Notas iniciais
Demorou um pouquinho para eu escrever esse capitulo. E eu definitivamente gostei de preparar ele.

Pov. Soraya.

Len estava sentado ao meu lado da cama, eu ainda estava bem triste por tudo que havia acontecido. Minha mente estava uma bagunça. Mas depois que ele disse que iria fazer o próximo dia ser melhor e que iria me confortar, eu me acalmei um pouco. Foi Quando eu olhei fixamente para seu rosto, eu vi que ele tem um rosto muito bonito.

Sua pele pálida e sem nenhuma espinha, seus olhos claros que brilhavam com a luz. Apesar de ser um homem encantador fisicamente, não tem traços delicados, Na verdade ele é bem alto e musculoso. Sua aparência o torna másculo. É aceitável compara-lo a um seme de Yaoi ou até mesmo a um personagem bara.

A minha primeira impressão foi que ele é um cara malvado. Mas agora, depois de se mostrar preocupado comigo, eu não o acho tão mau assim.
— Sol... — Disse ele demonstrando nervosismo. — Você quer que eu te deixe sozinha? — Estava prestes a se levantar da cama. Mas por impulso, eu segurei seu braço.
— Eu não quero ficar sozinha! — Falei falei enquanto mostrava uma expressão chorosa. – Fica aqui comigo! Eu divido meus chocolates com você!
— Que isso, Sol? — Então continuou sentado ao meu lado na cama. — Eu comprei eles para você.
— Mas eu quero dividir com você! – Abri a caixa de bombons que se encontrava na cama, peguei um dos chocolates e levei até sua boca.
— Só um então! — Respondeu enquanto abria a boca para o chocolate. Ele comeu calmamente e depois deu um beijo em minha testa. Por impulso, eu acabei o abraçando, eu estava realmente triste.
— Você quer assistir algo? — Comentou enquanto me abraçava. — Eu coloco um filme ou uma série para assistirmos. Se você quiser, a gente evita assuntos que te deixem para baixo. Quando se sentir mais a vontade, sinta-se livre para desabafar. ­— Ao ouvi isso... comecei a chorar. Ele ainda estava me abraçando. Até que se levantou, foi até a penteadeira onde pegou o meu notebook rosa e o trouxe para a cama. Nós sentamos encostados na cabeceira da cama, um do lado do outro e nos cobrimos.
— Que tipo de filmes você gosta? — Perguntei mostrando um sorriso tímido.
— Gosto muito de filmes de ação, gosto de terror e também de comédias românticas. — Falou enquanto me ajudava a colocar o notebook em meu colo.

— E você, Sol? Gosta de que tipo de filme? — Disse demonstrando interesse.
— Você tem o mesmo gosto para filmes que eu... — Respondi baixinho. Esse moço beijou novamente a minha testa. Que isso? Só deve ser um sinal.

Olhando calmamente para Len, eu percebi que ele é quase tão lindo quanto o Bryan. Porém, outro não é tão malhado. Além disso, esse homem ao meu lado tem um cheiro muito bom, é como se usasse aqueles perfumes caros do O Boticário.

Eu sentia discretamente aquele perfume apaixonante e excitante ao mesmo tempo. Se eu não estivesse tão atordoada. Eu desejaria beijar sua boca. E talvez, um beijo dele fosse tão confortante quanto o seu caloroso abraço.

Nós assistimos alguns episódios de O mundo sombrio de Sabrina. Estávamos abraçados como se realmente fossemos um casal. A série parecia estar prendendo ele.

Porém, eu não conseguia prestar atenção. Minha mente estava uma bagunça. Eu estava me sentindo um lixo por ter sido rejeitada por Bryan.

Mas ao mesmo tempo era impossível não sentir algum tipo de desejo por Len, mesmo que fosse algo físico. Eu sentia vontade de beija-lo, eu queria que o seu beijo me confortasse. Mas eu temia por uma segunda rejeição.

Parando para pensar, eu conheci esse moço hoje. Eu não sei nada sobre o mesmo. E pior, essa pessoa é segurança do meu pai.

É melhor eu não me envolver por enquanto. Foi isso que eu pensei. Mas depois o desejo de beija-lo e toca-lo estava aumentando lentamente.

As coisas desastrosas que aconteceram anteriormente estavam se distanciando da minha mente.

