Outro lado tóxico
2 Planejando.
Notas iniciais
Eu me lembro perfeitamente, depois de tudo que aconteceu, eu subi as escadas correndo, passei pelo corredor até chegar na porta do meu quarto. Girei a maçaneta da porta desesperada e assim que entrei no quarto, eu me joguei na cama e comecei a chorar.
Já era a segunda vez naquele dia que eu chorava e esse era o dia do meu aniversário. Porém estava parecendo mais um pesadelo.
Enquanto isso, Bryan, Len e Winderson ainda estavam em pé no centro da sala, próximos a escada que eu havia subido anteriormente, havia uma poltrona encostada na parede ao lado.
— Eu queria saber, Len. — Disse Bryan com uma de suas mãos em seu próprio rosto. — De onde você tirou a ideia de que a Soraya tem uma personalidade ruim?
— Essa mina me desafiou. — respondeu com uma expressão séria em seu rosto e em seguida, sentou-se na poltrona próxima a escada. Isso porque ele tinha destruído o único sofá. — E ela é filha do Jean. Você sabe como ele é….
— A Soraya é completamente diferente do pai. Ela nem foi criada por ele. — Falou o Moreno que estava em pé no mesmo lugar de antes. — seu comentário em relação a ela foi desagradável. — Mostrava em seu tom de voz o quanto estava irritado.
— E você acha que eu deveria fazer o quê?! — Len falou alto demonstrando estar irritado também.
— Você vai pedir desculpas para ela. — Bryan foi se aproximando de Len e mostrando firmeza em seu tom de voz. — AGORA.
Ao ouvir isso ficou calado por alguns minutos. Logo em seguida levantou-se da poltrona e andou até às escadas subindo calmamente. Quando chegou no corredor, notou que haviam varias portas. Mas de longe dava para se perceber que a porta do quarto do meu quarto seria a que tinha a cor rosa.
— Sol. — Falou calmamente encostado na porta com a mão na maçaneta. — Posso falar com você?
No momento em que ele disse isso, eu estava deitada abraçada com o travesseiro. Porém, não me encontrava chorando. Eu estava apenas com uma expressão triste em meu rosto. Demorou alguns minutos para que eu dissesse alguma coisa.
— O QUE VOCÊ QUER? — Gritei.
— Apenas conversar com você... — Disse. — Posso abrir a porta?
Eu não respondi. Mas no fundo, eu esperava que ele me dissesse algo.
— Se você não falar que eu não posso abrir a porta. — Continuou. — Eu vou abrir.
— Pode abrir. — Respondi demonstrando nervosismo enquanto sentava na cama encostada em sua cabiceira. Ele então abriu a porta e caminhou tranquilamente até minha cama. Eu ainda tinha um pouco de medo, tanto do Len quando do Winderson.
— Essa porta estava trancada, Len. — Falei rindo por um momento e depois voltei a mostrar uma expressão tristonha. — Você quebrou a fechadura...
— Sério? — Sentou-se do meu lado na beirada da minha cama. — Você não me disse que estava trancada. — Mostrou um sorriso sem graça.
— Então, Len... — Falei com a cabeça baixa. — O que você quer me dizer?
— Olha... Por ser filha do Jean. Imaginei que você fosse tão ruim quanto ele. — Falou seriamente. — Por isso, eu estava agindo daquela forma.
— Sério que você me tratou daquela forma por causa da primera impressão que teve sobre mim? — Nesse momento demonstrei estar nervosa.
— Na verdade não. — Se encontrava sério ao dizer isso. — Fiquei irritado porque me olhou com aquela expressão.
— Você falou que eu pareço um homem... — Dessa vez consegui encara-lo. Ele viu que eu estava realmente chateada.
— Nada do que eu havia dito era verdade. — Demonstrou firmeza em seu tom de voz. — Eu estava irritado e falei coisas sem pensar... Ainda mais por ter tido uma impressão errada sobre a sua pessoa. Me desculpe. Começamos de um jeito errado.
Nesse momento por impulso eu o abracei. Ele Ficou sem entender, mas correspondeu o abraço.
— Me desculpa por ter te desafiado. — Mostrei um pequeno sorriso quando falei isso.
— Tudo bem. — Começou a sorrir sem jeito. — Começamos mal. Vamos tentar começar de novo.
— Sim! — Nos separamos do abraço e ele beijou minha testa.
— Vou descer para beber algo. — levantou-se em seguida, andou até a porta e a fechou depois de sair.
