Ours
2 Capítulo I
Notas iniciais
Feeling my way through the darkness, guided by a beating hear, I can't tell where the journey will end, but I know where to start. They tell me I'm too young to understand, they say I'm caught up in a dream, well life will pass me by if I don't open up my eyes, well, that's fine by me. So wake me up when it's all over, when I'm wiser and I'm older, all this time I was finding myself, and I didn't know I was lost — Clique Aqui — Wake Me Up — Avicii
Londres
Mary se encarou no espelho de sua penteadeira em seu quarto. Ah Londres, a única cidade que realmente amou e que tem um apreço enorme, diferente de Edimburgo, na Escócia, onde nasceu. Ela não pensaria duas vezes antes de se arriscar em algumas aventuras. Não era por isso que a chamavam de a Rainha de Copas. Mesmo sendo filha dos maiores empresários do mundo, ela fazia o que queria e era moda. Ela tinha uma paixão avassaladora por moda. Tudo o que ela queria, era ser feliz, viver bem sua vida. Dividia seu apartamento em uma rua simples de Londres com suas amigas de infância, Lola Morgenstein McCain, e sua irmã, Kenna e Aylee Wittelsbach Kerr e sua irmã, Greer. A vida de Mary não poderia realmente ser melhor, mas a morena sabia que não era bem assim. Tudo para ela era tão... Irreal. Ela sabia que para ela não seria fácil principalmente sendo a herdeira do império Hollerbrook, mas ela realmente queria isso? Ela sabia que não queria. Ela queria ser livre. Queria voar e fazer o que quisesse. Para Mary Stuart, tudo era por sua liberdade.
Mary andava por seu apartamento, ouvindo uma música em seu iPhone. The Nights, de Avicii, ela adorava. Literalmente, a expressava, quase. Exceto talvez, o fato de que se dependesse de seus pais, faria administração, ao invés de moda. Era algo que ela nunca entenderia, então ouviu.
— Mary! Suas cartas de Central Saint Martin chegaram e eu abri porque eu estava mais ansiosa que você. — Kenna mostrou a língua para Mary que riu.
— Kenna, eu já te falei quantas vezes para não abrir minhas cartas? Enfim, o que dizem?
— Mary, como sempre, seus professores, na última coleção que exibiu para aquele desfile que pediram sobre reinventar trajes históricos para atuais, disseram que estavam bem executadas, bem feitas... Mas... Sem inspiração. Monótonas, chatas. — Kenna disse triste. — Mary, não se abale! Eu vi a coleção, o desfile. Suas peças estavam lindas! Seus professores são uns idiotas...
— Kenna, você mesma viu as críticas! Eu sou horrível! Eu preciso encontrar minha... — Ela repudiava em admitir que seus professores estavam certos. — Minha inspiração. Eu vou sair de novo...
Mary correu para seu quarto, que era o maior do apartamento, onde trancou a porta e no chão, começou a chorar. Se sentia tão humilhada naquele momento. Passava horas e horas, até mesmo dias em seu ateliê para fazer as peças de suas coleções para aquele maldito colégio, nos primeiros anos, era perfeito, agora, faltando apenas um ano, seus professores diziam que ela não tinha inspiração mais? Queria acabar com sua vida, mas daquela vez, não daria esse gostinho a seus professores. Ah, não mesmo. Ela se levantou, então se dirigiu ao seu closet que era um quarto enorme, repleto de roupas. Ela tinha várias roupas diferentes, algumas eram protegidas por armários de festa. A ala mais importante, eram os vestidos de festa que estavam vestidos em manequins. Sorriu não ficando nem 5 minutos lá, observando de um manequim, um vestido vermelho, tomara que caia. Entrou no banheiro, tirando a sapatilha que usava, então abriu seu vestido florido, então ligou a água, então tirou a lingerie e entrou na água. Lavou seu cabelo com seu shampoo de morango e começou a ensaboar o corpo. Quando acabou o banho, enrolou se na toalha, começando a passar o tradicional hidratante de morango, então colocou uma lingerie preta. Mary colocara uma blusa marrom, um casaco rosa claro, um jeans preto rasgado, uma bota preta, pegou um colar, um óculos de sol, brinco e uma bolsa. Fechou os olhos, pegando seu estojo de maquiagem, então começou a preparar a pele. Então fez a maquiagem. Seus olhos estavam claros, com uma pequena parte escura, o delineador realçava seus olhos, assim como a máscara que lhe alongava os cílios. Quando ela terminou, viu que faltava meia hora para as duas horas. Arrumou seu cabelo com rapidez, colocou os óculos na bolsa, então saiu de seu quarto, correndo, então saiu do apartamento. A busca de Mary começaria...