Eu procurava disfarçar, hora olhava para o notebook, segui com meus olhos os quadros na parede, olhei para a estante da Tevê em frente a cama e em seguida avistei a penteadeira onde havia um espelho redondo... Quando segui com os olhos, acabei parando e olhando fixamente para Len que estava mordendo de maneira sexy seus lábios, percebi que a mão dele estava se movendo calmamente pelo meu braço. Ai já não dava mais. Quando eu fui pensar em algo.
— Queria que seu beijo me confortasse... — Acabei falando baixinho. Claramente ele ouviu. Eu falei de maneira tão clara, que aquelas palavras ecoaram em minha mente. Virando-se calmamente para mim, me olhou com uma expressão preocupada.
— O que você disse? — Se fez de desentendido. Len, você não me engana, eu sei que você estava querendo tanto quanto eu.
— N-Nada. — Como posso esperar algo dele se eu mesma não consigo ter um pingo de atitude. Talvez até pense que eu não quero nada com ele. Claro que eu não espero que tenha penetração, pois ainda sou virgem. Mas espero que ao menos ele me beije.

Nesse momento, ele já havia voltado a olhar para a tela do notebook.
— Len, olha para cá! — Exclamei enquanto segurava calmamente sua gravata. Então, virou-se para mim. O puxei delicadamente pela sua gravata e beijei sua boca. No inicio era um selinho. Mas ele começou a usar sua linguá, estava claro que queria algo.

Eu correspondi seu beijo que era incrivelmente melhor do que o do Bryan. Apesar de ser um beijo calmo, eu sentia o um sabor incrivelmente doce, sua linguá fazia movimentos que me deixavam incrivelmente mais excitada. Esse homem tem pegada, ele me puxou fazendo com que eu senta-se em seu colo.

A partir daquele momento suas mãos já estavam firmemente na minha bunda e passeavam para as minhas coxas também. Esse beijo foi duradouro. Paramos apenas porque precisávamos respirar. Estávamos ofegantes.

Nos olhamos fixamente. Caralho, os olhos desse homem são muito lindos, Viajei em diversas emoções prestando atenção neles.
— Se você quiser fazer algo mais... — Expressou calma em sua voz ainda ofegante.
— Então... — Eu estava muito excitada. Mas eu sou virgem e ainda tinha aquela ideia de me preservar para o homem certo. Embora tenha pensado durante anos que esse homem seria Bryan. Eu não fugiria disso. Talvez eu ainda vá conhecer alguém, talvez eu já tenha conhecido. — Eu sou virgem. Eu não quero fazer sexo hoje. Sinto que não estou pronta...
— Ele me levantou com suas mãos com uma enorme facilidade e me colocou com calma ao lado dele na cama. Isso me fez pensar em outra coisa que era sua força. É perceptível que ela é sobre-humana. É como se não sentisse o peso das coisas. Na tarde daquele dia, ele só pegou o sofá com a mão porque era grande, porque se não fosse, ele teria pegado com o dedo.
— Sobre sua força... Você não é humano, estou certa? — Indaguei com uma expressão curiosa em minha face.
— Eu era um Yokai... Uma Kitsune para ser mais exato. — Falou calmamente enquanto fazia carinho em minha cabeça. — Mas eu assumi a forma humana. Porém, continuei com minhas habilidades sobrenaturais que são força extrema e resistência.

Eu não fiquei surpresa em saber que seres mágicos existem. Fiquei surpresa em saber que Len é uma Kitsune com super Força. A maioria das pessoas que conheci falaram que Kitsunes possuíam poder de cura.
— Suas habilidades foram conquistadas, não é isso? — Demonstrei curiosidade.
— Tecnicamente sim. Eu sempre tinha poderes de cura. — Bom saber que eu não estava errada. — Mas teve um dia... quando a minha mulher ainda era viva, nós discutimos feio. Eu acabei bebendo muito em um bar em uma cidade magica que você ainda vai conhecer e naquela noite e acabei trocando minha habilidade de cura por super força. — Len era casado, eu fiquei muito surpresa em saber disso.
— Sua esposa era uma humana? Ela morreu por quê? — Perguntei mostrando tristeza em meu tom de voz.
— Sim, ela era humana. Faleceu porque ficou doente com o passar dos anos. Me arrependi profundamente por não ter mais meus poderes de cura. — Ele fez uma expressão tão tristonha que eu o abracei e ele correspondeu o meu abraço. Decidi não tocar mais no assunto. Definitivamente se ele tivesse habilidade de cura, teria salvado a moça. Mas Também não teve culpa dela ter ficado doente.
— Hey, Amanhã nós vamos passar o dia juntos! — Mostrei calma e preocupação em meu tom de voz. O moço mostrou um sorriso meio tristonho.
— Vou pegar algo na cozinha e já volto! — Falou. Ele havia lembrado do bolo e do chá. Levantou-se da cama e saiu calmamente pela porta. Bryan ainda estava encostado na parede. Ele havia ouvido tudo e parecia não ter gostado das coisas que ouviu.

