Over The Fairy Rainbow
1 Capítulo 1 - Noite Chuvosa
Notas iniciais
Espero que gostem.
Perdoem-me se houver algum erro.
07 de agosto de X791 — 02:30 AM
O veículo movido à magia andava na maior velocidade que o mago que o pilotava conseguia em meio à chuva que caía em Magnólia e aos redores aquela noite. Na parte traseira do veículo Natsu tentava conter seu enjoo causado pelo transporte sem obter sucesso, estando assim, estirado em cima do banco.
– Devíamos ter chamado a Wendy. – Gemeu ele quase vomitando.
– Eu não ia acordar uma garotinha na madrugada pra sair no meio da chuva! – Revidou Lucy sentada no outro banco, apoiando a cabeça de Levy em seu colo. – Porque não disse pro Happy te trazer?
– Como você é cruel, Lucy! – Disse o Exceed com voz manhosa. – Não posso voar muito bem nessa chuva.
– Então vocês dois não atrapalhem! – Respondeu novamente a maga celestial.
Levy gemeu de dor revirando-se em seu colo. Seus olhos encontram com os de Lucy.
– Calma, calma, nós já estamos chegando. – Disse Lucy, mudando completamente o tom de voz para o mais calmo possível a fim de tranquilizar a maga em seu colo.
– Eu disse que devíamos ter chamado a Wendy. – Gemeu Natsu novamente.
– Levy já tentou, mas a magia da Wendy não fez a melhorar, segundo o mestre só a Polyushka pode fazer alguma coisa, isso se ela conseguir.
Levy gemeu novamente um pouco mais forte, deixando Lucy mais preocupada.
– Queria que o Gajeel estivesse aqui. – Balbuciou ela.
Lucy não conseguiu pensar em nada que pudesse a reconfortar.
– Eu sei querida, eu sei. – Disse depois de alguns segundos. Levy suava devido à febre e Lucy limpou sua testa com uma toalha.
Olhou pra Natsu inválido sobre o outro banco e depois pra Happy.
– Vai ficar tudo bem! – Disse o gato azul um tanto tristonho, mas esperançoso.
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Mirajane ofegava sobre a cama. Erza levantou do seu lado sentando-se, encostando levemente seus lábios nos na maga de cabelos brancos, colocando uns fios desses atrás da orelha e sorriu.
– O que foi isso? – Perguntou Mirajane com um risinho. – Eu estou sem ar, Erza! – Brincou ela.
A maga de cabelos vermelhos arregalou os olhos e depois enrubesceu.
– D-desculpe. – Disse ela um tanto envergonhada. – Acho que estava com muita energia contida.
Mirajane riu mais abertamente.
– Então, eu estarei sempre aqui pra você descarregar suas energias.
A coloração do rosto de Erza ficava cada vez mais próxima à de seus cabelos e a maga Take Over achava aquilo incrivelmente fofo. Sentindo-se um pouco recuperada, sentou-se também e uniu seus lábios aos da Titânia num longo beijo.
Ouviram, então, alguém bater na porta e as duas se sobressaltaram.
– Mas quem será a essa hora? – Perguntou Erza desconfiada mantendo o tom de voz baixo.
Usando sua magia de reequipar, Erza trocou-se para a roupa que usava para dormir.
– Fique tranquila, ninguém vai entrar. – Disse a Mirajane que vestia rapidamente suas roupas íntimas.
Erza caminhou até a porta e a abriu apenas uns dois centímetros.
– Quem é? – Perguntou ela.
– Erza, sou eu. – Respondeu uma voz masculina conhecida fazendo a maga quase cair para trás.
– J-jellal!
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Juvia acordou confusa, estava nua, apenas coberta por um lençol numa cama desconhecida. Fitou o teto por um tempo, sentia uma sensação diferente em seu corpo, como se estivesse sem forças, mas mesmo assim relaxada.
Ouviu, então, vozes masculinas depois da porta do quarto e só então percebeu também que chovia.
– Pinga, pinga, cai. – Pronunciou lentamente, enquanto levantava da cama segurando o lençol ao redor de seu corpo.
Com passos não tão coordenados caminhou até a porta.
