It's what you do, it's what you see, I know if I'm haunting you, you must be haunting me, It's where we go, It's where we'll be, I know if I'm on to you, I'm on to you, on to you, you must be on to me. My haunted lungs, ghost in the sheets, I know if I'm haunting you, you must be haunting me. My wicked tongue, where will it be? I know if I'm onto you, I'm on to you, on to you, I'm on to you, on to you, you must be on to me. You want me? I walk down the hallway, you're lucky, the bedroom's my runway, slap me! I'm pinned to the doorway, kiss, bite, foreplay. My haunted lungs, ghost in the sheets, I know if I'm haunting you, you must be haunting me... — Haunted — Beyoncé — Clique Aqui!

— Mary, mas que porcaria, não arrumou o cabelo ainda? — A voz de Kenna ecoava pelos corredores do pequeno apartamento, enquanto a jovem colocava a boina e ajeitava a saia.

Mary soltou um suspiro fundo, ajeitando o vestido que usava e dando os toques finais no cabelo e na maquiagem. Calçou o salto alto e suspirou fundo, pegando a carteira e o celular. Não queria demorar mais que o necessário. Pegou um casaco qualquer, rosa claro e preto, e o colocou. Ela sentia um pouco de frio. Quando viu Kenna sair do próprio quarto, abriu um sorriso. Kenna estava bem. Uma meia calça preta, com uma saia por cima e com ankle boots, ela estava com uma blusa branca e com um casaco por cima, o cabelo bem arrumado e uma bolsa. Mary pegou o celular e soltou um suspiro fundo, antes de responder a mensagem.

Kenna e eu estamos saindo agora. Chegamos no ateliê em uns 20 minutos se acabarem se perdendo me ligue pelo amor de Deus! — Mary

Mary colocou o celular na bolsa e soltou um suspiro. Andou com passos sorrateiros pela a sala de estar, até Kenna pegar as chaves e encontrar Mary na frente do apartamento. Enquanto Kenna e Mary andavam, ela contava mais sobre o 'primeiro contato de' Mary. Elas riam e Mary estava pensativa. Ela seria feliz? Era a maior dúvida de Mary.

— x —

Francis e Sebastian tinham chegado a casa em que moravam, conversando sobre alguns detalhes sobre Mary e ele suspirou fundo. Subiu para seu quarto, onde separou sua roupa e tomou seu banho, algo que não foi demorado. Colocou uma camisa branca, por cima uma blusa de um tecido mais grosso, como lã, preta e um jeans. Calçou um tênis e colocou um casaco marrom, colocando um cachecol e luvas. Passou um perfume amadeirado e ajeitou o cabelo o melhor que conseguiu, então tirou seu celular que carregava, o colocando no bolso do casaco, depois de mandar uma mensagem a Mary e para um amigo. Francis guardou o celular e se sentou no sofá, com um bloco de notas e uma caneta, escrevendo algumas coisas. Quando Sebastian finalmente apareceu, vestia uma camisa social branca, jeans, um sapato social, um terno. Francis arqueou a sobrancelha. Sebastian vinha digitando um texto em seu celular e abriu um sorriso ao ver Francis escrevendo.

— Mary realmente te fez bem, Francis. — Bash pareceu satisfeito. — Então, onde vamos levar as moças? — Bash se sentou ao lado do irmão.

— Um jantar, depois um bom e velho parque de diversões. — Bash arqueou a sobrancelha. — Tem ideia melhor gênio?

— Eu ia falar cinema mas sua ideia é bem melhor. Restaurante do Carter?

— E tem melhor? Vamos, elas já saíram. — Mostrou a mensagem de Mary. — Sim, eu decorei onde fica, também, pesquisei no google. Geo tec.

Ambos se levantaram. Francis pegou a chave da casa em um pote, jogando no bolso do casaco, junto com o celular, então começaram a andar. Francis tinha visto pelo o celular, que o estúdio não era tão longe. No máximo 15 minutos de carro. Os irmãos entraram no jaguar de Bash que começou a dirigir seguindo as instruções de Francis. Ambos chegaram no ateliê e Francis suspirou fundo, se sentando no banco traseiro enquanto esperavam. Mandou uma mensagem a Mary.

