Notas iniciais
AMÉM A TIA POSTOU OUTRO CAPÍTULO ~o~

O quarto de Mary na Escócia, parecia mais amplo que nunca e isso era um tanto confuso. Ela estaca abraçada à Francis, que lhe acariciava os cabelos. A jovem fechava os olhos, tentando assimilar todos os detalhes daquele seu novo relacionamento, enquanto sua mente, também analisava a relação que tivera com Ethan. Soltou um suspiro, arrumando-se no abraço que recebia, e pendeu a cabeça para trás, encarando o loiro.

― Francis... Eu estou preocupada com isso de Ethan. ― Ela sussurrou receosa, enquanto olhava para as mãos.

― Você está preocupada com isso desde que soube, Mary. ― Francis sorriu divertido, escondendo o deboche. ― Mas... Eu parei, sério. Sei que está preocupada, mas não vai acontecer nada. Relaxe.

A morena concordou, arrumando-se no abraço que recebia, e por fim, dormiram.

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Na manhã seguinte, a morena acordou, vestida com a roupa que tinha ido jantar, e não se importou muito, suas roupas estavam um pouco amassadas, mas revirou os olhos. Pegou algumas roupas mais confortáveis na mala, e foi para o banheiro, onde tomou um banho rápido. Assim que saiu, vestiu um lingerie simples, uma calça jeans clara, uma blusa florida, um casaco de lã, algumas joias e um par de tênis. Deitou-se na cama, onde observava que Francis ainda dormia, e riu, lhe dando um beijo leve, e escreveu em um pedaço de papel, que ela lera um trecho para um livro, ela supôs, no verso, apenas que tinha acordado, e descera para o café da manhã. Deixou o bilhete debaixo do celular do loiro, e foi fazer o que tinha dito no bilhete.

Enquanto andava em direção a cozinha, Mary lembrava-se de sua infância com o máximo de detalhes, que achava possível uma mulher de 20 anos, se lembrar. Abria um sorriso satisfeita, tentando ignorar o fato que um dia amou Ethan, já que o mesmo tinha lhe machucado em porções desastrosas. Ela queria achar a felicidade que perdera, e ela sabia que acharia com Francis, por mais que demorasse séculos, ou anos. Em meio a seus devaneios, acabou esbarrando em alguém, e pediu desculpas ligeiramente, e estava prestes a continuar a rumar para a cozinha, quando percebeu esbarrar em Ethan.

― Você.

― Eu. Sentiu saudades?

― Nem um pouco. ― Ela revirou os olhos, pousando uma das mãos na cintura. ― Ethan, me deixa passar. ― O maior lhe barrava a passagem com uma expressão divertida.

Ethan observava Mary atentamente, a analisando de cima abaixo. Fazia exatos 2 anos que a não via. Ela parecia mais atraente para si, e riu baixo, passando o polegar pelo o lábio inferior, ainda ali parado. Apenas aproximou-se o bastante da morena, lhe beijando, enquanto Mary batia no maior, para lhe soltar. Ela mordeu o lábio do mesmo com força, e chutou a canela do mesmo com força, saindo dali correndo, assim que foi solta, voltando para o quarto, onde chorou, mesmo que Francis ainda dormisse.

― Mary? ― A voz de Francis era sonolenta, coçou os olhos, e a viu chorando, a dor em seu peito aumentou, levantou-se desajeitado da cama, e foi para onde a morena estava, a abraçando.

Enquanto ela chorava, a única coisa que conseguia fazer, era carinho nos cabelos castanhos. Francis se sentiu impotente, mas também, curioso. Queria saber, o que tinha feito Mary chorar tão cedo. Continuou com o carinho, e assim que a mesma estava calma o suficiente, a encarou, depois de lhe beijar a testa.

― Ele.. Ele me beijou, e eu não queria. Eu... ― Ela parou de falar.

― Mary. ― Ela o olhou. ― Eu resolvo. ― Sorriu, beijando novamente a testa dela. ― Espere-me, vou tomar banho e me trocar, então resolvemos isso e comemos algo.

