Outro Mundo - Livro I - Despertar

1 Episódio 1 - O Despertar do Mago


Capítulo Um: O Despertar Do Mago.

Spell City

O céu sem nuvens e ensolarado cobria toda a cidade se Spell City, Alice uma mulher alta, pele morena, olhos azuis, usando uma roupa social feminina caminhava pela rua empurrando o carrinho de seu filho de cinco anos, acompanhado por dois gêmeos, estavam andando pela cidade olhando as lojas e outras coisas, Alice Grey , a décima sexta herdeira da família Fell, uma família de longos séculos e que guardavam um grande segredo, era casada com Allan Fell, o herdeiro da família Fell, uma outra família com passados obscuros mas com uma ligação eterna. uma mulher muito bem sucedida, tinha lojas, salões de beleza entre outros tipos de empresa, seus filhos gêmeos se chamavam Willer Grey, um garoto meigo, olhos azuis, pele escura, cabelos azuis mesclados com um tom negro e que usava uma camiseta branca, uma calça jeans escura e tênis esportivo branco e preto, o outro se chamava Killer Fell, se diferenciava de seu irmão por ter seus cabelos eram negros, seus olhos azuis e que usava uma camiseta azul, calça jeans clara e tênis esportivo preto, o pai deles Allan Fell era um homem de cabelos brancos, olhos verdes, pele clara e bem sucedido também, um homem de sucesso cheios de empresas espalhadas pelo mundo inteiro:
— Ei mamãe onde estamos indo?
— O que foi Willer, já está cansado?
— Não mãe, mas queria muito saber onde estamos indo...
— Vamos a tal lugar selar aquela certa coisa...
— Mais mamãe ele não vai ser igual a nós?
— Não, Killer, quero que o pequeno Miller seja um humano normal...
De repente esbarrou em uma senhora de idade, mais ou menos um oitenta e cinco anos de idade, a senhora encarou Alice com um sorriso no rosto e falou:
—Ah Alice... Há quanto tempo...
Uma senhora baixa, olhos azuis, pele clara e enrugada, cabelos prateados, usando um vestido branco e colar de pérolas brancas no pescoço:
— Agatha Wolk’s?
— Vejo que te lembras de mim pequena criança...
— Como não se lembrar da cabra velha que me treinou... Minha mestra!
— Ainda continua a mesma garotinha arrogante de sempre...
— O que está fazendo aqui?
— Preciso conversar com você, sobre esse pequeno garoto de nome Luiz Miller...
Alice teve um susto momentâneo e os dois irmãos se entre olharam:
— Pode me dizer então...
— Não aqui... Leve–nos para um local mais seguro...
— Killer, Willer... Vamos ver se o treinamento de vocês está indo como esperado...
— Para onde vamos mãe?
Indagou Killer curioso, Alice sorriu e respondeu:
— Cidade de Glodeness Cronw, a terceira mansão Grey Fell...
— Tão longe mãe?
— O que foi Willer? Não me diga que não consegue...
— Ela nos subestima irmão...
— Vamos mostrar para mamãe o poder da nossa dupla!
Teleporte!
Berraram os dois irmãos ao mesmo tempo, um grande círculo branco se abriu no chão e todos foram teleportados para o local desejado, uma mansão enorme de pintura cinza clara parou no meio do jardim florido, com diversos tipos de flores e plantas:
— Aqui estamos Agatha, o que tem a dizer?
— Alice, essa semana eu tive uma visão... Não sele os poderes desse garoto... Não vá para o mundo humano...
— E por que não?
— Um dia os poderes dele irão se revelar, ele irá se voltar contra você “E quando as três luzes forem acesas o sol irá ficar negro e aos céus a alma pura partirá!”
— Mais que merda! Ele já tem algo selado dentro dele, selar os poderes dele é a melhor solução...
— Você é mãe dele, faça o que quiser, mas quando ele se voltar contra você eu direi “Eu Te Disse” como sempre fiz...
Os olhos de Alice estavam trêmulos e suas mãos suadas olharam para Miller com carinho e amor e indagou outra vez:
— O que quer dizer com “A alma pura partirá”?
— O que significa, Miller vai morrer!
Exclamou a velha senhora deixando Alice e os gêmeos abalados.

São Paulo – Onze Anos Depois.