Confesso que depois desse momento, eu comecei a refletir e percebi que Len não me tratou mal porque ele é uma pessoa má. Ele me tratou mal porque no seu ponto de vista eu era a pessoa má.
Fiquei deitada por um bom tempo pensando que gostaria de conhecer as pessoas que trabalham para meu pai e que também... gostaria de ver meu pai de novo.
Durante esse tempo em que fiquei deitada, Len havia ido para a cozinha onde Winderson e Bryan se encontravam em pé ao lado da pia tomando café. Eles estavam falando sobre Alguns filmes que lançaram no cinema recentemente.
— Finalmente, Len. — Falou Winderson com a xicara de café em sua mão direita. — Estavamos esperando você para começarmos a falar de assuntos sérios.
— Então... — Disse Bryan mostrando um olhar desconfiado. — O que vocês vieram fazer aqui? Imagino que não tenham vindo apenas para atormentar a Soraya...
— Eu já pedi desculpas! — Disse Len com uma expressão séria em seu rosto enquanto se aproximava da mesa e em pé ficou encostado nela de frente para os dois que estavam encostados na pia. — Ela levou numa boa...
— Len, você tem 30 anos na forma humana. — Disse o moreno que logo em seguida bebeu um gole de café.
— Ta, o que tem minha idade? — Demonstrou estar irritado.
— Hoje você agiu como se tivesse a mesma idade dela. — Bryan falou calmamente. — Dessa vez sou eu te falando isso. Se o chefe tiver que te falar algo... Ele não vai ser nada gentil.
— Eu já pedi desculpas! — Gritou. Mas depois acalmou em seu tom de voz. — Já falei que vou tentar ser mais legal com ela.
— Ótimo! — Exclamou Bryan que logo acalmou em seu tom de voz também. — Podem me dizer o que vieram fazer aqui?
— Duas coisas. — Respondeu o Winderson porque Len parecia estar pensando em algo. — Você está demorando demais para entregar as estratégias de invasão e roubo em areas mais complexas. O chefe quer falar com você sobre sua demora.
— Pensei que era algo importante... — Após dizer isso, perguntou em seguida:
— Qual é o outro motivo?
— A garota... — Disse Len.
— O quê? — Perguntou novamente demonstrando estar confuso.
— Ele quer a filha dele por perto, porra! — Irritado, acabou gritando. Mas depois começou a falar calmamente. — O chefe quer que você e a filha dele se mudem para uma chácara não muito distante do laboratório dele. Isso porque de acordo com ele, Soraya pode desenvolver orelhas e cauda de um Yokai, além de algumas habilidades não humanas.
— Se ela ficar aqui... pode ser caçada por outros cientistas... — Completou Winderson.
— Eu já imaginava que a presença de vocês não era sinal de algo bom. — Bryan suspirou após dizer isso. — Se é uma ordem do chefe... Não me resta outra alternativa...
— Eu parei para pensar e... — Disse Len atraves de pausas. — É estranho o Jean querer a filha dele por perto depois de tantos anos.
— E você espera algo de bom vindo do Jean? — Disse Bryan enquanto se afastava da pia e ia em direção a porta. — Talvez com a filha dele por perto, ele mostre alguma bondade. Mas eu acho meio impossivel porque ele é louco. — Logo o mesmo saiu da cozinha para me falar sobre o fato de nos mudarmos.
— Olha, Len. — Disse Winderson. — Até que você não é burro.
— Se eu ver que Soraya não é uma pessoa ruim. — Disse ele demonstrando preocupação enquanto ambos andaram até a porta da cozinha. — Eu vou tentar proteger ela do Jean.
— Vamos em no bar de sempre para conversarmos enquanto bebemos. — Eles seguiram até a sala e ironicamente sairam pela porta sendo que próximo a ela havia um dos enormes buracos que Len havia feito, sendo esse de quando ele jogou o sofá.
— A gente vai buscar o carro na garagem? — Perguntou Len enquanto andava pela calçada ao lado de seu colega.
— Não… — Disse o mais alto enquanto pegava seu celular em seu bolso. . — Vou chamar o Uber porque nós dois vamos beber.
Logo depois de chamar o uber. Ambos ficaram esperando o motorista chegar com o carro para poderem ir a um bar que eles costumam frequentar.
Demorou alguns minutos para o carro da cor preta chegar. Os dois entraram calmamente no carro.
— Então... — Disse o motorista ao dar partida no veiculo. — Em qual lugar vocês querem ir?
— Em um bar no centro... — Disse Winderson entregando o papel com o endereço ao motorista.
