Over Again
12 Capítulo 11
Notas iniciais
“Say something I'm giving up on you
I'll be the one if you want me to
Anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you”
Eu estava no vazio auditório da escola. As aulas já tinham acabado então eu provavelmente estou sozinho. Eu tocava You’re Beatiful do James Blunt e outra musica que compus para Annabeth calmamente no piano.
Eu cantarolava a musica bem baixinho e aproveitava esse meu momento de paz. Agora eu queria muito ter minha mãe do meu lado, me dando conselhos, me acordado com panquecas azuis toda manha, tenho saudades de olhar em seus olhos e ver sua bondade, de poder contar com ela para tudo. Mas agora não posso nem ir mais para o cemitério conversar com ela já que estou no outro lado do país.
– O que você esta tocando? – Uma voz conhecida fala, tirando-me de meus pensamentos.
Quando viro minha cabeça vejo que é apenas Annabeth. Ela vestia uma calça jeans com alguns rasgos no joelho, coturnos velhos, uma blusa branca com a língua do Rolling Stones e um casaco verde escuro. Seus cabelos estavam presos em um coque mau feito, o que deixava alguns fios de seu cabelo escapar e emoldurarem perfeitamente seu rosto.
– O que faz aqui? Não tem nenhum ensaio.
– Eu tive um tempo livre e pensei que seria... Isso não é verdade. – Ergo uma sobrancelha e a olho em duvida.
Annabeth então se senta no banquinho do piano ao meu lado. Ela respira fundo e coloca alguns fios do cabelo que caem eu seu rosto atrás da orelha.
– Eu vim porque eu quero lhe contar uma coisa.
Um silêncio meio desconfortável se instala entre nós. Eu ainda olho Annabeth na expectativa dela continuar e ela parecer escolher as palavras certas.
– Ontem quando eu lhe falei que eu estava bem. Eu não estava. – disse calma e com uma mágoa em sua voz. – Eu não estou, eu não estou bem.
Realmente ela não estava. Mesmo querendo parecer feliz e alegre, dava para se perceber algumas olheiras roxas em baixo de seus olhos. Seus olhos também mostravam sua tristeza. Uma vez minha mãe me disse que os olhos de uma pessoa são a porta para sua alma. E isso é verdade, Annabeth não estava nada bem.
– Eu me lembro de que na quarta série em uma das aulas fomos todos a um passeio em uma cervejaria. E no caminho de volta para casa, eu voltei no ônibus errado. – dei uma risada com isso e Annabeth sorriu de lado, mas continuou. – Luke achou que eles tinham me deixado para trás.
“Ele caminhou três milhas e ficou na cervejaria até a noite cair tentando me encontrar”. – Seus olhos estavam cheios de água, mas querendo passar a impressão de forte ela às vezes olhava para o teto, impedindo-as de descer. – “Ele não pode me deixar para trás”.
Depois de um tempo e de uma lembrança dolorosa, mas feliz, Annabeth me olhou. Seus olhos estavam marejados e com um cinza claro. Ela desviou o olhar para o piano e depois voltou a me olhar
– O que você tava tocando antes?
– Você disse que ninguém trazia flores para você alem do Luke, teria sido seu primeiro solo então queria ter certeza de que se lembrariam. Eu fiz uma canção para você. – Disse corando e desviando o olhar.
Annabeth deu um risinho e um pequeno e quase imperceptível sorriso surgiu em sua face.
– Você tocaria para mim?
– Não, não a terminei ainda. – Expliquei.
– Por favor? – Pediu.
Dito isso ela esticou o braço e pegou a partitura, virando-a de novo na musica que escrevi. Ela colocou no lugar e me olhou com expectativa. Suspirei e comecei a tocar suavemente.
Meus dedos passavam rapidamente pelas teclas e meu olhar se revezava entre a partitura inacabada e algum ponto na parede. Annabeth apoiou sua cabeça em meu ombro e aproveitou a musica.
