Tris que já estavam além da cintura, e a olhou fundo nos olhos. Deu aquele sorriso de canto que Tris tanto adorava e acariciou de leve suas bochechas rosadas.

– Quando voltarmos... – Tobias começou – Você quer casar comigo?

Tris ficou boquiaberta, olhou confusa e percebeu que na verdade não era brincadeira dele. Riu um pouco e agarrou Tobias num abraço apertado, ainda rindo e distribuiu beijos por todo o rosto dele, que sorria de orelha em orelha.

– Isso é um sim? – Tobias perguntou ainda sorrindo.

– Mais que um sim! – Tris quase gritou.

Ela o puxou pelo pescoço, selando um beijo calmo, romântico, no qual fez o corpo de ambos se arrepiarem. Ele passou os braços pela cintura dela a puxando mais para ele, enquanto ela acariciava sua nuca, o deixando mais arrepiado. Os sentimentos a flor da pele e o amor que eles sentiam era mais que evidente.

– Eu só espero que depois de casarmos mesmo nos conhecendo há pouco tempo eu não veja que você é um idiota. – Tris brincou.

– Como ousa falar isso de um príncipe como eu? – Tobias se fez de ofendido.

– Ok, meu Romeuzinho! – Tris mordeu o lábio de Tobias.

– Com licença, cunhadinho! – Natasha apareceu por trás de Tobias junto com os outros – Escutei um pedido de casamento?

– Sim, mas nós não temos tempo pra isso. Vem, Tobias, vamos ficar a sós! – Tris disse o puxando para a parte de cima do armazém.

– Mas você não acabou de dizer que nós não temos tempo? – Nita riu.

– Só vamos 11 horas. – Tris respondeu já longe.

– E o que pretendem fazer? – Shauna gritou de volta.

– Vamos deixar pra imaginação de vocês! – Tobias gritou, mas a voz já estava mais longe.

Todos ali se entreolharam.

–--

Já era 10 horas e todos já estavam prontos, Tris estava com uma blusa branca por baixo de uma jaqueta de estampa militar, usava um leggin preto e botas cano curto pretas, a arma que Tobias lhe dera estava em seu alcance.

Natasha prendeu seus cabelos num pequeno rabo de cavalo, enquanto usava uma calça de couro elástica, seu all star e sua blusa preta do Nirvana, Shauna e Nita usavam as roupas que tinham da Dauntless, todas trabalhadas no preto.

– Tris, seu cabelo não está grande demais? – Shauna disse – Pode atrapalhar, se não prender.

– Ou podemos cortar. – Nita disse, mostrando uma tesoura.

– Tá maluca, Nita? Guarda isso. – Shauna reclamou.

– Não, eu acho uma boa idéia – Tris respondeu – Corta pra mim, Nita?

– Mas é claro, onde você quer? – Nita perguntou.

– Logo abaixo dos seios, não muito. – Tris disse.

Nita passou a tesoura rapidamente e as madeixas loiras de Tris caíram no chão. Tris passou a mão sobre o cabelo ajeitando-o, sorrindo para Nita, aprovando o resultado. Prendeu-o num rabo de cavalo e foram para fora, já era hora de irem ao lugar combinado.

Todos já no carro, Tobias dirigia e Peter estava do lado.

Uma meia hora se passou e chegaram a rua indicada. Todos desceram, meio receosos com o lugar. Natasha se grudou a Peter, Shauna e Nita seguravam as armas, atentas a qualquer indício de perigo. Tobias acompanhava Tris, também atento.

– Estamos quase... ali! – Tris apontou para um poste com um papel colado.

Ela de cara reconheceu a imagem da cigarra, e se aproximou com todos ao seu lado para observar de perto. De início, ela só percebeu a imagem da cigarra, mas no canto, ela viu algo escrito.

E seu corpo congelou.

“Você é nossa!”.

Um estrondo fez seus ouvidos e de todos ali doerem, ela olhou para trás e viu o carro em chamas, do nada, tiros começaram e ela correu com Tobias e os outros para atrás de uma lixeira grande.

– O que é isso, caramba? – Natasha gritava apavorada.

– Estamos sob fogo cerrado, fiquem parados! – Tobias gritou de volta, enquanto cautelosamente tentava procurar a origem dos tiros.

– Quatro, temos que sair daqui. – Shauna disse – Distrai eles que eu tiro Natasha e Tris daqui.

– Ótimo, eu, Peter e Nita ficamos aqui dando cobertura. – Tobias respondeu ao ver um atirador, já sabia onde atirar – Escute, Tris. Tome cuidado, ok?

– Vou tomar. Nós ainda temos de nos casar, então você também toma cuidado! – Tris respondeu com a voz embargada, estava quase chorando.

– Não se preocupe, se algo acontecer vou atrás de você! Eu te amo. – Tobias disse com as mãos no rosto de Tris.

– Eu também te amo. – Tris deu um selinho demorado nos lábios de Tobias.

– Vamos! – Shauna gritou puxando Tris e Natasha, enquanto Tobias atirava no atirador, que caiu morto do telado, se espatifando no chão. Pelo visto, haviam outros dois atiradores.

Elas correram até uma brecha do outro lado na rua.

– Tris, me desculpe. – Shauna disse.

– Pelo que? – Tris perguntou.

– Por isso. – Shauna respondeu e logo em cima acertou um soco em Natasha, a fazendo cair no chão e depois a chutou, Tris gritou e tentou segurá-la, mas alguns homens apareceram com um pano e colocaram sobre seu rosto.

Ela reconheceu o cheiro daquilo, e sabia que logo ia desmaiar.

Ela estava quase inconsciente, e a última coisa que ela viu foi estar sendo levada, e o olhar desesperado de Tobias sobre ela.

NARRAÇÃO TRIS

Uma dor de cabeça fraca eu sentia, estava acordando.

Abri os olhos lentamente, mas a luz impedia. Eu tentei levantar, mas sentia que estava amarrada numa cadeira, pelo menos não estava amordaçada.

Com muita dificuldade, abri meus olhos para ver as pessoas ali na minha frente.

Um cara ruivo, que parecia ter 30 anos, usava um jaleco branco se aproximou de mim, ficando a minha frente.

– Quem é você? – Perguntei, o encarando.

Um sorriso se formou em seu rosto.

– Para de rir, desgraçado. Tá achando graça no que? – Eu tentava a todo custo me soltar, mas as amarras eram muito fortes.

Eu olhei para todos os lados, procurando reconhecer algum rosto, e uma raiva imensa surgiu em mim quando avistei o rosto da pessoa que eu acreditava ser minha amiga.

Shauna.

Sua expressão era de tristeza e ela olhava com melancolia para mim, mas eu não acreditava mais na sua “amizade”.

– Onde eu estou? – perguntei fria como um gelo.

– Você, Beatrice – o homem a minha frente respondeu – está na Cicada 3301!

Notas finais
Gostaram? Ou detestaram? Deixem seus comentários sobre o que estão achando! E o que vocês acham que vai acontecer?