Outro lado tóxico
1 Começando.
Notas iniciais
Eu sempre vivi em um bairro calmo na cidade de São Paulo. Para falar a verdade, eu não tenho vizinhos. É como se eu vivesse em uma casa no meio do nada. Nunca questionei o porquê disso. Eu me achava uma criança normal. Não imaginava que com o passar dos anos, eu iria descobrir que não é bem isso...
Sempre tive cabelos longos e alaranjados, meus olhos também são alaranjados, minha pele costuma ser pálida porque não tomo muito sol. A ultima vez que vi meu pai, ele havia dito que puxei minha mãe em questão de aparência.
Lembro-me perfeitamente que quando eu era criança eu não costumava ver meu pai, é porque ele sempre estava trabalhando.
Eu sempre soube que ele é um bandido. Porém, não sabia exatamente no que ele trabalhava.
Eu imaginava que era com Trafico de armas ou de drogas. Mas na realdade, não é bem isso.
Minha mãe está morta. Eu imagino que tem a ver com o fato do meu pai ter uma vida dedicada a cometer crimes.
lembro-me de quando eu soube da morte da minha mãe, fiquei terrivelmente triste. Passei meses com dificuldades para dormir, raramente eu saia do meu quarto e quase não comia nada. Eu tinha cinco anos.
Naquela época, eu não entendi muito bem o motivo dela ter morrido. Em um dia ela estava bem e no outro já não estava mais entre nós. Meus avós me contaram que ela ficou doente e... já sabem. Não me disseram qual era a doença e não me deixaram ir no velório dela. Vocês tem idéia do quanto isso foi doloroso?
Fui criada pelos pais do meu pai. Ambos eram sempre muito gentis. Minha avó fazia comidas e doces deliciosos. Enquanto meu avô sempre assistia filmes comigo, brincava comigo e me ajudava com os deveres de casa.
Mas as vezes vinha um moço ajudar a cuidar de mim, ele era como se fosse um professor. Bryan que era meu cuidador na época. Ele não sabia do seguinte fato. Mas eu sempre fui apaixonada por ele.
Ele era extremamente lindo, tinha olhos lilás, pele pálida e longos cabelos negros.
Eu sempre me imaginava casando com ele quando me tornasse adulta.
Mas em Dezembro de 2010, eu tinha apenas dez anos.
Naquela noite de Quarta-Feira, eu estava sentada no sofá da casa dos meus avos, eles tinham ido visitar a minha tia.
O sofá que eu estava ficava de frente para a televisão, com uma almofada em meu colo e uma caneca de chá na mesinha de centro.
Quando começou uma noticia no jornal falando "Jean del Sol foi preso novamente por uso ilegal da medicina. Junto com ele foram presos mais 30 homens e..."
Eu estava olhando para a televisão fixamente,
aquela noticia estava falando do meu pai.
Quando Bryan veio andando até a sala, chegou até a mesinha de centro, pegou o controle remoto e desligou a televisão.
— Hey! — Falei alto demonstrando estar surpresa. — Ela estava falando do meu pai!
— Eu sei. — Falou me olhando com uma expressão séria em seu rosto. — Mas acho essa noticia um pouco desagradável para você... Não quero que você fique perplexa com certos assuntos.
— Ah, mas eu achei que ia descobrir no que ele trabalha. — Falei enquanto abraçava a almofada. Naquele momento me senti um pouco triste, eu realmente queria saber mais sobre meu pai. — Eu sinto que todos ao meu redor escondem coisas de mim.
— Que isso, Soraya? — Perguntou Bryan com um sorriso forçado em seu rosto. — Não escondemos nada de você!
— É mesmo? Então me responda a pergunta: No que meu pai trabalha? — Mostrei um sorriso irônico.
— Bem... É um assunto delicado.... — Ele pausou por um breve momento. — Vamos mudar de assunto. Eu vim aqui te chamar porque o jantar está pronto! — O moreno ainda estava de pé próximo a mesa de centro, onde se encontrava mostrando um sorriso.
Eu levantei do sofá, andei até ele e fomos um do lado do outro até a cozinha.
