Notas iniciais
Boa noite, companheiros!!!!!!! Semana passada não consegui postar porque minha internet estava uma porcaria, não abria nem o google. Agora vamos a continuação de nossas aventuras!!!

As reuniões se arrastaram por horas, mas Naruto parecia estranhamente alheio e um tanto quanto aéreo durante o encontro. Nada fora do comum, mas ele parecia estar mais desligado do que o normal e aqueles que o conheciam sabiam que jamais se preocuparia a toa.

Por conhecê-lo a anos, Gaara foi o que primeiro se preocupou com seu estranho comportamento, mas sentia que não era algo que ele quisesse compartilhar abertamente com os outros. Ou não?

Já tinham terminado de lidar com os negócios e já se preparavam para encerrar o dia quando Naruto, inesperadamente, levantou ligeiramente seu chakra como um aviso silencioso que ainda havia algo a se falar. Os outros imediatamente detiveram-se enquanto que Shikamaru ligava o selo que isolava acusticamente a sala.

O grupo voltou a se acomodar em suas posições sabendo que o assunto era sério. Em geral, Naruto era o primeiro a ficar ansioso para encerrar aquelas reuniões.

— Digam-me, companheiros! Há quanto tempo Hiruzen-sama começou essas reuniões?

Todos se entreolharam, mas não responderam, esperando que ele continuasse.

— Todo esse tempo construimos uma relação de amizade e confiança quase inabalável... coisa que nossos avós jamais imaginariam que algum dia fosse possível. E nos orgulhamos disso... do que construimos dia após dia desde daquela primeira reunião no País do Ferro — disse, olhando um a um, mas sentindo mais do que vendo que havia mais curiosidade do que raiva. — E é em nome dessa confiança que estou aqui porque... nossos dias de paz podem estar chegando ao fim.

Todos os outros o olharam em diferentes estágios de choque.

— O que aconteceu para fazê-lo crer nisso? — questionou Gaara, como sempre sem demonstrar emoções, mas fervia por dentro.

Naruto suspirou, ajeitando-se melhor na poltrona.

— O futuro está nos alcançando na velocidade de um trem-bala, muito mais cedo do que qualquer um de nós poderia ter calculado. A futura Hachidaime Hokage acabou de iniciar seu caminho e seu companheiro a está seguindo de perto. Sinto dizer que logo os ataques se tornaram mais frequentes.

Ele apoiou os cotovelos na mesa.

— Mas eles tem... o quê? Treze, catorze anos? — perguntou Darui, com os braços cruzados.

— E você acha que eu não sei? Eu queria acreditar que não era para tanto, mas tudo acontecer em um espaço de apenas algumas semanas? E depois das revelações que Lilith nos fez depois do Exame me faz pensar que devemos mais do que nunca contar com nossos aliados...

Todos assentiram, mas seu olhar parou em Orochimaru que a tudo ouvia sem esboçar qualquer reação.

— Vou explicar a situação porque irei precisar da ajuda da ajuda de alguns companheiros agora — disse Naruto, respirando fundo. — Sarada Uchiha despertou o Mangekiou há algumas semanas e Boruto...

Seu olhar se deteve sobre Yahiko que finalmente compreendeu o que fazia ali. Na verdade, o Hokage insistira para que comparecesse, assim como fizera com Orochimaru, e agora esclarecia o que realmente pretendia.

Depois de respirar fundo, Naruto começou a contar:

Flashback on

Naquela manhã, Boruto foi se encontrar com sua equipe sem uma mínima disposição. Desde que Sarada fora suspensa temporariamente das missões, cumpriam apenas missões simples, como entregar pergaminhos e capturar alguns criminosos que aterrorizavam as redondezas. Nada muito complexo, mas a verdade é que não sabia como lidar com a sensação de que faltava algo.

O grupo já o esperava nos portões em silêncio. Mitsuki como sempre silencioso, mas Konohamaru conversava com Yoko. A jovem de longos cabelos negros cor de carvão e olhos com uma estranha cor âmbar era geralmente calma e centrada, nunca dizia muita coisa. Na verdade, fazia parte da equipe de Madara, mas fora cedida a sua equipe graças a um pedido de Sarada. A garota era discípula de sua mãe e uma das últimas remanescentes do Clã Haruno. Embora não fosse exatamente uma médica...

Depois das instruções de praxe, o grupo saiu. A missão era até bem simples, entregar mantimentos a uma Aldeia isolada recentemente assolada por uma violenta tempestade que devastara suas plantações. Contudo, como foram informados de que ladrões e mercenários estavam nas redondezas se aproveitando da situação, selaram o carregamento levando uma carroça apenas como chamariz.

Era para ser uma viagem rápida, esperavam estar de volta ao pôr do sol, mas acabou que nem tudo saiu como planejado.

Estavam já chegando a Aldeia quando algo chamou a atenção dos jovens ninjas. Mal houve tempo para desembainharem suas armas quando uma corrente elétrica surgiu como que do nada fazendo-os recuar. Foi só então que algumas figuras sombrias surgiram.

— São somente crianças — comentou o que parecia ser o líder, desgostoso. — Dêem o que estão levando e não serão feridos.

