Ousama Game

1 Bem-vindos ao Ousama Game


Notas iniciais
História veio em mente quando terminei de ler o manga "ousama game" publicado pela editora jbc. Bem, eu ODIEI o final e não podia deixa desse jeito! Então eu peguei apenas o enredo da história e o desenvolvimento foi totalmente meu *-*Espero que curtam a história.Ela também foi postada no socil spirit, mas uma amiga me aconselhou a postar aqui também. Logo fiz uma conta e aqui estou eu ♥ ashuahsuahsBoa leitura ♥

Era uma noite com um frio agradável.

Não tinha sono nem vontade de fazer nada, não tinha amigos, não tinha pais que quisessem se intrometer na minha vida agora, só tinha o meu celular com os contatos que peguei nos arquivos da escola como representante de turma contra minha vontade.

Enrolada nas cobertas do meu quarto tomado pela escuridão e deixando meu celular de lado, fitava minha peruca de cor negra, que escondia um passado cruel...

Não podia acreditar no que estava vendo segundos depois.

O meu celular tocou.

– Alô... – O numero era restrito.

– Boa noite, Lin Myo. – Era uma voz robótica.

– Q-Quem é você...?

– Surpresa? Huhu... – A pessoa do outro lado ria baixo.

– Eu perguntei quem é você? – Já me levantava da cama, jogando as cobertas de lado.

– Não se estresse a toa, eu só quero conversar.

– Então tire essa voz robótica e diga quem é.

– Negado. A propósito, bela roupa de dormir. Só achei esse shortinho um pouco ousado. – O...que...?

Olhei para a janela e ela estava aberta, fui até lá e não via ninguém olhando para mim de nenhum perímetro. Porém haviam várias janelas abertas dos prédios a frente e ao lado do meu.

– Diga logo quem é você antes que eu chame a polícia! – Fechei a janela e sentei-me no chão.

– Eu ainda estou te vendo, Lin.

Medo.

Foi oque senti nesse momento. Como alguém pode estar me vendo? A porta e a janela estão fechadas, o quarto está escuro e meu notebook está desligado.

– QUEM É VOCÊ, DROGA!? – Me levantava com este sentimento transbordando por mim mais uma vez após tanto tempo sem senti-lo. Do meu quarto completamente escuro nem eu mesma poderia ver algo.

– Sei oque deve estar se perguntando... “Como consegue me ver de dentro do meu quarto escuro todo trancado? Blá, blá, blá”. Deixarei você pensando sobre isso por um tempo, afinal perderia a graça. Huh.

– Maldito...

– Quem lhe garante que sou um homem?

– Então é uma mulher?

– Quem lhe garante que sou uma mulher?

– Como conseguiu meu número?

– Da mesma forma que você enche sua agenda do celular. Não é irônico? Hu.

– Então você é da escola? – Esta pessoa não parece do tipo que cederá informações facilmente. Tenho que consegui-las ocultamente.

– Então você acha que só pessoas da escola podem obter informações dos registros de lá? Até mesmo você sabe a senha do computador central. – Como sabe tanto de mim...?

– Diga logo oque quer. – Essa pessoa está me confundindo totalmente...

– Essa será a ultima vez que nos falamos, Lin.

– Espero que sim.

– Eu disse que seria a ultima vez que nos falamos, não disse que te deixaria sem notícias minhas, ou melhor, nossas.

– Nossas...?

– Isso mesmo, Lin. Você foi a 15º selecionada para o meu jogo.

– Que jogo?

– Siga todas as instruções mandadas por mensagem a você e os outros participantes, seria uma pena se não cumprissem com a regra.

– Oque você quer com isso?

– Me divertir as suas custas.

– E se eu me recusar a participar disso? – Ouvi um barulho vindo da cozinha e corri até lá. – M-Mãe! – Minha mãe tinha sido atingida no braço por um tiro.

– Foi um tiro de borracha... Se abaixe, Lin. – Meu pai é policial. Fiz oque ele mandou e o mesmo pegou minha mãe e ligava pra uma ambulância.

– Quer mais demonstrações de consequências de “se eu me recusar a participar disso?”, isso foi só uma palhinha de presente.

– Seu maníaco... – Isso é real?

– Hahahahahaha. Nem pense em contar pro seu paizinho policial. Isso é entre eu, você e outros amiguinhos da sua sala.

– E-ESPERA AI...!

– Tenha uma boa noite, Lin. A partir de agora só me comunicarei com você por mensagem. Bem vinda ao Ousama game*.

Depois disso essa pessoa desligou e fui dar apoio ao meu pai, o ajudando no processo de parar o sangramento do braço de minha mãe. Passei a noite com ambos no hospital.

00:00

“Você recebeu uma nova mensagem”

Medo.

Novamente esse sentimento era presente.

De: Desconhecido

Assunto: Ousama game

Mensagem: ORDEM 1;

Sejam bem-vindos ao Ousama game!

Pesquisei sobre a vida de todos e por isso achei as pessoas perfeitas para entrarem nesse jogo. A lista por ordem de escolha é:

1º Participante: Elesis Sieghart

2º Participante: Lire Eruel

3º Participante: Arme Glenstid

4º Participante: Lass Isolet

5º Participante: Ryan Woodguard

6º Participante: Ronan Erudon

7º Participante: Amy Aruha

8º Participante: Jin Kaien

9º Participante: Ecnard Sieghart

10º Participante: Mari Ming Onette

11º Participante: Dio Burning Canyon

12º Participante: Zero Zephyrun

13º Participante: Rey Von Crimson

14º Participante: Lupus Wild

15º Participante: Lin Myo

16º Participante: Azin Tairin

17º Participante: Holy Serenity

18º Participante: Edel Frost

19º Participante: Veigas Terr

Com toda certeza se encontrarão na escola e irão conversar sobre.

A ordem de hoje é:

17º Participante, Holy Serenity deve se declarar a pessoa que ama na frente de todos os participantes.

As regras são as seguintes:

É obrigatória a participação de ambos os escolhidos para o jogo.
A ordem especificada na mensagem do Rei deve ser cumprida dentro de 24 horas.
O não-cumprimento da ordem encarretará em uma punição.
É inadmissível a desistência do jogo do Rei.

As ordens do Rei são absolutas!

– Maníaco. – Eu tenho que descobrir quem é o “Rei” e dar um jeito disso acabar. Ele foi capaz de acertar a minha mãe, oque não poderia fazer a nós?

Ia ao corredor pra tomar uma agua e meu celular começou a tocar. A-Azin? Como ele também tem o meu numero?

– Alô...

– Lin! Que bom que atendeu, desculpa incomodar a essa hora, mas vamos nos encontrar todos agora mesmo pra discutirmos sobre isso desse “Ousama game”. Eu estou ligando por ordem, ainda falta ligar pra Holy e o Veigas, mas todos os outros já confirmaram que iam, bem, quase todos.

– Onde é o local? – Meu pai está acordado, mas posso dar uma fugida quando ele se distrair, minha mãe já está melhor.

– Vai ser na praça de skate, perto do Daegu Fatima Hospital*. Sabe onde é? – Esse é o hospital em que estou.

– Sei sim. – Que sorte que não é longe daqui.

– Ok! Encontro você lá daqui a meia hora?

– Pode ter certeza. – Ele desligou. Voltei ao quarto atuando ter uma dor na barriga.

– Tudo bem, Lin? – Meu pai olhou pra mim preocupado.

– Acho que não pai, não sei se vou vomitar ou vai sair tudo por baixo mesmo... A-Acho que aquela pizza não fez muito bem. – Fingi estar quase vomitando.

– Você tá bem, filha...? – Meu pai vinha até mim, mas fui pra trás, o repelindo.