Andei até a mesa, onde já havia prato, garfo, faca e um pequeno copo. Tudo de plastico. Me sentei na cadeira e disse logo em seguida com uma expressão emburrada em meu rosto: — São de plastico...
— Sim... É porque você ainda é uma criança. — Ele mostrou um sorriso enquanto se sentava na cadeira em minha frente.
— Eu não sou uma criança! Já posso comer em pratos de vidro. — Falei demonstrando estar irritada.
— É que eu não quero que você se machuque caso acabe quebrando. Eu me preocupo com você. — Nesse exato momento, o celular dele começou a tocar. — Só um minuto! — Disse para mim e logo em seguida, com delicadeza levantou-se e foi para a sala.
Eu estava comendo calmamente o Yakisoba que ele havia preparado e também estava bebendo um suco de uva. Bryan sabia fazer comidas deliciosas.
Depois de comer, eu levantei e fui até o balcão da cozinha, abri minha mochila que se encontrava em cima dele.
Eu peguei um livro, voltei para o lugar onde me encontrava antes e comecei a ler algumas paginas. Passei um bom tempo lendo aquele livro que eu tinha comprado naquela semana.
Já havia passado um tempinho, eu já tinha lido o primeiro capitulo inteiro do Livro, que era muito bom. Era uma comédia romântica.
Parei de ler por um momento e percebi que o Bryan não voltava para a cozinha. Fiquei preocupada.
Me levantei e andei até a sala. Foi quando eu vi ele dormindo tranquilamente no sofá. Minhas bochechas coraram e pensei "Tão fofo"
Ele estava sem cobertor, então fui andando calmamente até o quarto tentando não fazer barulho para não acordar Bryan. Chegando lá, eu abri o guarda-roupas e peguei um cobertor bem quentinho.
Quando voltei para a sala, eu cobri ele com aquele cobertor e sentei ao lado dele naquele mesmo sofá.
Olhei fixamente para seu rosto e pensei "Meu Deus, ele é muito lindo" Fiquei corada naquele momento e pensei logo em seguida "Como será que é seu corpo?"
Eu puxei o cobertor até sua cintura e levantei sua camiseta. Olhei fixamente para seu corpo... Ele tinha um corpo levemente definido, passei minhas mãos pelo seu peitoral e pelo seu abdômen.
Ele se mexeu calmamente e ainda estava dormindo, então me afastei um pouco. Fiquei aliviada por ele não ter acordado.
Levei minha mão direita até seu rosto, me aproximei devagar e beijei sua boca calmamente, ele não correspondeu por estar dormindo. Mas eu senti um pouco daquele doce sabor.
Foi quando me dei conta de que o que eu estava fazendo era errado. Então, me afastei bruscamente. Me levantei do sofá... Refletindo silenciosamente sobre o que havia ocorrido.
Eu não entendia porque eu estava me sentindo tão triste. Hoje em dia eu penso que me sentia mal por ter tocado Bryan sem o consentimento dele.
Que eu era apenas uma pré-adolescente de dez anos. Mas eu já tinha pensamentos maliciosos naquela época.
Depois daquele dia, eu me comportei normalmente, como se nada tivesse acontecido. Bryan e eu nos tornamos melhores amigos.
Conforme fui ficando mais velha, passamos a conversar mais abertamente sobre diversas coisas.
Porém, eu não tive coragem de falar que quando eu tinha dez anos, em uma noite, eu havia beijado ele que estava dormindo.
Com 13 anos, eu desenvolvi uma paixão por fisiculturismo. Eu sempre tive uma certa fixação por pessoas musculosas e quando eu vi uma reportagem sobre fisiculturismo pensei "No futuro, eu quero ser assim."
Quando comentei sobre esse assunto com Bryan... ele ficou surpreso e perguntou se era algo que eu realmente queria. Eu estava tão insistente e com tanta vontade de ser igual aquelas mulheres que eu via na Tevê. Que Bryan conseguiu dinheiro com meu pai para pagar academia, personal trainer, Nutricionista e mais um monte de coisas.
