Out Of Town Girl
1 Chapter 1 - Mudanças
Notas iniciais
- Espero que gostem e nos vemos lá em baixo..
uhuhuhuhu
“Eu estava andando em um mundo desconhecido, era colorido e por incriver que pareça, comestível. Sim, os arbustos eram algodão doce, as árvores pirulitos e as roupas eram feitas de balas. Era foda, e perfeito pra uma gorda como eu. Peguei um pedaço dos arbustos e provei. Derreteu em minha boca e eu amei a sensação. Explorei mais a terra desconhecida até que achei um menino. Um cara na verdade, ele estava mechendo um recipiente enorme com um palito de picolé gigaaante, até que ele percebe minha presença e...”
–SAMANTHA!-Berrou algo ou alguém me tirando dos meus mais perfeitos sonhos.–Hã?- Disse abrindo um olho. A coisa era minha mãe.
–ACORDA! Você tá atrasada, se arruma rápido se não você perde o vôo. E adeus Canadá. — Ela disse e eu logo pulei da cama.
–Hum, ok. Já levantei, mãe. — Disse dando um beijo nela e indo pro banheiro sem nenhuma vontade.
Fiz minha higiene matinal, coloquei minha roupa, peguei um casaco de frio e minhas bagagens e desci as escadas em direção à cozinha onde minha mãe estava tomando um suco.
– Você pegou sua identidade? Carteira de motorista? Celular?- Perguntou minha mãe me enchendo o saco com perguntas desnecessárias.
– Sim, mãe. – Sorri tentando ser gentil, afinal eu iria vazar dali já já.- Também peguei o dinheiro e os cartões de crédito.
– Ok, come logo essa torrada pra nós já irmos pro aeroporto. Tô colocando suas malas no carro ok?- Disse ela me dando um beijo na testa, colocando o copo na pia e deixando o recinto.
Por mais que eu brigasse com minha mãe e reclamasse de tudo o que ela falava e fazia, eu a amava. De coração mesmo. Afinal ela me aguentou sozinha por 16 anos, e ainda tem sanidade mental. Meu pai nem quis saber de mim, se mandou quando eu completei dois meses, vadio. Só manda a pensão porque minha mãe entrou na justiça, senão, nem isso ele fazia. Meu irmão, Matthew , tem oito anos e é um amor. Hoje ele está dormindo na casa de um coleguinha, me despedi do loirinho de olho azul ontem, bem que eu poderia ter herdado isso né mãe, mas nããão... Saí das minhas lembranças, puis a louça na pia e fui em direção ao carro com minha bolsa na mão.
– Pronta?- Pergunto minha mãe e eu acenti. – Tem certeza?
– Quase, se eu esquecer de algo, compro lá. – Sorri cansada.
– Se você diz.. Então vamos?- Perguntou minha mãe e eu acenti.
Entramos no carro, e eu peguei dentro da minha bolsa o meu Iphone, eram sete da manhã, animo? Não. Cheguei ao aeroporto e minha mãe ficou lá um pouco comigo, mas logo voou pro trabalho. Dei um beijo nela e fui comprar uma revista, uma água e mais umas besteiras.
(...)
Depois de cerca de uma hora, eu já estava no avião rumo à Stratford, Canadá. Coloquei meus fones de ouvido, a fim de não conversar com ninguém do meu lado, coloquei em uma playlist qualquer e deixei a música me levar. Logo estaria em um país diferente, com pessoas que eu desconheço e com cultura nada igual. Eu estava animada pra me livrar da minha vida chata e inútil, mas ao mesmo tempo com medo, admito. Eu não conhecia com que eu iria morar. Seria quase uma tentativa de assassinato que minha mãe montou, sei lá. A moça é nova, uma antiga amiga da minha mãe, e é um amor de pessoa segundo a minha mãe. Seu marido se separou dela à alguns anos, mas a moça não ficou aquelas velhas rabugentas, apenas seguiu em frente, espero. Minha mãe também disse que a casa é bem localizada e o nome da moça era Patricia Mallete e ela tinha cerca de 30 anos. Comecei a pensar sobre o colegial lá, seria diferente? Ainda iria ter aquelas líderes de torcida chatinhas e metidas? Iria ter caras gatos? Espero que dê tudo certo, porque se não der... ESTOU FERRADA!