— Tudo bem... Estão indo beber depois de um dia cansativo no trabalho? — Respondeu ao dar partida no veiculo. — Em que vocês trabalham?
— Nós trabalhamos em... — Len não conseguiu terminar a frase porque o motorista interrompeu.
— Deixa eu adivinhar... — Continuou. — Devem ser seguranças de shopping ou algo do tipo... Estou certo?
— Pior que não, cara. — Falou Winderson . — Len não serve para ser segurança... O cara é violento!
Len ao ouvir essa afirmação do colega, comentou irritado:
— Mano... Não acredito que você falou isso. — Revirou os olhos. — sabe que eu só gosto de quebrar a cara de gente que não presta.
— Se não é isso... — Disse o motorista enquanto sorria. — Trabalham no que mesmo?
— Somos guarda costas de um cara rico. — Falou Len com cara de tédio enquanto bocejava.
— Eu imaginava por causa do terno. — Respondeu enquanto dirigia. — Chegamos.
Winderson pagou o motorista, logo em seguida ambos desceram do carro e seguiram para o bar.
Ao entrarem no bar que era um ambiente simples, porém era um ambiente bonito e acolhedor. Lá havia algumas mesas, era bem iluminado e com mesa de sinuca. Eles decidiram sentar-se nos bancos que haviam perto do balcão onde o barman estava atendendo.
— Hey, Cara. — Os dois já estavam sentados nos bancos quando Len disse isso ao ver o Barman próximo a eles. — Nos vê dois chopps.
Nesse momento, eu estava no meu quarto ainda sentada na cama encostada na cabeceira. Bryan abriu a porta e entrou no meu quarto, meu coração acelerou e minhas bochechas ficaram vermelhas no exato momento em que eu o vi.
— Soraya… primeiramente eu gostaria de pedir desculpas pelo que aconteceu com a gente no carro… — Falou ao encontrar-se na porta. — eu também gostaria de falar sobre algumas coisas com você.
— Sério? — Fiquei com a cabeça baixa com as bochechas coradas. Pensei “Esse é o momento perfeito para eu me declarar”
— Estou querendo fazer um bolo e um delicioso chá porque além de ser seu aniversário, vai ser mais confortavel para tratarmos desses assuntos. — Mostrou um lindo sorriso que fez meu coração acelerar. — vamos até a cozinha.
Eu andei até ele e juntos fomos para a cozinha. Quando chegamos no comodo, Bryan abriu o armário para pegar os ingredientes, a forma, a batedeira e a caneca para o chá. O moreno seguiu até a pia com as coisas e começou a preparar tudo para um ótimo chá da tarde. Sentei-me a mesa e fiquei observando ele prepando as coisas.
— Então, Soraya... — Falou enquanto preparava a massa do bolo. A mesa em que eu estava se encontrava de frente para a pia. Eu estava sentada de frente para ele. Mas ele se encontrava de costas para mim. — Seu pai quer que a gente se mude para perto do Laboratório dele...
— Sério? — Eu fiquei extremamente feliz ao ouvir isso. Já faziam anos que eu não via mais meu pai.
— Sim, eu vou conversar com seu pai sobre isso. Nós iremos arrumar as coisas e partiremos em breve. — Respondeu calmamente.
— Agora você me deixou ansiosa, quero muito ver meu pai de novo. — Pelo menos algo bom naquele dia depois de eu ter chorado tanto. Algumas pessoas ficariam tristes sabendo que sairiam da cidade natal. Mas eu fiquei feliz porque eu não tinha tantos amigos, os que eu tinha, eu poderia me comunicar por redes sociais. Na cidade nova eu poderei ver meu pai, fazer amigos e o mais importante é que Bryan vai junto.
— Para qual cidade a gente vai? — Perguntei mostrando um grande sorriso.
— É uma surpresa! — Ele parou as coisas que estava fazendo, virou-se e mostrou um sorriso forçado. Algo me dizia que aquele fato o incomodava. Mas eu não quis tocar no assunto. — Mudando de assunto... Sobre o que aconteceu no carro... Imagino que tenha algo que queira me contar. As bochechas dele coraram violentamente, ele mostrava um sorriso acolhedor.
— Bem... — Agora era a hora certa de dizer os sentimentos. Minhas bochechas também coraram naquele momento. Por impulso levantei da cadeira e andei até onde Bryan estava.
Winderson e Len chegaram bebados do bar em que estavam, entraram pelo enorme buraco que havia na sala. — Vou tomar um banho! — Disse Winderson enquanto subia as escadas.
