Notas iniciais
Desculpem a demora. Eu tive que revisar varias vezes e ainda acho que deve ter uns erros. Espero que gostem!

Demorou poucos minutos para a garçonete trazer nosso pedido, entregou um prato com uma coxinha e uma esfiha para Len e o outro prato com os mesmos salgados para mim.

Em seguida, ela colocou a xícara com o cappucino na minha frente. A xícara de café preto colocou na frente dele. Ainda nos encontrávamos sentados no mesmo lugar de antes.
— Len... — Comentei mostrando um caloroso sorriso enquanto pegava uma coxinha no meu prato. — Tem algo que eu gosto muito na sua aparência.
— O que é? — Começou a rir timidamente antes de beber um pouco do seu café. Depois que bebeu um pouco, colocou a xícara de volta na mesa. — Vai me dizer que é o cabelo que não tenho?
— São seus lindos olhos azuis. — Nessa hora eu tinha travado ao dizer. Len não tem olhos azuis. Seu olho direito é azul. O olho esquerdo dele é verde.
— Sol... — Continuou rindo. Mas dessa vez foi porque realmente achou engraçado. — Meus olhos não são azuis. Um é azul e o outro é verde.
— Desculpa, eu queria ter dito que os acho lindos... — Minhas bochechas estavam vermelhas. Terminei de comer minha coxinha depois disso.
— Tudo bem. — Ele se encontrava bem tranquilo. Eu o imaginava sendo uma pessoa rude. Confesso que me enganei. — Eu entendi.

Existiam varias coisas que eu queria perguntar para Len. Sendo elas relacionadas ao trabalho do meu pai, que eu ainda não sabia qual era. Pesquisei inúmeras vezes na internet tentando saber, lá só mostravam noticias falando que meu pai tinha relação com trafico de armas, roubo e exercício ilegal da medicina.

As noticias diziam que ele foi preso cinco vezes e que atualmente está sendo procurado pelas autoridades. Porém, algo me diz que o buraco é mais embaixo. Mas o meu dia com Len teria que ser agradável já que o dia anterior foi um desastre. Eu não queria tocar em assuntos que poderiam me desanimar e estragar o clima.
— Quantos anos você tem mesmo? — Perguntou demonstrando curiosidade. — Momentos antes de eu ir na sua casa... Ouvi falar que você se tornou maior de idade...
— Nossa, então não posso nem mentir, né? Sim, eu fiz dezoito anos no dia vinte e cinco de outubro. — Respondi e depois bebi um pouco do meu cappucino. Depois de beber, completei: — E você? Quantos anos tem mesmo?
— Bem... Quando conheci minha falecida esposa, ela tinha dezesseis anos. —Ele engoliu a seco e prosseguiu. — Fisicamente eu aparentava ter essa idade quando assumi a forma humana. Atualmente me considero com trinta anos. Essa é a idade que minha esposa teria se estivesse viva.
— Mas como um Yokai, Você teria quantos anos? — Questionei após dar uma mordida na minha esfiha.
— Bem... Nós não costumávamos contar nossa idade... — Parecia incomodado com a pergunta. Também, eu sou curiosa demais. Perguntei a até a idade dele em sua forma magica.

— Me consideraria com uns duzentos anos pelo menos. Então quer dizer que a senhorita é maior de idade. — Demonstrou calma ao dizer isso com um sorriso lindo. — Isso me deixa mais tranquilo.
— Ficaria comigo se eu fosse menor de idade? — Comentei rindo. Porém estava preocupada caso o mesmo respondesse com um sim.
— Mas é claro que não. — Isso me tranquilizou. — Já não gosto de diferença de idade.