– E-Eu vou ao banheiro, não ligue se eu demorar.

– Espera Lin...!

Sai correndo do quarto e ia até a praça de skate, pena não ter o meu próprio skate aqui, ia ser mais rápido chegar lá.

Depois de correr por 20 minutos cheguei ao local, encontrando um dos garotos andando de skate em uma das pistas, esse era Lupus Wild. Olhei a frente, e mais ao fundo Azin estava sentado abraçando Edel. É verdade, eles namoram, havia me esquecido. Elesis estava sentada junto a Lire e Arme, que se mantinham tensas. Ronan, Jin, Lass, Ryan, Sieg estavam sentados ao lado oposto delas. Dio estava encostado no canto da parede de uma das pistas. Mari estava pensativa sentada na cerca do parque, Zero estava perto de Mari jogando ioiô encostado na cerca. Veigas acabava de chegar, parando em meu lado. Rey logo chegou de carro.

– Oque fazem todos separados assim? Vamos logo ao que interessa. – Rey chegou falando alto e retirando seus óculos, chamando a atenção de todos que logo foram até onde Elesis se sentava. Eu fiz o mesmo.

– Falta a Amy e a Holy. – Disse Lass, um albino de olhos azuis e de personalidade quieta.

– A Amy er... está no seu sono de beleza. – Jin, de cabelos e vermelhos e olhos dourados, disse tenso.

– Era só oque me faltava... – Elesis, de olhos e longos cabelos vermelhos com personalidade bruta, disse bufando.

– Eu também devia estar no meu sono de beleza agora, porém estou aqui. – Rey, riquinha de cabelos rosa e imensos seios, disse ironicamente.

– Se acalmem gente. – Lire, loira de olhos verdes e seios também grandes, disse meigamente acalmando Elesis e Rey.

– A Holy deve estar um pouco assustada com tudo isso, pessoal. Ainda mais porque a primeira ordem é pra ela, relevem. – Disse Arme, uma baixinha com olhos e curtos cabelos roxos.

– Mas então, oque vamos fazer? – Disse o Ronan, genuinamente o mais maduro entre nós, com olhos e um longo cabelo azul.

– Isso é só um jogo idiota. Temos que ignora-lo e essa pessoa vai parar de brincar com a gente desse jeito. – Disse Dio, com seus olhos e cabelos de um tom roxo. Sua personalidade era duvidosa, segundo minhas estimativas.

– Achava o mesmo que você, Dio. – Resolvi me manifestar e logo todos olharam pra mim. – Eu ameacei não querer mais jogar, e minha mãe foi atingida por uma bala de borracha. – Todos ficaram surpresos e outros tensos. – Agora mesmo eu estava no hospital com meu pai.

– Desculpa Lin, eu não sabia... – Azin, com seus olhos vermelhos e cabelos lilases bem clarinhos se desesperava por uns segundos, pegando em minha mão, mas logo as repeli. Não gosto que me toquem, ainda mais homens. Edel pareceu ficar com raiva por uns segundos.

– Está tudo bem. – Disse depois de segundos de silêncio após repeli-o.

– Isso não foi coincidência? – Sieg perguntou tenso. Seus cabelos eram negros e arrepiados e seus olhos de um tom cinza perolado, muito bonitos.

– Não. Eu ainda estava com a pessoa no telefone e ela disse que isso era uma palinha do que poderia acontecer se eu decidisse parar. – Senti o desespero desabar sobre eles. Todos ficavam mais tensos do que já estavam.

– Oque essa pessoa quer afinal...? – Ryan perguntava-se com raiva. Este de olhos verdes e cabelos laranjas, com sua pele um pouco morena.

– Depois desse depoimento tive uma imensa vontade de sair desse jogo. – Lupus disse dando de ombros, enquanto olhava levemente para Lass.

Mais conhecido como “garoto problema da Daegu High School*”, Lupus tinha cabelos descoloridos, com uma cor dourada e olhos vermelhos, normalmente sérios.

– Nem pense nisso, Lupus. – Lass fitou Lupus mortalmente e vice-versa.

Lembro-me que vi nos arquivos que Lupus não tinha a assinatura de seu pai na cópia do registro de nascimento. Ele não ligaria se o pai que não deve conhecer morresse, eu o entendo.

– Antes de ouvir oque houve com a Lin ia sugerir deixarmos esse jogo pra lá, mas agora as circunstâncias mudaram. Nossa única opção é obedecer por enquanto, logo essa pessoa vai se cansar de brincar e parar com isso. Essa é a minha reflexão até agora. – Mari, com cabelos não muito longos azuis e olhos heterótrofos um azul e outro vermelho, disse, ajeitando seus óculos e fitando de um em um com seu rosto sem emoções.

Esse olhar me lembra eu mesma.

– Pela primeira ordem, realmente esse “jogo” não parece muita coisa. – Edel finalmente largava de sua chateação e se pronunciava. Esta tinha longos cabelos com um tom parecido que de Azin e olhos azuis mais claros que os meus.

– Oque me preocupa é a “punição” se não der pra cumprir uma ordem. – Veigas disse preocupado. Tinha um rosto tão inocente e fisionomia tão pequena e delicada que duvidava se teria a mesma idade que o resto de nós. Tinha cabelos roxos e olhos cor de mel.

– Eu acho que devíamos marcar um lugar pra nos encontrar dependendo da ordem. – Disse o Sieg.

– Eu sei de um lugar. – Zero, um misterioso homem de cabelos acinzentados e longos que nunca mostra a cor de seus olhos, disse. – Querem que eu os leve depois da escola?

– Seria ótimo, todos de acordo? – Perguntou Elesis e todos assentiram.

– Se era só isso, vou me retirando. – Rey disse indo em direção ao carro que a trouxe.

– Meninas, vocês vão pra lá né? Eu acompanho vocês. – Lass falava com Elesis, Arme e Lire que iam na mesma direção que o mesmo.

– Obrigado Lass, é muito gentil da sua parte. – Disse a Arme, com um rosto fofo.

– Então vamos juntos também? Parece que maioria vai pra aquele lado. – Disse Ronan, juntamente com Ryan e Jin.

– Vamos. – Lire disse gentilmente. Mari se retirava sozinha e Sieg parecia ir atrás dela.

– Vamos Zero... – Dio se retirava com Zero logo atrás.

– Tchau para os dois. – Passava por Lupus e Veigas e andava sem pressa para o hospital, por mais que não queria voltar sozinha, não iria incomodar um deles dois, e nem queria.

Acabei parando ao ver um grupo de homens na esquina em que eu viraria.

– Lupus, você vai pra aquele lado não é? Acompanha ela, essa hora esse bairro é perigoso. Eu até poderia acompanha-la, mas vou pelo outro lado. – Disse Veigas.

– Não me de ordens. – Mesmo virada podia imaginava o rosto desencanado que Lupus poderia estar fazendo.

– Está tudo bem, Veigas. Ir com ele é o mesmo que ir com ninguém. – Me virei olhando Lupus de forma superior.

– Tsc... – Lupus parecia roer seus dentes enquanto eu voltava a andar. Com uma pitada de medo eu estava, mas nunca precisei da ajuda de ninguém pra fazer nada desde que me mudei para Daegu*. Não seria agora que eu pediria.

– Como vai gatinha? – Passava por eles e os mesmos me fitavam de cima a baixo. Não nego que também tinha fartos seios, mas isso me incomodava. Por causa deles eu recebia muitos olhares desagradáveis... Eu odeio esses homens podres.

– Vem ficar com a gente, essa hora é perigoso! – Eles riam maliciosamente e um deles vinha até mim. Eu apertava o passo.