Bryan era uma pessoa tão boa. Com 13 anos eu comecei a malhar, claro que seguindo tudo certinho para não causar problemas depois.
O problema é que demorou muito tempo para eu conseguir desenvolver músculos. O meu personal trainer me disse que em mulheres era um pouco mais difícil conseguir.
Com 16 anos, eu já tinha um físico mais malhado.
Eu me conheço bem e sei que desde que eu era criança, eu só conseguia ter amizade com garotos. As meninas me evitavam porque eu gostava de futebol, de vídeo game e de brincar de carrinho.
No ensino médio também foi assim. As garotas tinham medo de mim porque achavam que eu era pavio curto e poderia bater nelas em qualquer momento, isso apenas por causa da minha aparência. Eu era a mais alta e mais forte da sala. Alguns alunos ainda saíram espalhando que eu estava malhando porque queria ser lutadora profissional... sendo que isso era uma grande mentira.
Com 18 anos, eu ainda estava no ensino médio, eu tinha os meus planos calculados perfeitamente: Estudar educação física, me inscrever em alguns concursos de fisiculturismo e é claro, me declarar para o Bryan.
Ah, Tem duas coisas sobre mim que não contei: A primeira é que eu sou fujoshi, Eu sempre gostei de animes e algumas musicas japonesas. Fazia parte de grupos de animes no facebook.
Conheci o Yaoi quando eu tinha 13 anos através de um post em um desses grupos do face mostrando um shipp Bl.
Comecei a pesquisar sobre e a maioria dos mangás, animes e fanfics que eu procurava do gênero eram fofos.
Outra coisa é que eu nunca namorei. Eu era tão apaixonada pelo Bryan que não me imaginava com qualquer outra pessoa. Mas eu era boa em shippar casais sendo héteros, gays e até lésbicas.
Aquele ano anda estava na metade e foi no dia 25 de Outubro de 2018 que era meu aniversário de 18 anos. que eu iria descobrir que as coisas que envolviam meus pais eram bem mais tenebrosas do que eu imaginava.
Naquela tarde, eu havia acabado de sair do colégio, estava andando sozinha terminando de ler um mangá yaoi em que um gay se apaixonava por um hétero.
Me encontrava andando atrás de algumas garotas e definitivamente, eu era a garota mais alta que se destacava no meio da multidão.
Atravessei a rua e entrei no carro em que Bryan estava me esperando. Bati a porta com tanta força que ele falou bem alto:
— Não tem geladeira em casa? — Demorou alguns minutos para ele começar a sorrir. — Entra, Soraya! — Sentei no banco do passageiro ao lado do Motorista. Apertei o cinto de segurança.
Bryan estava com uma das suas mãos no volante e com a outra girando a chave.
Nesse mesmo momento, eu pensei "Meu Deus, o que eu faço? Bem que eu poderia me declarar para ele agora, né?"
Olhei fixamente para seu rosto e comecei a imaginar a gente se beijando.
— O que foi? — Perguntou com uma expressão curiosa ao perceber que eu não parava de olhar para ele.
— N-Nada! — Minhas bochechas coraram e eu virei o rosto envergonhada.
O celular dele vibrou e quando ele foi pega-lo no porta luvas, impulsivamente eu virei meu rosto e segurei seu rosto para que ele olhasse para mim e sem pensar duas vezes, eu beijei sua boca, ele começou a corresponder calmamente.
Eu estava ficando tão excitada com apenas um beijo, ele tinha uma sabor tão doce e o movimento da linguá dele era tão bom e seguia perfeitamente o movimento da minha. Eu já não tinha controle sobre minhas ações e estava tirando a roupa dele ali mesmo.
— O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? SUA SAFADA! — Foi quando por impulso ele me empurrou e eu acabei batendo a cabeça no vidro da porta do carro. — Nós estamos em local publico... As janelas do carro não são escuras, poderiam nos ver....
Eu fiquei tão triste que não prestei atenção nessa ultima parte.
Eu realmente amava Bryan... Tentei não demonstrar que estava arrasada. Mas eu senti como se meu coração tivesse sido quebrado em pedaços.
