Over The Fairy Rainbow

11 Capítulo 11 - Meu Coração é Seu


Notas iniciais
Olá leitores! Venho cá eu com mais um capítulo!
Os que não gostam muito de yaoi/Fraxus aturem mais um pouquinho.
Os que gostam, por favor, me desculpem pela "enrolação", espero que esse capítulo compense! Desculpem se ficou enorme D:
Quem não gostar de Taylor Swift me perdoe também, mas acho a música perfeita pros dois e pro momento ♥ (O link tá no meio do texto).
Sobre o título, escrevi coração, mas pensei em outras palavras com c também qq
O capitulo é dedicado pra Brightness, porque ela me pediu -q e também pra FrancInner, porque seria injusto se eu não dedicasse também a ela. (Outros leitores, vocês também podem me pedir pra dedicar capítulos se quiserem! ;D)

08 de agosto de X791 – 20:30 – Casa de Freed

– Eu só queria saber o que eu fiz pra merecer isso? – Freed perguntou sentado na beirada de sua cama enquanto Cana terminava de fazer uma trança no seu longo cabelo.

– Sou eu quem deveria reclamar. A minha cabeça ainda está doendo pelo o que vocês fizeram comigo. – Respondeu ela.

– Você mereceu! – Respondeu ele.

– Ah, mas você ficou lindo! – Exclamou ela finalizando a trança, amarrando-a. – O que achou Laxus?

O loiro estava parado encostado na parede, próximo à porta, com os braços cruzados, olhando-a sério.

– Pare de abusar da boa vontade do Freed, Alberona. – Reclamou ele.

– Seu mau humor pra mim é falta de sexo, Laxus. Não anda praticando o suficiente ultimamente?

– Qual o seu problema? Você quer desmaiar de novo? Como consegue ser pior sóbria do que bêbada?

– Acho que essas coisas se inverteram pra mim. – Comentou ela que continuava com os braços apoiados nos ombros de Freed já incomodado pelo contato.

– V-Você pode se soltar de mim agora? – Perguntou ele.

– Hm, ok. – Respondeu ela, olhou ao redor. – Já sei, vou fuçar no seu guarda-roupa! – Saltou da cama.

– Não faça isso! – Pediu Freed.

Mas não adiantou, ela já tinha aberto o armário. Laxus apenas se segurava para não atacá-la de tal maneira que ficaria desacordada até no dia seguinte porque Freed havia ficado extremamente preocupado com ela da primeira vez.

– Nossa, é mil vezes mais arrumado do que o meu um dia sonha ser. – Comentou ela. – Espera... o que é isso? – Perguntou ela ao ver algo de madeira entre as roupas, e afastando-as viu ser um violão. – Você tem um violão? Você sabe tocar?

– S-sei. – Respondeu ele corando. – Mas deixe ele aí.

Até Laxus pareceu se interessar.

– Espera, você sabe tocar? Por que nunca me contou isso? – Perguntou o loiro.

– P-por que eu não gosto de tocar para as pessoas.

– Ah, qual é a graça então? – Perguntou Cana. – Eu aprendi a tocar, mas faz muitos anos que eu não relo em um. Posso pegá-lo, por favor? – Parecia uma criança querendo um brinquedo.

Freed suspirou.

– Tudo bem. – Concordou.

A maga tirou o violão do armário, junto com uma pasta que continha letras com cifras. Sentou na cama ao lado de Freed, deu o violão pra ele segurar enquanto abria a pasta.

– Me deixe ver se tem alguma coisa que eu saiba tocar. – Começou a folhear e arregalou os olhos. – Taylor Swift? Caralho, você tem tipo... a discografia completa da Taylor Swift aqui! – Disse enquanto passava mais páginas.

– Algum problema? – Perguntou ele.

– Além de ser muito gay? – Perguntou de volta. – Eu não sei tocar nenhuma dela.

– Essa não é aquela cantora que já saiu com tantos homens quanto você, Alberona? – Perguntou Laxus. – Você deveria saber tocar...

