Over The Fairy Rainbow

12 Capítulo 12 - Abstinência


Notas iniciais
Olááá... Olha quem resolveu dar as caras! E aí, com saudades de OTFR? Eu estava! Quero pedir imensas desculpas a vocês, foi muito difícil retomar a fanfic depois de algum tempo sem escrevê-la.

09 de agosto de X791 – 08:00 – Casa de Freed

A maga que havia dormido no sofá da casa acordou assustada, havia, de alguma forma, caído do mesmo indo parar no chão. Levando a mão a cabeça, ainda com resquícios do sonho que tivera em sua mente, conseguiu se levantar e sentou-se no sofá. “Caralho! Eu devo estar na pior crise de abstinência que já tive pra ter um sonho desses!”

Cana estava numa abstinência dupla: sexual e alcoólica. Não tinha relações sexuais com alguém desde que terminara com Hibiki e as dele ela nem queria considerar. E para uma ninfomaníaca isso era enlouquecedor. E se ainda pudesse beber, não sentiria tanto a abstinência sexual. Mas a abstinência alcoólica para ela, era ainda pior, era o fim do mundo! E ter que lidar com as duas ao mesmo tempo, somadas a inconstância alimentar, estava realmente sendo muito difícil. Achava que não ia demorar muito para seus neurônios entrarem em colapso de vez, os mesmos que a levaram a ter o sonho mais bizarro dos últimos tempos.

Nele ela estava em seu quarto, deitada em sua cama, Lucy aparecia completamente nua segurando uma garrafa de sakê.

— Quer aprender a beber de uma outra forma? – A loira perguntou. A morena a observou por um momento assustada e sem entender. — Você não vai querer desperdiçar a bebida, não é?

A maneira sensual que a loira falava e o fato de estar nua já a deixava desconcertada. Lucy abriu a garrafa e com cuidado virou sobre um de seus seios deixando que apenas algumas gotas do líquido escorressem por ele.

— Tem certeza que vai ficar aí olhando? – Perguntou novamente. Sua voz exalava desejo. Cana, então, saiu de sua fase de congelamento, levantou da cama e caminhou até ela.

— Isso é maldade, loira... – Mesmo tentando esconder, sua voz não negava o quanto aquilo mexia com ela.

Olhou para o líquido começando a escorrer pelo seio farto de pele tão clara e mamilo rosado. Um pouco de sanidade que lhe restava fazia com que não o atacasse com a boca de vez.

— Se não agir logo, eu vou jogar mais... – Disse ameaçando, com a garrafa sobre o seio.

Adeus sanidade. A morena levou a língua às gotas que escorriam, tentando encostar o mínimo possível no seio, sabia que perderia logo o controle se não fosse com calma, mas obviamente não adiantou muito, pois assim que lambeu o líquido que havia sido derramado, Lucy sorriu maliciosamente, virando a garrafa, derrubou mais e numa quantidade ainda maior. Cana não teve opção a não ser abocanhar o seio e assim conseguir sugar todo líquido. Um prazer duplo lhe atingia: o sabor da bebida, misturado ao sabor da loira. Com o mamilo dela em seus lábios não se conteve em sugá-lo e fazer movimentos com sua língua sobre ele e Lucy por sua vez não conteve um gemido.

— Então eu que sou a malvada? – Lucy perguntou, os dedos de sua mão livre se emaranhando nos cabelos castanhos.

— Muito malvada! – Afirmou.

Lucy, então, levou a garrafa até seu outro seio despejando o líquido, fazendo com que Cana agisse rápido para abocanhá-lo. Dessa vez não se deteve e sugou-o com força, e com a outra mão acariciava e apertava o outro, fazendo a loira gemer ainda mais. Ela agarrou forte em seus cabelos ao mesmo tempo em que inconscientemente derramava tanta bebida a ponto da morena começar a engasgar.

— Calma aí, loira! – Disse Cana levando a mão até a dela levantando um pouco a boca da garrafa. – Quer me matar afogada?

— Desculpa. – Ela riu. – Você me fez perder o controle. – Mordeu o lábio inferior. – Hm, vem cá...

