Over Again
19 Capítulo 17
Notas iniciais
I've been away for ages
But I've got everything I need
I'm flicking through the pages
I've written in my memory
I feel like I'm dreaming
Oh, so I know, I know, I know, I know
That I'm never leaving
No, I won't go
A casa dos Jackson já estava lotada. Muitas das pessoas que eles conheciam e eram amigos ou conhecidos da avó dos Chase já estavam ali comemorando. Todos apenas esperavam a aniversariante. Algumas pessoas estavam sentadas no sofá conversando, outras estavam comendo e apreciando a musica que o mais velho dos Jackson tocava no piano.
Percy, pessoalmente, não gostava de festas tanto assim, principalmente com sua ultima experiência com festa que o levou a ter semanas sem videogame e uma ressaca horrível. O pior ainda era ter que encara a cara da Annabeth, ele desejava nunca mais olhar para ela depois do que aconteceu na festa.
Ao chegar à casa dos Jackson, Annabeth e sua família, foram recepcionados pelo pequeno Tyson que, segundo ele recepcionar os convidados era o mínimo que podia fazer. Todos acharam uma fofura – menos Athena que nunca se renderia a achar um Jackson fofo.
Quando Percy viu Annabeth ela estava retirando seu casaco de inverno – o clima de na cidade começou a esfriar – eles se olharam nos olhos por alguns segundos Verde no cinza. Parecia uma combinação perfeita, mas só parecida mesmo já que o Jackson quebrou o contato visual e ignorou a menina, que não resistiu e revirou os olhos com sua infantilidade.
Mesmo odiando Annabeth, Percy, não podia negar sua beleza. Ela usava um vestido preto de renda que modelava perfeitamente seu corpo, dando corda para a imaginação do menino. Percy chacoalhou cabeça para tentar afastar esses pensamentos idiotas da cabeça ao ver que a avó dos Chase tinha chego.
Pela cara dela ela – de quem comeu e não gostou – mostrava claramente que odiava festas tanto quanto Percy. Todos a desejavam parabéns e ela apenas forçava um sorriso como se estivesse feliz. Isso fazia a noite de Athena valer a pena, a diversão era perceptível em seus orbes cinza quando via a cara de confusão dos Jackson.
***
Percy descia as escadas de sua casa rapidamente quando, já no fim das escadas de madeira, deu de cara com Annabeth. Seu coração parou por um segundo só de olhar o sorriso tímido que ela tinha.
– Banheiro? – foi direta.
– Para cima à esquerda após o quarto da bagunça. – Respondeu metodicamente apenas para sair de perto dela o mais rápido possível, não ia aguentar estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
– Sabe – falou quando ele já estava quase se livrando dela – vocês tem uma casa legal, apesar do quarto da bagunça.
Os segundos seguintes em que se encararam – ela já na escada e ele no piso térreo – foram recheados do delicioso clima desconfortável.
– Isso é estranho huh? – concordou meio sem jeito. – Olha, você está preso comigo até o bolo. Nós podemos aumentar a tensão se você quiser. – foi sarcástica. – Paz?
Antes mesmo de Percy conseguir responder algo seu avô o chamou para tocar no piano e mostrar a todos seu talento. Isso foi uma ótima escapatória. Comemorou internamente.
– Desculpa, fui convocado. – apontou para seus avós que o encaravam da sala.
– Hey. – chamou e ele quase a xingou por ser tão insistente.
– Sim. Paz, claro. Tenho que ir.
***
Percy estava pegado uma bebida na geladeira e quando foi fechá-la deu de cara com quem tentava evitar a noite toda – além de Annabeth – seu pai.
– Oh sinto muito eu estava... – tentou começara se desculpar, porém foi cortado bruscamente por seu filho.
– Eu vou sair do seu caminho.
– Você não tem que sair. – falou desesperado já que o que mais precisava agora era de seu filho. – Você pode ficar e conversar um pouco comigo.