— Desculpe, amigo, nós estamos com uma encomenda e vamos entregar na Aldeia — disse Konohamaru, em posição de ataque.

— Sério mesmo? — ironizou o líder, sorrindo maldosamente. Puxou uma katana enorme e girou no ar, provocando pequenos rasgos nas roupas dos oponentes embora parecesse estar a vários centímetros de distância. — Parece que vamos ter carne fresca para o jantar.

Os outros mercenários atacaram em diferentes direções, mas foram facilmente derrubados pelos três jovens enquanto que Konohamaru lidava com o líder.

— Parece que eu subestimei seus alunos — ironizou o mercenário, mas ele não parecia verdadeiramente preocupado.

O jounin bateu as duas mãos e fez com o que o mercenário fosse lançado longe enquanto lança uma cortina de fumaça e acende, explodindo tudo ao redor. Mas quando a poeira baixou o inimigo se encontrava ileso cercado por um espelho d’água.

— Como eu pensei... — disse o jounin, muito sério. — Um Renegado da Aldeia da Névoa.

O homem manejou sua espada dissipando o jutsu, infundiu ela de chakra e novamente atacou, cortando os braços e o rosto do sensei. Konohamaru ficou ainda mais chateado sentindo que o homem simplesmente estava brincando com ele. Qual era o problema daquele cara afinal?

Konohamaru lançou uma rasenshuriken, conseguindo enfim atingir o mercenário, mas o homem rapidamente se levantou, sorrindo sombriamente.

— Finalmente, um oponente digno, mas, sabe, cansei...

Ele criou uma grande esfera de água, mas Konohamaru ergueu uma parede de fogo para se proteger, mas somente foi capaz de diminuir a potencia do ataque. Ele foi lançado longe pelo ataque, mas ainda conseguiu energia o suficiente para se erguer. O mercenário manejou a espada novamente, mas ela se deteve, surpreendendo tanto ele quanto o sensei.

Boruto estava usando sua katana como alavanca, conseguindo apenas com a força de seus músculos conter o ataque.

— Boruto, o que está fazendo? — disse o sensei, mas ficou verdadeiramente preocupado quando viu a gota de sangue pingar no chão de terra.

O menino gemia, seu olho direito completamente fechado, e em um impulso se livrou da espada, infundiu a sua com chakra raiton e lançou um ataque que atingiu em cheio o oponente. Mas logo ele foi ao chão, a mão sobre o olho direito.

Mas o mercenário não estava derrotado. Ele ergueu sua espada, ameaçando o grupo.

— Garoto tolo! — disse, rindo sarcasticamente, mas foi atingido por um ninjatô que o desarmou. A garota de cabelos negros nem perdeu tempo, ativou sua kekei-genkai e o mercenário só teve uma vaga noção do que o atingiu quando uma violenta rajada de vento o golpeou.

Com os mercenários derrotados, o grupo foi cuidar de Boruto que perdia muito sangue. O rapaz perdeu a consciência enquanto que Yoko tentava cauterizar a ferida e enfaixava seu olho. Só restou a Konohamaru carregá-lo pelo restante do caminho até a Aldeia.

Assim que cumpriram a missão, resolveram não voltar naquele dia, somente pegaram o caminho na manhã seguinte.

Flashback off

— De acordo com as poucas informações que obtivemos de “viajantes”, acreditávamos que Boruto herdaria de sua mãe o Tenseigan, então eu solicitei que Sasuke o treinasse pessoalmente — explicou Naruto, surpreendendo a plateia. — Mas não foi exatamente isso que aconteceu. O que ele desenvolveu foi algo inteiramente novo, com algumas características do Tenseigan.

— E o que tudo isso tem a ver com a atual situação? — perguntou Gaara, surpreso. — Por que exatamente precisa de nossa ajuda?

O Hokage tornou a suspirar.

— Antes daquela missão, Boruto conseguia controlar perfeitamente suas habilidades. Levou alguns anos de treinamento e estávamos tranquilos quanto a isso, mas acabamos por descobrir que a coloração azul de sua íris servia como uma tela de descanso, da mesma forma que a íris negra dos Uchihas...

— Mas seu olho foi danificado durante a missão — completou Orochimaru, pela primeira vez se manifestando.

— Pois é e agora é como um usuário de Sharingan sem sangue Uchiha.

— Ele fica ligado direto — compreendeu o Sanin, sorrindo. Há muito tempo não tinha um verdadeiro desafio.

— Yahiko, eu queria que você explicasse a situação ao Nagato e veja se ele e a Karin conseguem algumas informações de selamentos que possamos usar — disse o Hokage, fazendo o homem de cabelos laranja assentir. — E não preciso dizer o quanto essa informação é restrita e extremamente importante.

Todos compreenderam sem nada dizer, então só foi quando Shikamaru desligou o selo e todos puderam partir.

Quando só estavam os dois, Orochimaru se aproximou de Naruto e disse:

— Eu queria ter acesso aos exames da criança e seu mapeamento genético. Preciso ter uma ideia com o que estamos lidando.

— Imagino que já tenha uma ideia...

— Talvez... Sangue Uzumaki misturado com Hyuuga pode resultar em coisas bem curiosas...

Naruto o acompanhou com o olhar. Às vezes aquele homem lhe causava arrepios.