Outubro Despedaçado

17 31 de Outubro de 1981


Lílian releu mais uma vez a carta para Severus.

Perguntou-se mais uma vez se ele estaria preocupado com ela. Provavelmente, ela gostava de deduzir. Selou a carta e guardou-a entre as outras que escrevia para Marlene, pronta para fazer um pedido especial assim que a coruja de Peter aparecesse por ali.

Após justapor o tinteiro em seu lugar, fechou as cortinas do quarto de Harry, sorrindo brevemente para as crianças fantasiadas na rua.

“No próximo Halloween você vai poder pedir doces.” Prometeu a mulher, aproximando-se do berço. Pegou o bebê silencioso no colo e o encheu de beijos, brincando com as figuras brilhantes coladas no teto. Sussurrou coisas ternas no ouvido de seu filho enquanto o embalava pelo quarto, esperando que dormisse.

Conseguia ouvir James lavando a louça manualmente no andar debaixo, sempre péssimo com feitiços básicos. Sentia-se cansada, mas não de forma comum, como se tivesse feito um trabalho pesado por todo o dia.

Era um cansaço espiritual, quase devastado. Houve um barulho no jardim e Lílian correu para a janela, tensa.

A porta da cerca estava aberta.

Olhou o bebê em seu colo ao mesmo tempo em que a porta principal da casa abria-se em um estrondo.

Notas finais
Eu nunca imagino que Lily e James tiveram tempo de se despedir ou algo do tipo, deve ser porque adoro um drama hahahahahahaha Também não consigo imaginar como devem ser sido os dias até este, o fatidico 31 de outubro. Não sei se era tenso, ou feliz, ou esperançoso... Eu realmente não sei nem consigo imaginar. Espero que tenham gostado, me perdoem os vácuos no tempo, tinha vezes que eu até me esforçava para escrever algo, mas eu não sabia o que dizer na maioria das vezes. Beijos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!