– Toca alguma que você saiba de cor. – Freed disse, tentando cortar mais uma possível discussão. – O que você costumava tocar?

– Ela tocava aquelas músicas de sapatão. – Laxus comentou.

– Vai tomar no seu cu, Laxus! – Exclamou ela, depois respirou fundo pra se acalmar. – Não lembro nenhuma de cor, faz muito tempo que não toco. Por que não toca uma você, então? – Sugeriu a Freed.

– Não, eu não vou tocar. – Respondeu corando.

– Ah, para Freed. Eu quero te ouvir, vamos lá!

– Eu também gostaria de ouvir. – Laxus comentou. – Mas espera, eu preciso ir ao banheiro.

Laxus se retirou. Cana agarrou o colarinho de Freed.

– Você vai parar de graça e tocar a porra de uma música pra ele, entendeu? – Sussurrou, porém de modo autoritário.

– E-eu não vou conseguir fazer isso. – Respondeu.

Ela então resolveu que teria que apelar, confiava que Laxus ia fazer Freed tocar a música. Ela precisava deixá-los sozinhos.

– Freed... eu não to bem... – Disse ela colocando a mão na testa.

– O quê? O que está sentido? – Perguntou preocupado.

– Tá tudo girando...

– Hã? Mas você comeu... está com enjoo? – Perguntou.

– Não... – Ela encostou nele e deixou seu corpo ir escorregando. – Não estou enxergando, Freed... Socorro! – Sussurrou com uma falsa dificuldade e então fingiu que desmaiou.

– Cana! – Chamou ele, mas ela não respondeu. Chacoalhou seus ombros, mas ela permaneceu fingindo estar desacordada. – Mas que droga!

Laxus então saiu do banheiro e se deparou com Freed tentando tirar Cana de cima de si.

– O que houve? – Ele perguntou.

– Ela desmaiou, do nada! O que eu faço? – Perguntou desesperado.

– Hey Freed, calma! – Tentou tranquilizá-lo. – Vou deitá-la no sofá, ok?

– Como consegue agir tão naturalmente? – Perguntou Freed, enquanto Laxus pegava Cana no colo.

– Ela vai ficar bem, está respirando normalmente, só deve estar fraca. Ficar desesperado não vai ajudar em nada.

Levou ela, então, até a sala e a deitou no sofá.

– Vou por uma runa nela. Pra ela dormir até amanhã e acordar bem. – Disse Freed.

– Faça isso. – Laxus sorriu.

Cana por mais que quisesse ficar acordada e ao menos ouvir o que ia acontecer, permaneceu na sua farsa e assim que Freed lançou o feitiço contra ela, adormeceu. O mago logo ficou corado por estar a sós com Laxus, depois de toda a situação constrangedora que a morena os fizera passar, não parecia mais tão normal ficar sozinho com ele.

– Agora, venha cá. – Disse o loiro o puxando pela mão de volta ao quarto. – Eu fiquei curioso. Quero ouvir você tocar! Você canta também?

– S-sim. – Respondeu. – Mas eu não quero fazer isso, Laxus, desculpe.

– Mas por quê? Vergonha? – Perguntou ele.

– É... – Respondeu timidamente.

– Você tem vergonha demais, não precisa ter vergonha de mim! E eu quero que você toque uma música pra mim, não vou aceitar não como reposta.

– L-laxus, por favor... Eu não...

– Sou eu que peço por favor, eu quero te ouvir, Freed!

Laxus pegou o violão e ofereceu para que Freed o pegasse. Ele relutou por um tempo, mas acabou cedendo.

– Eu vou escolher uma música. – Disse o loiro pegando a pasta e folheando as páginas, analisando as músicas que havia ali. – Essa. – Mostrou uma chamada “Ours”.

Freed que estava sentado na beirada da cama com o violão em mãos já com vergonha, arregalou os olhos.

– Não, eu não vou cantar essa música! – Disse ele.

– Mas por quê? – Perguntou Laxus.

– Se escolheu ela é porque leu a letra, não é? É uma declaração, Laxus!