– Pega ela logo! – Após eu ouvir isso, virei a outra esquina e comecei a correr, assim que o homem viu que eu corria fez o mesmo. Virei outra esquina e pulei um muro baixo que avistei rapidamente, ficando do lado de dentro de um quintal de uma casa desconhecida.

– Tsc... Vadiazinha. – O homem foi embora e eu acabei ficando parada ali um tempo recuperando meu folego.

– Foi bem ágil, pratica parkour? – Ouvi uma voz conhecida atrás de mim e me virei assustada.

– Ah, é só você. – Lupus estava do lado de dentro da casa também, agachado onde eu estava. – Você ta me seguindo? Vai embora daqui.

– Vai embora você, aqui é a minha casa. – Ele disse se levantando. – Tem sorte que prendi meu cachorro, ele estraçalharia você todinha.

– Nossa, muito obrigado mesmo. – Disse dando um joinha irônico a ele e me levantava para voltar ao hospital. – Eu acho que o mais educado a se fazer era me levar até a saída pelo menos. – Disse o fitando de forma normalmente séria.

– Não ta vendo a porta bem ai na sua frente? – Eu vou agredi-lo.

– É por isso que eu odeio homens, são todos uns inúteis tipo você. – Disse abrindo o portão enquanto ele me fitava com raiva.

Observei um pouco o perímetro e nada daqueles homens, fui a caminho do hospital outra vez. Enquanto andava distraída senti uma mão me tocar e me virei assustada batendo na cara de quem quer que fosse, porém essa pessoa segurou meu braço.

– M-Me larga! – Gritei tendo más lembranças.

– Fica quieta. – Assim que vi que era Lupus me acalmei um pouco, porém ainda tremia com ele segurando meu braço. Assim que ele o soltou eu abraçava a mim mesma ainda tremendo e fitando o chão. – Mostrando sensibilidade agora? Fala dos homens, mas é só mais uma mulherzinha medrosa.

– NUNCA MAIS TOQUE EM MIM! – Assim que voltei a olha-lo gritei para que pudesse ouvir bem. Meus olhos lacrimejavam, mas mesmo assim não deixava a minha postura furiosa ao mesmo. Lupus me olhava em silêncio por uns segundos e eu desviei o olhar, voltando a andar o deixando ali sem mais nem menos.

– LIN! Onde você estava? – Meu pai perguntava um pouco furioso, porém eu sabia que por trás daquele rosto havia um outro, este preocupado. Havia me visto subindo pelo elevador do hospital.

– No banheiro do primeiro andar. – Disse normalmente calma.

– E porque não foi no banheiro desse andar? – Ele cruzava os braços.

– Porque o do primeiro andar é mais potente, uma enfermeira que disse. – Disse e logo entrei pro quarto onde minha mãe estava, deixando meu pai do lado de fora que ainda queria mais informações.

Minha mãe recebeu alta pela manhã e eu pedi ao meu pai pra que me deixasse ir a escola, oque foi uma surpresa pra ele, já que eu odeio ir a escola ver todos aqueles hipócritas.

6 de outubro, segunda-feira. 1º dia de jogo

– Vou indo, pai. – A ultima coisa que sempre faço é prender meus cabelos grisalhos e por minha peruca negra, fitando-me por segundos no espelho.

Estava atrasada, mas não ligo pra isso. O importante é cumprir essa ordem desse tal “Rei” pra ver oque acontece.

Quando ia entrando, lembrei-me da gata que eu cuidava e a deixava nos fundos da escola. A nomeei de Kyuubi* por sua cor ser laranja, seu fusinho e suas patas serem negras, como uma raposa.

Fui até lá levar leite a ela, porém quando cheguei ao local encontrei um casal se beijando ferozmente.

Espera...Aquele é o Lupus!

Ele pegava em uma das coxas e na bunda da garota que era da nossa sala se não me engano, enquanto ela pegava em sua gravata e seu cabelo.

– Podem parar por favor? Minha gata não merece ficar assistindo isso. – A garota se assustou comigo os observando normalmente e Lupus me olhava tenso. – Vazem logo daqui e eu não conto nada pra diretora.

– P-Por favor, Lin. N-Não diga nada a diretora! – Eu me mantive quieta e apontei para a nossa sala, que era no segundo andar. A garota se retirou cheia de vergonha e Lupus continuava me olhando sério.

– Você estragou a minha transa da manhã. – Ele disse depois de quase um minuto me olhando sério e vice-versa.

– To pouco ligando pra isso. – Disse dando leite a Kyuubi e logo senti Lupus me puxar pela mão e me fazer bater na parede onde ele se agarrava com a outra garota. Ele segurou forte nos meus pulsos e lambia meu pescoço. Outra vez tremia quieta e com os olhos fechados.

– Cade a sua marra nessa situação, hein Lin? – Lupus subia sua língua pelo meu pescoço, indo a minha orelha e a mordiscando. Meus olhos começavam a lacrimejar e eu tremia mais com isso. – Não vai dizer nada? Vou aceitar isso como um “Eu substituirei sua transa da manhã, mestre”. – Eu continuava a tremer sem nem ao menos falar nada.

Medo.

Seria possível que eu sentiria esse sentimento várias vezes seguidas de agora em diante? Até quando...?

– Tsc, que sem graça. – Lupus largou meus braços e junto a eles fui completamente ao chão, me sentando ainda sem reação alguma, apenas sentia aquelas calorosas lágrimas caírem pelo meu rosto choroso. – Você é estranha. – Lupus jogou o pingente de meu celular que eu havia perdido. – Tentei dar ontem a noite, mas alguém ficou estressadinha. – Após terminar de falar ele deixou ali e eu fiquei ainda por uns minutos, tendo lembranças desagradáveis mais uma vez.

Kyuubi veio até mim e só depois de dar carinho a mesma pude despejar direito minhas lágrimas, dessa vez com reação de um choro de verdade.

Eu perdi as três primeiras aulas e era a hora do intervalo. Todos saiam e se espalhavam pelo jardim da escola. Eu fui entrando até a sala e pus meu material em minha carteira.

– Vamos Holy, você precisa se declarar pra esse garoto que você gosta logo! – Ouvia uma voz irritante... Só podia ser da Amy. Normalmente patricinha e mimada, tinha cabelos rosados e olhos cor de mel.

– N-Não é tão simples assim, Amy! E-Eu não posso me declarar pra ele! – Outra voz irritantemente, porém essa era fofa, era com certeza a Holy. Tímida e totalmente influenciável, tinha cabelos verdes limão e olhos da mesma cor, fofos.

– Bom dia meninas. – Elas tomaram um susto. – Calma, não sou um fantasma, nem pontas duplas. – Disse zoando da Amy, que bufou.

– A gente tá um pouco ocupada aqui, Lin! – Amy disse nada gentil.

– É, realmente era uma conversa muito importante a que vocês estavam tendo. Eu só quero completar que se a Holy não cumprir a ordem ela pode acabar se dando mal nessa história. – Disse de forma sombria.

– Q-que? – Holy se assustava.

– Vocês tinham que ter ido ontem a noite no encontro com o pessoal do OG*. Não me sinto na obrigação de gastar saliva repetindo as palavras de ontem.

– P-Por favor Lin! Me conta oque pode acontecer comigo. – Holy quase implorava.

– São inúmeras as coisas que podem acontecer... Imagine cenas de tortura por exemplo. Pense em um faca atravessando seu peito, arrancando um pedaço da sua carne, fritando e comendo. Imagine a dor. – Disse de forma mais sombria, e logo segurava o riso por que Holy quase chorava.

– LIN! Para de brincadeiras de mau gosto! – Amy abraçava Holy. – Ela tá brincando, Holy. Não se preocupe, tudo vai dar certo!

