Notas iniciais
Minha primeira história aqui, tenho que ressaltar que esse prólogo foi desenvolvido depois deu escrever uns 15 capítulos depois, então pode ser que os capítulos seguintes possam estar um pouco mais, digamos, soltos.

Uma noite. Gritaria. Várias pessoas com tochas e armadas com simples instrumentos de agricultura perseguiram um casal que carregavam um bebê. Eles corriam rumo a uma caverna, dentro dela haviam três caminhos para seguir. Seguindo o terceiro caminho. Era possível ouvir berros de algumas pessoas azaradas que optaram pelo caminho errado e deram de cara com uma família de ursos gigantes. O restante ainda os perseguiam. Correndo pela caverna, iluminados pela lua graças a uma fenda no teto pararam em outra entrada. O homem pegou um saquinho que levava em sua cintura e jogou para cima o conteúdo que lá havia, era um pó branco. Caindo em cimas dos três, eles atravessaram a entrada. As pessoas tentaram segui-los, mas ao passar pela mesma entrada, vários viraram esqueletos. Sua carne, músculos e sangue foram incinerados em milésimos de segundos, em apenas um flash. Os esqueletos se desmontam e caem sobre o chão sobre os pés dos dois que observavam triste aquela cena. Metade dos sobreviventes daquela armadilha diabólica estavam horrorizados com a cena. Não conseguiam nem falar. Os três que passaram, viram um portal flutuante com uma escada. O portal brilhava em uma estranha com vermelha com preta que rodava em espiral. Eles atravessaram e sumiram de vista.

Do outro lado, eles chegaram em uma sala com um ser corcundo, todo coberto por um manto cor vermelho amarronzado. Seus olhos de cor verde eram a única coisa visível por debaixo do seu capuz. Ele apontou com os seus dedos/garras para a primeira das três entradas existentes no local então o casal seguiu. Depois de andar por várias galerias de cavernas, eles encontraram um ser de aparência humanóide da cor vermelha com seus pontos de articulações da cor negra, sua face tinha somente dois olhos da cor azul-claro divididos por uma pequena protuberância vermelha que começava onde ficava o queixo e ia até um pouco acima de sua testa, formando um pequeno tipo de chifre. Ele fez uma sequência de números de um a três em seus dedos: 2, 3, 2, 3, 3, 1 e 1.

Depois de passar pela última galeria, eles deram de cara com três entradas diferentes. Então eles seguiram a sequência dada pelo último ser que eles tinham visto. A cada passagem que atravessavam, toda luz era sugada e logo após eles se deparavam com o mesmo lugar que estiveram na vez anterior. Mas essa era a armadilha. Se não soubessem a sequência, ficariam presos em um looping infinito que levaria qualquer ser humano aos confins da loucura.

Ao passar pelo último número dado pelo ser, eles entraram em uma sala onde no final haviam duas sombras e atrás deles estavam um imenso portão. Eles caminharam até onde as sombras estavam até uma delas tomar forma. Um ser humanóide que aparentava ser o chefe de tudo e todos estava em pé esperando a chegada deles. Usava uma espécie de roupa bem gasta da cor rubra, com proteção em ambos os braços parecido com a sua cor de pele. Sua capa tinha alguns rasgos no fim e era de cor azul gasto. Seu capuz não cobria muito bem o rosto então deixava visível seus olhos alaranjados sem nenhuma pupila e ele tinha um sorriso assustador em seu rosto com os dentes pontiagudos bem alinhados. O outro ser que havia na sala era pequeno e se cobria com um manto totalmente negro, deixando apenas seus olhos de cor vermelho fraco amostra.


??1: O que querem aqui? — Se pronunciou o chefe de tudo e de todos naquele local.
??2: Queremos fazer um contrato com você. — Sua voz máscula e imponente também soou em claro e bom som debaixo de seu sobretudo.
??3: O mais rápido possível — Uma voz feminina soou sutil naquele lugar assustador, que também estava coberta por um sobretudo.
??1: Um contrato para que finalidade?
??1/??2: Queremos que você sele as duas almas existentes nesse bebê e que ponha uma alma humana dentro dele.

Selar as duas almas do bebê? Colocar outra alma nele? Isso não seria o ato mais cruel para se fazer com um bebê que tinha apenas alguns dias que nasceste? Muitas perguntas para nenhuma resposta.


??1: Isso será bastante complicado, sabia? Vocês são os primeiros que me pedem para fazer tal ato.
??2: Não importa, se não fizermos isso, ele será a arma de destruição em massa mais poderosa que esse mundo já ouviu falar. — O homem pedia.
??3: Por favor, estamos cientes desse nosso ato que iremos fazer, ele não deveria nem ser uma existência possível. — A mulher suplicava.
??1: Arh... Tudo bem. Skew, faça os preparativos, e desta vez não devore nenhuma alma do nosso estoque, ou abro o seu estômago e tiro com a minha própria mão.
Skew: Sim, mestre — O ser se curvou e sumiu ao atravessar a "parede" que lá havia.

Ambos, homem e mulher olhavam pela última vez o seu filho, lágrimas caiam sobre o rosto do bebê de ambas as pessoas. Então eles tiraram o capuz e deixaram seus rostos amostra.

Um homem de cabelos negros, olhos cinzentos, com dois chifres em sua cabeça e de pele acizentada abraçava a sua mulher, uma jovem de cabelos mais brancos que as nuvens do céu, com heterocromia, dando cor de mel a um de seus olhos e o outro com a cor do fogo, vermelho. Ambos se abraçavam com o bebê no meio deles, e chorando, eles não podiam fazer outra coisa, era a única saída.


Mormo: O que acha de dar um último presente a ele, Metatron? — Ele fala o nome de sua mulher, que o olha com um sorriso.
Metatron: Claro, Mormo. — Ela olha para ele sorrindo, que o mesmo retribui.

Ambos deram as mãos e abriram uma fenda no ar, e puxaram uma espada negra com um brilho vermelho sobre toda a sua extensão. Eles abriram outra fenda acima do peito do bebê e guardaram a espada lá dentro, depois fecham a fenda.


Ambos: Até qualquer dia, R.

Notas finais
Postarei 2 capítulos por semana, um na segunda e outro na sexta, possa ser que por algum milagre eu poste 3, isso depende de quantos capítulos eu escreva por semana. Enfim, até o próximo capitulo e se possível deixe um review :) até!