(...)
Acordei com uma moça sorrindo ao meu lado e me dando leves cutucões. Tirei os fones e ela disse:
– Chegamos. Bem vinda a Stratford. — E sorri.
Levantei-me e peguei minha bolsa de baixo do banco da frente com um sono do caramba. Me espreguicei e esperei na fila pra sair do avião. Aproveitei o momento pra por meu casaco de frio. Peguei minhas malas e procurei por Patricia. Minha mãe disse que ela estaria segurando uma plaquinha, brega eu sei. E lá estava, uma moça loira, baixa, com um sorriso no rosto e uma plaquinha na mão escrita “Samantha, 16, Atlanta”. Cheguei perto dela e perguntei:
– Patricia?
– Samantha?- Disse ela e acenti.- Deixa eu te ajudar com as malas.
Logo ela me levou pro carro dela, que não era muito chique, mas foda-se. Ela pois as malas no porta-malas e fez sinal para que eu entrasse. Sentei ao seu lado e ela sorriu.
– Bom Samantha, bem vinda à Stratford. É tudo simples, mas feito com carinho aqui sabe? Sei lá.- Ela disse e eu acenti.- Você está com frio?
– Não, Patricia, estou bem. – Respondi e sorri tentando passar uma boa imagem.
– PATRICIA COISA NENHUMA! Pra você é Pattie ok?- Ela riu.- Chega de formalidades, sou sua nova amiga ok?- Disse ela ligando a radio e dando partida no carro. Ok, então..
Ouvi no rádio “I'm yours”, relaxei e apreciei a cidade. Era muito fofa ou sei lá. Limpa e cheia de gente bonita, se é que você me entende. O carro foi diminuindo a velocidade até chegarmos na frente da casa 803. logo estávamos com o carro estacionado e Pattie tirando as malas do porta-malas. Sai do carro e ela disse:
– Vou deixa-lo aqui para levá-la lá em cima, depois o ponho na garagem. — Disse ela se referindo ao carro.- Agora venha!
– Ok.- Respondi pegando uma das malonas que eu tinha trazido.
Era grande, bege e com um jardim bem cuidado na frente. Saí do carro, passamos pelo portão e chegamos à porta. Pattie girou a chave que pegou de seus bolsos e nós entramos. Era tudo muito organizado, limpo e grande. A decoração era perfeita, com tons de marrom, laranja claro e bege. Tinha um sofázão bege bem na entrada do apartamento, quis me jogar nele, mas iria parecer falta de educação. Tinha algumas pinturas nas paredes também, bem feitas, aliás. Mesmo eu não curtindo esse tipo de arte.
– Eu que fiz, gostou?- Perguntou Pattie percebendo minha admiração pelas suas obras.
– Cl-claro. São lindas, de verdade. — Sorri tentando ser gentil.
– Obrigada, agora venha. Vou mostrar seu novo quarto, pode trazer seus amigos pra cá ok? — Ela disse puxando meu braço e pegando uma das malas. Eu peguei a outra e a segui. E me deixando muito vermelha, mulher doida.
– Bom aqui é o banheiro, o armário, o meu quarto, o do meu filho e aquele lá... — Disse Pattie apontando para as portas do corredor antes de ser interrompida por mim com uma cara de bunda.
– Es- espera ai! Você tem um filho?- Perguntei com uma cara bem linda ou não.
– Sim! Sua mãe não comentou com você?- Ela perguntou rindo fraquinho.
– N- não. Quantos anos ele tem, Pattie?- Perguntei
– O Justin tem dezessete. Ele saiu agora, mas depois o apresento a você. — Ela disse sorrindo. — Bom aquele lá é seu quarto, sinta-se em casa, Sam.
– Obrigada. — Disse já abrindo a porta do quarto.