Quando Len olhou para ele, o mesmo mostrou uma expressão nada feliz em seu rosto.

O outro desceu as escadas calmamente, passou pela sala e Foi até a cozinha. Bryan seguiu ele. Ambos chegaram juntos até a cozinha.
— Queria saber... Por que você fica me seguindo? — Perguntou o mais alto ao chegar perto da pia, pegou uma faca, duas colheres e dois pratinhos para depois e colocar em cima da mesa. Cortou dois pedaços do bolo que ainda se encontrava em cima da mesa e os colocou nos pratinhos. — Vai me dizer que ainda gosta de mim e que está com ciumes por eu estar mimando a garota que você rejeitou. — Debochou do mais baixo e começou rir em seguida.
— Mas é claro que não. Gostava de você por você ter um corpo musculoso. Mas prefiro homens que tem cabelo. — Respondeu com o mesmo tom de deboche. — E outra, o Chefe não vai gostar de saber que você está dando em cima da filha dele...
— Fala como se eu não soubesse disso... — Len mostrou uma cara de tédio. — Você parece um papagaio. Fica repetindo as coisas.
— Eu estava te seguindo para te dizer que eu vou dormir na casa de um amante. — Falou demonstrando frieza e ignorando totalmente o que o outro havia dito. — Winderson vai dormir no meu quarto. Você pode dormir na sala. Não quero te ver no quarto da Soraya! — Bryan saiu da cozinha, passando pela sala para subir as escadas até o seu quarto. Len ainda estava na cozinha próximo a mesa, pegou os pratinhos com os pedaços do bolo e os garfos fincados neles.
— Mas que desgraçado. — Saiu resmungando e seguiu calmamente até a sala, subiu as escadas até chegar no corredor e entrar no meu quarto. — Feliz aniversário! — Mas eu não estava lá. Então, ele deixou os pratinhos em cima da penteadeira e seguiu para o corredor em direção ao banheiro. Calmamente, girou a maçaneta da porta e entrou.

Ficou surpreso ao me ver nua embaixo do chuveiro, eu me encontrava ensaboando meu corpo.

Ele então encostou-se na parede e ficou me olhando como se eu não tivesse percebido sua presença.
— Essa porta estava trancada. — Falei calmamente.
— Posso usar o banheiro? — Perguntou demonstrando timidez.
— Sinta-se a vontade. — Respondi.

Ele então aproximou-se do vaso sanitário e colocou seu pênis para fora para poder urinar. Olhei discretamente. Ele tinha um membro consideravelmente grande.
— Alguns homens dizem que mijar de pau duro é desconfortável. — Falei sem pensar.
— Bem... sim... — Respondeu e continuou, porém com um tom de ironia. — E você olha pra cá como se quisesse algo.
— Eu até queria. Claro que eu sinto desejos. — Respondi enquanto ensaboava meu corpo. — Mas eu decidi me preservar.
— É compreensível. — Ele saiu sem dizer mais nada, Foi para meu quarto pegar o travesseiro e o cobertor para levar para a sala.

Eu sai do banheiro enrolada em uma toalha rosa, passei pelo corredor e quando cheguei no meu quarto, o vi procurando algo no meu guarda-roupas.
— O que você está procurando? — Perguntei encostada na parede.
— Bryan disse para eu dormir na sala. Estou procurando o cobertor e o travesseiro. — Falou enquanto revirava as coisas.
— Como vai dormir na sala se o único sofá está destruído? — Demonstrei preocupação.

— É mesmo, né. — Ele parecia incomodado justamente com isso.

— Bryan parece que não pensa! Prefiro que você durma comigo. — Era isso que ele estava esperando ouvir. — Gosto muito do seu abraço. Dormir com você vai me fazer bem.

Então se afastou do guarda-roupas sem pegar nada e fechou as portas. Fui até o mesmo guarda-roupas e peguei meu pijama que consistia em uma camiseta rosa e um shorts branco na gaveta. Comecei a me vestir em pé no mesmo lugar do quarto e sem me incomodar com a presença de Len.
— Mas eu não posso dormir de terno. — Falou com uma expressão preocupada.
— relaxa, eu pego umas roupas do Bryan. — Comentei.