— Olha, Soraya... Eu tenho que te contar uma coisa... — Ele falou com uma expressão triste em seu rosto.
Quando ele falou isso, eu já não conseguia controlar minhas emoções e comecei a chorar. Eu me sentia idiota por estar chorando. Se alguém me visse assim, provavelmente pensaria: "Olha, uma mulher musculosa mostrando um momento de fraqueza."
— Não quero saber, Bryan! — Levantei por impulso e sai correndo do carro. Deixei minha mochila lá.
Eu não entendi muito bem as ações do Bryan... Ele correspondeu o beijo para depois me empurrar... Eu imagino que deve haver algum motivo ou talvez estivesse pensando em outra pessoa.
Segui andando pela calçada, com a cabeça baixa e limpando minhas lagrimas.
A minha casa não ficava tão longe, eu apenas teria que pegar um ônibus. Revirei meu bolso e achei alguns trocados para a passagem. Assim que cheguei no ponto de ônibus, ônibus passou e eu subi nele.
Paguei a passagem, passei para o fundo e sentei perto da janela. Coloquei a mão no meu bolso e percebi que eu estava com o celular. Mas os fones eu esqueci dentro da mochila. Porém, eu precisava realmente ouvir alguma musica. Como haviam poucas pessoas no ônibus. Coloquei uma das musicas mais tristes da minha playlist do celular, sem me importar com quem estava ouvindo.
— Que musica de corno é essa? — Falou o motorista do ônibus. O cobrador nem ouviu, ele estava de fones de ouvido.
— Me Deixa ouvir minha musica. — Falei irritada.
Logo chegou no meu ponto e eu desci do ônibus e comecei a andar até chegar em casa. Quando eu cheguei em casa, ela estava sem portão e a parede da frente estava com um buraco enorme, parecia que um trator tinha derrubado. Olhei para o outro lado da rua e o portão estava lá.
Eu fiquei com muito medo, mas procurei pensar que talvez meu pai tenha mandado demolir a casa para construir algo melhor.
Procurei transparecer minhas emoções ao seguir reto pelo quintal até entrar na casa. Quando entrei na sala, Eu Não gostei nada do que eu vi. Havia um homem negro e um homem branco de cabeça raspada.
Ambos extremamente altos e musculosos. Os dois tem dois metros. Ambos estavam de terno e gravata. Estavam em pé, ao lado da parede atrás do sofá.
Pensei "Que isso? Um pornô? Mas eu ainda sou virgem"
— Olha só... Se não é a filha do Jean. — Disse o que tem a cabeça raspada ao me ver e demonstrando sarcasmo em seu tom de voz.
— Jean? — Perguntei bem baixinho. — Vocês são comparsas do meu pai?
— Olha, Gata. — Falou o colega dele que estava em pé ao lado. Quando os dois começaram a andar em minha direção, eu fiquei com muito medo. Mas eles não fizeram nada, apenas se sentaram no sofá. — Comparsa é uma palavra muito forte. Eu diria que somos funcionários dele.
— Legal! — Falei com um sorriso forçado em meu rosto. — Alias... Ilegal... — Lembrei que meu pai é bandido.
Fui andando calmamente até a cozinha, tentei fingir que já conhecia esses dois homens a muito tempo.
Quando cheguei na cozinha, peguei um copo no armário e depois coloquei água do filtro que se encontrava em cima da pia. Bebi a água calmamente e depois joguei o copo na pia.
Comecei a pensar enquanto estava apoiada na pia.
"Se esses dois inventarem de ter algo comigo? e se Bryan chegar e me ver com os dois? O que eu faço? Eles são bandidos, tenho medo de me estuprarem."
Depois de ficar cerca de quinze minutos apoiada na pia pensando essas coisas. Eu tomei coragem e fui até a sala. Quando cheguei lá, fiquei em pé encostada na parede de frente para o sofá onde os dois estavam sentados.
— Qual é o nome de vocês? — Perguntei calmamente como se eu quisesse ser amiga deles.
— Meu nome é Len. — Disse o de cabeça raspada com uma expressão entendiada em seu rosto.