{...}
Flashback On
P.O. V Autora:
Na beira de um lago três adolescentes se divertiam. Malcolm, o mais velho de todos pulava no lago através de uma árvore caída que lhes servia de trampolim. Todos davam risadas com suas palhaçadas e de suas piadas.
A mais nova de todos, Annabeth, olhava para o menino sentado ao seu lado, Luke. Secretamente Annabeth sempre gostou do amigo de seu irmão, mas nunca admitiu com medo de seu sentimento não ser correspondido.
O garoto de cabelos loiros e olhos azuis cristalinos sorria marotamente ao observar a bela paisagem e a bela moça que se encontrava ao seu lado. Luke tinha um sentimento por Annabeth, só não sabia qual, e não se sentia seguro o suficiente para afirmar que era amor.
– Se eu te fizer uma pergunta de garota, você promete não rir. – Perguntou Annabeth um sorriso tímido no rosto e virando-se para Luke.
– Não. – Respondeu balançando a cabeça negativamente e dando uma risada que Annabeth amava.
– No que você estava pensando? A pouco você estava com essa cara. – falou e franziu o cenho e manteve uma linha reta nos lábios, ainda com um pequeno sorriso e com a mão direita segurando o queixo e o cotovelo apoiado em sua perna.
– Só estava pensado nos fogos que eu vi hoje mais cedo. Aquele que vão soltar hoje a noite. Deve ter custado uma fortuna.
Com isso Annabeth voltou a sua posição inicial, observando o irmão que nadava.
– Olha, eu não posso pensar em você em cada segundo de cada dia, Corujinha. – Falou o apelido da menina com carinho, já que ela não gostava que a chamassem assim só por ser esperta, já que a coruja é o símbolo da sabedoria.
Annabeth, a cada momento se sentia mais apaixonada por Luke. Ela amava tudo nela, seu jeito bobo de ser, seus cabelos loiros cor de areia e seus olhos que sempre tinham um brilho especial quando a olhava.
– Às vezes eu tenho que parar para pensar em coisas de homem como mecânica de caminhão e Katie Holmes. – Ao falar o nome da mulher Annabeth virou-se para olha-lo com uma sobrancelha erguida e mordendo o lábio inferior, uma mania antiga.
– Já entendi.
Visto a reação de Annabeth, Luke resolveu brinca um pouco com a Loira.
– Tudo bem, talvez não seja só os fogos. – Falou isso e a loira virou-se para ele e o observava com um sorriso no rosto.
– Continue.
– Eu estava apenas pensando em nós assistindo os fogos lançados no ano passado.
– E?
– E eu queria que eles nunca acabassem. Que aquele momento durasse para sempre. Com sua mão tocando na minha. – disse e pegou na mão de Annabeth. – Exatamente assim. Mas então acabou.
Ambos se encaram e sorriam. Eles foram aos poucos se aproximando e começando um beijo apaixonado. Luke colocou sua mão no pescoço de Annabeth e, sem ela perceber, pegou-lhe seu colar preferido, que seu pai tinha lhe dado e saiu correndo.
– O que você esta fazendo? – Perguntou uma Annabeth surpresa e um pouco brava por Luke ter pegado seu colar.
Luke corria na direção da velha arvore caída, com o colar em mãos.
– Vem pegar. – gritou já em cima da árvore e colocando o colocar roubado a vista da dona.
– Se você me deixar cair nunca mais te perdoarei!
Quando Annabeth subiu na árvore tomou cuidado e foi se equilibrando até onde Luke estava. Quando chegou pegou na mão em que Luke segurava seu colar. Ele a olhou brincalhão e disse:
– Pronta?
Os dois riram e começaram a contar.
– Um...dois...três! – gritaram e saltaram direto nas águas geladas do lago.
Subiram a superfície e caíram na risada, ainda batendo as pernas para tentar ficar na superfície.