O quarto era branco com azul, combinando a maioria das coisas, não que isso importava. Era lindo e super bem decorado. Não era grande, mas também não era pequeno. Era perfeito. Coloquei minhas malas nos cantos, liguei o aquecedor agradecida por ele existir e tentei deixar o quarto com a minha cara colocando minhas coisas nos lugares livres, e acabei descobrindo que o quarto tinha um som, daqueles de dar festa sabe? Testei-o e funcionava. Depois coloquei minhas roupas no armário e fui correndo pra um banho. Sai do banho coloquei um jeans e um moletom e me enterrei na cama e adormeci.
(...)
Acordei o que me pareceram pouquíssimas horas depois. Ainda drogada pelo sono levantei, coloquei um sapato e fui descer pra falar com Pattie. Já lá em baixo, vi duas cabeças loiras em um dos sofás, uma vendo televisão e outra lendo um livro.
- Huuum! Que bom que já acordou querida, poderemos jantar todos juntos.Pensei que você iria dormir mais.- Disse Pattie em um sorriso.- Samantha, este é Justin. Justin essa é Samantha.- Continuou Pattie após o menino se levantar do sofá. Alias que menino hein?
– Hum.. Oi. É um prazer.- Disse ele dando um beijinho em minha mão e rindo em seguida, me arrancando um sorriso.
– Igualmente, príncipe. — Ri.- Brincadeira. Mas Pattie, o que iremos comer? Eu posso cozinhar se você quiser.
– Você cozinha? Que menina prendada!- Disse Pattie sorrindo.- Mas outro dia nós podemos provar dos seus dotes culinários, porque acabei de pedir uma pizza.- Ela sorriu comemorando.
— Hum.. Ok! Até melhor pra mim.- Sorri e me sentei no outro sofá.
– E então, Samantha, você é de onde?- Justin perguntou já sentado. Eu nem tinha notado, mas esse menino é lindo! Tá, mentira. Eu já tinha notado, mas não tão bem. Ele tinha um topete meio desengonçado, mas fofo. Um rosto bonito, e olhos indescritíveis. Não consegui ver o corpo dele embaixo daquele casaco.
– Sou de Atlanta.- Sorri. – Lá é ótimo, mas eu quis experimentar algo novo, ou sei lá.
– Como assim sei lá?- Ele riu.
– Não sei explicar.- Sorri e fiquei com vergonha.
– Entendi. Então diga pra gente um pouco sobre você. – Ele perguntou interessado e vi que ele me analizava. Olhei pra Pattie e ela ora olhava para nós e ora para o livro.
– Eu sou sem graça. Você quer que eu diga o que?- Ri fraco. – Que meu apelido é Sammie? Que eu sei cozinhar e costurar. Que eu gosto das jujubas verdes..- Falei antes de ser interrompida por ele.
– Ah, qual é. Ninguém gosta das jujubas verdes, só eu. – Ele disse sorrindo.
– E eu também.- Sorri e continuei. – E eu sou meio eclética, escuto um pouco de cada tipo de música. Ah, além disso, tenho dezesseis anos e sou viciada em chocolate, nerds e música..- Disse por fim.
– Bom, eu também curto vários tipos de música, e Pattie também. – Ele disse dando uma cutucada em sua mãe.- E sei lá, o resto a gente descobre.
– Hey Justin, não quer levar Sammie pra dar uma volta? Conhecer o bairro?- Disse Pattie dando uma piscadela pra mim. QUE BANDIDA.
– Hum, pode ser.- Ele disse e se virou pra mim.- Topa?
– Hum, to meio cansada e ...- Comecei antes de ser interrompida.
– E ela vai. Vocês iam ficar jogados aqui mesmo, vão.- Disse Pattie quase nos expulsando da casa.
(...)
– Ok. Isso foi estranho. – Eu disse quebrando o gelo enquanto andávamos em direção à uma praça mal iluminada.
– É, e vai se acostumando. Minha mãe é uma coisa. – Ele disse sorrindo e eu retribui.
– Entãããããão, o que vocês fazem pra se divertir em Stratford?- Perguntei dançando no meio da rua.
– Nada demais, dançarina. Vamos ao cinema, pista de patinação, hockei, sei lá.- Ele disse tentando se lembrar de mais coisas.