Então Freed paralisou. Não, Laxus não era idiota para escolher aquela música por acaso. A letra tinha tudo a ver com o que Freed sentia. Será que Laxus estava querendo que ele se declarasse? O loiro a sua frente arqueou uma sobrancelha notando que Freed havia se dado conta.

– Por que quer que eu faça isso? Quer que eu me humilhe pra você? – Perguntou Freed. – Eu sei que você já sabe, eu não vou cantar essa música, eu não consigo! – Disse ele um pouco irritado.

– Se humilhar? É claro que não! Por que isso seria uma humilhação? Se é o que você sente, eu gostaria de ouvir, Freed! Eu cansei de especulações, eu quero saber a verdade!

– Ah é? E o que vai fazer depois? Rir da minha cara? Dizer que é uma loucura e que não quer nada comigo? Se for, então me poupe.

– Freed, por que está dizendo isso? Só vou saber o que fazer depois que você me disser, mas eu jamais riria de você! Ande logo, cante a música!

Freed, irritado, arrancou a pasta da mão dele e colocou sobre a cama. Sentou de uma maneira que conseguisse olhar. Laxus ajoelhou a sua frente.

– Já que quer logo a verdade, vou pular a primeira estrofe que é nada a ver. – Disse começando a tocar e logo cantou a segunda estrofe da música (NA: cliquem e ouçam essa bagaça!):

“Parece que há sempre alguém que desaprova,

Eles vão julgar como se eles soubessem algo sobre eu e você.

E o veredicto vem daqueles que não tem mais nada o que fazer.

O júri está fora, mas a minha escolha é você.”

Laxus ficou impressionado em como ele era extremamente afinado, os dedos se movimentavam com facilidade nas cordas, e sua voz era melodiosa. Freed já não estava mais irritado, mas tremia, as palavras quase não lhe saíam de tão nervoso.

Então não esquente a cabeça,

As pessoas jogam pedras em coisas que brilham,

E a vida faz o amor parecer difícil.

Os riscos são grandes,

As águas agitadas...”

Freed então parou. Lágrimas escorreram de seus olhos.

– E-eu não c-consigo... – Disse ele.

Laxus passou os dedos pelo seu rosto limpado suas lágrimas.

– Vamos, continue...

Freed relutou um pouco.

“Mas esse amor é nosso.”

Cantou apenas a última frase da estrofe e voltou a chorar.

– Eu não consigo mais... por favor...

– Freed, você está indo tão bem! Não é isso que você sente? Continue cantando pra mim...

– Eu não posso...

– Pode sim, sua voz é linda e eu quero continuar ouvindo!

O rapaz respirou fundo e retomou.

“Você nunca sabe o que as pessoas escondem.

Os fantasmas de seu passado vão saltar em mim.

À espreita nas sombras com seus sorrisos com gloss.

Mas eu não me importo, porque agora você é meu...”

Freed parou novamente. Não aguentava de tanto chorar. Como Laxus queria que ele cantasse “agora você é meu” sendo que não era?

– Isso é torturante! Por favor, Laxus...

– Vamos, termine a música Freed... – Laxus pedia docemente, cada vez mais impressionado com a letra e o que ela significava.

Freed respirou fundo novamente, estava cada vez mais difícil continuar.

“E eles não têm que especular se isto está errado e,

Suas mãos são fortes, mas são onde as minhas pertencem.

Eu vou lutar contra as dúvidas deles e te dar fé

Com essa música para você.


Porque eu amo o espaço entre os seus dentes,

E eu amo os enigmas que você fala.

E quaisquer comentários maliciosos (...) sobre suas tatuagens

Serão ignorados, porque meu coração é seu.”

– Chega, por favor, chega! – Colocou o violão encostado na cama, ainda chorava compulsivamente.

– Freed, se acalme! – Laxus disse.


– Pronto Laxus, você já sabe de tudo! Mas você já sabia mesmo...


– É isso mesmo que você sente? – Perguntou.

