Over The Fairy Rainbow
10 Capítulo 10 - Operação Cupido
Notas iniciais
Estou postando tão rápido ultimamente né? hahaha
Eu deveria estar fazendo um resumo de um artigo de 16 páginas em inglês de genética, mas morri na primeira! HASUAHSUAS E as ideias vieram tão rápidas e fluíram tão facilmente que quando vi já tinha muita coisa escrita.
O negócio é o seguinte, esse capítulo é meio que uma enrolação -q mas não me matem, o próximo vai ser continuação dele. É que eu realmente não quis cortar nadinha e também não quis deixar o capítulo com mais de 4.000 palavras. Eu me diverti bastante escrevendo ele, então espero que gostem também.
Brightness e Nico Scarlet, muito obrigada pela lindas recomendações! ♥ Vocês me deixam emocionada!
08 de agosto de X791 – 21:00 – Casa de Freed
Aqueles olhos de um estranho, porém bonito cinza o fitavam com se pudessem ler a sua alma. Seu corpo tremia e os seus olhos molhados de lágrimas tentavam se desviar daquela violação. Por quanto tempo permaneceria daquela forma? As respirações se misturavam e ele podia sentir um mínimo de estática vindo dele. Nunca estiveram com os rostos naquela distância tão curta, e ele com aqueles lábios imensamente desejados tão próximos.
Mais lágrimas escorreram. Aquilo era a coisa mais constrangedora que já fizera, mas não se arrependia. Não podia mais guardar aquilo pra si, era de um by Browse to Save\">peso imenso. O loiro se afastou um pouco, mas ainda o encarava, o analisava. Mesmo assim conseguiu relaxar um pouco seus músculos antes contraídos de tensão. Devia ele tomar alguma atitude? Depois de dizer tudo que sentia, todos os seus sentimentos cultivados e guardados a tanto tempo, se sentia tão exposto, que não conseguia fazer nada. Talvez devesse apenas dormir, e pensar em como o encararia daqui pra frente só depois que acordasse. Ah... como se fosse conseguir dormir.
– L-laxus, por favor... – Sua voz suplicou fraca e trêmula.
Mas o movimento seguinte dele foi a coisa que mais o surpreendeu em toda sua vida, interrompendo sua fala, fazendo seus olhos arregalarem. E dessa vez suas lágrimas involuntárias caíram de felicidade. Mesmo com um milhão de coisas em jogo, nada mais importava. Permitiu-se desfrutar daquele momento, o mais feliz da sua vida.
08 de agosto de X791 – 18:00
Freed depois de ouvir os constrangedores conselhos de Mirajane se perguntava por que diabos tinha concordado com aquilo, e ainda mais, por que os estava seguindo? Acabando de vestir a cueca boxer preta, depois de se secar do banho, pensando no que Mirajane disse, corou até o infinito. “Vista roupa íntima preta, são as preferidas dele”. O que ela, por acaso, estava pensando que ele ia fazer com Laxus? O que ele achava que ia fazer com Laxus pra seguir o maldito conselho?
“Essa cueca é muito boa, eu gosto dela” Tentou mentalmente se convencer a continuar com ela. Vestiu por cima a calça, antes que desistisse e trocasse. Depois foi o outro conselho “Não use as roupas tão fechadas, fique sem o casaco, dobre as mangas da camisa, deixe os primeiros botões abertos, tente mostrar um pouco do que você tem sem mostrar tudo, isso vai despertar uma curiosidade nele.” Ok, ok estava mesmo fazendo calor e... Não, não estava, estava chovendo! “Freed Justine, quem você quer enganar, é óbvio que você quer mesmo que Laxus repare em você!”
“Faça alguma coisa diferente no cabelo, sei lá, o deixe solto” Era o que ia fazer, se encontrasse seu creme de cabelo, que misteriosamente sumira. “Oh droga! Não posso sair todo despenteado, Laxus não pode me ver assim! E não posso pentear sem passar o creme, vou acabar com o cabelo, arrancar um milhão de fios...”. Se continuasse pensando nisso ia começar a chorar. Enrolou a toalha, então, no cabelo e cautelosamente abriu a porta do banheiro.