– Eu não sei se oque eu disse é verdade ou não. Afinal, ainda não sabemos do que esse “Rei” é capas de fazer. – Disse depois de curar minha crise de risos abafados. – Mas eu tive uma palhinha disso e minha mãe levou um tiro de borracha. – Elas ficaram pasmas. – É... imaginem oque é a real consequência, se isso não foi nada pro “Rei”.

– N-Não pode ser... – Holy ia ao chão e Amy também ficava pensativa.

– Não disse isso pra você ficar com medo. Mas sim encoraja-la. – Holy virou surpresa pra mim. – Levar um fora não vai ser nada comparado a se machucar, ou até perder a vida. Vai fundo e se declara logo pra esse cara.

– T-Tá... eu vou tentar... – Ela disse olhando pra baixo, nervosa.

– Tentar não. Vai fazer. – Disse estendendo minha mão a ela, que pegou e se levantou.

– Obrigado pelo apoio, Lin. – Ela disse sorrindo um pouco e eu assenti. Me retirando da sala e dando de cara com Zero.

– Até que você sabe usar as palavras. – Ele comentou.

– É feio ficar ouvindo atrás das portas. – Respondi um pouco envergonhada dele ter assistido tudo aquilo.

– Eu não queria atrapalhar o seu tipo de incentivo. – Ele respondeu sorrindo um pouco no final.

– Só não se acostuma. – Disse dando de ombros.

– Bem, aproveita que vai andar por ai. Lembra o pessoal do OG que é pra esperar na entrada da escola pra irmos naquele lugar que comentei ontem.

– Que folgado. Tava andando e pede isso agora e pra mim? Vou pensar no seu caso. – Ouvi ele rir um pouco enquanto eu saia dali de nariz em pé.

Fui até a biblioteca e lá via a Mari andando pelo meio das estantes lotadas de livros. Sentei-me numa mesa, pegando um livro que estava lendo essa semana e logo vi que o Sieg a seguia, como ontem na hora de ir embora da reunião na madrugada. Resolvi me intrometer. Ajudar ou atrapalhar as pessoas me deixa com a mente ocupada. Me impedindo de ter pensamentos desagradáveis de novo.

– Essa cena me da uma imensa vontade de te denunciar. – Eu disse atrás do Sieg e ele deu um pulo, assustado. – Ah, antes que eu me esqueça, hoje na hora da saída é pra esperar o Zero na entrada. Avisa a Mari ai depois.

– Lin! Xi... Fala baixo. – Ele ia por a mão na minha boca, mas dei um tapa na mesma.

– Não encosta em mim, stalker* de nerds.

– A Mari não é uma nerd comum! E não se refira a ela desse jeito! – Ele disse um pouco nervoso.

– Tá. Então para de se esconder e vai falar com ela. Melhor do que ficar seguindo as pessoas assim.

– N-Nem pensar! A Mari vai me dispensar na mesma hora.

– Não vai saber se não tentar.

– Você pode ter razão, mas agora não. É bom observa-la de longe assim. – Ele olhava meigamente pra ela. Igualmente como eu um dia olhei pra eles...

– A ordem da Holy tinha que ter sido pra você.

– N-Nem pensar eu faria! Na frente de todos vocês ainda por cima! Que micão...

– Por isso mesmo. Queria saber qual era a consequência. Tomara que seja morte.

– Tá louca? E porque eu posso morrer e a Holy não?

– Porque você é um mariquinha. Nem falar com uma garota que gosta dela você consegue. – Disse me retirando, não gosto de ficar dando apoio pra homens estúpidos. Sieg deve ter gritado alguma coisa, mas nem liguei em ouvir. Saindo percebi que havia mais um stalker entre nós. Veigas olhava para Sieg da mesma forma que Sieg olhava pra Mari. Resolvi ignorar e voltei à sala.

O resto da aula foi entediante como sempre, e pela primeira vez desde que me mudei pra cá eu não iria caminhar sozinha depois da escola... Isso me deixou um pouco feliz. Mesmo que estivéssemos juntos só por causa de um jogo de mau gosto, eu acho que no fundo agradeço o tal “Rei” por isso.

Antes de sair fui ver a Kyuubi atrás da escola. E... O Lupus estava de novo lá, com uma menina diferente dessa vez.

– Você poderia por favor mudar de locação? – Disse e ele parou de beijar a tal garota, e me fitava tenso.

– Isso tá ficando chato, Lin. – Ele se virou pra mim e a garota se sentiu constrangida com o meu olhar a ela. Ela saiu correndo. – Olha ai! Que saco hein. Já não bastasse a minha transa da manhã, a da tarde você também queria arruinar?

– Não é problema meu se você é estúpido o suficiente pra fazer esse tipo de coisa aqui. E na frente da Kyuubi eu nunca vou deixar acontecer, fique ciente disso. – Disse com a gata no colo, acariciando-a.

– Você vai ter que pagar por isso. – Ele se aproximava de mim, e eu sentia que ia me agarrar outra vez. Dei um chute em sua barriga, que foi para trás e bateu na parede.

– Quero no mínimo um quilometro de distância de você.

– Porque resolveu mostrar que sabe se defender só agora? – Ele perguntou tirando a poeira de onde meu sapato sujou em sua blusa.

– Não achei que fosse precisar usar com um energúmeno como você. – Acariciava a Kyuubi e observava Lupus de forma superior.

– Sua... – Ele segurava os punhos. Pus leite outra vez pata a Kyuubi enquanto Lupus se encostava na parede, bufando. Logo que dei um ultimo carinho na gata, caminhava na direção da saída da escola.

– Oque ainda faz ai parado? Estão nos esperando lá fora, panaca. – Disse a ele, que me deu dedo. – Senta e rebola. – Me retirei sem ver nem ouvir oque fazia agora.

– Bem. Estamos todos aqui. – Jin disse e Zero ia nos guiando até o tal lugar.

– Holy, a sua ordem é se declarar pra pessoa que você ama na frente de todos nós. Ele por acaso está aqui é? – Lire perguntou, fazendo Holy corar aos extremos.

– E-E-E-Está. – Ela conseguiu falar depois de muito sacrifício.

– Epa... quem é? – Arme chegava mais perto dela, que ficava mais vermelha ainda.

– Quando chegarmos lá ela vai falar, ué. Deixem a garota em paz. – Elesis tirou as palavras da minha boca.

– É aqui. – Chegamos ao tal lugar. Era uma casa abandonada.

– Sem chances de eu entrar ai! – Amy disse se manifestando.

– Quem disse que é dentro da casa? – Zero deu um sorriso de canto.

– Hãm? – Essa era a reação de todos por dentro.

– Me sigam. – Zero passou pela casa, indo até os fundos, onde havia um muro de plantas. – Tem um buraco aqui. – Zero conseguiu passar entre as folhas e todos fizemos o mesmo.

– Uau... – O outro lado havia uma casa não muito grande, porém era bem feita, entramos e estava um pouco empoeirado, mas nada que uma faxina geral de alguma das meninas não resolvesse.

Não faxino nem minha casa, quem dirá aqui.

Tinham mobilhas...velhas, mas mobilhas. A pintura estava um pouco acabada, mas quem se importa?

– Vamos logo com isso, eu to com fome. – Ryan comentou e todos se espalhavam pela casa arranjando um lugar pra se encostar ou sentar.

– Vai Holy, você consegue. – Ronan a dava um incentivo.

– É-É difícil com todos vocês aqui olhando... – Holy estava no meio de todos nós ainda constrangida com a situação.

– Vamos Holy, sua vida pode mudar hoje dependendo do resultado disso aqui. – Amy disse piscando a ela.

– É... Ela com certeza vai mudar... – Holy abaixou sua face. – Pra mais turbulenta.