Se virem uma jaguar preta, Bash e eu estamos dentro. Bash é meu irmão. — Francis

Era estranho para Francis querer agradar alguém. Ele normalmente iria de qualquer jeito, mas ele sabia. Esperou um pouco, quase dormindo, por estar com um pouco de sono, assim como Bash, até ouvir uma batida na janela do Jaguar. Francis abriu a janela mais perto de si, vendo Mary e uma morena que supôs ser Kenna. Francis sorriu. Cutucou o irmão então saíram do Jaguar, observando melhor ambas. Analisou das cabeças aos pés, Mary que tremia com frio.

— Nossa. Estão...

— Lindas. — Bash completou. — Olá moças. Sou o meio irmão de Francis. Sebastian Portier.

— Kenna, você me deve vinte libras. Quer me pagar agora ou depois? — Mary sorriu debochada, encarando Francis. — Kenna perguntou sobre como te conheci e quando disse que era o autor, ela não acreditou e apostou 20 libras que eu estava drogada. Droga, eu devia ter apostado mais. Ah, obrigada Francis, me fez ganhar 20 libras.

Francis deu um riso baixo, enquanto Kenna fazia com os lábios 'Vá se ferrar'. Bash guiou as moças para o carro, enquanto dizia.

— Os planos de Francis é um jantar e uma ida ao Winter Wonderland. Gostam de comida italiana?

Mary e Kenna concordaram. enquanto Kenna se sentava ao lado de Bash e Mary e Francis se sentavam no banco traseiro. Francis passou os braços ao redor de Mary, para aquecer lá, Francis não era burro, muito menos cego. Tinha percebido Mary tremendo. Aquele gesto a assustou um pouco, mas a jovem se ajeitara e aquecia, enquanto descansava, no caminho.

— Então, Sebastian, o que você faz? — Kenna abriu um sorriso, enquanto observava o céu de Londres.

— Sou advogado, me chame de Bash. — Ele disse, sem tirar os olhos da rua. — E você, Kenna?

— Faculdade de direito. Eu estou no meu último ano e logo vou começar meu último estágio antes de me formar, mas está difícil. — Ela deu de ombros. — Eu vou me virar. Hm... — Ela olhava Mary abraçada a Francis e a morena quase dormindo. — Francis é um bom rapaz? Digo, tirando o fato de drogas. Mary me contou também. — Ela deu de ombros.

— Francis ele é... Brilhante. É inteligente, carinhoso, como percebeu. Se importa com as pessoas, mas lida com pressão demais. O pai e a mãe não gostaram dele se tornar escritor. Se Mary e ele levarem isso mais a fundo, Mary será feliz, bem tratada. Não tenha dúvida, Kenna.

— Se... Bash, Mary é minha única amiga de confiança mesmo, eu tenho outras amigas, mas não confio tanto nelas quanto confio em Mary, eu quero o melhor pra ela e se seu irmão a magoar, você fica com um parente a menos. Ouviu Francis? — Francis revirou os olhos e disse um sim baixo para não acordar Mary que dormia, já que o sono tinha a vencido e parecia que o caminho era longo.

Francis beijou a testa de Mary enquanto mexia nos cabelos da jovem que quase que dormia, praticamente. Ele observou Kenna e Bash.

— ... Tendo sua preocupação com Mary, sem dúvidas, Kenna. Eu não quero que Francis seja infeliz, muito menos Mary. Se Francis a magoar, eu quebro a cara dele em mil pedaços ou mais. E caso seja Mary, não bato em mulheres, mas ela vai ter uma conversinha comigo. Bom, chegamos. — Bash desligou o carro, enquanto Kenna saía.

Francis sacudiu Mary de leve, que acordava, com a cara um pouco amassada. O cabelo estava bagunçado, mas Francis não admitiria para ela, mas preferia assim. Ele sorriu, tirando o casaco que vestia, colocando sobre os ombros de Mary, enquanto Francis enganchava seu braço e ambos andavam para o restaurante. Mary estava corada. Enquanto andavam, Francis não sentia tanto frio, menos que o esperado. Ele agradeceu mentalmente por ter uma imunidade forte. Continuou andando, enquanto conversava algumas coisas com Bash, que acompanhava Kenna.

