Outra Dimensão

17 Qual é a verdade?


Notas iniciais
Bom dia... Como estarão nossos heróis?

— Para trás, crianças! Isso é briga para gente grande – comentou Naruto, ironicamente, fazendo Boruto revirar os olhos.

— Ele nunca vai mudar – resmungou, recebendo um soco na cabeça dado por Sarada.

— Mais respeito!

O menino olhou para o pai, quer dizer, para o futuro pai e corou. Sem a máscara, ficava claro até mesmo para um cego quem ele era.

— Foi mal…

— De qualquer jeito, fique para trás. Nós cuidaremos disso.

— De jeito nenhum – resmungou a menina morena, estalando os dedos em um tique característico da mãe. – Não vou perder a oportunidade de lutar com meus pais.

Sakura foi a que mais rapidamente entendeu o que ela disse e imediatamente ficou vermelha que nem um tomate, olhando para Sasuke que parecia tão surpreso e sem jeito quanto ela. O queixo de Karin foi ao chão, sem acreditar.

— Vamos então – disse a rosada, estalando os dedos também. Só assim as poucas semelhanças entre as duas ficavam visíveis ao assumirem o mesmo olhar determinado. – Mostraremos a eles porque somos chamados dos Novos Sanins.

Os dois Sasuke sorriram, desembainhando suas katanas e revestindo-as com chakra. Naruto se cobriu com o manto amarelo e preto. Sakura revestiu os próprios punhos com chakra, enquanto que Kakashi armou uma espécie de chidori, mesmo sabendo do risco sem o Sharingan de perder o braço.

— Tem certeza que vocês querem entrar nessa? – perguntou Mitsuki, olhando para os dois companheiros.

— Vão bora – exclamou Boruto, assumindo o mesmo manto amarelo e preto do pai e Sarada armar também o chidori, técnica que aprendeu com o irmão, e ativando seu Mangekiou na forma de uma estrela de oito pontas.

— Fazer o quê? – resmungou Mitsuki, assumindo o modo Senin.

Mas, antes que pudessem atacar, mais ninjas se juntaram aos inimigos e, de repente, quatro dos inimigos iniciais desapareceram e de repente se puseram em quatro pontos ao redor deles.

— Pulem… – gritou Kakashi, quase tarde demais.

— Ribalta – gritaram os quatro juntos.

Uma luz azulada saiu dos quatro e se cruzou no céu, explodindo, arrasando tudo ao redor. Suigeitsu ajudou Karin e Juugo os acompanhou. No entanto, Sakura se preocupou em retirar a filha da linha de tiro, protegeu-a com o próprio corpo e foi arremessada para trás com a força da explosão.

— Mãe… – gritou a garota, desesperada.

A mulher se ajoelhou no chão e deslizou lentamente para o lado. Sarada se acercou da mãe, mas, quase imediatamente, ela se levantou lentamente, o ferimento em seu peito se fechando.

— Presta mais atenção, garota! Sua mãe não vai estar sempre por perto.

A menina estremeceu, vendo os olhos prateados da mãe. Ela estava tão exausta da batalha anterior que teve de se valer do chakra de Lilith para se recuperar dessa.

— Vou ter de dar mais algumas lições a ela, mãe – respondeu, assumindo os olhos prateados também.

A mulher sorriu de lado, mas não respondeu.

Eram muitos inimigos, perto de cinquenta guerreiros. Parecia até mesmo que esperavam uma guerra.

— Liberação de Terra: Pântano do Submundo… – gritou Sakura, vendo os guerreiros se aproximarem, mas derraparem e afundando na areia movediça.

— Chuva de Areia de Ferro – gritou Sarada, acertando em cheio outro grupo.

— Liberação de Água: Técnica da grande cachoeira – invocou Kakashi, derrubando vários nukenins.

— Rasenshuriken – gritaram Naruto e Boruto juntos, quase decapitando meia dúzia.

— Mãos de serpente oculta na sombra… – gritou Mitsuki, picando vários adversários a distância e matando-os instantaneamente.

— Você é capaz de controlar a Areia de Ferro? – perguntou Sakura a filha, sorrindo largamente. – Estou impressionada.

— Você não viu nada – disse a garota, encarando-a.

Lentamente, um a um iam caindo até só restar os cinco inimigos iniciais, bastante machucados.

— Voltamos ao inicio, não é? – provocou o Sasuke mais velho, irônico.

O líder, no entanto, não parecia preocupado. Olhou ao redor, a área úmida:

— Projétil de Liberação de Relâmpago: Respiração violenta…

Antes que qualquer um deles pudesse reagir, foram atingidos por uma violenta onda de choque que os derrubou em um piscar de olhos.

O líder dos inimigos riu, diabolicamente.

— Passei anos aprimorando e descobrindo técnicas de meu elemento, não me subestime, Sasuke Uchiha.