– Não se esqueça da nossa conversa, Holy. – Disse a ela, que pareceu pensar um pouco, mas logo respirou fundo e parecia determinada.

Não entendi o porquê a sua vida “mudaria pra mais turbulenta”. Até o final de suas palavras.

– E-Eu gosto dessa pessoa já faz bastante tempo, e mesmo assim eu... eu não conseguia falar a ele. Por medo de ser rejeitada ou até coisa pior. Hoje estou sendo obrigada a fazer isso, então... E-E-Eu...Eu te amo... Azin!

Silêncio.

Todos ficaram surpresos, principalmente Azin e Edel. Holy corava aos extremos e eu sentia que ela queria se esconder.

Foi ai que entendi porque o medo e receio de se declarar pra quem ama.

Isso não vai prestar. A Edel é ciumenta. Ciumenta demais.

– Quem você pensa que é pra vir assim se declarando pro meu namorado. – Edel chegou até ela, pegando em sua blusa e a trazendo pra perto.

– Xi... – Lupus soltou um incentivo baixo a suposta briga.

– Edel, não machuca ela por isso, tá louca? – Azin tentava segurar na Edel, sem sucesso.

– E-Eu nunca ia me declarar a alguém comprometido! Mas esse jogo me fez fazer isso. E-Eu não tenho culpa! – Holy disse em sua defesa, mas depois Edel batia em sua face.

– Edel! – Azin a segurou pelos braços a puxando pra longe de Holy.

– Me larga Azin, essa garota quer é se aproveitar dessa situação pra tirar você de mim! Me larga! – Edel conseguiu se soltar. Porém Azin a virou pra ele e deu um tapa em seu rosto.

– Para de paranoia, Edel! – Edel botava a mão no local que Azin acertou.

– Azin... Você... Nunca tinha me batido. – Edel disse baixo e chorosa, logo se virando pra Holy. – TÁ VENDO OQUE VOCÊ FEZ, SUA IDIOTA! EU VOU ACABAR COM VOCÊ, GUARDE AS MINHAS PALAVRAS. – Holy chorava ao chão e Edel saiu correndo da casa.

– Gente... Oque houve aqui? – Lass pensou alto.

– Eu vou embora, pra mim esse showzinho já deu. – Dio disse amargo e se retirava.

– Eu também vou indo... Podem deixar que ninguém sabe dessa passagem pra cá. – Zero disse e ia embora também.

– Holy... – Eu a encorajei a isso, de certa forma me sinto culpada. Que droga.

– Vamos Holy... – Amy levava Holy junto com ela pra fora. Logo todos se retiravam e só havia ficado eu, Lupus e Azin na sala da casa.

– Você não vai embora não? – Disse virada a Lupus, que se deitou no sofá da casa, e parecia tirar um cochilo lá.

– E você com isso? Me deixa em paz. – O ignorei.

– Azin, vai acalmar a Edel... A raiva dela não vai passar se...

– Quer saber? Acho que estava mesmo na hora de dar um fim no meu relacionamento com ela. Eu não aguento mais essas crises. – Azin disse virado de costas pra mim.

– Não faz isso agora, ela vai pensar que foi culpa da Holy e o ódio dela só vai aumentar.

– Ela vai ter que entender que o problema é ela, não a Holy. – Azin disse e se retirou da casa. Me deixando bufando ainda em pé naquela casa. Meu celular e o do Lupus tocaram ao mesmo tempo.

“Você recebeu uma nova mensagem”

De: Desconhecido

Assunto: Ousama game

Mensagem: Obediência confirmada!

– Eu tenho vontade de quebrar esse Rei em mil pedacinhos. Maldito! – Ele planejou tudo isso?

Sabia desde o inicio que o Azin queria terminar com a Edel?

Que a Holy gostava dele?

As crises da Edel que até mesmo eu desconhecia?

– Maníaco.

~

Fui pra casa e o resto do dia foi normal pra mim, e nem queria me envolver nos problemas gerados mais cedo. Só ficava encucada com a seguinte pergunta: “Se a Holy não tivesse se declarado, oque teria acontecido?”. Será que de toda forma esse “Rei” saberia usar a situação? De toda forma ia ser um caos? Perguntas que acabavam levando a nada sem uma resposta das mesmas.

Ficava aguardando dar a hora pra saber oque esse “Rei” planejava agora. O quanto de caos ele poderia gerar mais ainda.

00:00

“Você recebeu uma nova mensagem”

De: Desconhecido

Assunto: Ousama game

Mensagem: ORDEM 2;

A 18º Participante, Edel Frost deve escolher a próxima ordem em menos de um minuto.

– Só pode estar de brincadeira... – Não pode ser. – DROGA! – Tentava ligar pra Edel pra fazer a mesma não fazer coisas que poderia se arrepender depois, porém foi tarde demais.

“Você recebeu uma nova mensagem”

De: Desconhecido

Assunto: Ousama game

Mensagem: Ordem dada pela 18º participante, Edel Frost: A 17º participante, Holy Serenity deve se matar.

– Que merda é essa... DROGA! – Liguei pro Azin. – SEU IDIOTA! EU FALEI PRA VOCÊ ACALMAR A EDEL!

– VOCÊ ACHA QUE EU IA SABER QUE ELA IA FAZER UMA COISA DESSAS? ESTOU TÃO EM CHOQUE QUANTO VOCÊ!

– AZIN! SE ALGUMA COISA ACONTECER COM A HOLY EU NUNCA VOU TE PERDOAR! IDIOTA, ESTÚPIDO! – Desliguei o telefone.

Como eu fui ingênua... Claro que o “Rei” poderia formar mais caos. É um maníaco do tipo mais doentio!

Liguei pra Holy, porém a mesma não atendia. Holy, não obedeça a essa ordem...!

Eu não consegui dormir, me arrumei já com a roupa da escola saindo as quatro da manhã de casa.

Tenho que ver a Holy.

Com os registros escolares que salvei também no meu computador pude ver a localização da casa da Holy, fui até lá. Pulei seu muro e rodeava a casa tentando achar uma entrada, sem sucesso. Liguei pra Holy e escutava seu telefone tocar, seu quarto era no segundo andar. As aulas de parkour tem que servir de algo. Fiquei encima do muro e logo fiquei no telhado do primeiro andar, indo até sua janela. Escorreguei em uma das telhas e quase cai, porém consegui me segurar na janela. Usando a mesma pra me puxar pra cima de volta. A janela da Holy estava fechada, porém ouvia seu celular.

– HOLY! Abre essa janela! – Gritava pra que pudesse ouvir bem, porém ela não respondia. – Holy, vamos conversar! Abre a janela! Eu vou ficar aqui até amanhã se você não abrir! – Pude ouvir um soluço. Não tenho duvidas que é ela. – Holy!

– Eu vou morrer! Fique longe de mim pra não sobrar pra você, Lin! – Ela berrou do lado de dentro.

– VOCÊ NÃO VAI MORRER! EU ESTOU AQUI! ABRE ESSA DROGA DE JANELA! – Ela ficou quieta por uns segundos.

– Do que adianta você estar comigo, Lin? Você também não estava com a sua mãe quando ela levou um tiro? – Ela disse ainda chorosa.

– V-Você pode ter razão, mas vamos tentar contornar isso! Abre essa janela logo e me deixa entrar, Holy!

– Como vamos contornar a morte, Lin!?

– Lutando pra viver! – Gritei o mais forte que pude e ouvia Holy fungar. – Abre essa janela. Vamos conversar. – Disse já mais calma, aguardando que Holy abrisse a Janela. E assim ela fez.

– Lin, eu to com medo... – Ela estava entre lágrimas e assim que entrei em seu quarto a abracei.

– Calma. – Ela me abraçou forte. – Você não vai obedecer a essa ordem, me ouviu bem?