– Eu ainda peguei leve com você, maninho. – Disse Gray que estava sentado no chão ao lado de Lyon, ambos apenas de roupa íntima.
– Gray-sama? Lyon-sama? – Perguntou Juvia percorrendo o olhar aos dois sentados que só então perceberam a presença dela.
– Juvia, você está bem? Senta aqui. – Disse Gray abrindo espaço entre ele e Lyon.
– Juvia está confusa. – Disse ela com as mãos tremendo segurando o lençol, e olhou para a janela pela qual podia se ver a chuva. – Pinga, pinga, cai.
– Juvia, se lembra de alguma coisa? – Perguntou Lyon se levantando.
A maga da chuva apenas balançou a cabeça negativamente. Gray seguiu o movimento de Lyon e ambos foram ao encontro dela que paralisou.
– Acho que deu pane nela. – Disse Gray rindo.
Assim que os dois magos de gelo a tocaram um em cada braço, Juvia se lembrou. Arregalou os olhos assustada, percorrendo-os de Gray para Lyon e desse para Gray.
– Gray-sama! Lyon-sama! – Exclamou ela assustada tentando se livrar do toque dos magos.
– Calma, Juvia, tá tudo bem. – Disse Lyon, dando-lhe um beijo no rosto.
– É, tá tudo bem. – Confirmou Gray afagando os cabelos azuis da maga.
Lágrimas escorreram dos olhos assustados e a chuva que caía ficou ainda mais forte.
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Cana ouviu barulhos estranhos durante seu sono e acabou acordando no meio da noite resolvendo seguir o som. Estava numa experiência de passar uns dias na casa de seu pai, e os barulhos vinham do quarto do mago.
– Só pode ser brincadeira! – Exclamou a maga pra si mesma. – Que nojo, quero nem saber o que tá acontecendo aí.
A maga desapontada, resolveu voltar para seu quarto improvisado e tentar voltar a dormir, mas no meio do caminho sentiu uma forte dor no lado direito do abdômen.
– Droga! – Exclamou ela levando a mão ao local.
Caiu no chão de joelhos e ficou por um tempo praguejando ali na esperança de que a dor passasse.
– Mas que droga! Eu até parei de beber, achei que essa dor chata ai passar...
Mas, então, lembrou-se que alguns dias atrás havia abusado do álcool de novo devido a uma ocasião não muito agradável que presenciou somada a desilusões amorosas. E a dor dessa vez veio mais forte e com ela as típicas tosses.
Ela não queria chamar a atenção de Gildarts, muito mais nesse momento, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, ele já havia aberto a porta do quarto e vinha em sua direção, vestindo apenas suas calças.
– Cana, o que houve? – Perguntou ele tentando levantá-la.
– Não encosta em mim! – Disse ela ríspida tendo em seguida um ataque de tosse.
Gildarts não gostou muito da reação da filha, mas mesmo assim tentou continuando ajudá-la.
– Você não parece nada bem, me deixe te ajudar.
Cana viu então uma figura feminina saindo do quarto de seu pai de vestido, quando viu os cabelos lilases logo a reconheceu.
– Laki? – Perguntou voltada para Gildarts. – Ela tem idade pra ser sua filha! Você não vale nada mesmo! – Bravejou ela.
– E-eu gosto dele... – Responde Laki um tanto tímida.
– Ah, eu não mereço! – Reclamou a maga das cartas e teve outro ataque de tosse e dessa vez quando tirou a mão da boca havia sangue.
A dor estava tão forte que perdeu a consciência e Gildarts conseguiu segurá-la antes que batesse a cabeça no chão.
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– Tenho que voltar, Lucy pode precisar de mim e não quero deixá-la mão. – Disse Loke, que havia passada o portal usando sua própria magia.
– Nããão. – Choramingou Hibiki fazendo um biquinho. – Você nem vai conseguir lutar depois da quantidade de energia que usou. – Completou malicioso.
Hibiki usava apenas roupas íntimas embaixo do lençol, enquanto Loke que havia levantado um pouco antes já estava praticamente inteiro vestido.