Puxando Cana pela mão, Lucy deitou-se na cama. Levou a garrafa até a parte superior do abdômen na qual despejou sakê. Cana, então, rapidamente se pôs a tomar do líquido nela, sugando assim cada parte do seu abdômen, as quais ela não parava de derramar a bebida. Suspirava com os toques da morena em si. Cana já era naturalmente encantada por aquela cintura fina que contrastava com o busto avantajado e largos quadris, e sentir o gosto de sua pele ali a deixava ainda mais. Entretanto, Lucy não parava, ela desceu a garrafa para a região do seu baixo ventre.

— Adivinha onde eu quero que você tome o restante? – Perguntou com a respiração já descompassada.

Cana olhou para a garrafa. Ainda havia quase metade do conteúdo ali. Ela arrepiou-se inteira. A loira já estava bastante úmida. Abrindo bem suas pernas, cuidadosamente tombou a boca da garrafa, fazendo um pouco de bebida escorrer por sua intimidade. A morena tinha suas pupilas contraídas, umedeceu seus lábios e aproximou-os da loira.

Mas antes de sequer tocá-la, acordou sentindo o impacto com o chão. Não sabia se ficava frustrada ou se agradecia por aquilo não ter ido até o final. Pelo menos estava se sentindo melhor do que na noite anterior e possivelmente conseguiria, então, ir até a casa da loira, mas o que ela faria quando olhasse pra cara dela e se lembrasse de seu sonho? Que a imaginou completamente nua praticamente se fazendo de taça pra ela. Que havia imaginado até suas partes íntimas e que por muito pouco não as tocou com a língua.

Aquela crise de abstinência a estava enlouquecendo, Lucy é mulher, tecnicamente não era pra ficar sentindo essas coisas por ela. Mas o sexo de Lucy realmente importava? Gostava muito dela, e num surto de carência e doença a havia beijado. Mas agora pensava se realmente havia sido apenas um surto, ou se realmente estaria sentindo algo pela loira. Tinha um desejo incontrolável de beijá-la de novo, mas não sabia do que tinha mais medo: de ser apenas um efeito de sua crise de abstinência ou de realmente estar se apaixonando por ela.

09 de agosto de X791 – 08:30 – Casa de Lucy

Mesmo querendo ter permanecido dormindo, Levy não suportou mais a pressão na sua bexiga, sendo obrigada a levantar-se e ir ao banheiro. Um leve enjoo matinal a fez com que não conseguisse voltar a dormir, praguejou pela milésima vez depois da descoberta a sua gravidez, tomou então um pouco da poção que lhe foi dada por Polyushka e resolveu tomar seu café da manhã.

Ela nunca achou que por ser tão pequena fosse sentir tanta fome e nunca achou que fosse conseguir comer tanto, estava quase párea para competir com Natsu. “Maldita gravidez!” Podia ser seu filho que estava ali, podia ter os genes da pessoa que mais amava, podia ser a união dos dois, uma coisa que poderia ser considerada tão bela, mas no momento estava odiando tanto aquela situação que não sabia como ainda não havia cometido alguma loucura. E por Lucy não estar ali, ela tinha medo de realmente cometer alguma.

Ler. Era isso que precisava. Esquecer-se da sua própria vida e focar-se em outra realidade, muito melhor, ou talvez até muito pior, não importava, qualquer coisa para desviar a atenção daquilo que vivia. E então pegou o livro que havia levado para lá, já estava quase terminando de lê-lo e sentia aquele pequeno conflito de querer saber logo o final da história, mas ao mesmo tempo de não querer que ela terminasse.

Pouco tempo depois, sentada em uma posição confortável no sofá, já entretida em sua leitura, ouviu a campainha tocar. Revirou os olhos antes de largar o livro e ir atendê-la.

— Quem é? – Perguntou. Não abriria a porta da casa de Lucy para algum estranho.

— Levy? – Perguntou a pessoa reconhecendo a voz.

— Cana? – Reconheceu também a voz por trás da porta.

Então a pequena maga abriu a porta se deparando com a companheira de guilda.

— Er... o que faz na casa da Lucy? – Perguntou a morena. – Ela está?

— Não, ela saiu em uma missão, e a propósito deixou uma carta pra você. – A morena surpreendeu-se com o fato. – Entra aí, eu vou lá no quarto pegar.

— Hm, tudo bem. – Respondeu ela entrando e fechando a porta, depois sentou-se no sofá esperando Levy voltar, se perguntando o que Lucy poderia ter escrito numa carta para ela.