– Sim Laxus, é isso mesmo! Eu sei que eu sou estranho, eu sei que eu sou diferente de todo mundo, eu sei que sou alvo das piores piadas possíveis. Mas eu não posso fazer nada se não gosto de mulheres, não posso fazer nada se... me apaixonei por você! E... eu te amo, Laxus! Não posso controlar isso. Eu sei que você sofre, pois acaba sendo alvo de piadas também. Você não tem culpa de eu ser assim, então se não quiser nunca mais olhar na minha cara, eu vou entender!

Laxus estava abismado. Tentava processar tudo que Freed acabava de lhe dizer. Ele não estava preparado pra ouvir um “eu te amo”, nunca ouvira isso de ninguém! Seu coração disparou, o que era aquilo que estava sentindo? Ficou o encarando, enquanto ele chorava. Só percebeu o quão próximo estava depois de certo tempo.

O que ele faria? Até o momento achava que tinha sentimentos por outra pessoa. Mas agora ouvindo tudo que Freed dissera, convivendo com ele nos últimos dias, estava no mínimo confuso. E como esse rapaz que faz de tudo por ele, que se declara dessa maneira, acha que ele nunca mais ia querer olhar na cara dele? Ele jamais faria isso, pois Freed o encantou de uma maneira que jamais imaginou.

Observou seu rosto com profunda atenção. Seus olhos azuis, sua pinta abaixo de um deles, que sempre achou fascinante, seus lábios finos e delicados.

– L-laxus, por favor... – Freed, incomodado, suplicou com a voz baixa e trêmula, e Laxus definitivamente percebeu que no momento nada mais importava, queria tê-lo pra si.

Deixou de lado preconceitos, deixou de lado possíveis sentimentos por outra pessoa e resolveu seguir o que seu coração lhe mandava. Uniu seus lábios aos dele, que descobriu serem deliciosamente macios. Freed estava com os olhos arregalados, ele tremia tanto que Laxus achou que fosse ter um treco. Tentou acalmá-lo colocando a mão em sua nuca, e aos poucos ele foi relaxando, mas podia sentir que lágrimas ainda escorriam de seus olhos. Moveu os lábios sobre os dele e assim que teve uma abertura, gentilmente forçou a entrada de sua língua. Ela se encontrou perfeitamente com a dele, acariciando-a, fazendo-a se movimentar juntamente com a sua, gentilmente para que ele pudesse acompanhar e gradativamente aumentando a voracidade.

Freed bruscamente o afastou, assustando-o. Ele ofegava, seus olhos estavam vermelhos pelo choro e um tanto assustados.

– V-você tem certeza que quer fazer isso? – Perguntou.

– Tenho Freed! – Respondeu o loiro. – Tenho toda certeza.

Ao ouvir isso, o mesmo o puxou de volta, unindo novamente seus lábios, mas Laxus logo tomou o controle explorando com vontade a sua boca, experimentando cada vez mais aquele novo sabor viciante, sugou o lábio inferior dele e finalizou com selinho. Passou a mão pelos cabelos dele e sorriu.

– Você é encantador, Freed Justine! – O mago de cabelos verdes corou ainda mais do que já estava com as palavras.

– V-você é muito mais, Laxus Drayer! – Disse timidamente.

Laxus levantou do chão e Freed arrastou-se mais para o meio da cama, o loiro então subiu, ficando com uma perna a cada lado do corpo dele. Atacou seu pescoço com os lábios, beijando e sugando levemente a área. Freed apertou os braços ao redor de suas costas, um pequeno gemido saindo de seus lábios pelo prazer que aquilo lhe causou.

– Está gostando? – Perguntou o loiro com a voz abafada na pele do outro.

– S-sim. – Respondeu com dificuldade.

Isso fez Laxus sugar seu pescoço com mais força, descendo a boca para a região da clavícula afastando a camisa dele com as mãos e depois subia novamente para atacar o pescoço. Subia até a orelha e voltava, freneticamente. Cada vez mais gemidos escapavam, Freed estava em extremo êxtase. Laxus beijou-o novamente nos lábios, dessa vez um beijo mais demorado, mas ainda assim tentando consumi-lo, explorar cada canto daquela boca, sentir totalmente o seu sabor, sua língua macia que se movimentava tentando acompanhá-lo.