– Mas...e a punição? O que pode acontecer comigo, Lin? – Ela chorava mais forte.

– Eu...não sei. – Cerrava os dentes, pensando em oque dizer pra acalma-la. – Hoje vamos sair. Se arrume pra escola e leve uma roupa bonita na bolsa.

– Hãm? – Holy ficava confusa.

– Vamos matar aula hoje. – Ela ficou um pouco nervosa.

– M-Mas eu...!

– Nada disso. – Disse cortando-a. – Você vai sair comigo hoje. E não adianta dizer que não. – Disse com autoridade e ela demorou um pouco, mas assentiu.

– O-Obrigado por estar sendo minha amiga agora, Lin. – Amiga... Quando foi a ultima vez que eu ouvi isso...? Talvez, nunca.

7 de outubro, terça-feira. 2º dia de jogo

Voltei em casa e troquei de roupa. Por pouco meu pai conseguia me ver, mas sai pelos fundos e usei outro caminho pra ir ao encontro de Holy.

Encontrei-a no canto da entrada da escola.

– Vamos logo. – Disse a puxando. Avistei Edel indo pra sala normalmente e fiquei com os nervos a flor da pele. – Vadia. – Sussurrei a mim mesma e fomos até o esconderijo pra Holy se trocar lá.

Ele estava lá, semi-nu com uma garota, deitados no sofá.

– LUPUS! – Gritei após Holy tampar os olhos de vergonha por ver o Lupus sem camisa e a garota só de lingerie.

– Você tá me perseguindo é? – Lupus gritou de volta, saindo de cima da garota que se vestiu rapidamente e saiu muito envergonhada.

– EU TENHO MAIS OQUE FAZER! MAS SERÁ POSSIVEL QUE ATÉ AQUI? DÁ PRA RESPEITAR MAIS ESSE LUGAR, SEU PANACA PERVERTIDO!? – Disse chegando perto do mesmo e cutucando seu rosto, tentando impor um pouco de moral. – Será possível que você não sabe pensar em outra coisa além de sexo?

– Sinceramente? – Fiquei aguardando o óbvio. – Nada. – Acabei olhando pros seus tríceps...e que tríceps! – Quer um babador?

– Quero que você saia daqui. – Disse saindo de perto dele, porém agarrou em minha cintura e me puxou pra junto ao seu corpo. – KYA! – Dei um gritinho sem querer e fiquei com mais vergonha disso do que ter ele logo beijando meu pescoço. – S-SAI LUPUS! – Disse tentando empurra-lo antes que tivesse novamente más lembranças, sem sucesso.

– Essa é a terceira vez que você me atrapalha, Lin. Exijo um reembolso por isso. – Ele disse pondo sua mão por baixo da minha blusa enquanto dessa vez já mordia meu pescoço fortemente. Aquilo não era ruim, mas com o Lupus eu não quero nada disso!

– Toma aqui o seu reembolso! – Disse dando uma cotovelada em sua barriga, fazendo ele me largar. – Vai logo e troca de roupa, Holy. – Disse a puxando enquanto Lupus dava uma risadinha que eu não gostei nada. – Tá rindo de que, panaca? – Perguntei de bico.

– Nada não, só pensei nesse seu gritinho. Só que gemendo na minha cama.

– AAH! PERVERTIDO! – Fui com a Holy até o outro cômodo. – Se troque aqui. Eu vou ficar de olho na porta pro panaca pervertido não tentar nenhuma gracinha.

– O-Ok. – Holy estava vermelha.

– Que foi? – Perguntei confusa.

– Você e o Lupus parecem tão... íntimos. – Ela disse mais vermelha ainda com as mãos na frente de sua boca. – Vocês n-namoram, ou coisa parecida...?

– Claro que não. Nunca que eu me envolveria com um cara desses. Tire essas ideias da cabeça. – Disse indo a porta pra não deixar o Lupus entrar, e ele estava ali. – Vaza daqui. Aproveita e bota uma blusa. – Desviei o olhar. Aqueles tríceps...

– Mesmo se um dia gostar de mim, oque não acho que vai demorar, não pense que vou namorar com você. – Ele disse pondo sua mão na parede em que eu me encostava.

– Como se eu tivesse pedido a sua opinião. – Dava de ombros, com os olhos fechados, com um rosto convencido. Logo senti a respiração de Lupus bem perto de mim. Abria os olhos de novo e ele estava me observando com desejo. – S-Sai Lupus! – O empurrei de novo e ele deu aquela risada que eu odeio.

– Mas me diga, oque a representante de turma faz matando aula?

– Não é da sua conta, panaca pervertido.

– Para de posar de garota má. – Ele ficava com a face séria que normalmente tem. – Você quer alegrar a Holy por causa da ordem de hoje. No fundo você é uma garotinha cheia de compaixão. – Ele terminou de falar com um rosto convencido e eu me mantinha quieta.

– Tô pronta. – Holy saiu do outro cômodo arrumada e logo peguei na sua mão indo até a saída.

– Olha aqui Lupus. Eu não quero ter que te achar com garotas aqui de novo, ouviu? Vai fazer orgias na sua casa e respeite o esconderijo do OG.

– Me obrigue. – Lupus disse e se deitou de novo no sofá do esconderijo. Sai bufando.

– Onde vamos, Lin? – Holy perguntou e eu sorri pra ela.

– Pode escolher oque quer fazer. – Meu pai me da dinheiro mais que o necessário, nem sei com oque gastar. Que seja hoje e com a Holy.

– T-Tá falando sério? – Holy tinha os olhos brilhando mais que o comum.

– Tô. – Disse depois de rir um pouco.

– E-Eu sempre quis... – Ela parecia envergonhada. – P-Promete que não vai rir!

– Prometo... – Disse dando de ombros.

– Eu sempre quis ir naquelas... v-você sabe, aquelas maquinas de tirar fotos dentro da cabine, c-com uma amiga, claro. – Eu ouvia a sua frase tentando segurar a minha risada, mas não me contive. Comecei a rir histericamente. – LIN! V-Você falou que não ia rir! – Ela disse vermelha e de bico.

– Desculpa... – Ri mais um pouco. – Eu tentei segurar. – Limpava as lágrimas que tinham saído de tanto rir. – Mas sério que você nunca usou essas maquinas? Tem no parque aqui perto.

– É que eu não costumo sair sozinha. Meus pais são muito religiosos e rigorosos, mas eu sei que é pro meu bem, então os obedeço sempre. – Eu não sabia disso... Por mais que nos registros da escola tenham todas as informações externas da pessoa, não tem as internas.

– Tudo bem, mas não vamos ficar só nisso. Vamos também em todos os brinquedos que você quiser. Lá também tem um cinema com filmes ótimos em cartaz. Pode escolher, eu ainda não vi nenhum deles. – Enquanto eu falava parecia que a Holy ficava cada vez mais maravilhada.

– Obrigado, Lin. – Ela me deu um abraço. – Vamos! – Pegou em minha mão e me puxava rápido pra chegarmos até o parque.

Ela tinha trago dinheiro, mas a disse que eu pagaria. Afinal quem a convidou pra sair foi eu, e é melhor que não gaste seu dinheiro pros seus pais não perceberem.

– Então, é só apertar aqui e se preparar. São quatro fotos certo? – Eu nunca tive a vontade de tirar fotos ali, ela deve saber mais que eu.

– Sim sim, Lin-chan. Agora vamos. – Na primeira foto ela sorria fortemente e eu normalmente. Na segunda foto ela apertou as minhas bochechas pra que eu sorrisse mais. Na terceira foto eu também apertei suas bochechas. E por fim a quarta foto nós ríamos de nós mesmas. – Olha Lin-chan! Ficou muito legal ♥.

