Notas iniciais
Oiw, seus cabaços. De boa na lagoa?

Aproveitei que to na bad pra terminar isso. A bad tá muito grande.
Terminei ao som de Pricked, Mino & Taehyun, essa música é muito viciante, muito linda e muito deprê. Alguém me salva!

A fanfiction se passa na Crise de 29.
A “Guerra” que é citada é, obviamente, a Primeira Guerra Mundial.
Foi inspirada num remix que fizeram da música do MC Pikachu junto a história do Didi. “Ela quer pão” é o nome. Idéia bem lokona, eu sei.
Capa feita pela @KonanYeon, agradeço a ela porque eu tava com muita preguiça de fazer.
Também postada no Social Spirit.

No mais.
Boa leitura.

09 de outubro, 1929.


Era uma mais uma tarde de outubro, eu adorava outubros! Para mim essa época tinha sua beleza, as folhas que caiam das árvores e cobriam o chão, como um tapete para as crianças que corriam agarradas ao próprio corpo para se esquentar.


Infelizmente, há um bom tempo isso não acontecia mais. A crise havia derrubado muitos de nós. Tínhamos ganhado a guerra, isso era mais que bom! Contudo, as mortes foram muitas, a Alemanha lutava mais que bravamente. Senão fosse a ajuda dos Estados Unidos, acredito que teríamos perdido. A Guerra foi mais que devastadora.


A crise estava mais forte que nunca. Os suicídios haviam aumentado drasticamente. Crianças chorando por todos os lados — algumas pela falta de seus pais outras e pela falta de comida — era muito triste ver tudo acontecendo na sua frente não poder fazer nada. Sentia-me inútil.


Andava pelas vastas ruas do fluxo, as árvores que antes decoravam as ruas e purificavam o ar agora estavam secas, o estado de minhas roupas não eram dos melhores, mas isso não importava. Quando tudo isso acabasse iria comprar roupas. Pensamentos positivos, pensamentos positivos. Era o que dizia a mim mesmo.


Sim, quando tudo isso acabar, eu irei comprar roupas novas, as melhores que há nas lojas! Passarei em uma confeitaria e irei comprar o bolo mais gostoso para comemorar aniversário de minha amada! Comprarei um lindo cachorro para a minha filha, como nas cartas, que ela dizia e a sua mãe escrevia. Sentia a nostalgia mais do que nunca, finalmente iria vê-las.


Estava há tanto tempo sem as ver que quase nem me lembrava de seus rostos, mas as amava mais que tudo na minha vida. Aposto que a minha pequena estava grandona. Havíamos nos separado no começo da Guerra, agora que tinha acabado eu voltaria para a minha família. Incrivelmente, consegui sair vivo de tudo isso, mas algumas marcas de tiros foram o preço. Ou eu matava, ou morria. Sentia pena daqueles que morreram. Tantos dos amigos, quanto dos inimigos.


Observei o outro lado da rua. E vi uma mulher segurando sua filha no colo, ambas estavam tão magras. A Crise estava sendo pior para algumas pessoas. Suas roupas estavam sujas, somente aos trapos.


— Mamãe, no céu tem pão? – Escutei a menininha perguntar. Tão fraca que nem conseguia falar.


Sua mãe apenas a olhou fixamente e chacoalhou seu corpo levemente, balançando a cabeça para os lados. Talvez estivesse repreendendo-a por fazer tal pergunta. Aquela garotinha aparentava ter a idade de minha filha, o que fazia meu peito doer. Não havia lugar algum aberto, nem mesmo uma padaria; meus bolsos estavam vazios, nada poderia eu fazer. Continuei as observando, a mãe a abraçava cada vez mais e mais forte.


Os simples e belos olhos da pequenina começavam a perder o seu brilho. Iam se fechando para tudo ao seu redor, se fechando para a sua vida. A mãe chorava alto, gritava, e chamava por sua filha.


— Judith!


Meus olhos se arregalaram, me senti sem chão. Aquele era o nome da minha tão amada filha. Não podia ser verdade. Não podia!


Fui ao encontro das duas, analisei seus rostos. Sim, era possível, era verdade. Era a minha filhinha. Era a minha mulher.


Cai de joelhos e chorei, chorei como nunca. Minha Judith morreu de fome, ela não me esperou comprar um lindo bolo confeitado, ou um lindo cachorro. Ela tinha morrido e eu nem mesmo lhe disse adeus.


Talvez eu não gostasse tanto assim de outubros

Notas finais
Espero que tenham gostado. V(^-^)v
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!