Um garoto caminhava pelo parque ecológico, altura mediana, cabelos brancos e curtos, olhos azuis e pele escura, parou diante ao lago enorme, de águas escuras, com uma ponte que se estendia cortando o lago em dois, subiu na ponte e ficou observando seu reflexo:
— Oh vida chata!
Retornou para sua casa em um bairro calmo e com grandes casas de cores e formas variadas, as calçadas eram longas e cheias de arvores, coisas que o garoto adorava, chegou em frente à sua casa, um quintal imenso como cercas com flores, o portão da altura da sua cintura, o caminho até a porta era ladrilhado com pedras em formato de hexágonos e de cor vermelhos, porta era de madeira de carvalho vermelho, a maçaneta dourada, o piso de assoalho escuro com ricas claras, a certa do terraço de madeiras, a casa toda era feita de madeira, padrão antigo, mas com materiais modernos, parecia ter sido recém–construída, respirou fundo e entrou se deparando com seus irmãos mais velhos:
— Bom dia irmãozinho!
— Bom dia Killer...
— Bom dia Miller!
— Bom dia Willer!
Responderam os dois irmãos e foi direto para a cozinha, ao colocar o pé levou um susto e disse:
— Papai! Quando foi que voltou?
— Hey, meu pequeno Miller... Voltei agora a pouco...
Allan havia acabado de chegar da conferencia de empresas que aconteceu na cidade do Rio De Janeiro, levantou e deu um abraço em Miller, a mesa era redonda feita de mármore e suporte de metal fosco, as cadeiras espumadas com forro verde e estrutura do mesmo material de que o suporte da mesa, Allan estava de terno, a mesa cheia de frutas, diversos frios, pães e derivadas guloseimas, Alice se aproximou e colocou uma xicara de café sobre a mesa e disse:
— Aqui está o seu café Miller!
— Mãe sabe que eu não tomo café!
Alice vestia uma camiseta regata que realçava seus grandes seios e calça social preta, como um sapato social de cor preta, ambos os pais do garoto riram:
— Desculpe filho, esqueci que o bebezinho da mamãe não toma café!
— Para com isso mãe!
— Olha que bebê mais fofo...
— Até você pai? Eu vou para escola!
Gritou Miller saindo correndo da cozinha, Allan e Alice se olharam e sorriram. Caminhava lentamente pela rua, faltava duas horas para começar sua aula então resolveu voltar ao parque, parou na ponte outra vez:
— Que idiotas!
Disse o garoto respirando fundo, uma ventania começou de repente, fazendo a ponte feita de madeira sacudir, uma sensação estranha tomou conta de seu corpo:
— Que sensação é essa?
Vestia um casaco branco aberto com listras pretas nas mangas, camisa branca e uma correntinha com um GF, calça jeans preta e justa, com um tênis cano alto preto e justo, olhou para o céu e notou um bando de pássaros voando desesperados, animais corriam de todos os lados, o céu começou a escurecer com nuvens negras:
— O que está acontecendo aqui?
— Sai da frente!
Gritou uma garota correndo em sua direção, ele segurou seu braço e disse:
— Hey, o que está acontecendo?
— Me solta garoto! Espera... “Esse colar”
Pensou a garota, estava desesperada, parecia fugir de alguma coisa, olhou para o braço esquerdo dela e notou que estava ferida e o sangue estava jorrando por um ferimento profundo:
— Você está bem?
— Droga, você ainda não percebeu?
— Perceber o que?
Indagou o garoto confuso, a garota revirou os olhos e segurou o braço direito dele correndo para o meio da cidade, poucos minutos depois chegaram a um galpão abandonado, ela colocou a mão sobre o ferimento, mas de nada adiantou o ferimento era profundo demais:
— Ai merda, precisamos de um médico...
— Me deixe e vá embora...
— Não! Não posso deixar alguém ferido para trás!
Ele rasgou a manga da blusa e amarrou o ferimento dela, retribuindo com um sorriso:
— Meu nome é Anna, Anna Archer Vander Stand... Prazer em conhecê-lo.
— Eu sou Luiz Miller Grey Fell, o prazer é todo meu...
Sorriu de volta, os olhos da garota correram pelo rosto dele com um pensamento único – “Ele é filho daquela família... E como não viu aquela coisa? – Não sinto nada vindo dele, isso é estranho...” – Em segundos o teto veio abaixo, milhares de estilhaços de caíram sobre eles:
— O que está acontecendo?
— Não tenho tempo para explicação, corre!
