Notas iniciais
Olá, nenéns! Peço que me perdoem por este longo tempo longe, e também por ter recomeçado tudo, e mudado tudo, mas sinceramente espero que gostem. Amo vocês e espero que não tenham me abandonado. ❤️

Neste exato momento estou a caminho de Mystic Falls, uma cidadezinha pacata e com poucos habitantes.

Depois de longos anos resolvi que deveria voltar às minhas raízes, ver meus únicos parentes vivos. Seis anos se passaram desde o trágico acidente.

SEIS ANOS ANTES...

Estava completando 14 anos e minha mãe insistiu em fazer uma festa à fantasia para mim, eu não estava muito animada com aquilo, pois não tinha muitos amigos, então quem eu convidaria? Matt apenas? Pensava sobre isso quando mamãe me chamou:

— Mel, querida. Gostou da fantasia? Está parada em frente ao espelho há cinco minutos sem dizer nada. — disse ela enquanto sorria e alisava meus cabelos. Mamãe era tão bonita, olhos cor de mel, cabelos castanhos ondulados de um brilho intenso que iam até a altura dos ombros. Um corpo bonito com um sorriso encantador. Não entendia como podia estar solteira a tanto tempo, desde que papai morrera 5 anos atrás. Ela não se interessou por mais ninguém.

— Sim, mamãe. Essa serve. — disse enquanto voltava de meus devaneios. Estava com um vestido longo e verde musco, com detalhes dourados o rodeando. Tinha uma coroa fixada em minha cabeça. Mamãe insistira que eu teria de ser uma princesa.

— Esta linda, filha. Uma verdadeira princesa. — seu sorriso se ampliou. Forcei um sorriso fraco que mais pareceu um esgar. Ela não pareceu perceber, não queria decepciona-la, desde a morte do papai ela ficou mais emotiva, não queria magoá-la com meus caprichos.

Voltei ao provador para tirar o vestido enquanto mamãe ia avisar à vendedora que iriamos leva-lo. Vesti minha roupa e sai do provador com o vestido e coroa em mãos, logo os entregando para a mamãe, que já tinha os pago e aguardava com uma bolsa para que pudesse guarda-los. Agradecemos a vendedora e saímos da loja.

Estávamos indo para o carro quando de repente um homem mascarado saiu de uma loja de jóias xingando e atirando na direção do segurança que corria em desespero atrás dele. Não percebi quando um dos tiros atingiu mamãe no peito, só fui notar quando uma mulher gritou desesperada para que alguém ligasse para a emergência. Pânico. Terror. Medo. Tudo me atingiu de uma vez. Órfã. Sozinha. Morte. Quis morrer naquele exato momento, não haveria mais festa, nem aniversário, nem nada. Só a dor que me invadia e me matava por dentro.

DIAS ATUAIS...

Mal percebi que estava chorando, me perdi em pensamentos por quase 10 minutos e ouvia as buzinas serem tocadas ferozmente, percebi que o sinal estava verde. Acelerei, logo avistando a placa que dizia: "Bem-vindo a Mystic Falls."

Entrei na cidadezinha, lembranças me invadindo, quanto tempo que não via tudo aquilo. Quando mamãe morreu eu fui enviada para um orfanato religioso, passei o resto de minha adolescência convivendo com freiras. Hoje, com 20 anos, já não me importo mais com as coisas que lá aprendi.

Estacionei o carro em frente a um bar para que pudesse pedir informações, muitas coisas mudaram em seis anos. Entrei no local e até que estava bem movimentado, considerando que já era quase oito horas da noite de um domingo, havia um homem no balcão, aparentava trabalhar ali, não muito alto, loiro, porte físico razoável, estava de costas para mim, parecia arrumar uma prateleira com bebidas. Fui até o balcão e sentei em uma das cadeiras, ele logo percebeu a aproximação e se virou para mim. Parecia surpreso. Levantei uma sobrancelha sem nada dizer.

— Elena... — se engasgou ao dizer. — O que faz aqui há uma hora dessas? Achei que estaria com Stefan ou em casa descansando, já que amanhã é segunda e tem aula. — Disse com um sorriso sem graça sem conseguir esconder a surpresa.

— Elena? — perguntei sem entender. — Não me chamo Elena, deve estar me confundindo com alguém. — ele arregalou os olhos quando eu disse isto. Desconfiada, continuei. — Me chamo Melanie, e você é..?

— Matt, pode me chamar de Matt. — Respondeu nervoso. Matt... Nome familiar. Sorri falsamente e disse:

— Pode me dar uma informação?

— Claro. — respondeu.

— Pode me dizer onde atualmente os Gilbert residem? — ele arregalou ainda mais os olhos antes de responder:

— Claro, logo meu expediente acaba. Te levo até lá. — sorri agradecida. — Quer beber algo enquanto espera?

— Não, obrigada. Estou bem assim. — ele assentiu e foi atender um casal que acabara de chegar. Sem ao menos, tirar os olhos de mim por mais de cinco minutos.

Passadas quase meia hora, ele veio até mim enquanto tirava o avental.

— Vamos? — perguntou me olhando de forma desconfiada. Assenti e levantei, andando a sua frente. E então perguntei enquanto me virava para ele:

— Estou de carro, devo lhe seguir ou você está a pé?

— Estou a pé. — disse enquanto me olhava de maneira estranha, quase como se esperasse que eu o atacasse ou algo assim. Assenti destravando o carro. Ele me seguiu, sentei no banco do motorista e ele logo entrou sentando ao meu lado.

— Só me guiar. — falei enquanto colocava a chave na ignição.

Depois do que pareceu uns 20 minutos, paramos em frente a uma casa de madeira.

— Bem, chegamos. — disse sorrindo fraco. Assenti descendo do carro, então ele fez o mesmo e me seguiu. Andei calmamente até a casa, parando em frente a porta e batendo na mesma. Logo ouvi barulho de passos e resmungos. Então uma morena idêntica a mim abriu a porta me olhando de forma assustada e perguntando:

— Katherine?

— Meu Deus, resolveram me dar nomes hoje. — disse enquanto revirava os olhos. — Não, Melanie, me chamo Melanie Gilbert. Você no caso é..?

— Elena Gilbert. — disse ainda aparentando estar assustada.

— Ora, olá priminha. — sorri de forma irônica.

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim! Comentem, meus amores. E novamente, me perdoe! :c Até breve. ❤️