Sua cautela não adiantou muito, Laxus estava logo à frente da porta, e Freed não acreditou, ele segurava seu creme de cabelo. Arregalou os olhos e Laxus levantou o olhar a ele.
– Está procurando por isso? Eu ia bater na porta pra te entregar. – Disse o loiro.
– C-como s-sabia que eu estava procurando? – Perguntou o outro ficando com as bochechas levemente coradas.
– Porque já te vi usando isso, e... – Pausou a fala levando o frasco até o nariz e inspirou. – Tem o cheiro do seu cabelo.
Corou completamente. Ele sabia o cheiro do seu cabelo! Respirou fundo se lembrando de outro conselho: “Atitude! Com certeza é uma coisa que ele gosta, sei que é tímido, mas tente não se mostrar tão passivo. Provoque-o!”.
– Você andou cheirando-o? Por acaso quer usar? – Perguntou se esforçando para não gaguejar.
– Acho que eu não preciso. – Respondeu passando a mão livre no cabelo. – Cabelos curtos têm suas vantagens. – Sorriu estendendo a mão com frasco em direção a Freed que o pegou tentando não tremer. – Ainda vai usar o banheiro? Queria tomar um banho.
Banho. Laxus tomando banho. Isso lhe remeteu ao seu sonho vergonhosamente erótico e teria corado mais se fosse possível. “Porra Freed, é só um banho. Por que tem que maliciar tanto?” O fato era que ele não admitiria, mas estava necessitado! Tantos anos sem qualquer contato sexual, ou até mesmo afetivo, com alguém estava fazendo seu corpo e mente agirem em resposta a isso. Pareciam gritar pra que fizesse algo logo, os hormônios só faltam sair por seus poros.
– N-não. – Foi o que apenas respondeu tentado se recompor. – P-pode usar. Vou sair pra comprar algumas coisas para o jantar.
– E o que vai fazer? – Perguntou o loiro.
“Se já não tiver preparado nada para o jantar, faça uma torta de frango, é um dos pratos preferidos dele.”
– Surpresa! – Freed respondeu e sorriu. Notou Laxus arquear as sobrancelhas, antes de responder um “Ok” e entrar no banheiro.
Tratou de passar o creme no cabelo, pentear e sair de casa. Rapidamente chegou ao mercado que não ficava muito distante e foi pegar os ingredientes. Passava pelo corredor de bebidas para chegar até a parte do fundo do estabelecimento, sem se importar com as pessoas dali. Até sentir alguém se agarrar nele pelas costas e, pelos dois montes macios que foram pressionados em suas costas e que fizeram automaticamente suas bochechas corarem novamente, percebeu ser uma mulher.
– Socorro! – Disse a voz embaralhada que o fez saber quem era.
Revirou os olhos. “Você não!” Reclamou mentalmente.
– Cana, será que pode me largar? – Pediu ele.
– Eu quero beber! Eu quero muito muito muito beber!
– Então bebe! O que eu tenho a ver com isso? Agora faça o favor de me largar? – Disse tentando se livrar dos braços dela que já lhe estavam sufocando, não por estarem apertados, o contato tão próximo de alguém do sexo feminino quase o fazia ter uma taquicardia nervosa.
– Eu não posso beber! – Respondeu ela tristonha, e Freed conseguindo se soltar de seus braços se virou de frente para ela.
– E porque não? Já torrou toda sua grana em bebida?
– Não. É porque se eu beber eu vou morrer! – Disse ainda com a voz triste, mas como se fosse apenas uma criança que não iria ganhar doce.
Foi então que ele se permitiu olhar pra ela. Parecia péssima, estava bastante magra e possuía olheiras abaixo dos olhos. Não parecia bêbada como sempre, mas sim doente, o que justificaria a fala embaralhada. E realmente, ela não estava cheirando a álcool.
