Outbreak

3 Volume 1 - Ato 3


Notas iniciais
Demorou um pouco, mas tá aqui!

---- Peter ----

Assustado, eu começo a rolar para a esquerda desviando de todas as vezes que eu poderia ter sido empalado por aquelas garras, até encontrar uma brecha de tempo que eu utilizo para me levantar e recuar correndo até encontrar um galão de gasolina. Já formulando um plano eu espero o monstro se aproximar e atiro no galão, me empurrando para longe e eu perco a visão do monstro nas chamas.

—- Otário!

Eu começo a rir, mas vejo que o monstro sobreviveu ao ataque e começo a me assustar quando ele aproxima ainda mais irritado, eu tento me levantar mas ele empala as garras na minha perna esquerda e eu começo a sentir uma dor que me deixa agonizando e gritando enquanto não consigo pensar em nada além daquela dor.

Ele então tira as garras da minha perna e me segura com o braço esquerdo, ele atravessa o teto e chega até as ruas da cidade, que estavam completamente destruídas e com tanto fogo quanto tem pessoas mortas ou sendo devoradas, o monstro estava quase me finalizando antes de receber um tiro nas suas costas, fazendo ele se distrair de mim e seguir a fonte do tiro. Ainda agonizando com a dor eu começo a me arrastar com o que eu ainda tenho de forças por conta de todo sangue que eu estava perdendo.

—- Tenho... Que... Continuar...

Me arrasto para baixo de um carro e começo a tentar não apagar, estava tudo ficando escuro e eu não conseguia mais sentir as minhas forças para me mover. Mas numa ultima tentativa eu alcanço o prédio mais próximo e me apoio no sofá enquanto vejo tudo ficando escuro.

---- Elizabeth ----

Ouço um barulho muito alto na rua e decido ver o que havia acontecido, e mais um deles havia aparecido dessa vez segurando o Peter, eu acerto um tiro no monstro para ele não matar o garoto e facilmente despisto dele.

—- Merda garoto, você podia muito bem ter se cuidado!

Sigo os rastros de sangue evitando ser vista pelos infectados e alcanço o prédio que Peter havia entrado, eu abro a porta e vejo ele jogado apoiado no sofá ainda sangrando e pálido.

—- Preciso que você se acalme, isso vai doer, mas é pelo seu bem.

Eu pressiono a ferida e jogo álcool em cima, o garoto começa a gritar enquanto encara a ferida, ele estava tão focado na ferida que nem sabia que era eu ali.

Enrolando algumas bandagens na perna dele eu percebo que as artérias dele estavam ficando negras e havia manchas de sangue nos olhos dele, sinais de infecção. Eu percebo que teria que fazer algo que eu me arrependeria, e pego a vacina que contem os anticorpos e aplico nele, percebendo que os sinais de infecção estavam sumindo eu sabia que precisaria voltar.

Peter havia apagado novamente, eu então olho para ele uma ultima vez antes de abrir a porta e voltar para os esgotos ainda me preocupando com Peter, eu vejo o contêiner no meio do corredor que me levaria até meu objetivo e apenas penso no que pode ter acontecido aqui, eu pulo a janela que estava aberta e vejo a porta que me traria de volta ao lugar que eu não queria nem passar perto novamente, mas eu tinha ordens a cumprir.

Utilizo o meu cartão de acesso que havia utilizado para fugir e abro a porta que emperra um pouco antes de abrir de verdade, e na hora que a porta se abre eu sinto o cheiro do terror, decido ignorar e dou um passo a frente ainda sentindo calafrios.

---- Emma ----

Já nos esgotos eu sigo andando por um tempo até encontrar um tipo de sala de controle, havia um extintor de incêndio jogado no chão e várias portas abertas, eu sigo então pela porta mais próxima na minha direita e vejo que o corredor se divide em três, vendo que no do meio estava destruído eu sigo pela da esquerda até chegar numa sala de tratamento e observo o ambiente ao meu redor, um buraco no teto e no meio da sala tem um rádio quebrado, eu corro até ele e percebo que podia ser o do Peter.

—- Não!

Eu grito ao ver aquela poça de sangue logo ao lado e começo a ficar nervosa tentando negar que era o sangue dele, eu não conseguia nem imaginar o que podia ter acontecido e também nem queria imaginar, só o pensamento de que ele poderia estar morto me revirava o estomago.