— Não vai servir. — Falou revirando os olhos. — Sou bem maior que ele.
— Dorme só de cueca então. — Falei mostrando uma expressão safada em meu rosto.
— Se você não se importar... — Parecia constrangido.
— Eu não me importo. O que é bonito é para ser mostrado. — Falei enquanto me aproximava dele.

Sensualmente tirou seu casaco, a gravata, a camisa e em seguida tirou a calça, o sapato e as meias.

Gente, o corpo desse homem é lindo. Eu fiquei de boca aberta quando vi. Ele é malhado, tem os muculos visíveis. Seu peitoral, seu abdômen, enfim... Todos os músculos do seu corpo eram bem definidos. Ele tinha alguns pelos em sua barriga, seu braço e sua perna. Eram pelos discretos. Eu achei sexy na verdade.

Fiquei babando ao vê-lo usando apenas a cueca box preta da calvin klein. Ele se aproximou da penteadeira e pegou os dois pratinhos com os bolos.

— Eu me lembrei do bolo. Ai eu fui buscar para você naquela hora. —
Ambos sentamos na cama e começamos a comer os nossos pedaços de bolo.
— Está delicioso! — Falei abrindo um grande sorriso.
— Está mesmo. — Respondeu. Depois que ambos havíamos terminado de comer. Len foi tomar um banho. Eu já tinha feito isso, então deixei os pratinhos com os garfos na penteadeira e deitei em minha cama para assistir séries na Netflix. Demorou mais ou menos meia hora para que Len voltasse do banho apenas de cueca.
— Pode deitar aqui. — Falei. Ele veio em minha direção e deitou no lado direito na cama de casal king size do meu quarto, que é onde eu estava deitada.

Assistimos alguns episódios de Desencanto. Len encontrava-se me abraçando a maior parte do tempo. Quando começamos a sentir sono começamos a dormir em seguida.

Apesar de alguns momentos daquela tarde terem sido desagradáveis e eu ainda me sentir um pouco incomodada com a rejeição.

Já não me sentia tão triste, Len havia me confortado.

Pouco antes de dormir, eu pensei no quanto esse homem é lindo e aparentemente com uma ótima personalidade. Penso no quanto eu gostaria de conhece-lo melhor.

Olhei para o lado e reparei em seu notório corpo à mostra. Vários pensamentos vieram e eu percebi o quanto eu queria toca-lo.

Mas o mesmo se encontrava dormindo e eu não queria fazer nada sem o seu consentimento. Demorou muito tempo para eu dormir, pois eu estava extremamente excitada novamente.

O sonho que eu tive depois que peguei no sono foi bem estranho. Nesse sonho, o ambiente estava escuro. Mal dava para enxergar a mobiliá antiga naquela sala.

Havia uma pessoa no qual eu não conseguia ver direito seu rosto, apenas seus dentes pontiagudos. Ele estava cercado de gente em sua volta, não conseguia ver ninguém. Mas alguns deles nem tinham forma de seres humanos.

Os únicos que estavam próximos a um lugar claro eram Bryan, Len e Winderson.

Eu interpretei esse sonho como se revelasse que haviam muitas pessoas em volta do meu pai que eu ainda não conheci, inclusive, eu não faço ideia de como meu pai é.

O sonho foi tão assustador que eu acordei de madrugada com o susto. Foi ai que eu percebi que eu estava com a mão bem nas partes intimas do Len, mas por cima da cueca dele.

Senti seu enorme volume pulsando. Fiquei com água na boca.
— Soraya... — Disse ele. Me senti envergonhada por ele estar acordado e minha mão ainda estava lá. — Você quer pegar no meu pau?

Ainda estávamos deitados e sem pensar duas vezes, eu guiei minha mão para dentro de sua cueca, segurei carinhosamente seu pênis e comecei a masturba-lo. Eu não tinha experiencia, ele levou sua mão até a minha para me ajudar. Aparentemente estava sentindo prazer, pois eu ouvia seus discretos gemidos e vi a expressão sexy em seu rosto. Demorou um pouco para que ele gozasse em minha mão. Levei a mesma mão coberta de gozo até minha boca e a lambi.
— Len... — Continuei. — Posso te tocar um pouco?
— Sim. — Mostrou um sorriso safado. — Mas eu também quero te tocar.

Ambos sentamos na cama um de frente para o outro. Comecei a tocar seu másculo corpo, começando pelo seu peitoral definido, eu tinha vontade de chupar seus mamilos. Mas deixaria isso para uma outra hora.