Esse fato me deixou mais calma. Tão tranquila que comecei a rir como se estivesse rindo de algo engraçado. Mas eu realmente estava bem em saber que Len não é um pedófilo.
— Não ri não. — Completou com aquele sorriso lindo. — Estou falando sério!
— Len, Você é muito lindo mesmo na forma humana. —Mostrei um sorriso sincero ao olhar fixamente para ele. Ele ficou com suas bochechas coradas e tentou disfarçar a timidez bebendo um gole do seu café.
— O-Obrigado. — Respondeu gaguejando após colocar novamente a xícara de café preto na mesa. — Gatinha, você é linda e maravilhosa.
Não entendi porque ficam me chamando de gatinha. No começo eu entendia como um elogio. Mas naquele momento eu já achei estranho. Porém, eu decidi não perguntar nada.
— Você é do signo de escorpião, né? — indagou.
— Sim. — Tentei mostrar naturalidade em minha resposta. Mas ainda estava acanhada com eles me chamando de gatinha toda hora. Era como se eu realmente fosse um gato domestico. Mas eu tentava imaginar que isso era apenas um elogio. — Qual seu signo?
— Dizem que escorpianas são safadas. — Soltou um risinho ao dizer isso. — Sou de peixes. Sendo um Yokai mesmo, eu nasci em doze de março.
— Não sou safada! — Mentira. Eu me conheço bem e sei que vejo muito hentai, yaoi e porno sendo gay, hétero e lésbico. E eu penso em sexo uma boa parte do meu dia. A quem estou querendo enganar? Conforme for passando o tempo, ele vai perceber essas coisas. —Bom saber seu aniversário. Assim posso te entupir de presentes.
— Você acordou com a mão no... — Ele ia falar algo. Mas eu tampei sua boca com as minhas mãos.
— Foi sem querer, ta? — Falei com uma expressão brava em meu rosto e depois soltei minha mão da sua boca.
— Mas você deu continuidade. — Ele sorriu e se aproximou de mim nesse momento.

Nesse momento já havíamos terminado de comer os salgados. Ainda estávamos terminando o nosso café.

— Um dia você vai estar tão apaixonada por mim, que sua primeira transa vai ser comigo. — Fiquei molhadinha ao ouvir isso. Me imaginei fazendo sexo com ele, que por causa do seu físico e do seu tamanho, ele seria um pouco bruto até.
— Dizem que pessoas de peixes são sentimentais. — Comentei, minhas bochechas estavam extremamente coradas.
— Isso deve ser verdade... Eu costumo demonstrar claramente as minhas emoções. — Confirmou olhando fixamente para mim. Ele já tinha terminado de beber seu café. — Em questão de relacionamento... Eu sempre fui um cara romântico. Eu gostava de dar chocolates, ursos de pelúcia e flores para a minha esposa. Eu também gostava muito de sair em encontros e sempre fui carinhoso no sexo. A gente discutia algumas vezes. Mas eu nunca levantei a mão para a minha esposa. Simplesmente me afastava para esfriar a cabeça.
— Caramba, Não imaginava isso de você. — Fiquei de boca aberta. Ele é completamente diferente do que eu tinha imaginado. — Sua aparência...
— Ela transmite um ar de brutalidade. — Comentou tranquilamente. — Sim, eu sei.
— Desculpa ter pensado errado... — Olhei para ele com um ar de arrependimento.
— Que isso? Eu também pedi desculpas por ter uma impressão errada de você, lembra? — Falou enquanto arrumava os pratinhos e as xícaras que estavam sem nada na mesa. — Já terminamos o nosso café... Vamos embora?

