Over Again
16 Capítulo 15
Notas iniciais
“You gotta find a way
Yeah, I can't wait another day
Ain't nothin' gonna change
If we stay around here
I gotta do what it takes
'Cuz it's all in our hands
We all make mistakes
Yeah, but it's never too late to start again (yeah yeah)
Take another breath
And say another prayer”
– È sobre a Annabeth.
Ao falar de Annabeth o coração de Percy falhou. Ela está bem?! Foi só nisso que conseguiu pensar. Ele então olhou o menino loiro ao seu lado e assentiu para ele continuar o que iria falar.
– Você tem que vir a festa dos Stroll essa noite, na floresta.
– Esquece. Eu já sei que ela não vai estar lá. – falou convencido de que o que Malcolm iria falar é mentira.
– Você não sabe. – Falou com o ar de vitória, fazendo Percy o encarar curioso. – Ela está voltando do hospital. Os pais de Luke não a querem rodeando lá... e ela esta completamente deprimida.
Percy continuou a encara Malcolm com duvida, não tinha entendido o que ele queria dizer com tudo isso. Ele também não entendia o motivo dos pais do Luke terem a expulsado do hospital.
– O que você quer dizer com isso? Por que não querem ela lá?
– Ela está deixando todos estressados. – Fez uma pequena pausa e olhou para o nada. – Luke nem se lembra quem é de qualquer jeito. – deu de ombros.
– Como assim ele não se lembra?
– Você é meu eco? – perguntou bravo pelo menino não entender nada e ainda ficar o enchendo de perguntas. – Olha, a coisa está feia, então eu vou levá-la a festa hoje e você vai estar lá para levantar o astral dela.
– Por que seria eu a animá-la?
– Acredite em mim eu não entendo isso mais que você. – sorriu de lado. – Por alguma razão parece que você é o único que pode fazer minha irmã sorrir.
Percy o encarou incrédulo, porém já convencido de ir à festa.
– Como você sabe que ela irá?
– Não se preocupe. – Falou convencido. – Eu vou levar ela lá. Você só tem que aparecer na hora.
– Malcolm! Malcolm! – a voz de seu avô vinha de longe. – Acho que peguei algo!! Oh Deus! – falou quando começou a se enrolar na linha de pesca. Malcolm apenas riu e balançou a cabeça, indo até o avô.
“And fly away from here
Anywhere
Yeah, I don't care
We just fly away from here
Our hopes and dreams
Are out there somewhere
Won't let time pass us by
We'll just fly”
{...}
O som alto do CD do Metálica ecoava pela casa. Percy estava sentado em sua cadeira, pensando em um jeito de ir a festa já que seu pai não havia deixado. Ele então teve uma ideia, correu pelo quarto e aumentou ainda mais o voluma do rádio, deixando quase impossível ouviu alguma coisa dentro do quarto.
Após fazer isso sorriu e foi se olhar no espelho que ficava atrás de sua porta, estava tudo pronto. Sua aparência era confiante. Ele vestia uma calça jeans escura, uma blusa branca gola V com uma blusa xadreza azul e preta de manga ¾, e seus cabelos estavam bagunçados como sempre.
Correu então para a janela de seu quaro e colocou um pé para fora, apoiando-se na telha, quando sentiu firmeza pois o outro pé. Após passar o corpo inteiro pela janela arrumou sua blusa e olhou a distancia que teria que pular.
– Não acredito que vou me matar por uma cerveijada. – murmurou para si mesmo.
Ele então se abaixou e segurou no telhado, colocando as pernas para fora, ficando pendurado para fora de casa. Quando teve coragem soltou-se e caiu no gramado de sua casa. Respirou fundo e olhou para os lados, se certificado que ninguém tinha visto.
– Muito bem então. – murmurou e saiu nas ruas de São Francisco em busca de um taxi.
{...}
Ao chegar à floresta já era possível ver muitos adolescentes bêbados e o cheiro do álcool já estava impregnado no lugar. Algumas pessoas estavam sentadas nos capôs de seus carros bebendo e conversando, outras estavam sentadas, envolta de uma grande fogueira que ficava no centro de toda a festa. E nos cantos mais afastados as pessoas se agarravam.
– Este capô está ocupado? – perguntou ao chegar perto de uma velha caminhonete azul, onde uma menina loira estava sentada.
– Hey. – falou quando viu o menino de olhos verdes se sentar ao seu lado.
