Outono Real
4 Continuação
Numy voltou para seu quarto, agora que já havia recebido e instalado a família Ducons não precisaria fazer nada até a noite. Ela olhou pela janela, seus pais ainda estavam recebendo os hóspedes, Kenue não estava mais lá, o que significava que a família do noivo de Manã já havia chegado e Manã estava a conversar com a rainha Ariva no pátio. Isso significava que três dos quatros reis da aliança já haviam chegado, faltava apenas os Gloin. Eles eram a família preferida de Numy, o rei foi quem lhe deu a primeira adaga, pouco depois do incidente no castelo dos Ducons, o rei Efraim foi visitá-la, a rainha lhe trouxe alguns doces para que ela ficasse feliz, mas foi a adaga que ganhou do rei que a deixou feliz. “Você é uma verdadeira guerreira minha pequena” ele disse a ela e acrescentou “poucas pessoas teriam essa coragem”. Aquelas poucas frases foram suficientes para a fazer sorrir por dias, ele foi o primeiro que apenas elogiou sua atitude e não lhe disse que havia arriscado sua vida, ela sabia que havia feito isso, mas achava que era o certo a ser feito, então fez.
A carruagem dos Gloin entrou rapidamente no pátio, as sirenes começaram a soar e em questão de segundos os portões já estavam abaixados. Manã e a rainha Ariva foram escoltadas para dentro do palácio e as portas foram fechadas em seguida. Numy correu para o salão de festas para tentar entender o que estava acontecendo. O salão estava cheio, todos os convidados estavam lá, as vozes em pânico e irritadas se misturavam.
— Numy. — Manã chamou do outro lado do salão.
— Os Gloin? — Numy tentava achá-los no meio de tantas pessoas se movendo freneticamente.
— Eles estão com nossos pais. Alguém tentou atacá-los assim que saíram, a comitiva ficou presa no meio do ataque, mas a carruagem do rei conseguiu passar.
— Como isso aconteceu? Por que hoje?
— Eu disse que algo ruim iria acontecer.
— Felizmente eles estão bem, mas não podemos realizar a cerimônia hoje, não sem sabermos se os outros estão bem.
— Papai mandou um grupo para ir até lá, espero que nada muito grave tenha acontecido.
— Espere aqui, eu vou ver como o tio está.
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