– Você não me parece bem, quer que eu leve você até sua casa? – Perguntou ele ficando um tanto preocupado.
– Não, eu não quero voltar pra casa, eu estou sozinha lá. – Respondeu ela. – Quero ir pra casa da Lucy, era pra lá que estava indo. Mas não vou conseguir chegar lá sozinha.
– E porque quer ir pra lá? – Perguntou ele.
– Porque eu sei que ela vai cuidar de mim.
Freed riu mentalmente. A Lucy cuidar dela? Era alguma piada?
– Você parece estar delirando. Olha, a casa da Lucy é longe pra eu te levar e eu tenho que voltar pra casa pra preparar o jantar.
– Então posso ir com você? – Perguntou. – Eu não quero abusar, mas eu preciso comer alguma coisa e não sei se consigo preparar sozinha.
O mago respirou fundo considerando, não poderia deixá-la naquele estado ali e, levá-la até a Lucy realmente não compensaria. Só lhe restava uma opção.
– Tudo bem. Mas Laxus está lá em casa também, então nada de...
– Hm, é verdade, estão morando juntos... Vocês já assumiram o relacionamento? – Sorriu um tanto maliciosa. — Eu preciso ouvir isso do Laxus!
– Tá maluca? Não, não tem relacionamento nenhum. É sobre isso que eu quero falar, eu não quero nenhuma gracinha sobre mim e o Laxus, entendeu?
– Não tem relacionamento, mas bem que você queria que tivesse. Acho que você está é perdendo tempo, por que não ataca logo? Se quiser te dou uma mãozinha...
Freed revirou os olhos. “Você também não!”
– Não, eu não quero nada! Por favor, prometa que vai se comportar!
– Hm, tudo bem. – Concordou ela tristonha.
Freed suspirou. Aquela seria uma longa noite! Comprou o que precisava e foi com Cana, que fazia questão de ficar agarrada nele, para seu desconforto, até sua casa. Pediu pra ela lhe contasse o que havia acontecido.
– ... e resumindo, eu sou uma idiota que achou que podia se virar sozinha, mas não achei que fosse piorar novamente. Eu tenho até medo de comer e bem... por tudo pra fora de novo.
– Ah, por favor, não faça isso na minha casa! – Disse Freed com uma careta de nojo.
– Eu limparei o que for necessário, seu fresco!
– Você não me parece muito em condições. Por não ter se alimentado direito deve estar com falta de nutrientes, por isso está se sentindo tão fraca. Então é melhor você descansar e ficar quietinha, ok?
Ambos entraram na casa, era pequena com apenas uma sala que dava para a cozinha e para o único quarto e esse dava, então, acesso ao banheiro. Laxus já havia saído do banho, e estava vestido secando o cabelo com a toalha. Cana ao entrar na sala pode vê-lo no quarto e foi até próximo a ele.
– Laxus! Fico tão feliz que finalmente tenha aberto seu coração... Vocês formam um lindo casal! Quando vai definitivamente sair do armário?
O loiro assustou-se com a presença repentina dela e enfureceu-se a cada palavra que ela proferiu.
– Caralho, da onde você saiu? – Perguntou jogando a toalha na cama, rapidamente agarrou a maga pelo braço e prensou-a contra a parede mais próxima. – Você também quer me foder, Alberona? Repete isso mais uma vez que eu te quebro no meio.
Os olhos da morena se arregalaram. Reuniu toda a força que tinha para chamar Freed que havia ido até a cozinha. O mago de cabelos verdes correu até o quarto quase que de imediato.
– O que houve? – Perguntou ele.
Laxus instantaneamente afrouxou o aperto no braço dela se afastando.
– O que ela faz aqui? – Perguntou parecendo que ia espumar pela boca.
– Calma Laxus. – Freed se aproximou tocando no ombro dele que automaticamente relaxou fazendo-o ficar surpreso.
– Não é legal falar que vai quebrar uma pessoa no meio, muito mais quando ela já está quase morrendo. – Cana respondeu.
