Overdose

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Notas iniciais
Eu não quero terminar ela... To triste! Vocês também? Mas vamos aproveitar, faltam três capítulos!

NARRAÇÃO AUTORA

Nos jornais e na TV só se falava disso: o quase fim do mundo. Tris aparecia em tudo e as pessoas estavam eternamente gratas pelo que Tris e os outros fizeram.

Tris recuperou seus cachorros e ajudava a avó na cozinha para o jantar. Lá fora, Caleb e os empregados organizavam a decoração, mesas com toalhas brancas espalhadas pelo jardim e a piscina estava cheia de balões coloridos. Um lugar estava vago para os jovens (e adultos também) dançarem e um pequeno laser verde dava um toque mais especial ao lugar.

Mais cedo, Caleb discutia com os juízes sobre o que fariam com todos aqueles criminosos, que mesmo tendo salvado o mundo, tinham que pagar pelo que fizeram anteriormente.

Tris lembrou-se da conversa.

– Como conseguiu que eles não fossem presos? – Tris perguntou.

– O dinheiro... é melhor nem saber. Só avise-os para saírem do mundo do crime! – Caleb respondeu, frio.

Num mundo onde a ganância fala mais que a justiça, Tris não se surpreendeu.

NARRAÇÃO NATASHA

O suor escorregava pela minha pele, minha blusa com estampa do Mickey estava grudada no meu corpo e molhada. Mal havíamos chegado e eu já coloquei as meninas para ensaiar de novo. Um castigo por terem abrido a boca.

As perdoei, afinal, são minha amigas.

Nós havíamos decidido o nome do nosso grupo, RadioC.

Enquanto os meninos mandavam ver nos instrumentos fazendo o som, eu e as meninas cantávamos e dançávamos a nova música, e daqui a duas semanas nós começaríamos a gravar o clipe e lançar na internet. Daqui a 4 meses terá o show mais importante de Chicago, o Star’s Chicago, e nós vamos nos apresentar pela primeira vez!

Acabamos de ensaiar e todos se despediam, sentei um pouco ao lado de Mari, pegando uma garrafa de água dando um bom gole.

– Vamos arrasar, não é? Afinal, sempre sonhamos com isso. – ela dizia, distraída mexendo em sua trança.

– Com certeza. – me levantei ao olhar no relógio do meu celular que já era 18:07, e o jantar começaria às 20:30.

Lentamente e ainda cansada, apertei mais o meu pequeno rabo de cavalo verde e peguei minha mochila para sair do estúdio de dança da faculdade.

– E a sua mãe? – Gabi perguntou enquanto entramos no carro de Jeff, um dos meus amigos e baterista da banda.

– Não sei, ela me disse que ia dar um jeito da polícia não ir na cola dela. – Sussurrei em resposta a Gabi.

O carro dirigiu rápido para a mansão, todas as meninas iam se arrumar lá, estavam convidadas. Eu tomei um banho rápido e lavei os cabelos, sequei e o prendi em um coque deixando a franjinha solta. Estava calor, então coloquei uma saia curta preta com uma blusa rendada lilás, coloquei uma sapatilha também preta e comecei a me maquiar. Base, pó, coisa simples, fiz um delineado e passei rímel, finalizei com um batom meio avermelhado.

Ao contrário do que dizem, mulher pode sim se arrumar bem rápido, e perto das 20 horas já estávamos prontas.

Yoko estava com sua calça leggin preta (sempre está) e um top vermelho, salientando bem seus seios, seus cabelos castanhos estavam lisos e o batom também vermelho destacava sua boca. Gabi e Mari sempre simples, Gabi estava com o cabelo preso num rabo de cavalo e com um vestido floral, Mari tinha deixado o cabelo solto e usava um vestido rosinha. Luci usava um shorts roxo e uma blusa bem soltinha branca, seus cabelos estavam presos em uma trança e um gloss lilás deixava o seu look mais legal.

Descemos as escadas e Peter também já estava pronto, fomos todos juntos e logo chegamos lá.

– Bem vindos! – Tris nos saudou ao chegarmos.

Ela estava tão linda, seu cabelo todo cacheado, o vestido azul, linda!