– Pode ficar pra você. Teremos outra chance pra virmos de novo e tirarmos uma pra ficar pra mim. – Holy olhou pra foto e fez um rosto meigo. – Bem... Vamos no cinema? O parque é mais legal ao entardecer.

– Ah, sim! Vamos! – Eu deixei com que ela escolhesse o filme. Como ainda era muito cedo, vimos três filmes que ela escolheu, por ultimo foi “Os cavaleiros do Zodíaco. A lenda do Santuário”. Eu não esperava muito de uma “homenagem”, por que isso foi uma homenagem... Mas só vendo aquela animação, e ainda tendo o prazer de ver “anime” no cinema já compensam ♥. – FOI MUITO LEGAL! Não sabia que animes eram legais assim!

– Você não viu nada. – Sorri pra ela. – Se quiser te indico uns muito bons, posso até ver com você se quiser. – Ela me olhava de uma forma tão fofa e calorosa que eu não tinha palavras pra descrever como eu me sentia. A Holy é a primeira amiga que eu tenho...? Se eu já posso chamar ela de amiga...eu não entendo dessas coisas.

– Lin, obrigado mesmo! – Ela abraçou minha barriga e eu não sabia como retribuiria sua ação... abracei sua cabeça, delicadamente. Espero estar fazendo certo... Que vergonhoso. – Você tá sendo a melhor amiga que eu já tive Lin. – Aquelas palavras foram tão...aquecedoras. A abracei mais forte, sem sufoca-la. Ela fez o mesmo. – Tenho que te agradecer de alguma forma! – Ela me largou num pulo. – Realizarei o seu desejo também! – Ela disse apontando pra mim. – Vamos lá, me diga o seu desejo, Lin-chan ♥.

– Er... – Será que se eu falasse que ela já realizou seria muito idiota...? – Eu não tenho nada em especial pra ser realizado. Mas obrigado, só sua intensão vale. – Disse coçando a cabeça e rindo um pouco.

– Não seja tão formal, Lin-chan! Somo amigas agora, não somos? – Eu não tive sequer emoções após essa frase. Ela pegou na minha mão e me puxou até o parque, que já estava sendo preenchido com as pessoas que chegavam. – Vamos logo nos brinquedos, Lin chan. – Fomos em todos os brinquedos possíveis, e até os impossíveis. Tinhamos gostos diferentes, mas assim como ela cedeu ir comigo na montanha russa, eu topei em ir com ela na roda gigante.

– Você tem energia de sobra hein. – Mesmo não curtindo os brinquedos mais rápidos ela acabou indo duas, três, quatro vezes em cada um que eu sugeri... assim como eu, mas já me sentia exausta. Acho que preciso voltar a me exercitar... N-Não. E momentos horríveis vinham em minha cabeça outra vez. Até que encontrei uma luz no fim desse túnel.

– Sabe Lin... – Holy me tirou completamente desses pensamentos. – Eu tinha perdido o sentido de viver ontem, após completar a ordem do “Rei”. Hoje de manhã eu não diria que foi a ordem que me fez pensar na possibilidade de morrer... Eu diria que foi mais um incentivo pra fazer oque eu já queria. – Ia falar, mas ela me interrompeu. – Obrigado por ter me dado um choque de realidade. – Ela começava a chorar. – E-Eu quero viver...Por mais que apontasse uma faca pro meu próprio peito, ou até pro meu crânio...eu hesitaria. Hesitaria porque o ser humano é fraco... Da mesma forma que pode ser influenciado a querer desistir da vida, vai ter uma pontinha de esperança dentro de si dizendo “não”. Essa pontinha era você, Lin. – Ela limpava suas grossas lágrimas que caiam e eu a abracei. – O-Obrigado por ter me impedido... Obrigado, obrigado, obrigado! – Acariciava seus cabelos.

Oque eu poderia dizer? Deduzi que a melhor forma de se aconselhar uma pessoa é com o próprio silêncio. Se eu dissesse qualquer coisa ela tomaria rumos que eu desejo. Estando em silêncio ela só pode seguir seu próprio e livre intuito. É o único que ela está ouvindo agora.

Descemos da roda gigante e dessa vez ela parecia cansada, até mais que eu.

– Eu confesso que vi que você estava cansada, Lin... Mas ainda queria me divertir. Desculpa te usar assim. – Ela disse de bico.

– Relaxa, eu estou aqui pra isso mesmo. – Disse passando a mão nos seus cabelos.

– Já podemos ir embora se era só pra isso... Também acabei cansada no final das contas. – Ela já bocejava.

– Tudo bem, vamos pra casa então. – Disse estendendo a mão pra ela, timidamente... Não sei porque fiz isso, parece que foi impulso. Q-Que vergonha. Ela entrelaçou seu braço no meu e saímos andando normalmente. E pela primeira vez eu estava sorrindo.

Sorrir.

Qual foi a ultima vez que isso ocorreu com a mesma vontade de agora? Não sei. Talvez à muito tempo...

– Então Lin, oque você espera pro seu futuro? Eu me pergunto isso todo os dias. E todos os dias eu troco as respostas. – Ela disse andando na calçada alta ao meu lado, com os braços abertos para se equilibrar e não cair.

– Já pensou em mudar a pergunta?

– Hãm? – Ela quase caiu, mas conseguiu se equilibrar.

– Que tal se você mudar a pregunta pra... – Pensava por uns segundos. – “Quais são meus objetivos?” – Disse e ela ficou pensativa.

– Bem, dessa forma a pergunta ficou menos complicada... E maior. – Ela sorriu de orelha a orelha.

– E dessa forma não vai ter o problema de trocar a resposta todos os dias. E sim acrescentar. – Disse e sorri ao ver ela me olhando tão maravilhada.

– Lin-chan é tão inteligente e legal! Porque nunca nos falamos antes? Todos iriam ficar tão surpresos sabendo que a nossa representante é uma pessoa tão boa assim. – Ela disse pegando nos meus braços e brincando com os mesmos.

– Eu sou um pouco fechada...são... motivos pessoais...

– D-Desculpe, se não quiser se abrir e falar sobre eu te entendo Lin-chan. M-Me desculpa mesmo! – Ela pareceu se desesperar.

– Não tem problema... – Disse rindo um pouco de sua face, e resolvi mudar o assunto. – Mas qual seria a sua resposta pra essa nova pergunta das manhãs? – Sorri de lado.

– Ah sim! Eu queria aprender a falar francês!

– Frances?

– É uma língua muito bonita... – Ela parecia se perder em lindos pensamentos. – Queria aprender autodefesa. É bem útil ter como se defender em momentos críticos. E eu quero que meu primeiro beijo e também minha primeira vez sejam com a pessoa que eu vou me casar um dia. – Ela olhou pra mim e ficou vermelha. – K-KYAAA! N-Não zombe de mim... É só que... KYAAA!

– Calma. – Disse segurando o riso. – Eu não achei engraçado. Achei fofo. Por mais que pode ser difícil espero que consiga esse objetivo. – Disse sorrindo meigamente a ela.

– Obrigado Lin. Você é a primeira pessoa que apoia esse meu objetivo. – Ela disse com a mão no peito.

– Não há de que.

E assim chegou a hora em que nos separamos e fomos cada uma pra sua casa. Eu estava cansada, e aparentemente ela também. Só sei que assim que entrei em casa fui tão rápida que nem mesmo meus pais notaram minha presença.

Se é que notam normalmente, são tão ocupados e cabeças de vento. Mas agradeço o espaço que eles me dão.

Retirei aquela peruca de cor negra e soltei aqueles cabelos brancos que tanto odeio. Me fitando no espelho desejava apenas ter nascido com uma cor discreta. Uma cor que não chamasse atenção. Uma cor que combinasse comigo.