Ele chamou a garçonete, que veio até a nossa mesa com a maquina de cartão. Depois pegou sua carteira no bolso, abriu ela e pegou seu cartão de debito que usou para pagar a conta. Nos levantamos em seguida e saímos do estabelecimento.
— É bom deixar esse aqui separado. — Falou enquanto guardava o cartão em seu bolso da bermuda separado da carteira, isso enquanto andávamos. — Eu moro aqui perto, se importa se nós andarmos até minha casa? Tenho que pegar meu carro para nós irmos até o shopping.
— Len, você tem carro? — Comentei demonstrando uma enorme surpresa.
— Sim. — Respondeu calmamente. — é um Toyota Cinza.
— Mas eu achei que a gente ia de ônibus. — Acompanhei seus passos. — Você não me disse que tem carro e como assim você mora aqui perto?
— Eu sempre morei por aqui. O laboratório do seu pai se encontrava nessa cidade. Esse foi um dos motivos pelo qual comecei a trabalhar para ele. — Suspirou. — Sobre o carro, eu usava bastante quando comprei, mas parei de usar quando voltei para minha antiga cidade. O laboratório do seu pai é lá atualmente.

Eu estava tão atenta em ouvir suas palavras e olhava fixamente para ele. Não prestei atenção no cenário em volta. Enfim, ele estava certo, morava bem perto da cafeteria.

De longe, eu notava seu carro cinza na garagem do sobrado. O carro era lindo, aparentava ser novo.
Len pegou as chaves da casa que estavam em seu bolso e usou para abrir o portão.
— Pode entrar. — Segurou delicadamente minha mão. — Eu faço um chá para você.
— Eu prefiro esperar aqui na calçada. — Não posso negar, eu realmente queria xeretar a casa dele para ver como era. Mas eu acabei pensando que poderia incomodar.

Nesse momento, pelo corredor veio um garotinho de aparentemente seis anos de idade, ele abraçou Len.
— Naoto, O que você está fazendo aqui? — Então Len conhecia esse menino. Eu ri discretamente depois de ver a cena porque achei fofo. O menino tinha cabelos curtos e brancos como a neve, olhos azuis e pele pálida. Estava usando uma bermuda cinza, camiseta do Ben10 e tênis. Ele era muito parecido com Len. Imagino que o mesmo quando menor teria essa aparência.
— A vovó trouxe a gente para a sua casa porque fica mais perto da escola. — Comentou o menino. — Papai, eu não quero mais ir para a escola. Eles fazem bullyng de mim.
A criança começou a chorar. Ai eu já fiquei triste em ve-lo chorando. Então, ele tem um filho.
— Mentira, pai — Veio uma garota pelo corredor, ela tinha cabelos negros, olhos castanhos, pele da mesma cor que o menino. Estava usando uma camiseta roxa, uma calça cinza e uma sandalia. Ela era um pouco maior que o menino em questão de altura. — Ele está inventando para não ir hoje.
— Mentira, pai! Não acredita nela! — O outro começou a gritar enquanto chorava. — Mentirosa!
— Calma, crianças. — Abraçou os dois enquanto os acalmava. — Temos visita.
— Quem é essa moça? — Perguntou a garota. — É sua namorada?
— Não inventa, Akane. — Falou ironicamente.
— Pai, ela é jovem demais para você. — Eu comecei a rir. — Procura uma mulher da mesma idade que o senhor.
— Vamos entrando, gente. — Começaram a seguir pelo corredor até a porta para entrarem na casa. — Você também, Soraya.
— Na verdade, eu sou a filha do chefe dele. — Comentei enquanto entrava pelo portão e seguia eles.
— Papai, está querendo namorar a filha do seu chefe? — Comentou o menino demonstrando curiosidade.
— Será que é para conseguir um aumento? — Disse a menina. As duas crianças começaram a rir. Len deveria estar morrendo de vergonha.
— Cadê a avó de vocês? — Perguntou enquanto entramos na cozinha da casa.
— Quem é essa moça? — Perguntou a senhora de cabelos negros e curtos que estava usando uma saia longa e rosa e uma camiseta branca, ela usava chinelo em seus pés. Estava em pé preparando o almoço no fogão.
— Essa é a namorada do papai. — Disse o menino com um enorme sorriso em seu rosto. — Um dia ele vai casar com ela e a gente vai comer salgados.
— Isso é verdade? — A senhora mostrou uma expressão curiosa em seu rosto.
— Ela é só uma colega de trabalho. — Falou enquanto arrumava o boné em sua cabeça. — O nome dela é Soraya.
— Prazer, Soraya. — Respondeu ela. — Sou Kaede. A minha filha era esposa do Len.
Nesse momento eu travei. Imaginei que ela deveria estar incomodada com Len trazendo uma mulher aqui, mesmo que sua filha não esteja viva.
— Onde fica o banheiro? — Eu não conseguia esconder que estava me sentindo insegura. Mas eu perguntei do banheiro porque eu estava com muita vontade de mijar.
— É só seguir pela sala, perto dela tem a lavanderia que é onde tem um banheiro. — Disse Len me mostrando por onde seguir.