– Você disse isso? – Perguntou Freed a Laxus com a mais calma possível.
– Ela já chegou dizendo gracinhas sobre você e eu. – Respondeu o loiro tentando manter a calma.
Freed não gostou muito que Laxus tenha ficado tão furioso com qualquer coisa que Cana houvesse dito. Achou que após a maneira como ele vinha tratando-o desde o dia anterior, eles já haviam saído da estaca zero. O fato era que também achava que Laxus era um tanto bipolar, e aquele poderia ser seu polo negativo sendo ativado.
– Cana, o que foi que eu te disse? Eu também não quero que fique falando essas coisas. Na próxima vou deixar que ele te quebre. – Disse mais para agradar Laxus do que para qualquer outra coisa.
– Eu só estava tentando te ajudar. – Sussurrou ela para Freed.
– Você vai me ajudar se não falar nada. – Respondeu ele. – Não cause problemas, eu preciso ir cozinhar. Ah sim... – Disse ele indo até o guarda-roupa e pegando uma camisa que já não usava muito. – Enquanto estiver na minha casa, vista isso sobre esse top, eu não quero mulher semi-nua aqui dentro.
Ela arqueou as sobrancelhas juntamente com uma careta, incrédula, enquanto Laxus soltava uma gargalhada.
– É bem feito pra você, Alberona! – Comentou ele indo para a sala. A maga revirou os olhos, mas acabou vestindo a camisa.
Freed voltou para a cozinha e a maga seguiu Laxus, sentando-se no sofá em que ele não estava.
– Me conta o que aconteceu com você. – Pediu o loiro. – Está tão magrela. Você era mais gostosa quando eu te comi.
A maga prendeu a respiração, arregalando os olhos. Ele estava mesmo falando aquilo com tamanha naturalidade? Freed, da cozinha, ouvindo o que foi dito, engasgou com a própria saliva, começando a tossir. O que diabos significava aquilo?
– Você vai matar o Freed, seu retardado! – Respondeu ela.
– O que foi Freed? – Perguntou Laxus. – Não precisa ficar tão surpreso ao saber do passado sexual da Alberona, aposto que ela continua mais rodada que uma roleta de Vegas. Não duvido muito se eu chegar no bar pedindo uma rodada, eles não me tragam ela.
Cana apenas rosnou no lugar, se estivesse com forças o suficiente o teria atacado fisicamente.
– Ele não está surpreso por mim, seu idiota! – Bradou ela. – O problema é você!
– E por que seria eu? – Perguntou.
– Ah puta que pariu Laxus, não se faça de idiota, você não é assim tão lerdo! – Respondeu ela e então abaixou o tom de voz pra que Freed não ouvisse. – Ele te idolatra, e esse tipo de coisa acaba com a imagem que ele tem sobre você. – E abaixou o tom de voz mais ainda se aproximando um pouco. – E ele é apaixonado por você, até uma criança consegue perceber isso, não vai me dizer que nunca percebeu!
Laxus enfiou o rosto nas mãos. Claro que ele havia percebido, tentava com o máximo de suas forças negar aquilo, mas não podia mais fugir daquela verdade que já estava estampada pra que todos vissem.
– E o que eu deveria fazer? – Murmurou quase que pra si mesmo, mas Cana pode ouvir, e sentiu que aquilo realmente era um problema que estava lhe dando dores de cabeça. Saiu do sofá que estava e sentou ao lado do loiro.
– Querido, não é errado. – Sussurrou com a voz calma, passando a mão em sua cabeça, tentando tranquilizá-lo e lhe passar confiança. — Apenas siga o que você sente, não fique lutando contra isso, seja feliz!
– Não é tão simples... – Respondeu.
– Por quê? Porque ele é homem? Isso é ridículo!
Ele levantou o rosto das mãos e encarou-a.
– Ele é meu amigo, meu parceiro de equipe, ele é do Raijinshuu, e eu não quero perder isso caso tudo der errado. E eu tento lidar com naturalidade com o fato de ele ser homem, mas não é tão fácil...