– Eu juro que eu vi um coiote esperando pela cerveja. – brincou o menino, fazendo a loira dar uma pequena risada.
– Eu pensei que você não iria vir. – falou a loira.
– Eu ia te dizer a mesma coisa.
– È, bom, meu irmão praticamente me forçou a entrar no carro. Então não tive muita escolha. – Falou sorrindo sem mostra os dentes.
– Você parece bem... – olhou a menina a sua frente. Linda como sempre e com um sorriso no rosto. –...para alguém tirada a força de casa.
– Obrigada. – a luz estava baixa, mas Percy pensou a ter visto corar.
Um menino – muito esquisito e com cara de drogado na opinião de Percy– chegou com uma garrafa de tequila. Ele foi cambaleando para perto deles e estendeu a garrafa, que já estava à metade.
– Alguém quer tequila? – Perguntou e olhou descaradamente Annabeth, que vestia um short curto e rasgado com uma meia calça preta, blusa preta do Nirvana e tinha seus cabelos loiros soltos. Eles até parecem mais bonitos a luz da lua. – Eu posso te mostrar como é um “body shot” Annabeth.
– Eu passo. – disse.
– E você cara? – falou re referindo ao Percy.
– Eu to legal.
O menino foi embora, dando grandes goles na bebida e esbarrando em algumas pessoas. Quando ele sumiu de vista o menino dos olhos verdes se virou para a loira ao seu lado, e brincalhão falou:
– Não posso acreditar que você não o quis chupando seu pescoço. – Falou com um ar divertido, fazendo-a rir. – Você deve estar muito deprimida.
Annabeth apenas deu uma pequena risada e ficou olhando o ambiente. Muitos dos seus amigos estavam dançando, bebendo e se pegando com alguém. Até mesmo Thalia, que sempre ficava com ela, estava bebendo e dançando, segundo ela para tentar esquecer seu pai chato.
– Então, como você está? Sério. – perguntou agora sem brincadeiras, querendo uma resposta verdadeira.
– Eu estou ótima. – Sorriu, mas não convenceu o moreno.
– Isso é bom. Porque eu ouvi falar que o Luke... você sabe, não esta muito bem.
– Na verdade ele está indo incrivelmente bem. – seus olhos cinza perderam o brilho alegre do começo da conversa e estavam mais tristes.
– Bom, porque pode levar muito tempo para se recuperar totalmente, especialmente de um trauma de cabeça como esse. – Ele gesticulava enquanto falava.
Annabeth começou a se estressar, ela não iria ficar deprimida! Ela era forte e como uma pessoa, que nunca fez faculdade de medicina ou algo do gênero, pode julga-la?! Ela pensava nisso em a toda hora que Percy falava de Luke. Ela gostava dele, só não quer que ele se meta nesses assuntos.
– E como você saberia Percy? Você já conheceu alguém em coma antes? – disse já nervosa e com os olhos ficando mais escuros – parecia que uma grande tempestade se formava dentro deles – e encarava o menino a sua frente com raiva por se meter tanto em sua vida.
– Eu perguntei para o meu pai. Eu sei que o processo pode ser lento. È pior até para a pessoa que está esperando... – falava com certa preocupação, que não foi percebida pela menina, mas mesmo assim Annabeth ficou brava.
– Por que está me falando isso? Eu não perguntei! – disse grossa e com os olhos levemente semicerrados.
– Não eu só... Eu te vejo estressada o tempo todo. Eu só queria ajudar.
– Você não pode.
– Eu tenho certeza que você esta bem Annie. Ok? – falou já com um tom de voz alto, mas ainda não gritava. – Eu só acho que você deva dar um tempo. Espere até que ele volte para a escola. Tente seguir em frente um pouco.
– Que saber Percy? – falou calma e fria, chamando a atenção de Percy para ela. – Talvez você devesse seguir em frente. – Dito isso pulou do capô e saiu de perto dele.
“If this life
Gets any harder now
It ain't no never mind
You got me by your side
And anytime you want (fly fly fly)
Yeah we catch a train and find a better place
Yeah, 'cause we won't let nothin'
Or no one keep gettin' us down
Maybe you and I
Can pack our bags and hit the Sky”
Percy continuou sentado, só pensando na besteira que acabou de fazer. Ele nunca foi bom com palavras, mas quando tentava, se ferrava. Se ele ficasse calado talvez a situação pudesse ser diferente. Ele queria tanto sua mãe agora já que ela, muito provavelmente, iria lhe dar um ótimo conselho que o ajudaria a resolver a situação. Mas ela se encontrava fora de seu alcance agora.