— x —
Do Outro Lado de Londres
Francis estava jogado no sofá da sala de seu apartamento, bom, não era bem seu, mas sim de seu meio irmão, Sebastian, que era pessoa em que mais confiava no mundo, mais do que confia em seus pais. Na sala, tinha vários pedaços de papel com rascunhos de sinopses, ao menos, de livros que Francis tentava fazer. Sempre era assim. Francis se trancava em um canto, quando não conseguia escrever algo que o agradava, sua solução, era pegar uma garrafa de whisky do meio irmão e beber, ficar bêbado. Jogou o papel que escrevia em um lixo qualquer e suspirou.
— É, minha inspiração foi mesmo para o saco... — Francis revirou os olhos. Seu celular começou a tocar, então ele o pegou, dando os comandos para o desbloqueio e atendeu a ligação. — O que você quer, Makenna? Não basta me irritar ontem?
— Bom dia para você também, vossa majestade. A Evelyn quer te ver, ela disse que é importante e já quero falar isso logo com você. Francis... — Ele ouviu um suspiro no outro lado da linha. Estava apreensivo. — Você é uma pessoa incrível, você sabe, principalmente depois daquele nosso relacionamento, passei a lhe respeitar mais, mas seus livros NÃO VENDEM! Não vendem bem e eu não posso continuar sendo sua agente assim, mil desculpas mas eu me demito.
— Obrigado, eu acho. E bom... Boa sorte na vida Makenna. Mantenha contato ou o Bash vai surtar, sim?
— Isso é o mínimo que posso fazer. E não se esqueça de ir ver a Evelyn. Ela te espera para as 15:00 e não me apareça bêbado de novo ou drogado, Francis. — Makenna então desligou.
Francis colocou o celular em cima da mesa e voltou a se deitar no sofá. Mas que vida ruim Francis tinha! Ele deu de ombros, vendo o horário. 13:00. Francis por sorte, não estava bêbado ou drogado, então foi para seu quarto, onde pegou algumas roupas e entrou no banheiro. Tomou seu banho, para tirar o cheiro de álcool que exalava por seu corpo e lavou os cabelos. Vestiu uma camisa social branca, um casaco preto, um jeans e um sapatênis preto. Arrumou seu cabelo com rapidez, pegando seu celular na sala, após descer.
— Bash, se ouvir esse recado, fui ver Evelyn, ela me procurou, que lindo. Enfim, eu chegarei tarde. Não se preocupe comigo.
Francis desligou seu celular, então saiu da casa, andando com passos calmos, até chegar perto de um táxi. Entregou o dinheiro que supôs precisar então entrou no táxi. Depois de uma hora e meia, Francis chegou próximo a editora, então saiu do táxi e começou a andar. Andar o revigorava. Enquanto andava, ele prestava atenção em uma jovem que andava perto de si, cabelos morenos, esbelta. Ele tomou todo o cuidado possível para não ser observado, ele continuou seu caminho, até chegar no prédio.
