Notas iniciais
Well, essa fanfic é meio que especial pra mim.

Aren't you somethin' to admire, cause your shine is somethin' like a mirror, and I can't help but notice, you reflect in this heart of mine, if you ever feel alone and, the glare makes me hard to find, just know that I'm always, parallel on the other side. Cause with your hand in my hand, and a pocket full of soul, I can tell you there's no place we couldn't go, just put your hand on the glass, I'll be tryin' to pull you through, you just gotta be strong. Cause I don't wanna lose you now, I'm lookin' right at the other half of me, the vacancy that sat in my heart, is a space that now you hold, show me how to fight for now, and I'll tell you, baby, it was easy, comin' back into you once I figured it out, you were right here all along, it's like you're my mirror, my mirror staring back at me, I couldn't get any bigger, with anyone else beside me, and now it's clear as this promise, that we're making, two reflections into one, cause it's like you're my mirror, my mirror staring back at me, staring back at me. Aren't you somethin', an original, cause it doesn't seem really as simple, and I can't help but stare, cause, I see truth somewhere in your eyes, I can't ever change without you, you reflect me, I love that about you, and if I could, I, would look at us all the time — Mirrors — Justin Timberlake — Clique Aqui!

Enquanto Mary andava pelas ruas de Londres em busca de suas inspirações, sua mente parecia levemente conturbada. Ela era observada por um homem enquanto passava por perto de uma editora concorrente de seus pais. Ela continuou por sua busca por inspiração um tanto inútil, andando, até se ver em um beco. Dizer que ela não tinha medo, era mentir. Continuou andando, até que tropeçou, vendo um homem loiro, desmaiado, um tanto acabado, mas Mary reconheceria o rosto em qualquer lugar, mas podia estar errado. Começou a sacudir o homem.

— Ei seu maluco, acorde! — Mary o sacudia repetidamente. — Anda, merda! Acorda.

— O que você quer, Olivia? — Ele bocejou com sono. — Vai embora, Olivia. — Ele virou a cabeça para dormir.

Mary revirou os olhos, vendo a seringa e a ampola jogada. Ah claro, um drogado. Por que não me impressiono? Jogou a seringa e a ampola no bolso interno do casaco, ainda o observando.

— Você ainda vai se matar... Me agradeça depois, querido.

Ela começou a se afastar até ouvir 'Não vá minha morena.' Só pode ser brincadeira... É o loiro! Mary ficara com raiva, com ódio ou o que fosse. Sentou se no chão, colocando a cabeça do loiro em seu colo e apenas sussurrou um 'Durma, não irei embora'. E lá ela ficou, até que também pegou no sono.

Enquanto o tempo passava, Francis e Mary dormiam, até que o loiro bocejou. Coçou os olhos e sacudiu a morena sobre a qual estava deitado. Observava a melhor. Seus cabelos ondulados e um sorriso doce nos lábios. Sem dúvida era a mulher mais linda que vira. Reparou melhor no cabelo da mulher. Não acredito... É ela e ela me viu drogado. Mas que idiota, Francis. Parabéns! Ele a observava com um sorriso maroto. Quando a viu coçar os olhos ele sorriu.

— Bom dia princesa. — O sorriso aumentou.

Mary bocejou, coçou os olhos novamente e abriu um sorriso divertido. Estava pensativa. Ela conhecia o loiro de algum lugar. Ela lembrou se de seu exemplar de Amor e Pecado que tinha em casa, e a foto do autor, então disse.

— Você é mais bonito nas fotos dos seus livros, sabia? Tirando essa sua aparência aí de mega drogado, você até que é bonitinho. — Ela deu de ombros. — Dá pra tirar a cabeça do meu colo?

— Ora, a princesa é venenosa e afiada. Ainda leu meus livros, que honra. — Francis ironizou. — Afinal a princesa tem nome?

— Você disse um nome, Olivia. — Mary sorriu cruel e zombeteiro. — Afinal, ela é mais gostosa para você a confundir comigo?

Touché! Mary sorria vitoriosa. Tinha acertado um ponto fraco do loiro, enquanto ela o observava. Deu um riso baixo, enquanto voltou a encarar o rapaz com os olhos brilhando, mais do que nunca. Corou quando ele notou o olhar.

— Mas que princesa mais fofa. E não, eu tenho de admitir que você é mais do que Olivia, digo, mais gostosa que ela. Olivia é minha ex mais problemática. Me traiu, longa história. Hm... Cadê...?

Mary tirou do bolso interno de seu casaco, a ampola de heroína e a seringa, enquanto o encarava com raiva, ódio, até.

— Vai ficar comigo. Você vai se matar assim. Se quiser se drogar de novo comigo aqui, ótimo, mas se eu não estiver perto, e eu pegar, te denuncio na polícia por porte ilegal de drogas. — Ela abriu um sorriso vitorioso.

