Out Of This Planet.
5 Lugar favorito
Emma sorria ao sentir o vento, graças a janela aberta do carro, bater contra o seu rosto. Laura dirigia o carro de sua mãe, que a tinha emprestado depois de muitas tentativas da garota, tinha tirado a carta faz dois meses, e mesmo assim a mão dela ainda insistia em ir junto quando ela dirigia, mesmo que ela dirigisse melhor que qualquer um daquela casa. Ela olhou para a loira ao seu lado que não conseguia parar de sorrir por um segundo durante todo o caminho até o lago.
– Vai me dizer que não existem carros no seu planeta tão avançado. – Disse Laura voltando a prestar atenção na estrada.
– Não existe, usamos tubo ou teletransporte, ouvimos falar sobre os seus carros, mas eles fazem mal para as coisas puras ao redor, mas eu prefiro usar o que vocês chamam de bicicleta. – Disse Emma olhando o perfil da garota que dirigia. – Eu preciso lhe fala uma coisa.
– Fale.
Emma olhou para frente, e umedeceu os lábios, não sabia se era realmente a hora certa de falar tal coisa, muito menos o que a garota iria pensar, talvez fugisse dela de verdade, afinal ninguém quer ficar em perigo desse jeito.
– Existem pessoas más que não gostam de seres como eu, e essas pessoas meio que caçam a minha espécie...
– Então, quer dizer que você estava em perigo esse tempo todo e não me disse? – Perguntou Laura saindo da rodovia para uma estrada de terra.
– O que queria que eu dissesse? Oi, antes que você fale algo comigo tem alguém me perseguindo?
– Você falou assim quando me disse que era uma E.T. – Disse Laura revirando os olhos.
Emma deu um leve sorriso para ela, da ultima vez que tinha escutado uma história de alguém do seu planeta que tinha contato para um humano sobre seus perseguidores ele tinha sido expulso da vida do mesmo, e com a sua missão falhada teve que voltar para o planeta e foi proibido de voltar ao planeta Terra. Ela não queria que isso acontecesse com ela, estava gostando de viver daquele planeta, e sentia algo especial por Laura, algo indefinido, que a fazia pensar se não era melhor passar mais tempo estudando no seu planeta mais sobre os sentimentos.
Ouviu a porta do carro sendo aberta e olhou para o lado vendo Laura sair do carro, tirou o cinto de segurança, o qual teve grande dificuldade de colocar e causou algumas risadas da morena antes de ajuda-la, não pode deixar de sorrir quando saiu do carro e olhou em volta, estava em cima do que parecia um penhasco, as estrelas e a lua no céu estavam mais aparentes, sem todos os prédios e luzes da cidade para oprimir toda aquela beleza, viu Laura se sentar perto da beira e foi até ela, se sentou com cuidado e olhou a sua volta, estava um pouco frio, talvez por que o inverno estava chegando, olhou para baixo e não pode deixar de sorrir, viu um lago ali, onde as estrelas refletiam sob a agua do lado.
– Esse é o meu lugar favorito, você me mostrou o seu, e nada mais justo que eu mostra o meu. – Disse Laura rindo enquanto encarava as estrelas no céu. – Meu pai me trouxe um dia para fazer uma trilha por aqui, eu acabei me perdendo. – ela riu baixinho e sorriu com a lembrança que lhe atingia. – Eu não fui para lugar nenhum, apenas fiquei deitada encarando as estrelas, até eu acabar dormindo, quando eu vi estava ouvindo a voz do meu pai me chamando e logo a luz do sol batendo contra o meu rosto, me fazendo acorda.
– E você sempre faz isso, acaba se perdendo e fica encantada com os lugares e esquece as coisas ao seu redor? – perguntou Emma olhando o perfil da garota, que parecia muito mais interessante do que qualquer coisa que pudesse vê ou pensar.
– As coisas mais puras sempre chamam a minha atenção, é como se fossem as coisas mais impressionantes do mundo. – Disse Laura abrindo um sorriso ainda maior quando se virou para o outro lado e viu a garota loira lhe olhando. – Ou do universo.
Emma sentiu suas bochechas corarem, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa viu algo cortando o céu, olhou com cuidado e viu uma nuvem de fumaça marcando o caminho por ontem o objeto tinha passado, se levantou rapidamente olhando surpresa para o lugar onde foi parar o objeto, que não parecia muito longe dali.
– O que aconteceu? – perguntou Laura se levantando e olhando para a garota.
– Me leve até lá, por favor. – Disse Emma rapidamente antes de correr até o carro.
Laura a obedeceu e entrou no carro, seguiu pelo caminho mais rápido até chegar onde queria, tentou perguntar a garota ao seu lado, mas a garota parecia concentrada demais, olhava pela janela o rastro do céu encantada, aquele olhar típico de uma criança com o seu brinquedo novo voltou.
– Pode se acalmar? – Pediu Laura puxando a garota para dentro do carro, já que a mesma já estava com metade do corpo para fora do carro. – Respira, e me diga com todas as palavras o que está acontecendo.
– Um dos meus, ele caiu, você não viu? – Disse Emma euforicamente quase pulando no banco do carro. – Eu tenho que ajuda-lo, eu preciso ajuda-lo.
– OK, por favor, coloque o cinto.
Emma sorriu sem graça para ela e colocou o cinto de segurança. Não demorou a chegarem ao lugar, era um lugar um pouco afastado da cidade, havia algumas arvores ao redor do lugar, o que não permitiu que o carro se aproximasse muito, mas antes que pudessem fazer qualquer coisa viram dois homens erguendo o corpo descoberto sendo erguido, e em um movimento rápido o barulho do pescoço sendo quebrado foi escutado e o corpo caiu no chão. Laura olhou preocupada para Emma, que tinham os olhos marejados e parecia assustada com tudo aquilo, ela deu partida no carro e saiu dali o mais rápido possível sem chamar nenhuma atenção.
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