— Eu ia te entregar ontem mesmo, que foi quando ela saiu, mas não te encontrei na guilda, o que aconteceu que não estava lá bebendo? – Perguntou Levy enquanto voltava do quarto. Estendeu então a carta à maga sentada. – Tome, como prometi a Lucy, eu não a li.

— Obrigada. – Agradeceu. – E nem me fale em beber, estou numa abstinência forçada que está me matando!

— Você? Em abstinência? – Perguntou Levy incrédula. – Por qual motivo?

— Resumindo a história: eu quase morri e tive que parar de beber pra não morrer de vez. – Cana já estava até cansada de falar sobre aquilo, além de que não era algo muito agradável.

Levy soltou um risinho.

— É, olhando agora, você não me parece muito bem, tá bem mais magra... É bem feito pra você, só assim pra perceber o quanto esse seu hábito faz mal.

— Mas nunca fez mal, baixinha, eu não sei o que aconteceu! – Reclamou ela, que não estava a fim de levar sermão, muito menos da Levy. – De qualquer forma são só duas semanas, depois eu volto ao normal.

— Por que eu ainda acho que você vai mudar? – Comentou a azulada revirando os olhos e sentando-se ao lado da outra no sofá. – Não vai ler a carta? – Perguntou.

— Por acaso está querendo saber o que está escrito, curiosa? Se a Lucy disse que não era pra você ler, então não é da sua conta! – Disse brincando, enquanto desdobrava o papel.

— Ah vai se ferrar, se eu quisesse saber o que está escrito, já tinha lido!

Então Cana ignorou Levy por um momento para ler a carta.

“Oi querida,

Eu apenas gostaria de dizer que eu não me esqueci de você. Tive que sair muito rápido para uma missão e não tive tempo de lhe avisar. Eu até pensei em recusar, mas não pude por motivos maiores (O dinheiro do meu aluguel T.T).

A única coisa que me veio à mente quando Erza veio me chamar foi você, e pode ter certeza, pensarei em você a todo momento. Não sei se sabe, mas você significa muito pra mim, por isso me perdoe. Queria ao menos ter me despedido pessoalmente.

Não verei a hora de poder me encontrar com você novamente. Por favor, se cuide, não faça nenhuma besteira, pois eu estou preocupada.

Com amor, Lucy

Ps: Você poderia fazer o favor de ver se Levy está bem até eu voltar, eu não quero que essa baixinha cometa alguma loucura também.

Pps: Você me deixou uma marca de chupão no pescoço! Acha que vai ficar impune? Vai sonhando!”

Ao terminar de ler a carta, a maga estava estática olhando para o papel, seus olhos arregalados de surpresa.

— Você tá bem? – Levy perguntou.

— A-acho que sim. – Respondeu ela, estava um tanto ruborizada. – Só não sabia que a Lucy se preocupava tanto comigo, é estranho...

— Por que é estranho? – Perguntou a pequena. – A Lucy é assim mesmo, ela também ficou preocupada comigo.

— É uma preocupação diferente Levy, leia a carta. – Disse entregando o papel à azulada que hesitou um pouco em ler, mas o fez, ficando surpresa com cada frase.

— V-você deixou a marca de chupão na Lucy? – Perguntou a azulada depois de um pequeno estado de choque. – Espera... vocês se pegaram ou algo do tipo?

— Poxa, como você é indelicada, Levy! Só presta atenção nessa parte. — Comentou a morena fingindo estar ofendida. – Digamos que... tivemos um momento, e a partir de então não consigo parar de pensar nela e parece que a coisa é mútua, depois de ler a carta, não me restam dúvidas.

— Então o que é estranho? – Levy perguntou. – Eu estou um pouco surpresa, mas se gostam uma da outra fiquem juntas, ué. Com certeza numa situação melhor do que a minha vocês vão estar.

— Numa situação melhor do que a sua? – Questionou. – Ah é, você ainda não me respondeu o que faz na casa da Lucy. E por que ela quer eu fique de olho em você?

Levy suspirou.

— Deixa isso pra lá... – Comentou levantando do sofá. – Se quiser pode ficar por aí, acho que Lucy não ia se importar. Eu vou terminar de ler meu livro.