Len seguiu até a cozinha. Colocou a mão direita sobre a maçaneta da porta que estava fechada. Mas ao ouvir a voz de Bryan me dizendo "Imagino que tenha algo que queira me contar..."
Ele decidiu tirar sua mão da maçaneta e decidiu ficar encostado na porta ouvindo nossa conversa. Eu não imaginava que Len estava em casa e muito menos que poderia ouvir tudo.
— Bryan, Eu sempre te amei. — Falei enquanto segurava suas mãos. — Durante muitos anos eu imaginei um futuro meu em um relacionamento sério com você.
— Soraya... Mas eu não sinto atração por mulheres. — Suspirou ao dizer isso e em seguida abaixou a cabeça. — Mesmo se você fosse um homem... Eu já gosto de alguém. Sinto muto.
Nesse momento, eu senti uma dor extremamente forte em meu peito. Eu senti que iria desabar em lagrimas naquele momento. Era como se meu coração tivesse sido quebrado em mil pedaços. Mas não queria chorar na frente dele, então fiz uma enorme força para não demonstrar nada.
Me senti traida porque inumeras vezes ele disse que confiava em mim. Eu achava estranho não me contar sobre seus relacionamentos. Também nunca me disse que é gay. Em mim alimentou a ilusão de que eu e ele ficariamos juntos.
— Tudo bem... — Soltei suas mãos e abaxei minha cabeça em seguida. — Respeito sua orientação sexual.
Eu sai andando calmamente até a porta e quando eu abri, vi Len parado ao lado.
— Você ouviu tudo, né? — Levantei minha cabeça e ele pode ver as lagrimas saindo do meus olhos. Comecei a chorar muito nesse momento, depois disso eu não consegui dizer nada. Ele imaginou que eu não queria que Bryan me visse nesse estado e me ajudou a subir as escadas até meu quarto. Subi com meu braço direito em volta de seu ombro.
Andamos pelo corredor até chegarmos na porta do meu quarto, Após ele abri-la, entramos.
— Não acredito que você não sabia que o Bryan é gay. — Ele falou calmamente, porém, com uma expressão séria em seu rosto. — Ele gosta de um colega meu.
— Obrigada pela informação... — Falei com a voz chorosa.
— Olha... Pode ser que você conheça alguém melhor. — Não respondi. Apenas deitei na minha cama e me cobri até a cabeça. Len ficou parado proximo a porta, de frente para mim, me observando.
— Esse é o pior aniversário que eu já tive... — Falei baixo. Ele engoliu seco porque imaginou como eu estava me sentindo.
Pensou "Caralho, hoje ainda é aniversário dela... Tenho que pensar em algo que faça com que ela se sinta melhor..."
Em sua cabeça, achou Bryan babaca por ter escondido sua orientação sexual sabendo que eu gostava dele. Após alguns minutos, Len saiu do meu quarto, ele queria me deixar sozinha. Ao descer as escadas, viu Bryan de cabeça baixa próximo a escada.
— Caralho, Bryan. — Falou demonstrando estar irritado. — Por que escondeu dela que tu é gay?
— Porque... eu achei que poderia me relacionar com ela. Mas eu tentei com outras mulheres e não consegui. — Falou com uma voz chorosa. — E também... Depois, eu comecei a gostar do Gabbe.
— Quando Gabbe te rejeitar dizendo que é hetero. Você vai se sentir exatamente isso que ela está sentindo. — Falou Len enquanto ia em direção a cozinha. Logo, ele abriu a porta, quando entrou viu a mesa com o bolo de chocolate pronto no centro, algumas xicaras e pratinhos em volta da mesa.
Ele estava extremamente preocupado. Não com aquele dia. Aquele dia já havia sido estragado por diversos fatores. Mas ele pensava em fazer algo especial no dia seguinte.
Pov Len.
Nesse momento Bryan veio na cozinha. Eu estava tão irritado com ele que não sabia se o encarava. Eu o respeito muito. e ele tinha todo o direito de reijeitar a garota. Só achei mancada ele sair dizendo que ela é a melhor amiga dele, que é como se fosse uma irmã... Sendo que todo mundo que trabalha com ele sabe sobre sua sexualidade. Até o cara que ele gosta sabe que ele é gay. Mas Soraya não sabia disso.
— Bryan... As coisas que eu disse... — Falei demonstrando arrependimento.
— Tudo bem... Eu fui babaca com a Soraya. — Falou mostrando uma cara triste. — Eu imagino que Gabbe vai me rejeitar no dia que eu falar os meus sentimentos.