– Você está pensando demais, não era assim antes... – Riu ela lembrando do próprio passado com ele. — Apenas dê uma chance pra ele, ele te ama, faz de tudo por você. Não fique pensando no que vai acontecer se der errado, pensar dessa forma é tão... triste.
– Por que está querendo me ajudar, sendo que você e eu...?
– Aquilo já é tão passado que eu nem me importo mais! Eu já vivi experiências piores depois, mas acredito que estou vivendo uma experiência boa agora. – Ela sorriu. – E você também merece viver uma. – Ela chegou com os lábios bem próximos ao ouvido dele e sussurrou. – Pelo menos no quesito bom de cama você foi o melhor que eu já fiquei, Freed vai ser um homem de sorte!
Não teve como Laxus não sorrir, ah Alberona, você não devia ficar inflando tanto o ego dele!
– E está numa experiência melhor que isso agora? – Perguntou debochado.
– Não sei, se nomes com L e cabelos loiros forem um padrão para bons de cama, sim, estou numa muito melhor, porque nessa a pessoa gosta de mim! – Ele arqueou as sobrancelhas, confuso. – E não vou te dizer mais nada além disso! – Acrescentou ela rapidamente.
– O que diabos tanto cochicham? – Perguntou Freed da cozinha.
– Alberona está me contado suas aventuras sexuais! – Respondeu Laxus, antes que ela pudesse falar qualquer coisa. – Até eu estou surpreso! Você não vai acreditar, ela já transou com muitos... ao mesmo tempo! – Ele sorriu ainda mais debochado pra ela, que cerrou fortemente os dentes.
– Isso é mentira! – A morena gritou em defesa.
Levantou do sofá e correu até a cozinha. Freed a olhava horrorizado.
– Olha só o que eu aturo por sua causa! – Disse ela.
– Minha causa? Faça-me o favor! – Reclamou ele.
– É sério Freed... – Ela começou sussurrar. – Eu realmente estou te ajudando... Olha, você devia saber que o passado do Laxus não era dos melhores! E ninguém sabia sobre eu e ele, então não o culpe por não saber, era um segredo nosso. E por favor, se ficar achando que sou uma puta pelo o que ele está falando, eu paro a operação cupido agora mesmo!
– Tudo bem Cana. – Respondeu ele. — Eu sei que ele está exagerando, e de qualquer forma eu não me importo.
– E ele não gostava de mim, eu também não gostava dele, era só uma coisa carnal, entende?
– Se importaria de me poupar desses detalhes? – Perguntou corado. – Eu realmente não quero saber do passado de vocês.
– Uma coisa eu te garanto: Eu tenho certeza que ele mudou e é uma pessoa melhor agora. E ele gosta de você, só está um pouco inseguro, mas você devia investir. É agora ou nunca Freed, saia da defensiva e arrisque tudo!
– E-eu estou tentando... – Corou. – Só não quero fazer besteira e estragar tudo.
– A única besteira que pode fazer é deixar isso passar e ficar aí sofrendo sozinho.
Ele suspirou. Ela achou que ele estava tão pra baixo e resolveu tentar animá-lo. Chegou com os lábios próximos ao ouvido dele, sorrindo um tanto maliciosa.
– Eu estava comentando com ele e vou compartilhar com você. – Sussurrou. – Dos homens que já fiquei, Laxus é definitivamente o melhor na cama, você será muito feliz sexualmente!
Freed quase cortou seu dedo com a faca que segurava. Aquela bêbada maldita! Um misto de vergonha e raiva deixou seu rosto completamente vermelho.
– Então era isso que estavam cochichando? – Apontou a faca pra ela. – Eu vou te matar! – Uma expressão realmente sombria dominou seu rosto a ponto de Cana chegar a realmente ficar com medo.
– Vai matar a Alberona? – Perguntou Laxus aparecendo na cozinha. – Eu sabia que podia contar com as atitudes certas vindas de você, Freed! – Piscou pra ele. – Vai lá, me deixe orgulhoso!