Quando chegaram a porta do restaurante, Francis se afastou de Mary e foi conversar com o maître. Francis esfregou a mão e sorriu, concordando com um aceno de cabeça para Bash e sussurrou 'Tudo certo' para o irmão. O maître surgiu, então os guiava para a mesa. Mary soltou um bocejo, então coçou os olhos, vendo a mão. Borrara a maquiagem. Antes que se sentassem perguntou ao homem onde era o banheiro feminino fazendo um 'Já volto' com os lábios. Retocou a maquiagem no banheiro e suspirou, arrumando os cabelos.

— Eu estou tão fudida... — Mary bufou. Arrumou novamente o cabelo então saiu do banheiro.

Mary andava a passos calmos — o que era normal, já que sua mente surtava, sendo seu primeiro encontro com alguém desde seu noivo — enquanto respirava fundo tentava se controlar mentalmente e fisicamente. Queria se sentar e chorar com med. Ela nunca tinha tido tanto medo quanto aquela noite. Seguiu com um pouco de pressa para a mesa, se sentindo perdida, ao parar em uma mesa qualquer. Se sentiu claustrofóbica. Fechou os olhos e os abriu novamente, fitando um par de olhos azuis.

— Mary. O que houve? — Francis estava a sua frente com as mãos em seus ombros.

— Eu... Eu... Me-medo. — Ela respirava ofegante, enquanto abraçava Francis. — Nada vai dar errado não é? — A voz era baixa para que somente Francis ouvisse.

— Não vai nada dar errado, Mary. Enquanto estiver comigo ou até mesmo preocupada comigo, nada vai dar errado. — Beijou o topo da cabeça de Mary. — Vamos comer. Eu estou com fome, sabia?

— Francis... Obrigada. — Ele arqueou uma sobrancelha um tanto confuso. — Por cuidar de mim como ninguém cuida.

Francis sorriu. Apertou de leve a mão de Mary, começando a andar com ela para a mesa. Enquanto andavam, Mary suspirava fundo e se acalmava e observou o restaurante. Kenna e Bash conversavam animados sobre algo, até verem uma Mary levemente atordoada. Kenna arqueou a sobrancelha, observando Mary. Mary sorriu fraco se sentando, assim como Francis.

— Eu pedi spaghetti com molho a bolonhesa porque não sabia

o que iria querer. — Francis admitiu.

— Está ótimo. Eu gosto de spaghetti. E se for bom, melhor ainda. — Ela sorriu.

Enquanto a comida não chegava, Mary e Francis conversavam, assim como Kenna e Bash. Mary parecia um tanto desatenta enquanto pensava em sua família. Pegou seu celular, escrevendo uma mensagem para o pai, o único que a apoiava, mas fingia que não, por conta da mãe. A mensagem dizia apenas um ' Eu te amo papai'. Ela guardou seu celular, enquanto pensava em seu passado, em tudo que tinha vivido, viu o prato de macarrão a sua frente e sua mente voltou a foco. Começou a comer silenciosamente, sem dizer uma palavra, assim que acabou e se limpou, olhou Francis um pouco tensa.

— Francis. É... Podemos sair daqui? — Ela disse numa voz baixa.

— Claro. Vou chamar Kenna e Bash.

— Não, só nós dois, por favor. Eu não estou me sentindo muito confortável... Eu odeio essas coisas de casal duplo. Além do mais vim mesmo por sua causa. — Ela sorriu fraco, nervosa. Suspirou fundo.

No momento em que Kenna a encarou, ela percebeu o nervosismo e o medo de Mary. Ela não estava confortável, batucando os dedos na própria perna, sinais que a morena ali, conhecia muito bem. Suspirou e observou a amiga.

— Mary você está...?

Mary acenou um não com a cabeça, levantando um pouco o rosto, para revelar o pânico para a amiga. Ela corou violentamente, e não impediu uma lágrima de cair. O choro era silencioso o bastante para não ser notado por ninguém, além de Kenna. Mary soltou um suspiro, limpando o rosto, tomando o máximo de cuidado que podia com a maquiagem, então seu celular começou a tocar. Pegou o seu celular na bolsa, vendo quem ligava. Para seu azar, era seu pai. Ou nem tanto. Ela suspirou e por fim atendeu.

— Papai, o que houve?

— Mary, primeiro quero que você saiba que eu a amo e que é tudo que mais me importa. Acho que isso vai te abalar mais do que abalou sua mãe. — O homem suspirou no outro lado da linha. — Mary, Ethan não morreu. Ele apareceu ontem a noite te procurando, precisamos de você em Edimburgo, imediatamente.