— Sobre, Gabbe. A vida é imprevisivel. — Falei de maneira séria enquanto pegava impulsivamente meu celular em meu bolso. — Agora, Sobre a Sol. Nós dois fomos babacas.
— Eu estava pensando em passar o dia com ela... — Vi escorrer lagrimas de seus olhos. — Eu fiz esse bolo para tomarmos um chá hoje e depois iamos para o cinema.
— Não da mais para você passar o dia com ela. — Falei enquanto clicava no aplicativo do cinema para ver os filmes em cartaz. — Ela gosta de chocolate?
— Sim... — o moreno respondeu.
— Perfeito! — Exclamei enquanto guardava o celular. Fui andando calmamente para a sala, passei pelo Bryan que continuou lá parado. Nesse momento Winderson desceu as escadas.
— Aae, cara. Vamos no mercado? — Falei.
— Fazer o quê? Se for para comprar bebida, eu vou. — Respondeu enquanto se aproximava da saida da sala.
— Quero comprar Chocolate para a Sol... — Eu segui até o buraco na parede que dava para passar. — É aniversário dela.
— Pensei que você não se importasse com nada relacionado a ela. — Eu passei por aquele buraco primero. Depois que eu me encontrava na calçada, Winderson passou pelo mesmo buraco. — Mas agora eu me importo! — Andamos um do lado do outro pela calçada.
O mercado era bem perto, rapidamente chegamos. Não deu tempo de conversarmos muito. Fomos direto para o corredor onde haviam os chocolates. Eu notei uma caixa de bombons em formato de coração. Lembrei da minha falecida esposa nesse exato momento.
— Está pensando na Yoko? — Falou Winderson enquanto pegava a caixa de bombons.
— Sim... — Falei enquanto engolia seco.
— Caralho... Já faz anos que sua mulher morreu. — Falou enquanto jogava a caixa de chocolates para mim e eu a peguei. — Siga em frente, cara. Você vai dar de presente para a Soraya.
Ainda estava me sentindo mal pelas coisas que eu havia dito na primera vez em que vi a ruiva. Mesmo depois de ter pedido desculpas.
Nós fomos para o caxa, eu paguei usando meu cartão de débito. Logo em seguida, nós saímos do mercado e andamos um pouco até chegarmos na casa.
Assim que entramos pelo enorme buraco na parede da sala. Eu vi Bryan sentado na poltrona e assistindo tevê. Estava claro que ele não estava prestando atenção.
Ele estava pensando em outra coisa. Winderson foi para a cozinha beber café. Eu resolvi subir as escadas para entregar o chocolate para ela. Não sei porque. Mas Bryan me seguiu. Mas eu entrei no quarto, ele ficou do lado de fora encostado na parede.
— Sol? — Falei enquanto entrava no quarto com a sacola que estava o chocolate. Me apróximei da cama e me sentei ao lado da garota. — comprei para você! — Falei enquanto entregava a sacola para ela. Percebi que ela fez um enorme esforço para se sentar na cama, ficamos um ao lado do outro.
— Obrigada, Len! — Ela abriu um pequeno sorriso enquanto enxugava suas lagrimas. — Eu adoro chocolate!
Meu coração acelerou nesse momento, ela lembra um pouco minha falecida esposa que costumava dizer que adorava chocolate. Eu vivia comprando chocolates para ela. Por isso eu pensei em comprar para Soraya hoje...
— Len, você está com as bochechas vermelhas — Falou ela enquanto ria um pouco. — Está envergonhado?
— Não... É por causa do sol que tomei hoje quando fui comprar os chocolates... — Eu abri um sorriso. — Eu estava pensando em passar o dia com você amanhã. Você gosta de café?
— Eu gosto de cappuccino. — Respondeu demonstrando fragilidade.
— Beleza. Tem uma cafeteria que eu gosto bastante. — Falei enquanto acariciava seu rosto. — Penso em irmos para o cinema depois...
— Seria engraçado se eu fosse usando um top e você fosse sem camisa. — Ela começou a rir. — As pessoas vão dizer que nos conhecemos na academia.
— Claro que podemos ir assim. — Comecei a rir.
— Eu posso escolher o Filme quando a gente for ao cinema? — Perguntou calmamente.
— Claro que pode! — demonstrei estar animado.
— Pode ser a casa do medo? — Ela abriu um enorme sorriso.
— Vai ser a casa do medo então. — fiz carinho em sua cabeça. Ela ficou corada.
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