— Hm, tudo bem, acho que vou dormir. – Cana respondeu.

Levy deu de ombros. A morena deitou-se no sofá e logo adormeceu, enquanto a azulada imergiu em sua leitura.

— Que merda de final! – Exclamou ela, fazendo a morena acordar. – Até eu escreveria um final melhor. Esses autores parecem que não têm criatividade, no final todo mundo casa, tem filhinhos e vivem felizes pra sempre, como se a vida real fosse assim! E por que diabos eu estava lendo um livro desses? Que idiota!

— Hey, calma baixinha... – Comentou Cana ainda sonolenta, esfregando os olhos. – Não precisa desse escândalo todo, é só um livro. Está na TPM, por acaso?

— Não, não estou! – Exclamou novamente. – E antes estivesse. Que merda viu, preciso fazer xixi!

Levantou do sofá e foi ao banheiro deixando Cana se perguntando o que havia dado na garota.

— Por que essa cara? – Perguntou Levy ao sair do banheiro.

— Calma aí, baixinha! Está estressada de mais, por acaso está em abstinência também? – Perguntou a morena.

— Claro que não, eu não sou uma bêbada como você! E se me chamar de baixinha de novo eu vou dar na sua cara! – Disse firmemente levantando a mão.

— Estou me referindo a abstinência de outra coisa. Há quanto tempo o Gajeel está fora mesmo?

Levy, então, entendeu o que a outra queria dizer, soltou um grunhido de reprovação.

— Eu não estou em abstinência. – Pronunciou a palavra com desgosto, cruzando os braços.

— Não? Então com quem andou praticando? Oh... – Cana fingiu estar abismada. – Não me diga que foi com a Lucy!

— Ah, cala a boca! Eu não sou sapatão igual certas pessoas...

— Hm, mas na verdade eu até achava que você curtia a Lucy, sabe. Vai me dizer nunca olhou pra ela e sentiu alguma coisa.

— Você tá maluca? Eu acho a Lucy muito bonita, só isso. – Respondeu indiferente.

— Bonita ou gostosa? – Cana perguntou maliciosa.

— Que diferença isso faz? Eu achar isso dela não significa que eu quero pegá-la, eu não gosto de mulher, porra!

— Ah não? – Cana puxou Levy pela mão para o sofá e rapidamente ficou por cima dela. – Nem um pouquinho? – Perguntou próximo ao ouvido dela.

A azulada engoliu em seco, arrepiou-se com medo de que Cana lhe fizesse alguma coisa. Conhecia a maga de cabelos castanhos desde criança e sabia muito bem a sua personalidade exótica e impulsiva, por isso, o fato de gostar de mulheres, apesar de já ter saído com muitos homens não lhe causava tanta surpresa. Mas, as duas não tinham tanta intimidade assim e se aquilo fosse algum tipo de brincadeira, era uma que definitivamente não gostava.

— Sai de cima de mim agora! – Exclamou em alto tom.

A morena, em vez disso, aproximou os lábios do seus, segurava os braços da pequena contra o sofá e dessa forma ela não conseguia empurrá-la. A menor chegou a tremer sentindo o hálito quente da outra em seus lábios, seus músculos tensionados e as pupilas contraídas. Mesmo que Cana estivesse um pouco fraca, ainda assim, no seu estado, Levy não tinha forças contra ela. Sentindo desespero, preparou-se para morder os lábios dela caso tentasse algo, era a única saída que tinha. Então Cana parou subitamente e gargalhou, saindo um pouco de cima de Levy e soltando seus braços.

— Caralho, você devia ver sua cara de terror agora! – Comentou a morena ainda rindo. – Achou mesmo que eu fosse te beijar? – Levy quase espumava de raiva enquanto Cana mal conseguia controlar suas risadas. — Por favor, eu prefiro alguém que tenha seios em vez dessas picadinhas de pernilongo aí.

Levy conseguiu empurrá-la e sair debaixo dela.

— Por que não enfia uma garrafa de bebida na xana, sua bêbada escrota? Quem sabe assim apaga esse seu fogo! Vai tomar no cu! Se fizer algo do tipo de novo, eu juro que te mato!