— Não. É impossível. Ethan morreu. Eu vi ele ser morto! — A raiva era presente e Francis se preocupou com Mary, a encarando. — Eu... Não quero me casar papai. Mesmo que seja verdade... Eu não sinto tudo que sinto por Ethan.

— Você se apaixonou por outro. — O homem riu divertido. — Venha para casa, depois resolvemos isso, traga alguém, Mary. Que confie. Boa noite, princesa.

— Boa noite, papai. — Mary sussurrou desligando o celular e guardou na bolsa, encarando Francis, receosa. — Vamos sair daqui. Depois explicarei para você o que quiser, é justo?

— Por enquanto só quero saber uma coisa. Você me ama ou ama Ethan, Mary? — A voz era fria, e o olhar era cruel.

— Eu te direi no momento certo. E principalmente no lugar certo. E aqui não é o lugar para isso. — Ela encarou Kenna. — Aproveite a noite e Bash, leve Kenna para casa, mas não a deixe ficar bêbada.

Mary puxou Francis sem muita força pela a mão, depois de pegar o casaco e pegar o casaco de Francis. Enquanto ambos andavam com passos calmos para fora, ela pensava em que resposta daria a Francis. Sim, ela sentia algo absurdamente forte por ele, mas amor? Talvez fosse. Até mesmo seu pai que vivia longe, percebia que Mary gostava de outro que não fosse Ethan. Ela tinha medo.

Por que eu tenho medo de dizer a ele que o amo? Mas eu realmente o amo? Não, não. O amo mas não sei O QUE dizer e quem dirá se ele sente o mesmo... Mary soltou um suspiro fundo, observando Francis. Ele sentia raiva. Apertava sua cintura com uma força levemente maior, como se isso o ajudasse a controlar a raiva. Aquela força extra incomodava Mary, que andava não em direção a um cinema, restaurante, teatro, ou o que fosse, mas para um lugar isolado. Ela parou em uma espécie de biblioteca, se apoiando em uma das vigas, soltando a mão de Francis.

— Se eu te amo... — Ela riu divertida. Ela sabia que era verdade. Aquele era o momento, talvez. — Francis, tudo que eu sei de você, me diz que você é um idiota, egocêntrico, metido, um babaca e um retardado mental que só começou a escrever porque quis ser diferente dos pais. Do que EU, Mary Stuart, te conheço. Você é um idiota, um egocêntrico da porra, um escritor fracassado e drogado que acha que tudo será mar de rosas sempre e que tudo será perfeito. Você NÃO merece que eu esteja no estado que estou, e quero que vá para o inferno e quero que você se foda, porque acho que tem todo o amor que precisa do irmão mas não sabe valorizar. — Ela fez uma pausa, respirando fundo. Francis a encarou um tanto atordoado, esperando mais xingamentos. — Mas... Também foi a única pessoa que cuidou de mim, mesmo não me conhecendo direito. Que me tratou bem, que me fez rir, me fez me sentir a pessoa mais AMADA do mundo, como eu nunca tinha me sentido. Que me fez lembrar que mesmo que eu tenha perdido alguém que amei, que outros amores viriam, mesmo que conversando tão... Pouco. Droga Francis, você é a única pessoa na minha vida, além de meus pais e amigos por quem estou disposta a fazer tudo. Se isso não é te amar acima de qualquer coisa e mais do que tudo, merda, não sei o que é então.

Francis engoliu em seco, ouvindo as palavras finais de Mary. Não pensou muito no que poderia fazer ou dizer, mas segurou o fôlego por alguns segundos, antes de dizer.

— Algo a mais a acrescentar, Stuart?

— Agora que me lembrou... Sim, eu tenho algo a acrescentar. — A jovem deu um tapa forte no rosto de Francis. — Não me diga nunca mais, para escolher entre você ou Ethan, que não sei nem se está vivo, se é verdade, eu vou escolher você, e você vai para Edimburgo comigo ver isso e isso não está aberto a discussão, Francis.