Eu fui exatamente por onde ele disse e achei o banheiro. Abri a porta, tranquei ela logo em seguida e levantei a tampa do vaso para sentar em cima dele e urinar.

Nesse momento, As crianças haviam ido brincar no quintal. Len estava na cozinha com a ex sogra.
—Naoto me falou que está sofrendo Bullyng... — Ele se encontrava em pé encostado na parede. Falou aquilo com um ar de preocupação. — Eu queria que a senhora verificasse isso.
— Eu fui na escola algumas vezes. — Respondeu ela que ainda estava em pé de frente para o fogão. — A professora disse que ele se da bem com os colegas e com a irmã.
— Entendo. — Respondeu dando um suspiro.
— Agora... Sobre a moça que você trouxe... Ela é bonita, Len. — Disse Kaede com um caloroso sorriso ao olhar para ele. — Yoko iria querer que você seguisse em frente.

Ele não respondeu. Imagino que ela tenha falado algo que o afetou profundamente. Pois o mesmo apenas seguiu pela sala até chegar em seu quarto que fica no mesmo andar.

Abriu uma gaveta do guarda-roupas e pegou uma regata, pois no shopping não pode entrar sem camisa.

Logo depois, voltou para cozinha, foi quando lembrou do que Kaede havia dito anteriormente. Suas bochechas que coraram. Nesse exato momento, eu sai do banheiro e fui até a cozinha.

Eu olhei para as mãos dele e vi segurando um pano branco.
— Vocês vão querer almoçar aqui hoje? — Perguntou a senhora mostrando um caloroso sorriso. — Eu não imaginava que vocês viriam. Então é uma comida simples. Mas sintam-se a vontade.
— A gente marcou de ir ao cinema. — Disse ele ao andar até o balcão e pegar as chaves do carro. — Fica para uma outra hora.
Mostrei um sorriso timido e minhas bochechas ficaram coradas. Andei até ele que estava encostado de frente para o balcão, segurei sua mão e fomos até a porta juntos.
— Até logo, então! — Disse ela enquanto acenava. — Eu quero ver vocês dois juntos mais vezes!
As bochechas dele coraram violentamente.
— Tchau! — falamos juntos e nos despedimos das crianças também. Eu e ele fomos andando pelo corredor até chegarmos no carro que se encontrava na garagem.

Len destrancou Todas as portas do carro usando a chave automatica, abriu a porta que se encontra ao lado do passageiro.

Eu entrei e depois a fechei. Logo em seguida, ele abriu a porta de trás do carro e jogou a regata no banco de trás e fechando a porta em seguida.

Se afastou do carro e foi abrir os dois portões da casa, voltou para o carro entrou no banco do motorista e colocou as chaves para liga-lo.

Depois que tirou o carro da garagem, saiu dele para trancar os portões da casa. Assim que ele entrou no carro, colocou o cinto de segurança e deu partida. O carro iria seguir para o shopping.
— Nossa, Ta calor hoje. — O mesmo aparentava estar incomodado com a luz do sol nos seus olhos. Abriu o porta-luvas e pegou um oculos escuros, em seguida colocou em seu rosto.
— Você fica muito bonito de oculos escuros. — Falei baixo enquanto colocava meu cinto de segurança.
— O-Obrigado. — Comentou sem jeito. — Mas não acho isso... Uso quando o sol incomoda meus olhos. As vezes uso no trabalho também.