O mesmo menino que tinha lhes oferecido tequila passou perto deles novamente e Percy viu.
– Hey. – chamou a atenção dele. – Me passa um pouco.
O menino deu a garrafa em sua mão e ele tomou um grande gole, sentindo o líquido descer queimando por sua garganta. Gostou, então deu mais um longo gole.
{...}
“And fly away from here
Anywhere
Yeah, I don't care
We just fly away from here
Our hopes and dreams
Are out there somewhere
Do you see a blue sky now
You can have a better ride now
Open your eyes”
Percy cambaleava no meio das pessoas, a única coisa que sabia é que precisa ir ao banheiro. Ele já tinha bebido muita tequila e alguma coisa azul, que nem quis saber o nome, então para ele tudo estava girando. Algumas pessoas riam dele e de seu jeito de andar – quase caindo no chão e parecendo um zumbi. – outras apenas o ignoravam.
– Com licença. – falou para u casal que estava trocando beijos quentes. – Vocês viram um *porta-potty? – Deixa pra lá. – falou ao ver que o casal voltou a se beijar, o ignorando. – Voltem ao trabalho. – falou e deu uma batidinha nas costas do menino.
Ele então continuou a andar pela festa a procura de um banheiro. Até que trombou com um menino que mais parecia uma muralha de tantos músculos. Ele era moreno e vestia um casaco preto e tinha um brinco na orelha, juntamente com um piercing no nariz.
– Cara eu preciso mijar. – falou puxando o menino para mais perto.
– Cara usa as moitas! – falou
– Moitas. – repetiu feliz, saindo praticamente saltitando até as moitas.
Quando ele chegou às moitas foi um pouco longe das pessoas e ficou de frente para uma moita, abrindo as calças, mas ao mesmo tempo conversando com a moita.
– Olá Sr. Bush. Você parece tão bom e verde. Estou esguichando. – cantarolou a ultima parte. – Esguicho. Isso é engraçado. Mais pessoas deviam gostar de mim.
Luzes vermelhas e azuis começaram a se aproximar da festa, fazendo os mais sortudos saírem a tempo e os não serem presos ou levados para a casa. Percy continuava com a conversa com o Sr. Bush, então nem percebeu quando um policial se aproximou, só quando ele viu a luz da lanterna.
{...}
“'Cuz no one here can ever stop us
They can try but we won't let them
No way-ay-ay-ay-yeah-ah”
– Indo. Indo. Indo – cantarolava e tentava andar em linha reta na direção de sua casa.
O policial bateu na porta da casa dos Jackson e Poseidon abriu. Sua cara estava amassada pelo travesseiro e ele vestia seu pijama.
– Este é seu filho? – perguntou o policia com sua voz grossa e autoritária.
– Não pode ser. Meu filho está em segurança na cama lá em cima.
– Ele não é Perseus Jackson? – perguntou o polical.
– Depende. – seus olhos verdes agora demonstravam raiva – O que ele fez?
– Intoxicação em publico e beber sendo menor de idade. – respondeu prontamente o policial. – Ele nunca deu problema antes, então não o levamos. Se nós...
– Se pegarem ele de novo, é melhor que fiquem com ele. – falou interrompendo a fala do policial. – Obrigado oficial.
O policial foi embora e Percy entrou na casa. Ele já estava um pouco mais sóbrio, então foi em direção as escadas. Atrás de si, seu pai o encarava desapontado e com raiva, seu filho nunca fez nada de parecido antes.
– Você deve estar brincando comigo. – Falou cruzando os braços na altura do peito e ficando parado no lugar, encarando seu filho com os olhos verdes raivosos. Já estava pronto para lhe dar uma bronca.
– Você quer mesmo fazer isso logo agora? – Perguntou bufando e subindo os primeiros degraus da escada.
– Oh sim, eu acho que sim. – falou seu pai bravo. – O que diabos está acontecendo? Você está bêbado?
– Não o suficiente, mas podemos consertar isso. – falou e se virou para encarar o pai. – Me passa uma Heineken – fez piada da situação.
– Você acha que isso é engraçado? – agora suas mãos estavam na cintura. – Já é ruim o bastante você ficar bêbado, mas você tinha que escolher esse final de semana para se transformar em adolescente?! – Poseidon só não gritou para não acordar os sogros. Percy achava graça de tudo. – Você não foi a nenhuma festa desde que chegamos aqui e de repente você cai bêbado e vai preso?!
