Out of Sight
20 She wants to kill the person I love
Notas iniciais
P.O.V Austin
Afastei esse pensamento e voltei para casa já que hoje já era sábado. Não conseguir dormir a noite inteira, apenas cochilava e acordava. Aqueles olhos grandes e caramelos de Ally me olhando daquele jeito estavam me assombrando essa noite.
Levantei cedo, era sete e pouca da manhã e tomei um banho gelado. Deveria estar completamente feliz por ela ter acordado. Eu estava óbvio, mas alguma coisa estava errada nessa porra.
Ally estava estranha, tudo estava estranho e eu não sabia o que era.
Tomei café da manhã e fui correndo para o hospital.
Abri a porta do quarto lentamente, e Ally estava com os olhos fechados.
– Era para ela estar acordada. – Olho para ela.
Quando aproximo dela, ela abriu seus olhos, me olhando com aqueles dois olhos grandes e caramelos.
– Austin. – Ela conseguiu dizer perfeitamente, com seus olhos cheios de lágrimas.
– Ally. – A abracei. Ally ainda não se mexia direito, e nem conseguia falar direito, mais conseguia dizer palavras, bem devagar, e isso já era um ótimo começo.
Ela tentou retribuir meu abraço, mas não conseguiu, seus braços ainda doíam.
– Você não sabe o quanto esperei por esse momento. – Falei, ela me olhou e sorriu.
Ela ainda estava imóvel na cama, não se mexia direito, mas só de saber que ela acordou isso já era tudo, logo sua recuperação seria rápida.
– Olá desculpe interromper. – Disse Dr. Liam responsável por Ally. – Ela ainda está se adaptando, não é muito ficar em cima dela. Tem mais pessoas para vê-la?
– Sim. – Concordo.
– Saia e deixe-as entrar então, um pouco de visita para cada um, ela precisa descansar.
– Porra até você doutor? É pedir muito para ficar com a minha namorada? – Olho para ela que estava sorrindo para mim. – Ela ficou uma semana em coma poxa.
– Eu sei, perfeitamente que sentiu falta dela, mas ela precisa se recuperar, não é isso que você quer? Ela fica se esforçando muito tentando se comunicar.
– Tudo bem – Bufo – Mas hoje eu ainda volto.
– Okay só mais tarde.
– Eu vou voltar. Tudo bem? – Falei me aproximando e dando um selinho demorado em Ally, e ela conseguiu corresponder.
Assim que tentei sair, ela me puxou pelo braço. Olhei para ela estranhando. Como ela conseguiu essa força de repente?
– Jasmine. Marcus. Atropelamento.
Contraí minha mandíbula e meus olhos se estreitaram.
– Como assim?
– Já chega Sr. Moon, ela já se esforçou de mais. – A porra do médico me puxou para fora, não quis fazer cena pois Ally poderia ficar mais agitada.
“ Jasmine. Marcus. Atropelamento “
O que isso queria dizer?
Depois de Trish ter conversado com a Ally, ela me disse que ela sussurrou coisas para ela como “ Câmeras, Vídeos, Jasmine, Lojas, atropelamento “ Me deixando encabulado com essa história.
Que diabos ela quis dizer com isso?
Liguei para os meninos avisando que queria todos no meu escritório.
Cheguei em casa, e fui direto para meu escritório encontrando os meninos lá.
– Notícia boa, Ally acordou. – Falei sentando em minha poltrona de couro.
– Sério? – Perguntaram em uníssono.
– Sim ontem à noite, ela está um pouco fraca, mas está se recuperando. Tem um lance que está me deixando com uma pulga atrás da orelha. – comentei – Ally ela estava... Diferente.
– Como assim? – Dallas perguntou.
– Ela me olhava de um jeito apreensiva, preocupada com alguma coisa. Fora o fato que ela sussurrou palavras para mim. “Jasmine. Marcus. Atropelamento. ”
Todos cruzaram o cenho e ficaram pensativos.
– Ela não disse mais nada? – perguntou Dylan.
– Ela disse para Trish coisas como “Câmeras, Vídeos,Lojas Jasmine, atropelamento “. Sabem o que isso quer dizer?
– É tipo um enigma. – Falou Dez, e comecei a sentir que ele iria falar as coisas de nerds, que ninguém entende.
Ele pegou um papel e uma caneta, anotando todas as palavras que Ally havia dito.
– Vídeo, Câmeras e Lojas, essas opções se encaixam. Acho que ela quer que a gente olhe as filmagens das lojas que aconteceram no local do acidente.
– Isso faz sentido. – falei me levantando e andando de um lado e para o outro. – mas o que tem a ver a Jasmine? – Falo o nome dela com desprezo.
– Só vendo as filmagens. – Disse Dallas.
– Mas onde Jasmine entra nessa história? – Disse Dylan. – Minha irmã está bem longe daqui.
Todos entreolhamos, tentando adivinhar alguma coisa só pelo olhar. Eu sabia que todos estavam tendo o mesmo pensamento, mais era difícil dizer em voz alta. Como eles iriam abrir a boca e dizer em voz alta que Jasmine poderia estar envolvida no atropelamento de Ally?
Até porque, conheço Jasmine minha vida inteira, e afinal ela não está em Miami.
– Não, minha irmã não fez isso qual é parem de blefar conhecemos ela a anos. – Olhamos para Dylan.
– Nós não conhecemos os atos dela. – rebateu Dallas.
– Não vamos tirar conclusões precipitadas, Dez, ache essas gravações da loja. – Dez saiu correndo para fora do escritório.
****
Depois de alguns minutos, Dez entrou no escritório, com uma capa de DVD em suas mãos.
– Está aqui. – ele disse se sentando em uma poltrona e ligando em seu notebook.
Todos nós ficamos atrás dele, enquanto ele colocava o DVD e a imagem começava a se mostrar na tela. Quando vi a imagem de Jasmine andando conversando no celular eu fiquei paralisado, ela estava ali a menina que eu amei e que me fez sofrer, estava bem ali.
– Não estou vendo nada demais. – Falei impaciente.
Dez acelerou mais as filmagens.
Ficamos, olhando, olhando, olhando, até que vimos Jasmine entrando no carro e colocando um capuz preto.
– Que porra ela tá fazendo? – falei olhando fixamente a tela, sem piscar.
Logo vimos o carro dela saindo em alta velocidade, e depois vimos Ally saindo correndo e a imagem ficando preta.
– Vocês têm noção do que acabamos de ver? – Fala Dez.
Eu não acreditava que era Jasmine, ela queria matar a pessoa que eu mais amo. Ela não podia ter feito isso, não podia acreditar que ela havia feito aquilo.
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