— Você venceu. Afinal, vai me dizer seu nome ou não?

— Quando eu estiver afim, eu digo, mas até lá, me chame de Alice. Vamos loirinho, vamos sair daqui. — Mary estendeu a mão livre para Francis, depois de limpar sua roupa.

Mary sabia quem ele era, mas ele não sabia quem Mary era. Ela sorriu zombeteira como se aquilo a divertisse. Francis enganchou o braço livre de Mary e ambos andavam e na primeira lixeira que viu. jogou a seringa e a ampola lá. Não iria arriscar deixar aquilo perto de Francis.

— Francis? — A voz de Mary era baixa, quando ele a encarava jogar a ampola e a seringa no lixo.

— Vamos embora daqui. — A voz era baixa, mas determinada.

Francis tirava Mary dali com passos calmos, ele suspirou, sentindo seu corpo tremer. A abstinência por uma droga era algo que odiava, ele não queria mais aquilo por aquela morena ao seu lado. Seu ar de pós drogas, incomodava profundamente Mary que tinha perdido um ex namorado por drogas.

— Mary. Mary Hollerbrook, esse é meu nome. — Ela apenas disse quebrando o silêncio.

Uma Hollerbrook? O destino quer me ferrar não quer? A mente de Francis estava conturbada. Ele suspirou fundo, ainda andando. As ruas de Londres não o inspirava tanto quanto Mary. Ele já tinha uma ideia para um livro, mas agora, sem editora, nada adiantava. Ele teria de publicar seus textos em jornais ou revistas e sua paciência para isso, não era a maior. Ele continuava pensando em como publicaria seus textos, já que agora, não tinha editora. Ele queria continuar com algo que fosse sua paixão.

Depois de tanto andarem, Mary e Francis estavam parados na frente do Hyde Park. A mente de ambos pareciam trabalhar a mil a respeito de muitas coisas. Mary sem dúvida, não era a garota mais divertida, a mais sexy ou o que fosse, mas suspirou.

— Hm... Francis, gostaria de ver minha aula de dança? Bom, é meu hobby, mas depois te levo para tomar um café para compensar. — Ela sorriu tímida.

— Claro, mas se eu dormir, por favor, não me mate. Afinal e suas roupas? Digo de dança.

— Ficam lá.

Mary deu de ombros, enquanto não pensava em algo melhor para falar, dizer ou fazer. Enquanto Mary e Francis andavam, ela se xingou. Suspirou fundo.

— Tenho que que passar no meu ateliê. Esqueci que minhas coisas não estão no estúdio. Porcaria.

Francis não se importava nem um pouco. Ele só se importava em ter a companhia de Mary. Ele pensava muito em largar as drogas.

— Hm Mary, se eu largasse as drogas de vez, vamos colocar em uma hipótese, certo? — Ele não esperou respostas. — Você hm... Sairia com minha pessoa?

— Francis, nós não estamos saindo? — Ela pensou um pouco, corando com vergonha, ao perceber um riso de Francis. — Você quer dizer co-como um...?

— Pode se dizer que é isso mesmo. — Ele deu de ombros.— Esse seu ateliê é perto?

Mary concordou com um aceno de cabeça, pousando as mãos nos ombros de Francis para o fazer parar. Se colocou nas pontas dos pés e sussurrou em seu ouvido um 'sim, eu sairia'. Ela sorriu, se soltando do braço de um Francis atordoado e confuso, andando na frente e lhe fez um sinal para que a seguisse. Francis gritou um 'espere' e começou a andar mais apressado atrás de Mary. Quando ele a alcançou, estava cansado. Ele soltou um suspiro, vendo um prédio rústico, com pedras na entrada. Ele adentrou o lugar, um tanto curioso. Francis não arriscou entrar mais. Via algumas roupas feitas, outros pedaços de tecido espalhados.

— Então você é estilista...

Francis começava a adentrar o lugar sem tanto medo, até ver uma salinha. Sentou se em um banco da salinha, e a viu. As costas estavam expostas, assim como as pernas. Ele não falou nada em momento nenhum. O corpo de Mary era esbelto, malhado, mas não demais. Era baixa, mas não tinha tatuagem. Trocou a lingerie preta que usava por uma cor de pele, então colocou uma blusa azul, e por cima, uma blusa cor de pele com uns detalhes, estampas. Então, colocou uma leggin e salto alto em estilo boneca. Fez uma maquiagem com os olhos claros e lábios marcantes, colocou um brinco, um colar, seus óculos escuros e uma boina. Pegou seu iPhone e trocou a capinha. Colocou um moletom por cima e pegou sua bolsa e trocou a água da garrafinha, colocando na bolsa o batom, para retoques. O cabelo, Mary apenas penteou antes de por a boina. Saiu da salinha, se assustando com Francis.

— Mas você é um idiota! Quanto tempo tem que está aí?