O jantar foi servido e algumas homenagens a Tris foram feitas.

– Ei, Natasha. – Peter me cutucou.

– O que foi?

Ele me olhou estático, parecia que tinha travado.

– Nada não, deixa. – ele falou sorrindo tímido.

Deixei pra lá.

NARRAÇÃO AUTORA

Christina subiu no palco junto de Lena e os demais amigos de Tris, incluindo Al, que aceitou de bom grado não ser a paixão de Tris, ele a entendia. No telão, imagens de Tris com eles apareciam enquanto a música tocava, e Tris chorava enquanto cada uns dos seus amigos diziam palavras amorosas a ela.

– Somos todos irmãos! E Tris, nunca mais vamos te perder. – Christina finalizou.

Tris subiu no pequeno palco e abraçou calorosamente cada um deles ainda em lágrimas, depois todos se abraçaram ao mesmo tempo em um abraço coletivo.

Todos aplaudiam e era a vez de Caleb, ele queria fazer sozinho.

Tris se posicionou ao lado de Caleb no palco, ele fazia questão de olhá-la nos olhos enquanto falava.

– Tris, eu sei que apesar de nós termos muitas brigas, seremos sempre irmãos – ele começou – Eu me lembro quando você nasceu, um bebê gordinho e lindo. No começo, confesso que fiquei com ciúmes, a mãe e o pai acordavam toda hora pra te pegar no colo pra te fazer parar de chorar e viviam te mimando, sempre te enfeitando com tiaras e vestidos cheios de babados, um verdadeiro tratamento de princesa. Quando você ficou maior e o seu cabelo loiro cresceu, mamãe endoidou, vivia enchendo de laços e fitas, e eu mais enciumado. Mas quando a gente está com ciúme esquece de todo o resto, mamãe também me mimava. Mas com o tempo aprendemos a nos amar, fomos crescendo e sempre brincando juntos, sujando o pé de lama e a mãe sempre brigava com a gente por isso, eu me lembro até hoje de elas nos chamando de “Maria-Fedida” no fim da tarde, depois de passar a tarde inteira brincando e se sujando. Você me deu conselhos, e dá até hoje, sobre como conquistar garotas. Eu sempre estive ao seu lado pra te amparar quando você chorava, porque além de irmão, eu sou o seu melhor amigo. Tris, minha querida irmã, este colar que eu te dei eu quero que sempre se lembre dele como um presente do seu irmão, e se um dia algo acontecer com você e nenhuma das pessoas que você ama estiver por perto, lembre-se desse colar, desse pássaro, pois você é como um pássaro. Livre e bela!

Todos aplaudiam e Tris ainda chorava, acariciando o colar que Caleb lhe dera no seu aniversário, ela tinha guardado do medalhão, queria usar o colar naquela noite. Tris abraçou Caleb e disse que o amava, Caleb também a amava. Eram os perfeitos “irmãos unidos”.

Na mesa, Tobias mexia a perna constantemente, estava nervoso, sua hora havia chegado.

– Tobias. – Nathalie disse, ela sabia – Fica calmo, vai dar certo.

Agora todos os chamavam de Tobias.

Um toque soou do seu celular, indicando que uma mensagem tinha chegado. Ele pegou e viu que era uma mensagem de Nita, que estava no hospital ainda.

Aê, manda alguém filmar pra mim ver depois, hein! Boa sorte.” – Nita.

Beleza, valeu!” – Tobias.

Tobias entregou o celular para Nathalie, já estava filmando.

Caleb desceu do palco e Tris pegou o microfone.

– Alguém quer dizer mais alguma coisa? – Tris perguntou.

Era a hora, Tobias tremia levemente. Ele tinha que falar que sim, ele queria falar, mas tinha simplesmente travado. Nathalie percebeu.

– Acho que Tobias gostaria de falar algo. – Nathalie falou alto para todos ouvirem.

Tris o chamou para o palco, sorrindo, tinha parado de chorar. Tobias se dirigiu ao palco repassando mentalmente todo o discurso que ele tinha planejado, a caixinha estava no bolso da sua calça e em 5 minutos, dependendo de Tris, tudo ia mudar. Chegou lá, e pegou o microfone, com Tris ao seu lado.