— Sério, você tá hilária assim! – Cana ainda ria. – Toda estressadinha e falando palavrões adoidado, o que houve com a Levy toda culta e nerd? – A pequena maga apenas grunhiu de raiva. – Mas você ter ficado tão estática não me convenceu que realmente não gosta nem um pouquinho de mulher. Só acredito mesmo se falar pra mim que gosta de pinto! – Cana sugeriu maliciosa.

— Eu gosto de pinto, cacete! – Levy rapidamente exclamou fazendo Cana gargalhar ainda mais.

— Caralho, já imaginou o Gajeel ouvindo você falar isso?

— Eu garanto que depois de certas coisas, ele não se surpreenderia tanto... – Disse indiferente.

— Hm, então quer dizer que a pequena Levy na verdade é uma pervertida! – Comentou maliciosa. – Mas também não era de se esperar coisa diferente, você está com o Gajeel!

— O que você quer dizer com isso? – Perguntou a azulada.

— Realmente precisa de explicações? Além de ter cara quem curte sexo selvagem, ele tem mais de um metro e oitenta e você, tem o que, um metro e meio?

— Um e cinquenta e dois. – Respondeu como se estivesse ofendida.

— Nossa, grande diferença. – Disse irônica.

— Dois centímetros fazem toda a diferença. – Insistiu Levy.

— Só se forem dois centímetros na extensão da sua vagina! – Disse Cana naturalmente fazendo Levy ficar boquiaberta horrorizada. – Porque se as coisas forem proporcionais, eu fico realmente surpresa que ele não tenha te rasgado ao meio. Sério, você aguenta? Acho que eu devo lhe parabenizar!

Levy imensamente corada, inspirou e contou infinitos números a fim de não voar no pescoço da maga amante de bebidas.

— Eu simplesmente vou ignorar esses seus últimos comentários, pra não cometer um assassinato na casa da Lucy! — Disse a pequena levantando do sofá, porém imediatamente paralisou ao sentir algo estranho em seu ventre. – Impossível! – Sussurrou espantada.

— O que foi? – Cana perguntou.

— Com quanto tempo de gestação se consegue sentir o bebê mexer? – Perguntou Levy.

— Oi? – A morena indagou sem entender.

— Me dá sua mão. – A maga de cabelos azuis pediu sem sair do lugar ou se mexer. Cana, então se aproximou estendendo a mão a ela. Levou a mão da maga até seu abdômen, o qual podia sentir uma leve oscilação. – Consegue sentir? É estranho.

A morena arregalou os olhos, espantada e ao mesmo tempo confusa.

— O-o q-que...? – Gaguejou tentando formular uma pergunta.

Levy virou-se de frente para maga sentada no sofá.

— Eu estou grávida. E aparentemente não é uma gravidez normal. Eu estou com medo, que eu saiba ninguém nunca engravidou de um Dragon Slayer. É por isso que Lucy está preocupada comigo, é por isso que meu humor está tão inconstante, é por isso que... Ah droga, é por isso que eu quero o Gajeel de volta! – Ao pronunciar a última fala, lágrimas escorreram pelo seu rosto.

Cana por um momento a fitou estática e empalidecida, tentando processar a informação que lhe fora despejada. Num segundo seguinte se sentiu mal pelas brincadeiras que havia feito. Puxou Levy para seus braços envolvendo-a.

— Me desculpe. – Disse ela. – Se eu soubesse não teria pegado tão pesado...

— Ah, tudo bem. – Respondeu tentando enxugar as lágrimas com as mãos. – Cana, tudo bem... – Tentou tirar os braços da outra da sua cintura, mas não obtendo sucesso acabou cedendo, relaxando os ombros.

— Ele precisa saber que vai ter um filho, você precisa contar o quanto antes. – Disse a morena ainda abraçada a Levy.

— Acha que eu não sei disso? O problema é que ele saiu em uma missão e ninguém sabe pra onde, nós havíamos brigado no dia, se soubesse o quanto eu me arrependo... Estou com tanto medo de que ele não volte.

— A briga foi tão feia assim? – Cana perguntou erguendo o rosto, finalmente soltando o corpo de Levy.

— Não. Não é por minha causa que eu tenho medo que ele não volte, mas por alguma outra coisa. Eu estou com um pressentimento ruim. – Afirmou. – Ah, droga! Não era pra eu estar sentindo tanta falta dele assim!