Antes que eu possa fazer qualquer coisa eu ouço o barulho de alguém se aproximando e me escondo, botando apenas um pouco da cara para fora eu vejo que é aquele mesmo louco que estava me perseguindo antes.

—- Se esconder não vai ajudar em nada Fox, por que você não aparece e a gente resolve isso com maturidade?
—- Por que eu não te dou um tiro, e a gente vê o que acontece?
—- Igualzinha ao irmão, que nojo — O homem diz rindo de raiva.

Irritada, eu dou um tiro na direção dele mas ele consegue se esconder atrás de um pilar de ferro.

—- Vai ser assim então? Ok, quem acertar primeiro ganha.

Ouço ele dizer já louco pensando na possibilidade de acertar um tiro no meio da minha testa, eu começo a trocar de cobertura em cobertura atirando até ele tentar me acertar um tiro, e quando vejo que ele aparece eu dou um tiro na direção dele, mas não o acerta.

—- Opa! Essa foi quase, mas vai ter que tentar melhor que isso.

Ainda escondida, eu ouço ele dar um tiro e penso que foi apenas para me assustar, mas vejo que ele desprendeu uma das bombas d'água e vejo ela caindo em minha direção, mas eu consigo me jogar para o outro lado antes de ser esmagada.

—- Essa foi ainda mais perto, quase você cabia em um sanduíche.

Ignoro esse comentário e espero ele dar outra brecha, mas quando isso acontece percebo que estou sem munição para as duas armas e preciso pensar em outra estratégia. Eu precisaria fazer ele me perder de vista, pra isso eu fiz ele dar um tiro na mesma hora corri para cima dele causando uma reação inesperada.

—- Pensei que fosse ser uma luta de longe, desgraçada!

Eu acerto um soco nele mas percebo que mal causou nada, ele então pega a pistola na mão e aponta para a minha testa.

—- Algum ultimo desejo antes de eu finalizar essa sua vida miserável?

Sabendo que não havia jeito, eu precisava tentar uma ultima coisa, eu então olho para a parede onde não havia nada e pergunto:

—- Que porra é essa?

Ele então de distrai olhando para onde eu havia olhado e na mesma hora eu faço o que meu irmão havia me ensinado, eu desarmo ele e aponto a arma para a cabeça dele.

—- Justo, fui burro, agora atira!
—- Você não para de falar nunca?

Digo antes de acertar um tiro na cabeça dele, fazendo o corpo dele cair no chão com o mesmo sorriso cínico que ele tinha estampado no rosto antes de morrer, eu então me afasto apenas para me sentir horrível pelo que eu tinha acabado de fazer, eu deixo a arma cair no chão e minha mão começa a tremer.

"Ele morreu, você matou ele." "Você precisava, ele teria matado você se tivesse a mesma chance!" eu repetia internamente numa briga para tentar provar que eu era inocente.

Me afastando rapidamente pra tentar aliviar a culpa eu não percebo que a sua mão estava se movimentando, quando eu estou de costas para o corpo dele eu sinto algo agarrando o meu braço esquerdo, eu olho para trás e lá está ele com aquele sorriso e aqueles olhos que me deram um arrepio, o buraco na testa dele começa a se regenerar e ele começa a rir.

—- Eu não esperava que você fosse atirar, me surpreendeu menina!
—- Mas o que? Você estava morto! Eu vi! — Eu digo tentando me soltar.
—- O que é morte hoje em dia?

Na hora que ele fala isso ele me deixa sair e eu vejo ele levantando os dois braços, e subitamente monstros começam a cair do buraco no teto e eles se levantam, eles ignoram o homem e vem na minha direção como se estivessem seguindo ordens.

—- Como? Como você tá fazendo isso?

Eu pergunto antes de começar a correr desesperada com todos aqueles monstros atrás de mim até eu chegar na sala de controle, sem pensar direito eu sigo reto e viro a direita no corredor, um dos monstros que correm tentaram me pegar mas eu consegui desviar do ataque dele, eu vejo uma porta que tem um símbolo que eu já havia visto na chave roxa, eu então destranco ela e passo por ela antes de trancar novamente.