Como o preto.

A cor que mergulho todos os dias ao amanhecer, todos os dias ao entardecer e todos os dias ao anoitecer. Mas hoje me sinto com um tom mais claro. Poderia dizer que passei para a cor marrom escura? Não sei.

Ao terminar meu banho, a única coisa que desejava era minha cama. Nada de comida, nada de computador, e, me desculpe Holy, mas nada de ver a ordem a meia noite em ponto.

E assim dormi.

~

– Lin acorda! – Minha mãe que me chama...?

Me virei pondo as cobertas em minha cabeça, tenho meu despertador, essa com certeza não é hora de acordar. Deve estar me acordando pra ver se não quero comer nada.

– Lin, isto é sério. – Minha mãe tinha uma voz perturbada. Fui obrigada a levantar pra saber qual era o problema. Olhei pro celular e juntamente com uma notificação de “Você recebeu três novas mensagens”, vi a hora.

Três da manhã. Ela só pode estar de brincadeira.

– Oque foi mãe. – Perguntei tentando manter os olhos abertos, quase sem sucesso. Eles fechavam a cada espaço entre as palavras.

– Ligaram pra delegacia em que seu pai trabalha.

– Não me diga... – Que vontade de bater nessa minha mãe por me contar algo tão produtivo.

– Mais respeito comigo, mocinha! – Eu vou definitivamente bater nela. – Eu não sei como pode reagir, até porque nunca vi trazer nenhum coleguinha pra casa desde que nos mudamos e...

– Mãe... Encurta o assunto? – Só falando o obvio pra ela entender que alguém aqui quer voltar a dormir.

– Parece que uma colega sua de classe... Qual era o nome mesmo? Ah, sim. Holy eu acho. – Foi ai que arregalei os olhos.

– O-Oque tem ela...? – Respirava fundo ouvindo as palavras que minha mãe me disse.

Uma lágrima caiu do meu rosto.

– Lin, onde pensa que vai? – Sai correndo sem pensar duas vezes, i-isso não pode ser real. Isso é uma pegadinha. De muito mau gosto. MAS É UMA PEGADINHA!

Chegando em frente a casa da Holy tinham carros de polícia e sua janela estava aberta. Via flashs vindo do mesmo. Não me deixariam passar nem que implorasse. Olhei para o lado e via sua mãe sendo ouvida por um policial.

Ela estava chorando. Não chorando de uma tristeza passageira, mas chorando com um completo desespero.

Eu entrava em desespero.

Rodeei a casa até que achasse uma passagem sem nenhuma vigia. Não posso acreditar no que me foi dito por minha mãe, muito menos oque ouvi ali fora sendo dito pela mãe de Holy, sem ver com meus próprios olhos. A porta dos fundos está sem ninguém, abri-a e passava despercebida no meio de tantos policiais e detetives de preto. A cor que eu portava no momento. Cheguei ao quarto de onde se vinham flashs, o quarto da Holy.

Desespero.

Essa foi a tradução do meu grito ao ver que era verdade.

Minha mãe estava dizendo a verdade.

“- Parece que ela se suicidou de uma forma brutalmente cruel.”

A Mãe de Holy estava dizendo a verdade.

“- A-A MINHA FILINHA! ELA NÃO PODERIA TER FEITO ISSO! NÃO ME VENHAM COM ESSA DE SUICÍDIO! VOCÊS VIRAM COMO ELA ESTÁ? QUE SER HUMANO SOBREVIVERIA CORTANDO O PRÓPRIO CORPO?”

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Lágrimas caiam como se eu fosse um nascente de uma cachoeira. Fui para trás, o possível pra bater na parede do corredor e desgraçar meus próprios olhos por ver uma cena dessas. – DROGAAAA! OQUE FIZERAM COM VOCÊ, HOLY! DROGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – Berrava palavras enquanto chorava como se tivesse perdido um parente próximo. Se a dor que sentia agora fosse comparável a dor de perder um parente próximo.

Eu voltava a fitar a poça de sangue. O sangue que escorria de cortes profundos por quase toda sua pele pálida e lisa, escorrendo até seus pés e pingando ao chão. Pôs ela estava pendurada pelo pescoço em uma corda. Uma corda de arame. Sua face era com os olhos abertos e boca completamente sufocada até encima com o sangue que ainda caia aos poucos.

Horror.

Eu soube o significado dessa palavra ao ver aquela cena.

E voltava a chorar, chorar como se eu tivesse perdido a coisa mais importante pra mim. Talvez fosse. Já que ela tinha sido, mesmo que por um dia, minha melhor amiga.

– Quem deixou ela entrar!? – Um homem apontou pra mim. Oque não era mais obvio, com certeza era a minha presença naquele lugar.

– Lin, oque faz aqui!? – Meu pai veio até mim, abraçando meu corpo congelado ao chão.

Eu ainda fitava Holy daquele estado.

– HO-H-HO-HOL-H... – Meu pai abraçou minha face, me deixando impossibilitada de continuar fitando-a daquele estado tenebroso. – HOOOOOLYYYY! – Foi a ultima coisa que consegui gritar antes que tentasse ir até ela ainda berrando, porém os policiais me seguravam. Eu me debatia, acertei até os rostos de um e tentava ir até Holy, mas fui segurada e logo senti uma pontada em meu braço.

Perdi os sentidos, de um em um.

Não sentia oque tocava, logo fui ao chão.

Não escutava oque era dito, apenas via suas bocas se mexerem.

Não sentia nem mesmo minha própria língua, quem dirá minha saliva que supostamente escorria.

Não conseguia mais respirar, estava completamente sufocada.

Por ultimo minha visão foi tingida de preto aos poucos. Aquela cor que mais combina comigo.

Adeus marrom escuro. Bem vindo de volta, preto.

Minha eterna cor.

23:50

De: Desconhecido

Assunto: Ousama game

Mensagem: A 17º participante, Holy Serenity tem 10 minutos para cumprir a ordem.

00:00

De: Desconhecido

Assunto: Ousama game

Mensagem: Realmente uma pena...

Mas que fique claro que as sentenças foram escolhidas antes das ordens.

– Por não ter obedecido as ordens do Rei, a 17º participante, Holy Serenity, foi sentenciada à forca à lá OG.

00:00

De: Desconhecido

Assunto: Ousama game

Mensagem: ORDEM 3;

11º Participante, Dio Burning Canyon e a 13º Participante, Rey Von Crimson. Os dois devem fazer sexo.

Notas finais
Primeiramente me perdoem-me qualquer erro de português eu digitação hsuahs.Ousama Game: Tradução livre, Jogo do Rei. Mangá escrito por Nobuaki Kanazawa, tendo cinco volumes também publicados no Brasil, pela editora JBC em Novembro de 2013. Daegu Fatima Hospital: Hospital da cidade de Daegu, na Coreia do Sul. Daegu High School: Escola da cidade de Daegu, na Coreia do Sul. Daegu: ou Taegu é uma cidade da Coreia do Sul situada no sudeste do país. (Onde também é situada a empresa KOG. Empresa que criou o Grand chase). OG: Abreviação para o termo Ousama Game. Stalker: É basicamente, um "perseguidor". Alguém que persegue. Casualmente, as pessoas usam 'Stalker' para definir um indivíduo que tem uma obsessão por outro sujeito e insiste em vigiá-lo ou segui-lo. Essa história foi uma coisa bem diferente do que eu já havia feito *-*Nunca escrevi esse tipo de suspense e terror/horror... Mas no ss deu certo e todos que leram curtiram, então espero que aqui tenha a mesma repercussão *-*Ate o próximo cap,rapaize ♥ (amanhã)Kissu de gelo da autora-sama :*