Mary concordou. Viu Francis ir pegar algumas roupas, então entrar no banheiro. Ela aproveitou o fato de estar sozinha, para começar a arrumar a cama. Aquele momento de solidão, a fazia pensar melhor em tudo. Assim que terminou de arrumar a cama, sentou-se na cama, e esperou. Fechou os olhos, enquanto continuava em seus devaneios sobre vários aspectos em sua vida, quando viu finalmente, o loiro sair do banho. Sorriu simples, ao ver com os cabelos molhados, e riu, quando o abraçou. Ambos se levantaram, e começaram a sair do quarto, em direção a cozinha.

Enquanto andavam, Mary explicava sobre o castelo para Francis, que ouvia atentamente e ele tinha certeza. Aquele castelo, tinha lhe dado uma ótima inspiração para um livro, além da mulher ao seu lado. Beijou a lateral de sua cabeça, no meio do caminho, e quando chegaram a cozinha, ambos cumprimentaram os pais de Mary, e o olhar que o loiro lançava para Ethan, era de pleno ódio. Assim que começaram a comer, Marie de Guise falava algumas coisas com a filha, em relação ao homem moreno e forte, que deveria ser seu noivo, e não escondia a aversão ao francês. Mary apenas ignorava tudo o que a mãe falava, conversando com o pai.

Quando Henry acabou de comer, se levantou, beijou o topo da cabeça de sua filha e acenou para os rapazes e a esposa, antes de sair para trabalhar. Marie de Guise observava os três com um olhar atento e viperino, e abriu um sorriso satisfeito, ao ver que o marido tinha se afastado.

― Francis. O que você quer para se afastar de minha filha? Fingir que a esqueceu, e nunca mais olhar para ela? ― A mais velha, abria um sorriso doce.

― O que eu quero? ― O loiro riu, olhando para Mary, que tinha uma expressão tensa. Beijou a testa da mesma, e lhe acariciou a bochecha, antes de olhar para Marie. ― Nada, porque não vou. Amo sua filha, e se não gosta de mim, não posso fazer nada. Ao menos, não estuprei sua filha, e não precisei força-la a nada.

― Pois é, Francis. Mas... Pelo que sei, nunca fui denunciado, ou fui acusado, então legalmente não fiz nada. ― Ethan sorriu divertido. ― Mas também, adoraria repetir.

― Se chegar perto dela, eu não me responsabilizo por meus... ― Francis começou a falar, mas foi interrompido por Mary.

― Ethan, eu te juro. Se encostar em mim de novo, eu mato você. ― A morena sussurrou.

A morena encolheu-se sobre um abraço que Francis lhe dava, e o mesmo sorriu, beijando o topo da cabeça dela, enquanto Marie de Guise revirava os olhos, em uma expressão de tédio. Soltou um bocejo, e voltou a fitar o casal, e a filha, encolhida no abraço do francês. Ela analisou os dois atentamente.

― Sabe por que ele fez isso com Mary? ― A mulher riu sádica. ― Porque eu o instrui a gerar um herdeiro de qualquer modo. Mas essa tonta, não cooperava. Então... Teve que ser a força. Mas essa inútil, nem para gerar um herdeiro serve.

― Você... Não é minha mãe. ― Mary dizia raivosa, encarando Francis. ― Me tira daqui, me leva pra Paris, por favor. Eu não quero... Ficar aqui.

― Eu... Vou falar com Aylee. ― Francis suspirou.

Andou com Mary, após se levantarem, para o quarto da mesma naquele castelo, enquanto ela chorava. Francis se sentia impotente, por não saber como ajudar a amada naquele momento. Ficou em silêncio, apenas apertando a mão da mesma, e fechou os olhos, soltando um suspiro cansado, enquanto via que chegavam ao quarto. Quando estavam perto, o loiro parou numa parede, e beijou o pescoço de Mary, fazendo um carinho sobre a face dela.

― O que foi?

― Francis, eu me sinto usada. Me sinto um objeto. ― Ela suspirou, cansada. ― Eu me odeio... ― Ela fechou os olhos.