Cessando o beijo, o abraçou. Permaneceram assim por um tempo, Laxus acariciando os cabelos de Freed, respirando próximo ao seu pescoço. O coração de Freed estava imensamente disparado, havia esperado tanto por aquele momento que não acreditava que fosse verdade.

– Desculpe, estou indo muito rápido? – Laxus perguntou. – Tenho dificuldades para me controlar.

– Não se preocupe com isso. – Freed respondeu. – Laxus... – Chamou ele baixinho depois de um tempo. O loiro, então, o encarou. – N-não sei como te dizer isso, mas... – Freed corou não completando a frase.

– Pode dizer, meu pequeno, eu vou te ouvir.

– É que... – Imensamente envergonhado pelo o que gostaria de propor, escondeu o rosto no próprio peito de Laxus.

– Hey, o que é? – Laxus curioso soltou um risinho pela reação dele.

– E-eu quero ser seu... – A frase saiu abafada, mas Laxus pode ouvir, sentindo um arrepio percorrer sua espinha. Freed morrendo de vergonha, enterrou o rosto ainda mais no peito dele, apertando-o contra si.

– Ser... meu? – O loiro perguntou. – Está se referindo a...? — No fundo ele sabia o que Freed queria dizer. – Não acha que é um pouco cedo pra isso?

Freed balançou a cabeça negativamente ainda apoiada no peito de Laxus, que sorriu bobamente, passou a mão pelos cabelos dele.

– Olhe pra mim. – Pediu tentando gentilmente fazê-lo se soltar dele.

O mago então afrouxou os braços ao redor do outro e ergueu um pouco o rosto, Laxus levantou-o um pouco mais pelo queixo fazendo-o fitá-lo.

– Já fez isso com alguém? – Perguntou.

– N-não. – Respondeu. – M-mas eu quero muito, Laxus...

E Laxus se arrepiava novamente, como Freed estava conseguindo fazer aquilo só dizendo essas coisas?

– Freed, vou ser sincero com você, assim como está sendo comigo. – Disse ele. – Faz algum tempo já que não faço isso, nunca fiz com algum homem, então... eu posso te machucar.

– E-eu não me importo. – Respondeu ele. – Ser seu é a coisa que eu mais quero.

Laxus fechou os olhos respirando fundo. Como dizer não para isso? Era impossível.

– Tudo bem, mas se não estiver gostando eu quero que me diga, ok? Não tenha vergonha.

Freed concordou. Laxus levantou, apagou a luz e logo voltou, aproveitou para já tirar sua blusa ficando nu da cintura pra cima. Freed envolveu os braços nele novamente, arrepiando-se ao tocar sua pele. Laxus logo tomou a boca dele com vontade, enquanto ele com as mãos explorava todo o desenho daquelas costas que o deixava maravilhado. Levou uma mão para frente e deslizou-a pelo tórax e abdômen bem definidos, sentido com seus dedos, prazerosamente, cada músculo. Tudo isso enquanto sua língua e de Laxus duelavam no espaço de suas bocas. O loiro soltou o elástico que prendia a trança no cabelo verde e com os dedos foi desfazendo-a, podendo então enfiar sua mão pelos fios macios, segurando-os com força. Sua boca fez o caminho do pescoço até a clavícula beijando e sugando, enquanto o que recebia soltava leves gemidos.

Laxus, então, começou abrir os botões da camisa de Freed, tirando-a por completo, o que o fez corar um pouco. Continuou seu caminho com a boca pelo tórax do rapaz, sugando de leve seus mamilos, desceu as mãos pela cintura dele, as quais chegaram a suas calças, foi abrindo o botão e posteriormente o zíper, fazendo Freed estremecer, já excitado.

– Tudo bem? – Perguntou Laxus.

– S-sim. – Respondeu.

Laxus foi abaixando a calça dele, se deparando com sua roupa íntima preta e sorriu.