Quando Francis chegou, soltou um suspiro fundo, começando a caminhar agora, com passos firmes. Se Eve lhe dissesse o que já sabia sobre os livros, isso não o assustava mais. A recepção da editora, Planet of Wonderful Things, ainda o impressionava, mesmo sendo contratado de lá há mais de 1 ano. Francis suspirou.
— Bom dia, Victoria! Evelyn quer me ver.
— Meu querido, você nunca vai me ter, você não desiste Davenport? — A mulher acenou um não. — Só um segundo. — Ela fez uma ligação, então encarou Francis quando desligou. — Pode subir.
— Obrigado, mon chére e para sua informação, não. Não desisto. —Ele lhe lançou um sorriso malicioso, antes de seguir para o elevador.
Enquanto o elevador lhe levava para a cobertura, onde ficava o escritório de sua 'chefe' pensava na morena em que tinha visto. Aquela atitude lhe era um tanto familiar, mas claro, ele conhecia várias pessoas bêbados, como ele teria certeza? Revirou os olhos com o pensamento da morena e viu o elevador abrir as portas.
O corredor era amplo, com vários coqueiros, as janelas deixavam a luz entrar, apesar de parecer longo, era um ambiente agradável, que Francis até gostaria de ficar, mas sabia que se não falasse com Evelyn logo, ele a irritaria pelo o resto do ano. Andou com passos rápidos, parando em uma porta dupla de carvalho vermelho com alguns detalhes florais. A cara de Evelyn, claro. Ele abriu as portas, vendo um escritório bem a lá Christian Grey de 50 Tons de Cinza. Francis tinha lido esse livro, não que odiasse, mas estranhara. Principalmente, descrever cenas de sexo no livro, coisa que não tinha paciência de fazer. Suspirou fundo, vendo uma mulher morena, olhos castanhos, um sorriso divertido e um telefone na orelha, Francis apenas se sentou na cadeira a frente da mesa, e esperou. Viu seu relógio. 14:59. Então, a mulher desligou.
— Francis querido! Na hora certa! Querido vou ser direta, odeio enrolações, okay? — Ela não esperou resposta, apenas se sentou de frente para Francis. — Querido, desde que escreveu A morte e a vida de Catheryn Williams, seus livros não vendem como antes! Sua inspiração fez... Puf! — Ela fez um gesto com as mãos para dar ênfase. — Sumiu! Então, eu estou sendo pressionada por meus superiores, desde então para te dispensar. Eu consegui impedir ao máximo, pois apesar das vendas não serem tão grandes, uma vez ou outra, batiam as metas. Mas esse seu último livro, Amor e Pecado, eu acho, teve a pior venda, as críticas foram extremamente negativas, então eu não tive como evitar. Querido, você não está mais nos nosso quadro de autores, resumindo, está demitido.
Francis nada falou, enquanto a mulher falava. Claro que ele sabia que ia acabar acontecendo. Controlou sua raiva ao máximo. Suspirou fundo, depois de contar mentalmente até dez, acenou a cabeça e saiu do escritório. Os passos de Francis eram ligeiros para fora do prédio, e quando saiu, xingou todos os palavrões possíveis em francês. Revirou os olhos, sabendo que não adiantaria nada. Andou com as mãos no bolso do casaco, e respirou fundo, observando tudo ao seu redor e observou os mesmos cabelos castanhos. Era bonita, sem dúvida. Suspirou e continuou seu caminho, até encontrar Harry, seu traficante.
— Me dá o de sempre. — Francis pegou sua carteira e tirou o dinheiro. Deu a Harry o dinheiro e recebeu um saco com uma ampola e uma seringa: Heroína.
Andou com o pacote no bolso, para um beco escuro, onde pegou a seringa, colocando a na ampola, e puxou um pouco do líquido, se sentando em um canto escuro, então a injetou. A droga não demorava a fazer efeito, Francis já alucinava e ele alucinava basicamente, com uma certa morena que tinha visto, até ser abraçado pela a inconsciência.
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