— Isso doeu! — Mary sorriu simpática, Francis revirou os olhos. — Faço questão de ir. Agora eu vou falar. Mary a primeira impressão que tive de você é que era uma patricinha mimada, egoísta, que só se preocupava se a sua roupa estava coerente com as tendências da moda, se seu cabelo estava arrumado, a maquiagem estava perfeita assim como as unhas. Posso te dizer mil e um motivos para você ser insuportável, estranha, maluca, mimada, que quer tudo na hora, certo. Posso ser tudo e um pouco mais do que disse de mim. Mas você é tudo o que disse e um pouco mais. — Ele parou de falar, esperando que Mary o matasse. Ela não fez. — Mary, entenda que tudo que eu quero é lhe fazer feliz. Sim, eu admito que no meio da ligação de seu pai, lhe ouvindo senti ciúme. Acha que gostei de saber que o motivo de seu sofrimento está vivo? Eu me importo com você, Mary. Arrisco dizer que sim, eu te amo demais pra não ligar pra isso. — Francis passou as mãos no cabelo o arrumando. — Mas mesmo que eu sinta TUDO isso eu não te mereço, Mary. — Ela arregalou os olhos. — Mary, eu sou um escritor falido, drogado. Você mesmo disse. Eu não posso te dar tudo que merece, ao menos não agora.

Francis se virou de costas, se sentando no degrau da escada da biblioteca. Mary se sentou ao lado de Francis, levando a mão ao rosto dele, o acariciando.O encarou e sussurrou.

— Só preciso que esteja comigo. — Ela sorriu tímida, então beijou Francis. No segundo seguinte, ela se afastou. — Eu tenho que te contar uma coisa. E tem a ver com... O Ethan.

— Ok, numa escala de 1 a 10 a gravidade...?

— Onze. Francis preciso que jure que não vai contar pra ninguém, nem para Bash, porque vai ser o primeiro além do meu psicólogo a saber. Lembra que eu te disse que era virgem? — Francis assentiu confuso. — Entenda que eu não te contei aquela hora porque não sabia se podia confiar, é algo humilhante... Quando eu fiz 18 anos, Ethan falava que estava na hora de 'deflorar a bela rosa delicada', então ele me levou a uma festa. Ele me deu umas bebidas, me diverti, sabe? Bom, me diverti no começo. No final da noite, ele me levou para um quarto pra nós transarmos, mas eu não queria, porque eu queria que aquilo fosse especial, mas ele não me ouviu então me estuprou. — Ela não impediu as lágrimas de caírem. — Quando eu acordei, ele foi todo doce pro meu lado e disse que se eu contasse pra alguém ele matava meus pais e me matava. Por favor, se meus pais me fizerem casar com ele, não deixa. Eu não quero casar com esse monstro...

— Mary você é louca se acha que vou deixar você se casar com qualquer um, exceto comigo, mas isso é plano futuro. E se eu ver Ethan, se ele estiver vivo, eu mato. — Ele disse sério.

— Não, Francis. Por favor. Eu não quero perder você pra meu ex babaca. — Ela juntou as mãos. Colocou as mãos no rosto de Francis. — Francis, você e meu pai são tudo que tenho. Além de minhas amigas. Não se coloque em risco por mim. Eu sou a última pessoa que merece isso.

Francis sorriu, levando suas mãos ao rosto de Mary, acariciando seu rosto. Beijou de leve a jovem, enquanto acariciava seu rosto com o polegar. O beijo foi ficando mais intenso a cada segundo, até que Mary mordeu o lábio inferior do rapaz com delicadeza. Mary observava Francis enquanto o beijava, e sussurrou.

— Você vai... — Ela ergueu o olhar.

— Tentar ficar limpo? Por você eu tento. — Francis disse determinado. — Posso contar com sua ajuda?

— Claro, você está fazendo isso por mim. E isso é o mínimo que posso fazer. — Mary sorriu corada. — Afinal... O que temos agora?

— Hm, eu te respondo isso da próxima vez que sairmos, mas que vamos a um lugar mais... Romântico para eu fazer o que penso. Escada de biblioteca não é o local mais romântico do mundo para pedir alguém em namoro. Ao menos na minha visão.

Mary parou de prestar atenção quando Francis disse namoro. Ela sorriu, dando um outro beijo em Francis rindo baixo. O observou quando se afastou, colocando a cabeça em seu ombro. Ela não queria sair dali tão cedo, mas tinha coisas que precisava fazer amanhã. Ela suspirou, sentindo o cheiro do perfume amadeirado. Aquele cheiro a marcaria por muito tempo.

— Use esse perfume mais vezes.