― Mary Stuart. ― Ele a chamou. Ela o olhou. ―Você não é um objeto. É uma mulher linda, que é feliz. Que tem a mim. Passou por problemas, mas tudo na vida tem um objetivo. Se esse objetivo, foi te trazer para mim, então... Estou bem feliz. ― Francis sorriu, lhe beijando a testa.

Mary sorriu mais calma, e beijou a face do loiro, enquanto entravam no quarto, a morena soltou um suspiro, ao abrir a porta do quarto, observando aquele ambiente com cautela. Deitou-se na cama, fechando seus olhos, por alguns segundos, e os abriu, encarando o teto do quarto. Francis estava realmente preocupado com Mary. Sabia que as palavras de Marie de Guise magoaram, e ele suspirou, abraçado a morena, enquanto lhe fazia carinho. A mentalidade dele naquele segundo, tinha escapado de seu pai, e focado nela. Fechou os olhos, e pensou em como lhe fazer sorrir. Sussurrou para a jovem que iria sair, e que já voltaria, e começou a andar apressado, atrás de Aylee.

Enquanto andava, observava ainda melhor, aquele ambiente. Seus passos ainda mantinham-se apressado, e a ansiedade em si, crescia. Já tinha uma noção de como fazer Mary sorrir, e para isso, iria precisar de ajuda. Virou um corredor, e olhou uma escada, decidindo subi-la. E fechou os olhos por uns segundos, pendendo a cabeça para o lado esquerdo. Aquele lugar, não lhe parecia estranho. Quando finalmente subiu, viu ali, um quarto de uma criança. Riu baixo, sorrindo, e encarou as fotos ali. Viu uns retratos de duas crianças, um loiro e uma morena, que estavam abraçados em uma piscina. Ele se reconheceu naquela foto, em um susto, sentando-se na cama. Não entendeu o motivo, que a família de Mary odiava a sua família, segundo o pai dela, mas voltou a olhar melhor o quarto, e pegou um pedaço de papel, que continha um desenho de um elefante, pelo que conseguiu adivinhar, e riu. Tirou seu celular do bolso, e ligou para Aylee.

― Aylee? Pode vir no antigo quarto que eu tenho quase certeza, que é de Mary?

― Como você achou esse quarto? E é dela sim, ela vai te matar. ― O tom de voz de Aylee era repreensivo.

― Não, ela não vai. E eu tenho uma ótima justificativa. ― Francis então com aquelas palavras, encerrou a chamada e desligou seu celular, esperando Aylee.

Enquanto esperava Aylee, ele começou a observar novamente o quarto. Se aquele quarto era de Mary, e ele tinha uma foto com ela, eles se conheciam desde pequenos. Então, por que não lembravam? Por que Mary não lembrava dele? Essa, era óbvia. Cresceram. Tentou se lembrar do apelido de infância, e revirou os olhos ao lembrar de 2. Loirinho, Franny. Isso o fazia rir. E tentou se lembrar dos apelidos, que dera. Marieta, Minnie. Suspirou, e tentou novamente assimilar. Sorriu feliz. Mary era então sua amiguinha, Minnie, que sempre tinha uma queda. Pegou o porta retratos novamente, e suspirou.

― Francis? ― Ele ouviu uma voz, se virou, e viu Aylee.

― Oi, Aylee. ― Ele abriu um pequeno sorriso. ― Tem algumas coisas que vai precisar saber. Senta, não grita e não faz escândalo. ― Francis e Aylee se sentaram na pequena cama, e ele começou a contar tudo claramente, desde o fato do café da manhã, a ideia que tinha, desde o que descobriu naquele quarto. ― Então, eu sou o garoto nessa foto. ― Pegou a foto, e apontou o garoto loiro.

― Wow, Mary surtará na hora que descobrir isso. Ela achava que você tinha deixado ela aqui, porque quis, ela sempre sentiu sua falta. ― A jovem sorriu. ― E sobre essa ideia, ela irá adorar. Só que conte da foto primeiro, e ela vai te xingar um pouco, mas... Acho que depois ela te perdoa. ― Aylee deu de ombros. ― E vou arrumar tudo para irmos para França logo. Vou trazer Mary aqui.