— Len é um nome muito bonito! — demonstrei espontaneidade. Ele ao ouvir isso revirou os olhos.
— Eu sou o Winderson. — Disse o homem de pele mais escura com um sorriso forçado em seu rosto. — Nem precisa falar seu nome, Gatinha. A gente sabe que é Soraya.
— Olha, Gente. Preciso falar algo... — Dei uma pequena pausa. — Não vai rolar nada sem meu consentimento.
— Eu queria saber quando foi que eu disse que queria algo com você... — Falou o Len ainda com aquela cara de tédio dele. Eu olho para ele e sinto sono.
— Mas se tiver consentimento rola algo, né? — Disse o outro enquanto dava risada.
— Caralho, Winderson. — Falou Len enquanto começava a rir. — Não sabia que você curtia mulher musculosa. Olha para ela, parece um cara.
Esse comentário desse careca maldito me deixou extremamente irritada. Eu não disse nada. Apenas olhei para ele com uma cara fechada.
— O... Sol.. — Ele me chamou, com uma expressão fechada em seu rosto.
— Não te dei intimidade para me chamar de Sol. — Falei demonstrando estar irritada.
— Vou te chamar de capeta Junior então. — Mostrou um sorriso irônico enquanto se levantava do Sofá e vinha em minha direção. Não vou mentir não, eu estava com tanto medo que chorei por dentro.
— Pode me chamar de Sol. — Falei baixo.
— Escuta aqui. Se tu fosse homem. Eu teria te quebrado em pedacinhos só por ter me olhado com aquela expressão. — Ele estava em pé na minha frente e cara a cara comigo enquanto dizia isso. — Seu papai rico teria que pagar um bom esteticista para consertar essa sua cara feia.
Eu queria muito correr para o meu quarto e chorar horrores depois dessa. infelizmente esse careca maldito que eu nem lembro o nome começou a segurar minha mão.
— Que pena que eu não sou homem. Queria ver você tentar. — Falei com um sorriso forçado em meu rosto. Eu não sei de onde eu tirei a ideia de dizer isso.
Gente, eu Acho que é Len o nome dele, ficou extremamente furioso.
O outro levantou tranquilamente do sofá.... Len pegou o sofá com uma mão só e com uma facilidade que era como se tivesse pegado uma almofada.
Ele jogou o sofá contra a parede fazendo com que tanto o sofá quanto a parede ficassem em pedaços. Era esse tipo de estrago que afetava o bolso do meu pai.
— V-Você não é humano... — Falei gaguejando e demonstrando um enorme nervosismo.
Não pensei duas vezes. Eu corri para o meu quarto e me tranquei lá.
— Caralho, Len. — Falou Winderson enquanto pegava uma caixa de cigarros no bolso do seu casaco. Logo depois de tirar um cigarro, ele guardou a caixa de volta, pegou um esqueiro no mesmo bolso e logo em seguida, acendeu o cigarro e guardou o esqueiro. — Se o chefe souber que você quebrou a casa e maltratou a filha dele. Você vai ter que ouvir um monte. — Logo depois de dizer isso, ele começou a fumar tranquilamente.
— Você não percebeu que essa mina deve ter uma personalidade tão bosta quanto a do pai dela? — Falou Len com uma expressão irritada em seu rosto. — Você não sabe o quanto eu sofri nas mãos do Jean. Perdi muita coisas por causa desse velho do caralho.
— Ta, mano. — Disse o colega dele que ainda estava fumando o cigarro que havia acendido. — Mas a menina não tem culpa.
Nesse momento Bryan havia chegado. — Winderson e Len.... Isso explica o estrago na sala da casa.
— O Len Brigou com a filha do Jean. — Disse Winderson com uma expressão indiferente em seu rosto. — Ele falou que ela parece um cara. Ela mostrou uma cara de brava e ele não gostou.
— Você fez o quê? — Bryan perguntou mostrando uma expressão extremamente preocupada em seu rosto.
— Simplesmente achei que essa menina tem uma personalidade péssima. — Falou despreocupadamente.
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