O coração dele disparou. Como Laxus conseguia fazer aquilo com ele? Sua expressão se amenizou.
– Sai fora da cozinha agora! – Disse a ela. — Você é irritante demais pra quem disse que está morrendo!
– Eu sei que no fundo vocês me amam! – A maga mandou um beijinho indo em direção à sala. – Agora que eu já fiz minha parte, vocês já podem parar de cu doce e começarem a se pegar loucamente!
A reação de Freed foi mais rápida do qualquer um imaginou. Ele sem pensar duas vezes segurou sua espada e lançou uma runa contra ela, que por muita sorte conseguiu desviar, caso contrário estaria desmaiada no chão. Porém Laxus a pegou pelos cabelos.
– O que eu devo fazer com você? – Pequenos raios envolviam sua mão. – Quantos volts você quer?
– Me larga, Laxus! – Disse ela amedrontada.
Freed tentava tranquilizar sua respiração e sua fúria, para que um homicídio não ocorresse dentro da sua casa.
– Tudo bem, Laxus, pode soltá-la. – Respondeu ele.
– Você vai calar a sua boca agora? – O loiro perguntou firmemente ainda segurando-a.
–A-aham. – Assentiu e então ele a soltou.
– Já terminei aqui. – Freed disse já mais recomposto. – Podem me ajudar a levar as coisas à mesa?
– Claro! – Laxus respondeu.
Cana assentiu, pegou a toalha e levou até a mesa. Enquanto Laxus pegava os pratos.
– Desculpe por ter trazido ela pra cá, eu sabia que causaria problemas. – Freed disse a ele.
– Que isso Freed, não precisa pedir desculpas. – Sorriu ele. – Pelo menos me divirto tirando uma com a cara dela.
– Eu ouvi. – A morena respondeu, voltando à cozinha para pegar os talheres. – Vocês estão abusando do meu estado, me aguardem quando eu estiver melhor.
– Nossa, que medo. – Zombou Laxus levando os pratos à mesa.
Freed, então, retirou a torta do forno e levou até a mesa. Laxus observou surpreso.
– Você fez uma torta? – Perguntou ele. – De...?
– Frango. – Respondeu Freed.
O mais novo se espantou com a tamanha felicidade que nitidamente se estampou no rosto do loiro. E se espantou ainda mais quando ele o abraçou por trás e seus lábios tocaram sua bochecha. Freed quase ficou roxo, tamanha circulação de sangue aumentada em suas bochechas, ele tremeu achando que fosse desmaiar.
– A propósito gostei do seu cabelo assim e você fica bem sem o casaco.
“É agora que eu desmaio, para com isso, Laxus!” Pensou Freed. Seu coração extremamente disparado e com mais vergonha ainda pela presença de Cana, que agora os encarava de olhos arregalados. “Você é maluco, Laxus” pensou ela devido a um minuto atrás quase ter sido atacada por ele. Assim que o loiro soltou Freed, que tentava acalmar sua respiração, não conseguiu segurar sua língua.
– O que será que Laxus mais vai gostar de comer hoje, a torta ou o Freed? – Perguntou.
Dessa vez não se safou. Sem que ela pudesse desviar ou se defender, recebeu um ataque duplo composto por runas e descargas elétricas que a fez desmaiar instantaneamente. Ambos arregalaram os olhos, espantados. Não acharam que seria tão forte.
– O que eu faremos com ela? – Perguntou Freed preocupado.
– Nada, deixe ela aí, vamos comer! – Respondeu Laxus indiferente.
Notas finais
Laxus deve causar um grande impacto nas mulheres que saem com ele! Além delas quererem que ele fique com Freed, agora preferem garotas! HAUSAHSUASH De qualquer forma eu acho que elas merecem um beijo pela ação "cupidesca"!!
E nada a ver os gostos do Laxus, eu sei! HAUSHASUAS
Enfim, me digam o que acharam, até mais!
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