— Você é que não deve nos subestimar… Não sobrevivemos a uma guerra a toa.

— Isso lá é verdade! Uma guerra que só serviu para provar mais uma vez que não somos ninguém. Agora eu vou mostrar quem somos.

Ele apertou um botão em seu colete e, de repente, um portal se abriu.

— A luta tá muito boa, mas ainda temos um longo caminho a percorrer ante do final de nossa missão.

Ele e os outros foram em direção ao portal.

— Achei que seu plano fosse nos matar…

O líder riu.

— Não, na verdade não faz parte dos nossos planos alterar o futuro dessa forma.

Um de seus companheiros estendeu a mão e atraiu os quatro viajantes para si.

— Aqui não é o seu lugar…

O grupo atravessou o portal em um piscar de olhos, deixando os companheiros a olhar para o portal se fechar sem nada entender.

Sasuke foi o primeiro a acordar, gemendo e segurando a cabeça. Olhou ao redor e logo viu os três jovens despertarem também segurando as cabeças.

Vasculhou ao redor e se viu diante dos portões de Konoha.

— Nós voltamos? – perguntou Boruto, mas logo foi interrompido por vozes que se aproximavam.

Três ninjas se aproximavam, vestidos para o combate, parecendo cansados e loucos para chegar em casa. No entanto, eles imediatamente se detiveram quando se depararam com o grupo de estranhos e o cansaço se foi como em um passe de mágica.

— Quem são vocês?

Os quatro nada responderam, surpresos demais. Só foi quando os ninjas assumiram uma posição de ataque que eles pularam e sumiram.

Logo toda a guarda da Aldeia estava em alerta com relação aos quatro estranhos, mas nenhum deles foi encontrado. Somente mais tarde, ao cair da noite, os três ninjas que primeiro encontraram os estranhos foram reportar ao Hokage.

— Nenhum sinal dos estranhos?

— Nada, Hokage-sama – respondeu o rapaz de cabelos brancos, contrariado, junto aos dois companheiros. – Os Anbu vasculharam toda a Aldeia, mas nenhuma movimentação estranha foi identificada.

O homem suspirou. No meio de uma guerra, qualquer estranho era sinal de alerta, mas, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, um vórtice surgiu no meio da sala, colocando todos em estado de alerta.

— Desculpe a intromissão, Sandaime Hokage – disse o homem alto com um sobretudo negro que descia até os joelhos. Os longos cabelos iam quase até os ombros e a franja tampava o olho esquerdo.

Ele fez uma reverência e, quando se ergueu, revelou os olhos vermelhos.

— Você é um Uchiha?

— Sasuke Uchiha, muito prazer. Meus pais me nomearam em respeito ao seu pai para que eu me tornasse um ninja tão valoroso e habilidoso quanto ele foi.

— Não há nenhum Sasuke Uchiha em Konoha – salientou Sarutobi, desconfiado, enquanto os outros três se mantinham em alerta, mas o invasor não se intimidou.

— Isso porque eu ainda não nasci.

— Sério mesmo? Viagens temporais são mitos – salientou o homem de cabelos brancos longos, mas o rapaz apenas sorriu.

— Certas coisas nunca mudam, não é, Jiraya? Como diria meu velho sensei, cético e tolo como sempre, mas Orochimaru não diria a mesma coisa, não é, Sensei?

O homem com os cabelos negros piscou, surpreso.

— Por que está aqui, Uchiha? – perguntou o Hokage, pensativo. Se aquele homem quisesse ataca-lo, alguma coisa lhe dizia que já estaria morto.

— Bem que eu gostaria de saber. Meus companheiros e eu estávamos perseguindo um grupo de nukenins através de um portal e acabamos na época que eu era jovem. Quando achávamos que estávamos ganhando, eles abriram um novo portal e nos trouxeram com eles. Para a época que meus pais eram crianças e os Três Sanins Lendários estavam ativos.

— E o que você acha que é o plano deles?

— Primeiramente achava que eles estavam tentando alterar o futuro, mas, agora… não faço ideia. Eles tiveram a oportunidade de eliminar a mim e aos meus companheiros, mudando drasticamente o futuro, mas não o fizeram. E nos tiraram de lá, impedindo que alterássemos ainda mais os fatos. Preciso de ajuda para localizá-los e de ajuda médica.

— Tem feridos?

Ele assentiu.

— Acompanhem-no e levem os feridos para o hospital – ordenou o Hokage, recebendo um olhar surpreso dos demais. – Se ele diz mesmo a verdade, estamos com um grande problema em mãos. E estou inclinado a acreditar em suas palavras.

Os três guerreiros assentiram, mas não pareciam muito crentes.

Notas finais
Os mistérios continuam. O que os inimigos pretendem?