Agora ele estava realmente parecendo um funkeiro. De Bermuda, boné, chinelo e óculos escuros. Dava para ver claramente os músculos definidos dos seus braços e como ele estava sem camisa dava para ver todo seu físico definido. Eu não conseguia desviar o olhar. Len havia percebido isso.
— No shopping pode entrar sem camisa? — Perguntei.
— Não. — Respondeu tranquilamente. — Quando sairmos do carro. Eu vou vestir uma regata que peguei no meu quarto. — Ah, então era esse o pano branco que eu tinha visto ele jogar no banco de trás.

Depois disso, nós não falamos mais nada. Ele apenas colocou uma musica que nem sei o nome. Sei que era um rap. Ficamos ouvindo ela o resto do percurso.

Assim que chegamos no shopping, ele parou o carro em uma das vagas do estacionamento, pegou a regata que estava no banco de trás do carro. Saiu do carro, Vestiu a regata. Veio até a porta do meu lado, abriu a porta da frente do passageiro para que eu saísse em seguida.
— É uma pena que esteja usando regata... — Comentei mostrando um olhar safado.
— Por quê? — Além de super força, eu acho que ele também tem a habilidade de se fazer de desentendido. Deve ser porque é de peixes. Dizem que pessoas do signo de peixes são lerdas. — A regata ta suja? — Virou-se de costas para mim.
— Não... — Depois seguimos um do lado do outro até a porta do shopping. — É porque eu queria ver mais seu corpo. Gosto de musculos masculinos. — Meu rosto corou.
— Ah ta. — Começou a rir. — Bom saber.
Eu ri timidamente. Seguimos até o segundo andar do shopping que é onde se encontra a praça de alimentação. Fomos até a fila do Burger King.
— Eu nem te perguntei se você gosta de hambúrguer, batatas fritas e refrigerante... — Comentou preocupado. — Você gosta?
— Olha... Eu até gosto. — Falei com um sorriso. — Mas como de vez em quando porque prefiro comidas mas saudáveis.
— Olha só, Ela é fitness! — Falou ironicamente.
— Só agora você percebeu? — Perguntei no mesmo tom de ironia.
Nesse momento chegou nossa vez de sermos atendidos. Eu já havia visto as opções de combos nas telas do lugar.
— Boa tarde! — Exclamou a atendente com um sorriso em seu rosto. — Podem fazer seus pedidos.
— Eu quero um combo mega stacker rodeio de quarenta reais. — Falou calmamente enquanto pegava seu cartão de débito no bolso da bermuda. — Soraya, você quer o quê?
— Eu quero um combo whopper furioso —Len abriu um sorriso, fez carinho na minha cabeça depois tirou a mão dos meus cabelos e pagou os combos usando seu cartão de débito.
— Para a viagem por favor. — Falou espontaneamente. — Cara, eu amo comer no burger king. Gasto uma boa parte do meu salario vindo aqui com meus filhos.
— Cuidado para não engordar, hein. — Falei brincando.
— Por quê? — Falou brincando também. — Se eu engordar, você não vai mais me querer?
— Homens gordinhos também tem seu charme. — Falei sorrindo e com minhas bochechas coradas.
— Sei... — Mostrou um olhar desconfiado. — Também amo comida japonesa. Você já comeu?
— Não. — Mostrei uma cara triste. — Eu falava que tinha vontade. Mas Bryan dizia que é ruim.
— Caralho! O Bryan consegue ser chato até pra comida! — Disse demonstrando incomodo. — Hoje nós vamos comer no Burger King porque faz tempo que eu não venho aqui. Mas amanhã a gente vem comer comida japonesa antes de irmos para sua nova casa.