– Eu te amo. – Falou a loira simples, mas com sinceridade.
Luke apenas sorriu e ficou sem palavras. Então resolveu não responder, saindo nadando de volta a margem, deixando uma Annabeth triste e com o coração partido para trás.
Ela estava triste por ele não ter lhe dado uma resposta, mesmo ela sabendo que ele a amava, isso era obvio pelo jeito que os dois se olhavam e agiam.
Flashback Off
Annabeth suspirou olhando o seu amado deitado em uma maca. Ela temia nunca mais poder olhar em seu rosto brincalhão e ver seu sorriso. Luke estava com tubos em todo o corpo e a cabeça enfaixada, agora em seu rosto também se encontrava uma nova cicatriz que ia dês de seus olho ate o final de seu maxilar.
Todo o seu corpo estava tenso e o Bip constante do monitor cardíaco soava em seus ouvidos, como se estivesse no meio de uma balada eletrônica. Sua garganta ardia, assim como seus olhos que estavam lacrimejados.
– Sito sua falta. – disse segurando às lagrimas e tocando seu rosto, que parecia mármore de tão gelado. Sua pele estava alva, porém pálida de mais para confirmar que estava saudável.
Suas mãos estavam apoiadas na cama e seu rosto desceu até o peito de Luke, conseguindo o sentir subindo e descendo mecanicamente.
– Diga alguma coisa. – Pediu acariciando seu rosto. – Por favor. Não quero desistir de você. Eu prometo. Mas você precisa me ajudar Luke. Não pode ficar simplesmente... – Engoliu em seco pensando no que iria falar. – Parado ai.
Annabeth engoliu o choro, o orgulho e até seus princípios, mas não pode segurar as lagrimas que caiam como chuva no verão dos seus olhos. Respirou, e tirou seu colar de coruja, o mesmo do dia do lago, e colocou na mão de Luke, fechando-a depois.
{...}
Annabeth estava animada e com medo do que podia vir a seguir. Dr. Jackson resolveu que vai operar Luke.
Ela e sua família jantavam em silencio, cada um no seu mundo.
– Amanha vou passar o dia no hospital se me permitir. – Disse a sua mãe
– Tudo bem, amanha eu vou ficar de olho na loja dos Castellan. Você deva ir com seu irmão. – Disse Atena, sua mãe.
– Eu não vou. – falou Malcolm Bravo.
– Como não vai?! – Disse Annabeth surpresa à brava com seu irmão.
– Não vou. – Disse simples, olhando diretamente nos mesmos olhos cinza de sua irmã.
– Ele é seu melhor amigo! Você não pode não ir ao Hospital no dia de sua cirurgia!
Seu irmão bufou e murmurou algo que ninguém na mesa ouviu. Ele afastou sua cadeira da mesa e tacou seu guardanapo de colo no chão, saindo a passos pesados de volta ao quarto.
O que ninguém sabia era de que Malcolm não queria ir na cirugia pois se sentia o culpado pelo acidente.
Flashback On:
4 de Julho, era o dia em que a escola Good iria fazer uma apresentação em praça pública sobre a historia americana. Malcolm estava vestido como o povo das treze colônias e se olhava no espelho.
– Cara tem razão por que homens não usam acessórios. – Falou ao ver seu reflexo e se achar ridículo.
– Não é tão ruim. Se fosse 1775 você seria um verdadeiro imã de garotas. – Falou Luke brincalhão.
– Não esta ajudando.
– Não? – falou e buscou algo que estava perto de sua perna, levantando em seguida uma garrafa de Vodca. – Tem certeza disso? – Sorriu e tacou para o amigo pegar.
– Onde arrumou isso? – Perguntou Malcolm curioso e já abrindo a garrafa.
– Na adega do papai. Ele ganhou de um cliente no ano passado. Pode acreditar, se ele soubesse que você ficaria ai parado na frente da cidade inteira usando isso, ele iria querer que você bebesse.