Gritou a garota pegando no braço esquerdo dele e saindo correndo, tropeçaram e caiu, um cheiro de carne podre exalou pelo local, Miller colocou o a outra mão no rosto para amenizar o mau cheiro, Anna continuou a puxa-lo, olhou para o buraco no teto depois para o chão, havia uma poça de água suja, passos podiam ser ouvidos, a expressão séria de Anna começou a preocupar Miller:
— O que está acontecendo aqui?
— Tem certeza que não consegue ver?
— Ver? Ver o que?
Ela foi erguida pelos pés, aquilo fez com que Miller ficasse apavorado, mesmo assim não a soltou:
— Miller me larga e saia logo daqui!
— Não, eu não sei o que está acontecendo mas eu não vou deixar você para trás!
Berrou puxando a garota pelo braço, ela caiu em cima dele com o pé machucado, algo havia mordido o seu pé, sem pensar duas vezes Miller a colocou nas costas e saiu correndo:
— Para onde está me levando?
— Para algum lugar seguro... Poderia me dizer o que está acontecendo?
Ele a levou correndo pelas ruas de São Paulo, as pessoas estranhavam a garota:
— É estranho como um garoto membro da Família Grey Fell, não consegue ver...
— Como sabe da minha família? E eu já perguntei “ver o que?”
— As criaturas magicas...
— Essas coisas não existem, eu não acredito em magia!
Um carro foi jogado em cima deles, assustando os outros pedestres que estavam ali, Miller rolou no chão e segurou Anna, levantaram e ficaram sentados na calçada, pois Anna sentia muita dor:
— Você está bem?
— Eu vou sobreviver Miller...
— Não existe esse negócio de magia...
— Tem certeza?
Ela colocou a mão esquerda sob o pé machucado e disse:
Síntese!
Uma luz verde envolveu sua mão e começaram a curar sua perna, os olhos de Miller se arregalou os olhos:
— Parece surpreso Miller...
— Isso é estranho... Nunca tivera ouvido falar disso antes!
Um urro estranho e assustador pode ser ouvido outra vez, Anna se apressou a cura seu braço agora, algo estava correndo em sua direção bem atrás de Miller, seus olhos tremeram e se arregalaram:
— Miller cuidado!
Ela o empurrou e foi acertada por algo, batendo contra a parede e caindo. Ao ver a garota cair uma sensação mais forte da que sentiu no parque tomou conta do seu corpo e um grito ecoante berrou:
— Anna!
Correu até ela e a segurou em seus braços:
— Anna... Anna... Anna fala comigo!
Com a voz rouca e baixa, com muita dificuldade respondeu:
— F... U... J... A... Miller...
Seus olhos fecharam e seu coração batia cada vez mais fraco, ele colocou a mão naquele rosto pálido, e com um sorriso avermelhado pelo sangue ergueu a mão até o rosto dele:
— Miller, você agora acredita em magia?
— Sim, Anna, Eu acredito em magia!
— Isso é bom... Quem sabe um dia você se torne mago!
Ela perdeu a consciência e sua mão foi ao chão, Miller tremeu e soltou um berro:
— Anna Não Vá!
Uma gigantesca onda de energia foi liberada, Miller foi envolvido por uma aura azul com bordas avermelhadas o envolveu, longe dali, Alice estava na cozinha quando deixou uma vasilha de vidro cair ao chão:
— Allan, sentiu isso?
— Sim, parece que o selo se rompeu!
Respondeu o homem na porta da cozinha – Killer, Willer procurem por Miller agora! – Exclamou Alice, os dois irmãos que estavam sentados assistindo televisão – Certo! – Responderam correndo para a porta. De volta as ruas da cidade, Miller colocou a cabeça de Anna apoiada na sua blusa e se ergueu de olhos fechados, começou a mudar de forma seus cabelos ficou brancos e arrepiados, sua roupa também mudaram, uma capa branca com listras nas mangas surgiu balançando com a força do vento que o rodeava, uma camiseta regata de cor preta, uma calça justa de cor preta e um coturno preto com cadarços pratas, em sua mão esquerda uma espada prata, sua bainha tinha formato reto, com a ponta inferior como calda de dragão e a superior como boca de dragão de onde saia o punhal prateado. A sua frente havia uma criatura imensa e horrenda, olhos negros como a noite, pele podre, composto por carnes em decomposição com cor escura, chifres gigantes retos para cima, de cor branca, sua boca cheia de dentes mútuos e afiados como de um tubarão, dos cantos escorriam sangue, o sangue de Anna cujo tivera mordido antes:
— Agora eu acredito em magia!