Out Of This Planet.
1 Sem luz.
Laura era uma garota normal, não era popular, mas também não era nerd, estava no meio da “cadeia alimentar” do colégio, passava despercebida pelos os que faziam bullying e pelos populares, mas preferia assim, tinha os seus amigos, e eles eram os que mais importavam para ela. Era domingo mais um dia comum, chovia do lado de fora da casa, e tudo o que lhe restou fazer sem a luz era lê um livro, ela olhou para o lado de fora e a chuva parecia que tinha piorada mais ainda, a única luz que entrava no quarto, e também a que ela usava, era a luz do poste em frente a casa dela, de repente a luz começou a piscar até se apaga totalmente, ela xingou mentalmente levantando da cadeira que estava em frente a janela e andou até a cama, passou a mão pela mesma até achar o celular em cima da mesma, jogou o livro sobre a cama e saiu do quarto. Com a ajuda do celular conseguiu chegar até a cozinha, mas não sem antes bater em algumas moveis e quase cair na escada, abriu a geladeira e pegou uma garrafa de agua, foi até a pia e pegou um copo, mas quando ia colocar a agua dentro do copo olhou pela janela, viu uma silhueta no meio do seu quintal perto da piscina quando um raio iluminou o céu, ela piscou duas vezes até outro raio corta o céu, desta vez prestou mais atenção e pode vê que era uma garota, aparentemente nua e se encolhia de frio. Em nenhum momento do caminho em que ela fazia até fora da casa ela pensou em chamar os seus pais, muito menos os seus irmãos, sentiu um calafrio passa quando a agua da chuva lhe atingiu e a luz da cozinha piscou duas vezes até se acende totalmente, pode vê melhor como a garota era.
– Ei! O que está fazendo aqui? – perguntou Laura em um tom alto para chamar a atenção da garota.
A garota levantou um pouco a cabeça, Laura pode vê que a garota estava com frio, e naquele momento só pensava em leva-la para dentro para ela se aquecer.
– Frio. – Disse a garota com dificuldade.
– Quem é você? De onde veio?
A garota olhou para cima e fez um barulho estranho. Foi naquele momento que Laura viu escorrendo pelo lado esquerdo do rosto um filete de sangue, provavelmente tinha batido a cabeça, e não estava raciocinando direito.
– Me ajuda. – Disse a garota agora tremendo mais ainda.
Laura bufou antes de puxar a garota para dentro de casa, sua pele era fria, provavelmente por causa da chuva, tremia por causa do frio pelo caminho todo. Chegaram ao banheiro, e Lauren acendeu a luz, agradeceu pelo resto da casa está dormindo naquele momento, trancou a porta e ligou o chuveiro na agua quente, ela colocou a garota embaixo da agua, ela reclamou em principio, mas logo de acalmou, Lauren andou até o armário a procura do kit de primeiro socorros, agradeceu por não ter demorado a achar. Olhou a garota embaixo do chuveiro, que agora estava de costas para ela, balançou a cabeça ao perceber que estava prestando atenção demais ao corpo da garota. Escutou alguém bate na porta e logo a voz sonolenta da sua irmã, Ingrid, soou.
– Laura? É você? – Perguntou a garotinha do outro lado da porta.
– Sim, eu estou tomando banho, use outro banheiro.
– Ok.
Quando ela ouviu os passos se afastando voltou a atenção da garota que estava no chuveiro, que agora a olhava com a cabeça virada um pouco para a direita. Laura pegou uma toalha qualquer no armário debaixo e entregou para a garota antes de fechar o registro de agua.
– Vai me dizer qual é o seu nome agora? – Perguntou Laura, a garota abriu e fechou a boca diversas vezes, mas nada saiu. – Eu sou Laura e você?
– Emma. – Disse a garota sorrindo para ela.
– Eu preciso arrumar uma roupa para você, não é? Deixa-me fazer um curativo primeiro.
Laura puxou a garota para pia, e começou a limpar o pequeno machucado dela.
– De onde você veio? – Perguntou Laura em mais uma tentativa.
– De lá de cima. – Disse Emma apontando para o céu. – Um planeta muito distante.
– E quer que eu acredite nisso? Está brincando, né?
– Não, acredite, por favor. – Disse Emma piscando algumas vezes. – Eu cansada.
– Eu posso ter te trazido até aqui, ter lhe deixado tomar banho, mas mesmo assim não lhe conheço. – Disse Laura guardando o kit novamente.
– Por favor, não irei atrapalhar. – Disse Emma com certa dificuldade nas palavras, que a deixava extremamente fofa.
– OK, E.T. – Disse Laura bufando. – Pode ficar, mas só por hoje. – Emma sorriu e abraçou. – você está pelada, você sabe disso, não é?
Emma se afastou rapidamente, mas ainda com um sorriso inocente no rosto. Laura abriu a porta do quarto, e quando percebeu que não tinha ninguém no corredor saiu quase que correndo para o quarto, Emma a seguiu até o quarto, Laura fechou a porta e acendeu a luz.
– Pegue uma roupa, E.T. – Disse Laura apontando para o guarda-roupa. – Eu vou procura algo para você comer, tente não quebrar nada, e nem toca em nada que não esteja as roupas que você quer.
Laura desceu as escadas novamente em direção à cozinha, preparou um sanduiche simples e subiu a escada novamente, abriu a porta do quarto e encontrou a garota de frente para a janela, apenas com uma grande camisa que cobria quase até o joelho, ela foi até o guarda-roupa e pegou um short pequeno e entregou para Emma.
– Você não vai dormir meio nua perto de mim. – Disse Laura.
Emma a olhou por alguns segundos antes de colocar o short e se senta na ponta da cama. Laura se sentou em uma cadeira de frente para ela e lhe esticou o prato com o sanduiche.
– Coma E.T. – Disse Laura, a garota pegou o prato confusa. – É para comer, sabe morder, mastiga e engoli?
Emma pegou o sanduiche e deu uma mordida, logo um sorriso se cresceu no rosto, por mais que Laura não quisesse sorrir de volta foi algo maior e acabou sorrindo.
Nesse momento era começou a prestar atenção na garota, o cabelo dela era loiro, diferente do dela que era castanho, tinha grandes olhos azuis que conseguiam um brilho incrível toda vez que a garota sorria, os seus eram castanhos da mesma cor do cabelo, quase como sem graças, pelo menos comparados aos da garota E.T. na sua frente.
– Então, E.T. de onde você é?
– O que é E.T.? – Perguntou Emma esticando prato vazio para a garota.
– Fala sério? – Perguntou Laura antes de rola os olhos, ela olhou para o relógio e já viu que se passava da meia-noite, ela colocou o prato em cima da mesa de computador. – Está tarde, tenho que arruma um lugar para você dormir...
Antes que Laura pudesse acabar de falar Emma a puxou para a cama. Só poderia está maluca, era a única explicação, estava deitada com uma garota que dizia ser de outro planeta, que agia como se fosse de outro planeta, sabia que ela poderia ser uma assassina ou uma ladra, mas havia algo no olhar daquela garota que a fazia acredita em cada palavra dela, ou pelo menos ter confiança naquela garota de comportamento estranho.
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