Depois passei minhas mãos calmamente por seu abdômen que tinha alguns pelos que seguiam do seu tanquinho até suas partes intimas, isso eu particularmente achei sexy.

Em seguida, minhas mãos passaram por seus braços musculosos onde haviam alguns pelos também. Logo em seguida, levei minhas mãos para suas pernas musculosas e levemente peludas.

Logo, ele me ajudou a tirar minha camiseta. Com suas mãos apertou firmemente meus peitos, logo as levou para meu definido abdômen e depois apertou firmemente minhas coxas.

Depois de conhecermos o corpo um do outro, ele me puxou para perto dele, beijando calmamente minha boca.

Eu correspondi sentindo o gosto doce de sua boca e acompanhando o movimento calmo e apaixonante de sua linguá. Levei minhas mãos para seu peitoral novamente, onde eu toquei com vontade fazendo com que o mesmo apertasse minha bunda firmemente também.

Aquele beijo durou até sentirmos que precisávamos respirar, ele me abraçou logo em seguida e eu coloquei minha camiseta novamente depois que nos separamos do abraço.

Len se deitou-se na cama. Fui até o banheiro lavar minhas mãos e voltei para deitar ao seu lado. Me abraçou calmamente. Me senti querida e protegida. Nem tive mais pesadelos naquela noite.

Naquela manhã, eu acordei. Eu me encontrava no meio da cama, De um lado estava Len me abraçando e do outro estava Winderson me abraçando.

Ambos estavam apenas de cueca. Minhas memórias não falhavam e certamente não havia participação do outro homem na madrugada.

Provavelmente entrou no quarto bem depois e deitou do meu lado apenas para dormir tranquilamente. Eu não me incomodava com isso.
— Caralho, Winderson. — Disse Len ao sentar-se na cama e perceber a presença do colega. — Tu é casado e apronta uma dessas.
— Mano, eu só deitei aqui para dormir. — Respondeu o enquanto se encontrava deitado. Eu estava deitada também. — O quarto do Bryan não tem um cheiro agradável. Não consegui dormir lá!
— Você está abraçando a Soraya... — Disse Len demonstrando estar irritado para o amigo.
— Ta com ciumes, é? — Winderson me libertou do seu abraço e levantou-se dirigindo-se para a porta no qual saiu em seguida.
— Ele não fez nada com você, né? — Perguntou após o outro ter saído.
— Só me abraçou. — Respondi com minhas bochechas coradas.
— Soraya... Sobre essa madrugada... — O rosto dele se encontrava corado também. — Você realmente quis ter algo comigo?
— Bem... — Respondi demonstrando um estranho nervosismo. — Sim.
— Hoje a gente vai sair... Se você quiser.... — Tentou me dizer. Mas não soube se expressar. Porém, eu havia entendido.
— Sim. — Respondi enquanto me sentava na cama, levei minha mão até seu rosto e o acariciei.
— Você gosta de maquiagem? — indagou com um sorriso em seu rosto.
— Bem... Sim... — respondi. — Costumo usar maquiagem básica durante o dia. Está me perguntando isso porque...
— Sim! — começou a sorrir enquanto colocava o travesseiro em seu colo.
— Hey, Nem pense nisso! Você já me deu os chocolates! — Falei mostrando uma expressão brava em meu rosto. — No seu aniversário vou me vingar te dando um monte de presentes Também.
— Olha... Eu gosto de ganhar perfume, boné e até chocolates. — Falou de maneira extrovertida. — Mas existe algo que eu gosto ainda mais...
— O que é? — Demonstrei curiosidade ao fazer a pergunta.

Nesse momento, ele colocou o travesseiro de lado, aproximou-se de mim falando em meu ouvido: — Muito sexo.

Eu senti minhas bochechas corarem. Provavelmente, estavam vermelhas como tomate.
— Cuidado com o raposo. O raposo é safado. — Disse Winderson aos risos aparecendo na porta. Len pegou o travesseiro e tacou em direção a porta. Mas o outro havia saído correndo antes.
— Vamos nos vestir? — Len me abraçou ao dizer isso e em seguida me soltou. — Nós vamos sair hoje, lembra?
— Sim. — Demonstrei animo. Nós levantamos tranquilamente da cama, cada um de um lado.
— Vou ver se encontro alguma roupa que eu possa usar no quarto do Bryan. — Len saiu do meu quarto e foi para o outro quarto que se encontrava no mesmo corredor.