– Está querendo me provocar não é? Não sou tão fraco assim! Tenho energia pra mais uma e ainda pra lutar pela Lucy.
– Tem energia pra mais uma, é? – Perguntou Hibiki sorrindo maliciosamente, avançando pra cima de Loke, puxando sua gravata, tentando trazê-lo pra cama novamente.
– Ai, por que fui dizer? – Perguntou o espírito celestial se arrependendo. – Aquiete-se, seu insaciável! Deixe um pouco pra uma próxima vez! – Riu Loke.
– Relaxa, Lucy deve estar dormindo agora!
Hibiki o beijou tentando abrir sua camisa ignorando totalmente o que Loke havia falado.
– Ela não está. – Respondeu Loke liberando-se de beijo. – Ao que parece as coisas estão meio tensas lá na Fairy Tail. E por falar nisso, devíamos ir conversar com a Cana.
– Pra ela jogar umas cartas malucas na gente? – Rebateu Hibiki, mas Loke o olhou feio e ele se deu por vencido. – Ok, nós vamos falar com ela depois.
Loke sorriu, deu um selinho em Hibiki e desapareceu dizendo um “até mais”. Hibiki deitou-se suspirando.
– E eu achando que um espírito não ia ser tão complicado quanto uma pessoa!
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Laxus apenas de calças acordou com Freed de pijama ao seu lado.
– Mas o quê? – Perguntou-se ele. – Ah, esse cara já está abusando!
Laxus estava passando uns dias na casa de Freed enquanto estava em Magnólia, pois havia vendido sua antiga casa quando foi expulso da guilda e decidiu ir pra longe. Ele, no momento, não se importaria de dormir num colchão, mas Freed praticamente implorou que dormisse na cama dele e que ele dormiria no colchão. Depois de tanta insistência acabou aceitando, porém não contava que Freed iria invadir esse espaço.
– Freed. – Disse Laxus chacoalhando o membro do Raijinshü a fim de acordá-lo. – Freed!
– Hmm? – Balbuciou o mago escritor sonolento.
– Você está dormindo do meu lado! – Respondeu Laxus seco, mas Freed nem se mexeu. – Freed, vou soltar um raio em você! – Completou quase perdendo a paciência.
Freed então pareceu se dar conta do que estava acontecendo.
– L-laxus! – Exclamou surpreso dando um pulo da cama. – D-desculpe. –Disse ele quase se ajoelhando.
– Se você queria dormir na cama era só falar, mas eu prefiro dormir sozinho.
– Desculpe, deve ter sido a hora em que fui ao banheiro, e como estava sonolento acabei esquecendo e vim pra cama.
– Hm... Vou dar uma saída! – Disse Laxus indo até a porta.
– O quê? Essa hora? Nessa chuva? – Freed parou na porta enquanto Laxus continou o percurso fora da casa.
– Freed. – Disse Laxus.
– Sim.
– Eu sou um Dragon Slayer do trovão acha que tenho problemas com chuva? – Perguntou Laxus continuando a andar.
Freed correu até onde Laxus já estava.
– Perdoe-me Laxus, isso não vai mais acontecer, pode me punir se quiser. – Laxus riu, mas Freed parecia que choraria se Laxus não o perdoasse.
– Saia da chuva Freed, eu preciso esfriar a cabeça, dar uma olhada numa pessoa, quem sabe. – Respondeu o mago do trovão casualmente.
– Você vai voltar? – Perguntou Freed.
– Vou. – Laxus revirou os olhos, porém Freed instantaneamente o abraçou.
– Freed! – Disse Laxus em tom de repreensão e com medo de mais reprovações, Freed correu para dentro de casa.
– Pobre criança. – Murmurou Laxus seguindo seu caminho.
Notas finais
Bom, espero que tenham gostado.
Já vou avisando que eu geralmente demoro pra atualizar minhas fanfics, a ideia surgiu num surto e eu tive que escrever logo e postar o 1º capítulo, não sei como vai ser daqui pra frente.
Deixem seus reviews!! Ah sim e uma pergunta: Quais são seus shippers favoritos? Pode ser hétero, yaoi, yuri, qualquer um, ok? Beijos, até mais!
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