— Hm, talvez eu possa ajudar, ver se consigo ver algo nas minhas cartas.

Levantou do sofá e foi até a mesa pegando suas cartas. Sentou-se na cadeira, embaralhou-as e escolheu três delas. Suas sobrancelhas franziram.

— Estranho. – Comentou.

— O que foi? – Levy perguntou, podia ver as cartas, mas não entendia seu significado.

Cana não respondeu, rapidamente embaralhou as cartas novamente pegando mais três delas. Novamente sua expressão era de dúvida.

— Eu não consigo ver nada. – Afirmou. – Parece que está sem futuro.

Levy arregalou os olhos confusa e assustada.

— C-como assim sem futuro? Você quer dizer morto? – Seus olhos castanhos encheram-se de lágrimas.

— Não, calma. – Tentou tranquilizá-la. – Não está morto. O que pode ser é que ele esteja preso em alguma dimensão que o congele no tempo, em um lacrima por exemplo. Dessa forma eu não consigo ver o futuro dele. Mas não posso afirmar com certeza.

— Eu sabia, sabia que meu pressentimento ruim significava alguma coisa! – Começou a chorar. – E agora, não tem nada que eu possa fazer?

— Tentar encontrá-lo. – Cana disse.

— Mas como? – Perguntou a pequena.

— Não sei, mas eu darei um jeito. – A morena afirmou. – Eu não quero que seu bebê cresça sem conhecer o pai e que você tenha que criá-lo sozinho. Foi assim comigo e a minha mãe e não quero que ninguém passe por isso.

Cana levantou-se da cadeira e antes que pudesse dar um passo a pequena maga envolveu sua cintura com os braços, afundando o rosto encharcado em seu peito.

— Obrigada... – Disse ela. – Muito obrigada.

Cana sorriu acariciando os cabelos azuis. Queria se sentir útil, fazer algo que desviasse seus pensamentos da abstinência, e ajudar Levy faria isso.

— Baixinha, se afundar a cabeça nos meus peitos desse jeito, vou achar que gosta da coisa.

— Argh... – Resmungou Levy erguendo o rosto. – Você não tem jeito mesmo! E já falei pra não me chamar de baixinha!

— Por que é assim que ele te chama não é? – Perguntou. – Relaxa, você sabe que eu estou só brincando.

— É bom que esteja, ou eu conto pra Lucy que está dando em cima de mim!

— Legal, você venceu... – Afirmou a morena, fingindo estar decepcionada. – Venha, precisamos de um plano pra resgatar seu homem. – Sorriu recebendo um sorriso de esperança e olhinhos molhados de volta.

Notas finais
Só depois que eu escrevi a cena é que fui perceber, Freed dormiu no sofá e teve sono erótico com o Laxus, depois a Cana dormiu no mesmo sofá e teve sonho erótico com a Lucy. Esse sofá tem coisa! -q Eu fico imensamente feliz com o grande aumento de leitores que a fanfic vem tendo, mas são muito poucos os que me deixam comentários. A esses eu sou imensamente grata. Agora você que é um fantasminha e depois vai na minha ask perguntar da fanfic não tem direito de me exigir nada, entendeu? Todos leiam essa resposta antes de virem me cobrar capítulos: http://ask.fm/araymundi/answer/41079709535 Ressaltando que não quero ser grossa, mas... Eu estou tentando levar essa fanfic adiante no pior semestre da minha faculdade. Vocês acham que escrever ela é fácil e não me toma tempo? Se acha isso está muito enganado. Podia ser tempo que eu poderia estar estudando, já que meu tempo é escasso pra isso e estou com sérios riscos de pegar DPs. É chato ficar sem a atualização de uma fanfic que você gosta? É, eu sei como é. Mas se gosta tanto da fanfic assim podia me deixar um comentário, não é? Eu não estou implorando por elogios, eu imploro por opiniões, mesmo que sejam críticas, mesmo que seja algo simples. Isso é o mínimo que vocês podem fazer por mim. Eu já disse muitas vezes que não deixarei de escrever a fanfic, mas por diversos motivos estou bem desanimada, espero que essa fase passe, e eu conto com vocês pra isso. Mais uma vez aos meus leitores que sempre comentam, me aturam, compreendem e não me abandonaram, muito obrigada! ♥ É isso, até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.