Francis riu baixo, beijando de leve a área do pescoço de Mary. Ela observou o céu Londrino que não tinha muitas estrelas, mas ainda assim, ela gostava. Aquele momento para Mary a fazia feliz. Francis acariciava o braço da jovem, enquanto tinha mil e um pensamentos, ele coçou a cabeça. A morena não pensava em muitas coisas, além de que tudo que ela poderia querer.

— Mary...

— Que é? Eu estava lendo Lolita. — E mostra o celular com o livro. — Se você já leu e me contar algo, juro que você vai arder no inferno bem mais cedo. — Ele riu acenando um não. — Francis podemos sair daqui?

— Foi você quem me trouxe aqui. Me responda você. — Ele arqueou a sobrancelha.

— Vamos embora.

Mary se levantou, limpando o vestido, estendendo a mão para que Francis se levantasse. Ele a abraçou, e ambos começaram a caminhar. Ela corou violentamente, enquanto ambos caminhavam. Os passos eram calmos. Ela apertou um pouco a cintura do rapaz, um tanto mais confortável. Ambos andavam um tanto que sem rumo, até Mary chamar um táxi e meter a mão no bolso de Francis, e tirar de lá a carteira dele.

— Eu te pago, pode deixar. — A jovem sorriu, entrando no táxi com Francis, dando seu endereço. — Se vai me ver mais vezes precisa saber onde eu moro, não acha? — Mary deixou sua cabeça pendendo para o lado, até Francis se sentar, apoiando a cabeça no ombro dele. A morena corou.

Francis não admitiria para Mary tão cedo que ela era a mulher de sua vida e a amar no mesmo dia, apesar de ter feito o segundo, já. Porém, Francis tinha um receio que nunca iria admitir a Mary. Tinha preocupação com Ethan e ele lhe tirar a única pessoa que amava e prezava mais do que tudo. Evitou chorar, mas não deixava de pensar naquilo. Isso o incomodava. Acariciou os cabelos dela com calma, enquanto observava pela a janela, a cidade.

Londres. A única cidade que Francis queria viver por muito tempo. Ele observou o ambiente. Lembrou se da primeira vez que se drogou aos 17 em uma festa. Lembrou se do primeiro livro que escreveu e publicou, soltando um sorriso do nada. Ele não tinha pensamentos concretos na cabeça para um livro, apenas um pequeno poema. Ele suspirou fundo.

— Todas as rosas são as mais belas, umas se destacam mais do que outras, mas no entanto, apenas um furacão poderia destruir aquelas que ficaram de pé por séculos... E todas as estrelas brilhariam por aquelas que foram destruídas. — Ele recitou aquelas palavras cautelosamente.

— O que isso quer dizer?

— Não sei, mas acho que daria um bom livro, não? — Mary riu, concordando com um aceno de cabeça.

O táxi parou na porta da casa de Mary que observou a casa. Luzes apagadas? Ótimo. Kenna não tinha chegado, Greer não estava e nem Lola. Saiu do carro, junto com Francis, que olhou para a casa com cautela, e andaram até a soleira da porta. Ela sorriu, pegando a chave eu ficava embaixo do tapete, abrindo a porta. Ela guardou a chave no lugar e entrou na casa, fazendo um gesto para que Francis entrasse. Observou sua casa, sorrindo, jogando o casaco que usava no sofá. Apenas sussurrou.

— Eu já volto. — Mary disse determinada.

A morena andou com passos calmos, para seu quarto, onde pegou algumas roupas. Observou as roupas e foi para o banheiro, onde tomou um banho rápido, colocando o pijama, um robe por cima e uma sandália qualquer que achara. Colocou uma capa simples em seu celular e desceu, vendo Francis encarar os retratos que estavam em cima da lareira. Ela aproximou se de Francis sorrateira, cutucando lhe.

— Você era bochechuda, hein. — Mary revirou os olhos fazendo com os lábios 'Vá se ferrar'. — Eu tive uma ideia até mesmo... Interessante. Veja, quando eu estava com Olivia, ela não queria transar direto, ou não queria, tínhamos um meio de entreter lá, mas que não envolvia sexo, só usamos uma vez, porque... Enfim, não precisa saber o resto.

— O que? Ela é ruim de cama ou é você? Essa ideia parece interessante.

— Eu me garanto, Stuart. — Francis aproximou se mais da morena, então a beijou.