– Você tem bom gosto! – Disse. Freed, bastante corado, soltou um risinho envergonhado.

Laxus com a ajuda do mesmo terminou de tirar a calça dele, jogando-a no chão.

– Agora venha cá, vamos ver se aprendeu algo. – Laxus o fez ajoelhar. – Me ajude aqui.

Agarrando o cabelo dele levou os lábios do mesmo até seu próprio pescoço. Freed, então, tentou repetir o que Laxus fizera em si, beijando e sugando a extensão de seu pescoço. Sentia a respiração do loiro oscilar com as suas investidas, queria mesmo que ele gostasse, que desse prazer a ele. Se pudesse passaria a noite beijando todo aquele corpo másculo, desceu a boca para o tórax dele e fez um caminho com ela beijando a região coberta pela tatuagem, depois deteve em um de seus mamilos, circundando-o com a língua e sugando-o levemente fazendo um gemido rouco ser emitido pelo loiro. Desceu a boca pelo abdômen fazendo um caminho de beijos até chegar a calça, o que o fez parar.

– Pode abrir. – Disse Laxus com certa dificuldade.

Freed tentou abrir o botão, mas bastante nervoso, acabou se atrapalhando, não conseguindo.

– Er... desculpe. – Disse envergonhado fazendo Laxus rir.

– Tudo bem. – Ele mesmo abriu a calça e tirou.

Vestia agora apenas uma cueca boxer branca que deixava bem marcada sua excitação. Freed virou o rosto escondendo-se por trás de seu cabelo, não queria que Laxus visse o quão envergonhado e talvez até um tanto assustado estava.

– O que foi? – O loiro perguntou.

– N-nada. – Respondeu. – A-acho melhor ir logo com isso...

– Tudo bem apressadinho, deite aí. Talvez de quatro seja uma posição melhor, mas... eu quero olhar pro seu rosto. – Disse acariciando o local, aquecido de vergonha.

Freed se deitou na cama, Laxus tirou a cueca dele e levantou um pouco suas pernas.

– Fique tranquilo, eu faço os movimentos, você só tem que relaxar, ok? – Freed assentiu. – Não se assuste, eu vou te tocar.

Laxus, então, levou um dedo até a entrada dele, acariciando-a e depois forçou o dedo para dentro.

– Relaxe, ok? Relaxe... – Dizia ele. Freed tentava se manter o mais calmo possível, enquanto Laxus enfiava o dedo mais fundo fazendo pequenos movimentos de entrada e saída. – Isso... – Disse ao perceber que Freed relaxava. – Agora eu vou lhe penetrar, provavelmente vai doer, se não aguentar me fale.

Freed assentiu. Laxus abaixou sua cueca deixando seu pênis a mostra. Ergueu um pouco mais os quadris de Freed, posicionando o pênis em seu ânus e forçando a entrada. Penetrou-lhe lentamente permitindo que Freed pudesse ir relaxando e causar o menos de dor possível, mesmo assim ele sentiu um pouco, cerrou os olhos e pressionou os lábios, o que fez Laxus parar.

– Tudo bem? – Perguntou.

– S-sim. – Freed respondeu.

Conseguiu relaxar mais um pouco, o loiro voltou a lentamente penetrar-lhe indo mais fundo. Assim que introduziu todo seu pênis no rapaz, aguardou novamente mais um pouco para ele se acostumar, e então começou a fazer lentos movimentos de vai e vem. Freed agarrou-se ao lençol, um leve prazer surgia cada vez que Laxus entrava completamente nele, aos pouco amenizando sua dor.

– Está doendo? – Laxus perguntou.

– U-um pouco. – Respondeu. – Mas pode continuar...

Laxus gradativamente aumentava a velocidade e a força das estocadas, Freed logo sentiu sua dor diminuir quase completamente. Laxus, apesar de tudo, sabia ser delicado na hora certa e muito mais voraz depois que essa hora passava. Freed agora gemia, o loiro disse que se masturbasse seria melhor e assim o fez, de fato, sentindo mais prazer. Laxus também gemia agora, Freed era bastante apertado, o que tornava suas estocadas imensamente prazerosas e seus gemidos eram bastante estimulantes.