– Huuum. Eu sempre quis aprender a patinar, mas nunca tive tempo.- Disse
- Eu te ensino qualquer dia desses, te levo pra conhecer meus amigos também. Mas ve se não se acostuma. – Ele riu e fez uma pequena pausa, e continuou- E aqui é onde você vai estudar.- Ele disse apontando pra uma escola a umas 3 quadras de distância de nós.
-Avon Public School-Li o letreiro. – E você estuda aonde?
- Aqui também. – Sorriu, talvez com um pouco de malicia, mas acho que era coisa da minha cabeça.
- Legal, então no primeiro dia de aula, você me dá umtour. E quando começam as aulas? Quero saber de tudo que rola nessa escola e nessa cidade também. Relatório completo. – Falei meio muito enrolada.
- Claro! Daqui a umas semanas, depois te dou um relatório completo, miguxa. — Ele sorriu e riu engraçado, meio feminino.
- Aiiiiin, miga..- Ri e fiz uma pausa e bateu um vento que me fez bater os dentes- PODEMOS IR PRA CASA? PELO AMOR DE DEUS!- Disse meio nervosa e ele fez uma cara de deboche. — Por favor, tô com frio. Com um puta de um frio. — Ri
— Claro... Que não. – Ele riu.
– Ah! Qual é!- Eu disse
– Tá bom, vamos.- Disse ele revirando os olhos e colocando o casaco mais grosso dele em mim. Awn. Ou não né, porque o desgramado revira os olhos pra mim, aff.
E então me virei em direção a casa e ele colocou o pé pra eu tropeçar. Eu quase caí e sai correndo atrás dele. Ele correu pela rua e acabou dando umas voltas pelas quadras só pra me fazer casar né? VIADO! Ele deu mais uma volta em uma quadra pra depois irmos para casa. Chegamos em casa e ele abriu a porta pra eu entrar primeiro, eu dei um tapa no braço dele e ele riu.
– Cansou? Pensei que você era "a atlética”. — Ele disse rindo da minha cara .
– Eu não sou "a atlética", sou só uma gorda querendo dar um tapa em um babacão. — Respondi
Entramos e chamamos Pattie pra comer a pizza com a gente que se encontrava em cima da bancada.
– O que achou da cidade e da nossa casa, Samantha?- Perguntou Pattie gentilmente, e dando uma mordida em sua pizza.
– Interessante. — Eu disse dando-a um sorriso e olhando em volta.
– Interessante é o que as pessoas dizem quando acham que algo não lhe agradam, mas querem ser gentis.- Disse Justin, me fazendo ficar vermelha.
– Não. É que sei lá, vi pouco da cidade ainda. E a casa é realmente limpa, bem cuidada e decorada. Só não queria dar uma de crítica, ok? — Respondi fuzilando o maldito com meus olhos.
– Hum.. Ok então. — Disse Pattie dando uma risada fraca.
Terminamos de comer nossas pizzas de calabresa, arrumamos a cozinha e sentamos um pouco no sofá e vi uns minutos de televisão. Depois disso subi pro meu quarto e fiquei lá, pensando: Será que eu vou mesmo me adaptar com essa vida aqui? Não que seja permanente, mas sei lá, por mais algum tempo? Não é ruim, é melhor do que aquela merda de vida em Atlanta. E esse tal Justin? Ele é bem gentil, engraçado e até gato, e põe gato nisso. Será que ele está afim de mim? NÃO SAMANTHA! Ele só está sendo gentil com você, não se iluda. E o que eu vou fazer amanhã? Ler? Ficar encarando o teto? Eu liguei pra minha mãe. Ela perguntou tanta coisa pra mim que nem vale a pena lembrar. Acabei me aconchegando na cama quente, e dormindo.
Continua...
Notas finais
- Tentarei postar os capítulos dia sim e dia não, mas vocês sabem como é né?
- Alguém ai viu o clipe ALAYLM? LINDO NÉ? AAAAAAAAAAH! A música já era perfeita, agora ficou divoooooonica. Me digam o que acharam.
Beixos :*
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