Cada célula do corpo de Mary pedia por mais, ela andou até uma parede, onde deixou lá suas costas, Francis abriu um sorriso, observando Mary. Sem muita força, a ergueu um pouco acima da altura de seu rosto, beijando seu pescoço e seu busto, a colocando em cima de uma bancada, se colocando entre suas pernas. Ela a encarou.

— Então, Francis, como pretende me torturar? — Ela dizia divertida.

— Somente observe. — Ele deu uma mordida leve em seu pescoço, a fazendo arrepiar e reprimir o que seria um gemido baixo.

Mary se ajeitou, puxando Francis para mais perto, enquanto o beijava. A jovem sentiu seu pijama sendo levantado, mas não muito e sua peça íntima sendo afastada. Ela tinha medo.

— Francis... — Ela estava com medo.

— Acalme se. Eu não vou lhe machucar. Se sentir um incômodo que seja, diga e pararei. — Suas mãos foram para a coxa da jovem, mas o olhar era fixo em seus olhos. — Tudo bem?

Mary concordou com um aceno de cabeça, um tanto receosa. Não negava que estava curiosa e assustada. Francis voltou ao que fazia, enquanto Mary o encarava. Sentiu um dedo em sua intimidade, reprimindo qualquer som, mas ouviu Francis dizer algo.

— Uau, você está pronta. — Ele sorriu debochado. — Acalme se pequena.

— É fácil dizer, não é você quem está sendo torturado e não foi estuprado e por isso está nervosa.

— A princesa é afiada. — Francis voltou a lhe beijar e com um dedo que estava na intimidade de Mary, pressionava seu clitóris com calma. Mary soltara um gemido baixo, enquanto o rapaz mexia na área com calma. — Fazer isso minha querida, uma vez ou outra, não é crime. Faz bem. Eu respeito limites. Você disse que não quer transar, mas não disse nada sobre isso.

— Francis. Na boa, vai se ferrar. — Mary revirou os olhos. Sua respiração estava ofegante. — Porra, eu não acredito que fez isso. Ruim até que não foi, mas foi delicado demais, eu não sou uma boneca de porcelana querido. — Ela abriu um sorriso.

Francis sussurrou no ouvido de Mary algo como 'cuido do que gosto muito' e sorriu vitorioso. Voltou a beijar Mary com um pouco mais de ferocidade, espalhando beijos por seu pescoço. Voltou também, a pressionar o clitóris de Mary, porém com um pouco mais força, ouvindo um gemido abafado sair dela, ergueu o olhar para ver o horário, mas focou se na jovem a sua frente, e seu beijo ofegante. Ao ver o corpo de Mary relaxar e contrair, ele parou, ajeitou as roupas da jovem, e sorriu.

— Acho que preciso ir embora.

— Por favor, não vai. Fique. Eu não quero ficar sozinha aqui... — Ela sorriu um pouco tímida. — E eu gosto de sua companhia e são meia noite... — Ouviu a chave girar. — Droga, Kenna ou Greer ou Aylee ou Lola estão chegando. Vem comigo.

Mary puxou Francis escada acima do apartamento, esperando que ela não fosse vista naquele estado de quase transa e uma quase satisfação sexual. Não era o mesmo que fazer sexo para ela, sem dúvida, mas tinha sido ótimo aquela 'estimulação'. Andou um pouco mais pelo o corredor do quarto.

— Vai ficar? — Ela ergueu o olhar.

— Vou, principalmente porque meu irmão não deve ter terminado 'o encontro' com Kenna. Eles ainda vão conversar muito, se entre ficar aqui e dormir aqui com você ou ficar sozinho, é óbvio o que prefiro, não?

Ela sorriu, se colocando nas pontas dos pés, beijando Francis, com um sorriso. Continuou andando para o quarto, fechando a porta quando chegaram e entraram, mas não a trancou. Colocou se embaixo da coberta, e ficou observando Francis tirar o sapato, o casaco, a blusa de lã e o cachecol, colocando se embaixo da coberta com Mary, que se encolheu, colocando a cabeça sobre seu peito e sussurrou:

— Obrigada pela melhor noite de toda minha vida... Boa noite, Francis.

— Boa noite, Mary.

Mary ajeitou se novamente, sobre o abraço que agora era envolvida, então fechou os olhos e tentou dormir. Francis apenas a viu abrir um pequeno sorriso e percebeu ali e naquele momento, que aquela morena que dormia em seus braços, era a única coisa que não queria perder nunca.

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