Debruçou-se um pouco sobre o menor atacando-lhe o pescoço, marcas já haviam se formado no local, e mesmo assim continuou sugando-o. Freed gemia ainda mais, em pleno êxtase, levou a mão livre para as costas do loiro, pressionando as unhas em sua pele. Laxus doido de prazer estocava cada vez mais forte, seus gemidos saiam altos, mas eram abafados na pele do outro.

– Freed, n-não vou aguentar muito. – Disse ele ainda com a boca no pescoço do de cabelos verdes.

– T-tudo bem. A-acho que também não. – Respondeu com dificuldade.

Poucos movimentos depois, Laxus ejaculou deixando que o líquido preenchesse a cavidade de Freed, e esse, pouco depois, também atingiu seu orgasmo. Laxus o soltou e ele caiu exausto na cama. O loiro afastou os cabelos suados de sua testa dando um beijo no local, depois beijou-o docemente nos lábios, fazendo apenas leves movimentos e assim deitou-se ao lado dele ficando a encará-lo.

– Isso foi incrível, Freed! Eu gostei muito! – Sussurrou próximo ao ouvido do rapaz. – Você gostou? – Perguntou.

– S-sim. – Freed respondeu ofegante. – E-eu gostei muito também. – Permaneceu um tempo em silêncio. – Laxus, algum dia podemos fazer isso de novo?

– Algum dia? – Perguntou Laxus arqueando uma sobrancelha. – Achei que fosse me perguntar sobre amanhã. – Laxus riu.

– Acho que amanhã ainda não estarei em condições. – Respondeu corando, mas mesmo assim riu. – Preciso me recuperar. Amanhã eu ficarei feliz se eu conseguir me sentar.

– Freed! Não é pra tanto! – Laxus disse. – Espera... doeu tanto assim? Não parecia... me desculpe!

– Ok, estou exagerando. – Freed riu. – Mas é sério, eu preciso me recuperar.

– Tudo bem, Freed. – O loiro respondeu. – Terá quanto tempo for necessário.

– Mas enquanto isso você pode continuar me beijando? – Freed perguntou com naturalidade.

Laxus riu gostosamente, Freed era tão adorável!

– Claro Freed, claro... – Disse ele, respirou fundo. – Eu não devia ter feito você esperar tanto tempo por mim. Eu já havia percebido seus sentimentos, mas tinha medo, tinha outros planos na cabeça e não vou mentir, tinha sim meus preconceitos. Mas isso mudou agora, quero aprender a gostar cada vez mais de você e compensar esse tempo no qual agi feito um idiota.

Trouxe a cabeça de Freed para seu peito, abraçando-o. Beijou-lhe última vez na testa. O rapaz sorria bobamente. Nunca estivera tão feliz! Logo os dois, estando exaustos, adormeceram, nos braços um do outro.

Notas finais
Eu queimei todos os meus neurônios escrevendo o "limão", preciso de terapia!! HAUSHASUA
Cara, homens não são pra mim (desculpem a confissão, mas é verdade), mesmo sendo o Freed, que é a coisinha mais fofa com um pênis e o Laxus, que não sei porque, recentemente virei uma tarada por ele e é um dos poucos nessa bagaça que me faz pensar que talvez eu ainda goste um pouco de homens...
Mas tudo bem, apesar da imensa dificuldade, eu gostei de escrever isso, então provavelmente não foi a última vez, só não me pressionem, please!
Agora falando sério, eu provavelmente irei demorar pra postar um próximo porque além de eu estar um pouco perdida e precisar organizar as ideias, minhas provas vão começar, eu to tipo brisando legal nas matérias (y) (Sou um ótimo exemplo pros meus leitores, que beleza!)
Então, se eu demorar não é porque eu morri, ok? Qualquer coisa venham me encher o saco aqui -> ask.fm/araymundi
Não deixem de comentar, e até mais!