Ficamos esperando nossos pedidos ficarem prontos. Ele olhava para mim demonstrando tranquilidade. Assim que nossos pedidos ficaram prontos. A atendente nos chamou pelo nome.

Pegamos nossos lanches e seguimos para a bilheteria do cinema que se encontrava no mesmo andar. Fomos para a fila e demorou um pouco para chegar nossa vez.
— Boa tarde. — falou a atendente. — Poderiam escolher o filme e o horário?
— A casa do medo que vai passar as 15:00 horas. — Disse len com o cartão de débito em sua mão.
— Poderiam escolher as cadeiras? — Perguntou a funcionaria.

Len escolheu as cadeiras 4 e 5 da fileira E da sala 1. Peguei meu celular e entrei no portal do aluno.
— Eu pago meia! — Mostrei o portal do aluno e o Rg para a atendente. Ela alterou o tipo de ingresso. Ele pagou calmamente com o cartão de débito e retirou os ingressos sendo uma inteira e uma meia.
— Mostra o portal do aluno e o Rg na entrada também. — Comentou enquanto guardava seu cartão de débito em sua carteira, em seguida a guardou em seu bolso na bermuda. — Podem pedir lá também.
— Certo! — Falei mostrando um sorriso. Len acariciou minha cabeça e mostrou um sorriso.

Depois que saímos dali pegamos o elevador do shopping que se encontrava próximo. Apertamos o botão do elevador que nos levaria para o cinema.

Assim que chegamos na entrada do cinema que tinha as paredes vermelhas e vários posters e cartazes de filmes.

Len mostrou os ingressos para o funcionário que se encontrava no podium. E eu ainda estava com o Rg e com o celular na mão onde o portal do aluno estava aberto.
— Só dez minutos antes da sessão, campeão. — Respondeu o moço de longos cabelos negros e presos que estava com o uniforme do cinema.
— Tudo bem, cara. — Disse Len demonstrando tranquilidade enquanto nos afastávamos dali e fomos em direção a um banco que havia no cinema. — Sol, você quer algum doce?
— Não, Len. — Comentei mostrando preocupação. — Os doces aqui são muito caros.
— Ah, mas se quiser algum chocolate é só pedir. — Mostrou uma expressão calma em seu rosto.
— Mas você já me deu chocolate antes. — Fiz biquinho.
— Vem comigo! — Nem tivemos tempo de sentar no banco. Ele estendeu calmamente sua mão para mim e eu o segui até o snack bar que se encontrava próximo ao podium do cinema. — Nem tem fila aqui. Vamos ser atendidos rapidamente e logo vai dar o horário do nosso filme.

Eu fiquei encarando os lindos olhos dele que demonstravam uma Extrema bondade. Pensei "Será que esse homem trabalha mesmo para meu pai?"
— Vamos! — Ele já havia comprado os chocolates. Eu estava tão focada em seu rosto que só prestei atenção no funcionário moreno entregando os chocolates para ele. Provavelmente já tinha passado o cartão e eu nem notei. — Nosso filme já começou! Quero dizer... Os trailers. — Riu um pouco.

Nós andamos rapidamente até a fila que estava no podium. O mesmo atendente de alguns minutos atrás ainda estava lá.
— Pelo tamanho da fila acho que vai demorar um pouco. — Comentei porque haviam umas dez pessoas na nossa frente. Mas o atendente era rápido.
— Você tem certeza? — Disse Len mostrando um sorriso. A fila andou rapidamente.
— Proximo! — Falou o funcionário em alto e bom som. Já era nossa vez. Len mostrou os ingressos que estava em sua mão junto com o chocolate. — Comprovante da meia?
— Aqui está! — Falei com um sorriso em meu rosto enquanto mostrava o celular com o portal do aluno e o Rg.
— Sala um, ao lado! — Exclamou mostrando um sorriso enquanto apontava para a sala. Nos caminhamos tranquilamente em direção a sala.
— Bom filme! — Disse o moço.
— Obrigado! — Respondeu Len.