Aylee saiu do quarto, enquanto Francis suspirou fundo e se escondeu dentro do pequeno banheiro que tinha ali, que para sorte dele, estava impecavelmente limpo. Não sabia quanto tempo passara, apenas ficava com seu celular, vendo fotos de suas férias e todas as fotos que tirou naquele curto período de tempo com Mary. E ele se sentia feliz. Abriu um sorriso, e voltou a observar as fotos. Não só as dele com a escocesa, mas também as fotos com a família, Olívia e seus amigos.

As fotos faziam com que Francis sentisse uma nostalgia imensa. Sentia falta de seus amigos. Suspirou cansado. Fechou os olhos, sendo de uma vez, assolado por todas as suas lembranças de infância. Desde seu primeiro beijo com Mary, até o dia em que foi para Paris. Riu baixo, um pouco cansado, mas ouviu a voz de Mary lhe chamando, lhe procurando pelo o quarto. Abriu a porta, e saiu dali, deixando ambas as mãos tampando os olhos da morena, lhe beijando a região do pescoço, e sorriu.

― Quem acha que é?

― Eu sei que é você, Francis, Ethan nunca me beijou o pescoço por vontade própria. ― Ela sorriu, tirando as mãos dele, e se virou para ele, o beijando.

― Mary, temos que ter uma conversa sobre... Isso. ― Francis então, lhe mostrou a foto. ― Sabia, que o garoto dessa foto... Sou eu?

― Não, não é. Ele não tem nada a ver com você. ― Mary revirou os olhos. ― Essa garota sou eu, mas o garoto não é você. Se é mesmo, quais os apelidos que eu te dava?

― Você me chamava de loirinho, mas um que adorava... Franny. ― Ele deu de ombros. ― Adorava te chamar ou de Minnie, ou de Marieta. Convencida?

― Estou. Mas... Por que? Por que me deixou naquela época? ― Ela lhe bateu. ― Devia ter me procurado antes, aí isso de Ethan nunca teria acontecido. ― Ela estrava ressentida.

Francis suspirou, e sorriu, a abraçando com força. Beijou o topo da cabeça da mesma, enquanto tentava pensar em um motivo coerente, a real motivação. Não tentou ficar focando naquilo, mas analisou a expressão da morena tensa, e riu para si mesmo.

― Não foi porque quis, Mary. Tenha certeza. Se eu pudesse, eu voltava. Mas eu era criança. ­― Ele lhe beijou a testa. ― Eu não procurei porque meus interesses mudaram, e também, nem sabia onde iria procurar você. Se me queria por perto. ― Ele lhe beijou o rosto.

― Por que eu não iria te querer por perto? Era meu melhor amigo, Francis. ― Ela sussurrou, enquanto erguia os olhos.

― Não sei, mas... Para compensar... ― Ele ajoelhou-se em frente a ela, segurando sua mão esquerda. ― Eu sei que fiz muita besteira em poucos dias, e fiz algumas delas anos atrás, mas acho que isso pode compensar, não sei. Mary Stuart. Aceita namorar com esse escritor problemático, seu amigo de infância, que está aqui, abrindo o coração com as pernas já doendo?

― Primeiro, se suas pernas estão doendo, levante né, cabeça oca. Eu não vou ajoelhar, essa calça é nova e não vou sujar. ― Mary revirou os olhos, vendo Francis se levantar, mas no meio, deixou as mãos sobre o pescoço dele, e se viu erguida, rindo. ― Claro que quero. Seria muito estúpida de não aceitar.

Mary abriu um pequeno sorriso, antes de beijar o loiro, de modo zeloso, mas também, demorado. Acariciou a face do loiro, enquanto se afastava, com um sorriso. Estendeu a mão para ele, enquanto pensava em algo. Não tinha cabeça, ou mentalidade, para ficar naquela casa depois das palavras ditas por sua mãe.

― Vamos sair?

― Ir para...?

― Qualquer lugar, só quero sair.

O loiro tomou a mão da amada, e ambos começaram a andar para fora do quarto, e do castelo de maneira apressada.

Notas finais
A roupa dela tios: http://data.whicdn.com/images/168945556/large.jpg
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.