Recuperando o fôlego, eu ouço todos os monstros do outro lado da porta e o esforço deles em abrir a porta. Ainda desacreditada na capacidade dele de controlar os monstros eu subo a escada até chegar numa das ruas mais movimentadas da cidade e antes que eu pudesse parar para pensar a porta que eu havia trancado quebra, e eu sou forçada a correr pela rua desviando de todos os monstros na minha frente até alcançar o prédio mais próximo e eu passo por ele até chegar num beco sem saída, olho para trás e vejo que todos os monstros estão se aproximando inclusive aquele que eu havia batalhado no departamento de policia. Aceitando que não havia saída, eu esperei, até que ouço barulhos de tiros vindo da frente do prédio que entrei e todos os monstros vão em direção aos barulhos.

Assustada eu me levanto e entro novamente no prédio, dessa vez indo até o ultimo andar e me encosto na parede com medo de todas as coisas que haviam acontecido, eu pego meu rádio e começo a falar:

—- Por favor, alguém me ajuda! Eu tô no prédio em frente ao departamento de policia, alguém me ajuda por favor, esses monstros! PETER! MASON! ALGUEM POR FAVOR! — Eu grito chorando com meu rádio nas mãos.



CINCO ANOS ATRÁS

—- Mas é como eu tava dizendo, a escola faz bem pra você! — Mason diz me olhando nos olhos.
—- É chata!
—- Você tem amigos?
—- Tenho.
—- Quem? Além do Peter.
—- Ah...
—- É, pensei.
—- Quando eu tinha a sua idade eu também achava a mesma coisa.
—- Você tinha muitos amigos?
—- Se eu tinha muitos amigos? Você não tem noção! — Mason ri.
—- E por isso deixava de ser chata?
—- Claro que não, mas foi lá que eu encontrei a maioria dos amigos que eu tenho hoje.
—- Ok, eu vou tentar.
—- Promete?
—- Prometo!
—- Agora vai lá, tenta acertar aquela garrafa — Ele fala apontando para uma garrafa de cerveja do outro lado do nosso terreno.

Eu pego a pistola e miro na garrafa, mas quando atiro eu erro.

—- Não se esquece do que eu te falei, solta o ar e só atira quando você souber que está pronta.

Fazendo o que ele pediu, eu aponto novamente a pistola e dessa vez acerto.

—- Essa foi boa! Quando você vai virar profissional?
—- Que nem você?
—- Que nem eu.
—- Eu acho que não vou.
—- Ué, por que?
—- Eu não vou ser policial.
—- Já ta pensando no que vai ser? Essa é rápida.
—- Eu não sei o que eu vou ser, eu só sei que não vou ser policial.
—- Hmm, ok.

PRESENTE

Ainda pensando em tudo que havia acontecido eu largo a pistola no chão e ouço o meu rádio ligar.

—- Quem ta ai? — Eu pergunto animada com o rádio na mão.
—- Emma?
—- Sim! Quem é?
—- Eu sou uma colega do seu irmão.
—- Colega do Mason? Você sabe o que ele foi fazer fora da cidade?
—- Sim para as duas perguntas, mas eu quero que você saia da cidade o mais rápido possível.
—- Espera, Elizabeth?

Quando eu digo o nome dela, o rádio desliga e eu o encaro lembrando de tudo que havia acontecido com meu irmão três anos atrás, essa mulher costumava nos visitar e eu nunca entendia o motivo, mas quando eu fiquei acordada até mais tarde percebi que alguma coisa tinha acontecido com o Mason.

—- Elizabeth? Me responde!

Silêncio total.

Eu me estresso e me levanto enquanto pego a pistola que estava jogada no chão, por mais que eu não gostasse eu sabia que precisaria usar.

Sabendo que eu precisava achar o Peter e ir embora com ele da cidade, eu abro a porta do apartamento e subo até o telhado e vejo toda a cidade, antes considerada uma das mais avançadas em toda a América, agora era um poço de corpos e de longe dava para ver todos os prédios que estavam caindo, era pior do que eu pensava.

Notas finais
Se tudo for como eu acho que vai, esse é o ato 3/5 desse volume. Feedback seria daora, como que ficou e etc Enfim, obrigado pela atenção.