Malcolm sorriu mais e deu um grande gole na garrafa.
– Vai com calma cara, supõe-se que isso vai durar o dia todo.
– È bom, eu não sei se eu vou durar o dia todo.
– Cuidado. Não quer arruinar esse lindo traje não?
Flashback Off
POV Percy:
Hoje um colega do meu pai, Apolo, veio para São Francisco apenas para ajuda-lo na cirurgia do Luke. Ele estava dormindo em casa e gostava de fazer piadinhas e se gabar pelas mulheres que já pegou.
Apolo é um homem de 28 anos com cara de 18. Ele é loiro de olhos azuis, tem um corpo perfeito e grande censo de humor. Ele vestia uma calça jeans colada (mesmo eu achando gay, deixei de lado), uma blusa polo vermelha e tênis normais.
Tínhamos acabado de acordar e estávamos todos na cozinha comendo um pão e conversando.
Meu pai tinha uma mania esquisita de nas cirurgias ouvir musicas, por isso eu sempre faço um CD com todas as musicas que eles gosta e que acha significativa para ele ouvir. Depois de dar o CD ao meu pai segui para meu quarto.
No meio do caminho eu ouvi o som irritante do telefone de casa tocar e gritei para meu pai que iria atender.
– Alô.
– Hey. – falou uma voz já muito conhecida por mim no outro lado da linha. – È a Annabeth.
– Você está bem? Já esta no hospital?
– Yeah. Mas nada acontece, acho que estão preparando ele ou algo assim. Seja lá o que isso signifique.
– Provavelmente raspando a cabeça.
– E você, vai fazer o que hoje? Algo divertido?
– Nada de mais. Tenho que terminar o trabalho de matemática, ler umas revistas, almoçar.
– Já estou caindo no sono só de te ouvir falar. – falou brincalhona.
– Você esta bem?
– Honestamente, não sei. Mas isso é o que eu estava esperando, então é uma coisa boa, certo? – falou tentando animar-se.
– Eu acho.
– Então é isso, vou desligar. – Falou
– Espera, espera, espera...
– Tudo bem. Tenho que ficar perto da sala de operação para saber das novidades. – me cortou. – Só queria voltar para o mundo normal por um minuto.
– Ligou para a pessoa errada então. – disse e ela deu uma risada.
– Falo com você mais tarde Percy. – E desligou antes que eu pudesse falar algo a mais.
Flashback On:
POV autora:
Quando ainda estavam na apresentação, Malcolm saiu do palco sem que ninguém visse e foi falar com seu amigo que sorria.
– Quer ver algo que vai fazer seu queixo cair? – Disse Luke animado e o levando para o estacionamento do local.
No estacionamento se encontrava uma caminhonete novinha em folha. Ela era vermelha e 4x4.
– Legal. È a nova caminhonete do seu pai?
– È. Ele não sabe o que é bom. Se isso fosse meu eu ajeitaria os pneus para uma mudança curta de marchas no câmbio.
Em quanto conversavam, dois colegas de classe passaram com uma caminhonete também e pararam perto deles. Ethan e Colin realmente eram doi idiotas.
– Bela caminhonete Castellan, pena que é do seu pai. – Disse Ethan rindo de Luke
– Tanto faz Nakamura. Como seu eu não pudesse dirigir isso quando eu quiser.
– Tenho certeza que pode.
– Ainda que seu amigo ai. – Disse apontando para o Colin, irmão de Ethan. – Ainda é o garoto que vomitou no examinador durante o teste de habilitação.
– Vamos aos campos aqui perto fazer um Off Road. Os dois topam? – perguntou desafiando Luke e Malcolm.
– Claro. Vemos vocês em 20 minutos.
Quem dera eles não tivessem ido...
“Will swallow my pride
You're the one that I love
And I'm saying goodbye
Say something I'm giving up on you
And I'm sorry that I couldn't get to you
And anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you”
Fale com o autor