*leia ouvindo isso*

– Bem, eu acho que talvez nem todos de vocês sabem, mas eu sou o namorado de Tris – começou – Ahn, então...Tris, eu sei que nós dois estamos juntos há muito tempo, mas o tempo que já passei com você me fez perceber o quão bem você me faz e o quanto eu te quero por perto, o quanto quero saber mais sobre você. Nesse pouco tempo, comecei a amar você, e eu sei que você também já teve a certeza que agora, também me ama. E o que eu quero dizer é que eu quero ficar com você pra sempre, pois eu te amo. Você é o yin, e eu sou o yang. Quero fazer parte da sua vida, quero estar com você por toda minha vida. Então, Tris...

Tris já estava com os olhos marejados, mas quando viu Tobias tirar a caixinha vermelha de seu bolso e se ajoelhar na sua frente, lágrimas desciam de seus olhos.

– Beatrice, quer casar comigo? – Tobias perguntou, cheio de esperança e ternura em seu olhar.

– Se eu quero? – Tris engoliu o choro pra falar – Mas é claro que eu quero!

Tobias colocou rapidamente as alianças, e se abraçaram forte, não queriam nunca mais sair um do lado do outro. Tris olhou no fundo de seus olhos, ambos sabiam de seus sentimentos.

– Eu te amo. – Tris falou.

– Eu também te amo, ursinha! – Tobias respondeu sorrindo de orelha em orelha.

Se beijaram, aplausos de todos os lados do lugar podiam ser ouvidos, todos assoviavam e aplaudiam os recentes noivos. Alguns fotógrafos tiravam fotos dos dois, que sorriam um para o outro de forma apaixonada.

– Eles são lindos, não são? – Natasha comentou com Peter ao seu lado, teve que falar mais alto para ele escutar devido ao barulho de todos ali, animados.

– Precisa de coragem para falar dos sentimentos em frente de dezenas de pessoas. – Peter comentou de volta – Eu admiro isso, não consigo nem falar pra própria pessoa sem travar.

– Está apaixonado, Peter? – Natasha provocou, apesar de se sentir incomodada com o fato de imagina Peter beijando outra.

– Sim – Peter olhou para Natasha, de uma forma mais calma, de uma forma que ele nunca havia olhado para ela antes – E acho que, no fundo, você deve imaginar quem é.

Naquela hora, a ficha caiu.

– Peter... – Natasha respondeu como um sopro.

– Entendo se você me achar bobo. – ele quebrou o contato visual.

– Desde quando? – Natasha perguntou, se aproximando mais.

– Faz um tempo. – ele respondeu se afastando.

– Eu também. – Natasha resolveu falar também.

– O que? – Peter a olhou confuso.

– Faz um tempo também pra mim. – ela sorriu.

– Está me dizendo que... – Peter segurava um sorriso.

– Sim!

– Então, se duas pessoas se gostam, elas geralmente namoram. – Peter disse.

– Então...? – Natasha olhou-o, indagando.

– Quer namorar comigo? – Peter perguntou.

Natasha sorriu e o puxou para um beijo, no meio daquelas pessoas mesmo, ninguém estava prestando atenção mesmo, a não ser as meninas na mesa, que riam.

Sentir os lábios de Natasha pela primeira vez fez Peter estremecer, seus lábios eram macios e ele poderia ficar ali, sentido aquela boca da garota na qual ele se sentia apaixonado a noite inteira, a semana inteira, a vida inteira. Natasha irradiava de calor, um calor de paixão.

Eles também eram lindos juntos.

O dia amanheceu, e Tris estava deitada do lado de Tobias, que dormiu com ela em seu quarto.

Ela o observou dormir, como um anjo, e olhou para a aliança em seu dedo. Eles se casariam daqui a 4 meses no máximo, como Tobias tinha dito antes de se deitarem e se amarem de novo.

Naquele dia começariam os preparativos.

E ela e Tobias só estariam finalmente feliz, quando estivessem saindo da igreja como marido e esposa.

Próximo capítulo: Crazy.

Notas finais
Quem quiser recomendar fique à vontade hahahaah Beijos S2