Ao chegar lá, ele abriu tranquilamente a porta e foi em direção ao guarda-roupas, onde após abrir suas portas e revirar as roupas que tinham lá, ele achou uma bermuda que parecia servir nele. Provavelmente um dos amantes do Bryan havia esquecido aquela roupa.

Os Chinelos do Bryan serviriam nele também. Vestiu a bermuda da cor cinza, o chinelo preto. Pegou o boné da cor cinza que estava na estante e colocou em sua cabeça. E também usou um perfume da Avon que o outro deixou ali.
— O desgraçado do Bryan vai ficar puto? — Começou a rir após dizer isso. — Sim. Mas quem disse que eu me importo... — Saiu do quarto tranquilamente.

Já eu ainda me encontrava no meu quarto, andei até o guarda roupas e abri a segunda gaveta. Peguei um top preto semelhante aos que eu costumava usar na academia. Peguei um shorts preto e uma sapatilha da mesma cor.

Eu os vesti. Coloquei também uma gargantilha preta que tinha uma pedra em formato de uma rosa no meio.

Após ter vestido as roupas. Fui até a penteadeira e me sentei na cadeira, passei uma maquiagem básica que consistia em um batom rosa e um delineador. Passei um perfume feminino que eu adorava do O boticário.
— Você está linda! — Len disse ao voltar para meu quarto apenas de bermuda, boné e chinelo. Estava sem camiseta, mostrando seu físico de dar inveja.
— E você parece um funkeiro com essa bermuda e esse boné. — Falei após ter me levantado e visto como ele estava vestido. — Mas continua lindo!

O abracei logo em seguida e segurei sua mão. Saímos do meu quarto, passamos pela sala, descemos as escadas até chegarmos na sala e sairmos por um dos enorme buraco na parede.
— Já pensou em ser fisiculturista? — Estávamos andando pela calçada, eu ainda segurava sua mão, fiz essa pergunta enquanto olhava o seu rosto.
— Não me imagino subindo em um palco... — Respondeu calmamente.
— Sério? Seu físico é de dar inveja. — Eu ia perguntar se ele tem relação com seus poderes.
— Mas é claro que não! — Começou a rir. — Eu gosto de malhar, entende? Super força não garante um físico malhado. Existem seres mágicos magros e gordos que também tem esse tipo de habilidade.
— Obrigada por me explicar. — Olhei para a frente com um pequeno sorriso. — Eu estava curiosa sobre isso.
— Tudo bem. — Disse de maneira extrovertida e com um sorriso.
— Onde nós vamos? — indaguei.
— Vamos em uma cafeteria aqui perto. Depois vamos para o Burger King e por ultimo vamos ao cinema assistir a casa do medo. — Respondeu ainda com seu sorriso.
— Adorei essa ideia! — Eu estava animada.
— Chegamos! — Disse ao entrarmos na cafeteria.

O lugar tinha um visual bem acolhedor, as paredes eram vermelhas, as mesas eram de madeira, havia um balcão de atendimento perto de uma das paredes, tinha alguns quadros semi realistas nelas.

Sentamos em uma mesa próxima a entrada. ele tinha sentado em uma cadeira e eu me sentei na cadeira de frente para ele.
— Hey... — Comentou com um sorriso. — Senta aqui do meu lado... Como vamos nos abraçar e dar uns beijos?

Comecei a sorrir com minhas bochechas vermelhas e me sentei na cadeira ao seu lado. Demorou alguns minutos para a garçonete vir até nossa mesa.
— Vocês querem pedir algo? — A moça nos perguntou com um sorriso. Ela era muito linda, mesmo com o uniforme do trabalho.

Mas Len não se importou com a presença dela. Ele estava interessado apenas em mim. Minhas bochechas estavam tão vermelhas nesse momento.
— Você quer um cappuccino, né? — Ele quis confirmar comigo antes de dizer para a atendente. — Vai querer algo para comer? A gente só vai no Burger King mais tarde.
— Sim, eu adoro cappuccino. — Abri um sorriso em meu rosto. — Para comer... Eu queria salgado.
— Para comer me vê duas esfihas grandes e duas coxinhas médias. — Falou para a garçonete. — E para beber me vê um cappuccino médio e um café preto.
A moça então foi levar o papel com o nosso pedido para prepararem.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Eu adoro ler comentários. Então, se puder, deixa um comentário. Sempre fico animada para continuar a história depois de ler. ~ Beijos da Tia Ferakei151