Percy agora se apoiou no corrimão e encarava o pai que estava com o rosto vermelho de raiva. Ele apenas tinha um sorriso de lado.
–Se você quer me embaraçar na frente dos seus avós você fez um excelente trabalho!
– È exatamente isso. È disso que se trata. Só sobre você. – falou sarcástico. – Eu fui preso apenas para você se sentir mal consigo mesmo.
– Não foi o que eu quis dizer.
– “Hey olhe pra mim. Eu sou o Super Pai. Vamos pescar e fazer waffles.” – Seu pai abaixou o olhar com a imitação fajuta do filho. – Eu tenho uma noticia para você: eles não estão caindo nessa, mas não se preocupe. – olhou para os lados vendo se não tinha ninguém. – Se você aumentar minha mesada eu prometo que te dou um abraço. Bem na frente do vovô
– Ta bom, escuta aqui. Eu não vou conversar com você nesse estado. Vai para a cama, eu falo com você de manhã. – disse autoritário. – temos muito que conversar. – murmurou baixo.
– Ok. Sabe, talvez eu deva beber com mais frequência, porque não conversa comigo! È a melhor ideia que você já teve. – gritou para seu pai e subiu as escadas.
{...}
Percy estava apoiado na parede do mercado com uma sacola de ervilhas congeladas na cabeça. Sua cabeça parecia que iria explodir, a ressaca estava forte, mas mesmo assim foi arrastado pelo o avô, tendo de fazer compras.
– Acho melhor comprar aspirina para você. – Falou seu avô ao ver seu estado. – Vamos lá.
– Ou uma cabeça nova. Isso seria ótimo. – falou fazendo o avô rir.
– Você sabe que o que fez noite passada foi muito estúpido, não sabe? Você tem que virar um homem. Ser responsável por suas atitudes. Isso é o que separa um homem de um garoto. Entende?
Percy balançou a cabeça negando. Seu avô passou a mão na barba e tentou explicar novamente.
– Nesse momento, o que você quer? O que você deseja?
– Eu não sei.
– Bom, descubra. Então faça acontecer. – falou seu avô e depois voltou a empurrar o carrinho sem prestar atenção no caminho.
– Sinto muito. – falou quando bateu no carrinho de outra pessoa.
– Sinto muito, me desculpa. – Falou a garota sorrindo gentil.
Percy então voltou ao mundo e olhou a cena. Ele quase pulou na frente do carrinho quando viu quem era chamando atenção da menina para ele.
– Percy. – falou surpresa e ligando os pontos. – Este é o seu avô?
– Sim. Vovô essa é Annabeth Chase. – apresentou
– Annabeth Chase. – esticou a mão para cumprimentá-la. – È um prazer em te conhecer.
– Prazer em te conhecer. – sorriu mais.
Seu avô decidiu deixar os dois sozinhos e falou que ia pegar aspirina par ao neto.
– Então, eu ouvi que a policia acabou com a festa noite passada. – falou debruçando no carrinho.
– Yeah. – confirmou o menino.
– Por quanto tempo você ficou lá? – perguntou a loira curiosa e com um sorriso.
Percy nessa hora, já não estava muito feliz, ficou bravo já que se lembrou do fora que a mesma deu nela na noite passada.
– O suficiente para seguir em frente. – falou ríspido e lhe deu as costas, seguindo o caminho que o avô fez.
{...}
“Maybe you and I
Can pack our bags and say goodbye
And fly away from here
Our hopes and dreams
Are out there somewhere
Fly away from here (ya)
Yeah anywhere
Now honey, I don't I don't I don't care
Yeah we just fly
We just fly (fly away)”
Poseidon tinha acabado de voltar do trabalho e quando abriu a porta de casa se deparou com seu filho e seu sogro conversando na sala. Foi impossível ouvir do que eles falavam, mas o clima parecia pesado.
– Hey, o que esta havendo? – perguntou se aproximando e assustando os dois, que olharam em sua direção.
– Estamos apenas conversando. – disse Rogers.
– Sobre o quê? – insistiu.
– Sobre Nova York – respondeu. – Sobre Percy ir viver conosco lá.
Poseidon ficou estático e surpreso.
– Quem começou esse assunto?
– Fui eu. – Percy levantou um pouco a mão ao responder.
Seu pai assentiu e pediu para que ele se retirasse, para então poder ter uma conversa séria com seu sogro.
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