– È? – o olhou sarcástico – Temos alguma coisa para conversar?
– Bem, eu acho que temos muito.
– Pensei que você fosse ficar feliz que eu fosse embora. – Disse sincero.
– Por que pensaria isso? – perguntou Poseidon com as sobrancelhas franzidas, sem entender.
– Anos de experiência.
Poseidon sem mais paciência resolveu insistir mais para que seu primogênito continuasse com ele.
– Esquece de mim. Tem ideia de como pode ser ruim para seu irmão?
– Mais do que você quando nos fez mudar para cá. – falou com os olhos verdes cheios de raiva e magoa. – Nós podíamos estar bem em Nova York! Você seria respeitado em vez de ser um louco! Eu vou voltar.
– Só porque você e seu avo decidiram, não quer dizer que eu tenha que decidir também. Posso não ser sua pessoa preferida, mas ainda sou seu pai e decisão ainda é minha.
– Inacreditável! – Riu sem humor e descrente do que seu pai acabou de provar. – Você não está triste por eu ir. Está apenas zangado por eu ir com ele. Isso não se passa de uma competição entre vocês. – cuspiu.
– Você não tem ideia do que isso significa para mim. – disse Poseidon tentando manter a postura. – Conversamos sobre isso mais tarde, quando você se acalmar. – Disse indo em direção a sala, onde todos os convidados se encontravam.
– Não! – falou mais alto. – Quer conversar? Vamos conversar! – Percy foi seguindo seu pai até a sala em passos pesados e olhos em fenda, já cansado de tudo. – Vamos lá, vamos conversar. Diga algo.
Ao chegarem à sala a musica do piano – em que o avô Jackson tocava – parou. Todos os convidados viraram-se em direção a briga que ocorria ali em sua frente. O clima de tensão no ar era quase que palpável.
– Eu não acho que devemos fazer isso agora. – falou ao ver que todos os observavam.
– Eu sinto saudades de casa. – Desabafou. – Eu sinto falta de estar no meu lugar, ter amigos em quem posso confiar. Eu sinto falta de não me sentir uma aberração todo o tempo. Tudo o que você tem que fazer é dizer. Diga. Só diga “você pode voltar”. Você sabe que quer isso!
– È você que quer se mudar de volta. – interrompeu o discurso do filho.
– Você está indo embora? – interrompeu Tyson ao ouvir a conversa. Seus olhos castanhos que sempre tinham um brilho de alegria, só de imaginar viver sem seu irmão já perdiam o brilho e lacrimejavam.
– Não querido. – o pai tentou amenizar a situação. – Ele só está pensando nisso.
– Oh qual é! – jogou os braços para o alto e gritou indignado – Você ama essas coisas. Meu destino está em suas mãos. Você me arrasta para cá e me deve deixar eu voltar.
– Escuta... – tentou interferir.
– Não, sério, você escuta. – encarou os olhos verdes de seu pais, semelhantes ao seu e falou com uma frieza incontestável na voz. – Estou te pedindo. Me diz você. Você realmente acha que eu seria mais feliz aqui em São Francisco? Ou melhor em Nova York?
Poseidon respirou fundo e encarou seu filho, sentia tanta falta de Sally. Eram nessas horas que ela sempre agia, ela sempre salvava a família de um colapso apenas impedindo a briga dos dois. O que ele mais sentia falta era do sorriso do seu filho para ele, hoje em dia isso era quase impossível.
Lembrava-se muito bem de quando chegava do trabalho seu filho, aos seis anos, o esperava acordado apenas para que ele lhe desse um beijo de boa noite e visse seu pai. Como sentia falta disso, se fizer esforço ainda consegue se lembrar do sorriso banguela de seu filho e do brilho que seus olhos tinham. Isso, infelizmente se perdeu.
Ele precisava dar uma resposta. Ele precisava, mesmo não querendo. Respirou fundou novamente e encarou os olhos de seu filho...
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