— Suficiente, Mary. Hm, podemos ir, estilista?

— Faço faculdade ainda. Último ano. — Ela mostrou a língua. — Vamos logo. Pode levar a bolsa?

Francis revirou os olhos sorrindo debochado, concordando com a cabeça observando Mary que sorriu lhe dando a bolsa. Não estava tão pesada. Mas observou melhor a bolsa. Preto e rosa e da Victoria's Secret. Se seus amigos o vissem, iriam lhe zoar eternamente, mas estranhamente ele não ligava. Enquanto andavam para o estúdio de dança, conversavam sobre os livros de Francis, as roupas de Mary. Eles pareciam amigos de infância, mas quem diria que se conheceram naquele mesmo dia.

— Francis, seja sincero. Por que estava naquele beco e naquele estado, principalmente?

Francis suspirou. Estavam em uma curva, quando prendeu a morena na parede. Uma mão pousou em sua cintura e outra em cima de sua cabeça, arrumando o cabelo, depois a colocou acima da cabeça de Mary a encarando com frieza e determinação.

— Sendo honesto estou louco para lhe beijar desde que acordamos naquele beco. Mas não fiz porque eu respeito você. Eu poderia ter roubado aquelas drogas de você. Não fiz. — Os olhos de Francis eram como duas bombas perto de explodirem que encavam Mary. — Eu perdi tudo, Mary! — Ele fez um gesto com as mãos se afastando por uns segundos, depois voltando a posição anterior. — Minha editora me demitiu, perdi minha empresária, minha carreira está... Uma porcaria! — Ele suspirou. — Droga, eu não tenho mais nada além do meu irmão, Mary. Entenda isso. Meus pais são políticos na França, não dão tanta atenção para mim desde que decidi ser escritor, acha que é fácil? Não é!

— E-eu também. E acho que isso é bom não é —Corou violentamente, sentindo o olhar raivoso sobre si. — Sabe porque EU estava lá? — Ele acenou um não. — Porque Francis, os idiotas de meus professores de Central Saint Martin dizem que eu não tenho inspiração, mas minhas peças são perfeitamente executadas, sabe como é ouvir que você faz tudo perfeitamente mas que falta algo? Todos os dias de seu último ano de faculdade desde o ano passado? Eu me tranco com meu cachorro, o Stirling e fico em meu quarto, chorando. As vezes fico no ateliê com o Stirling, choro e quebro algumas coisas. — Ela impediu as lágrimas de caírem. — Meus pais são donos das maiores editoras e acha que ligam pra mim? — Ela riu sem humor. — Eu sei bem como é os pais não se importarem com você, mas não me drogo por isso.

— Mary, você parece que tem mais pessoas que se importam contigo que eu. Nem Olivia, nem tudo o que senti por ela me fez parar em pensar em largar as drogas! Ela me preferia assim porque eu era, sou, não sei, de enganar! Mas você... — Ele se afastou rindo com cinismo, apenas colocando as mãos sobre as laterais do corpo de Mary. — Mary Stuart de Guise Hollerbrook, me faz querer ser alguém melhor. Eu pesquisei seu sobrenome na wikipédia quando te esperava. — Ele deu de ombros.

Mary corou. Fez a única coisa que lhe veio a mente. Abraçou Francis. Ela não tinha ideia do que fazer, mas encarou o loiro sorrindo.

— Eu não vou te abandonar, Francis. — Ela sorriu beijando a bochecha de Francis.

Mary pegou a mão de Francis e a puxou para que continuassem a andar. Enquanto ambos andavam, Mary não falava mais nada. Francis passou seus braços ao redor de Mary, a apertando um pouco contra si para a aquecer. Beijou o topo da cabeça de Mary, até que a morena parou. Era um prédio cheio de pedras, espaçoso ao que parecia, ela começou a andar com calma para dentro do prédio.

— Mary você está atrasada por... —Ela parou ao observar Francis. — MARY E O FAMOSO AUTOR COMO É MESMO O NOME DESE CARA? AHN FRANCIS DAVENPORT? Me conte tudo agora!

—Oi, Rebekah, sim, está tudo bem comigo, então novidades? Ah que pena! Depois eu te conto, vamos, Francis. — Ela disse tranquila. Sorriu serena para o rapaz loiro, enquanto Mary o guiava.

Enquanto ambos andavam pela a Royal Academy of Dance, ela pensava em algumas maneiras delicadas e até interessantes, de agradecer. Ela não se sentia bem, se sentia desconfortável com o silêncio, até ouvir.

— Hã Mary, você não deveria estar casada? Li isso em algum lugar.

— Deveria. Meu noivo ele... — Ela parou. — Eu o amava, sabe? Ele era como você, me fazia bem, então, ele morreu. Assassinado, uns dias antes do casamento, mas ninguém sabe então por isso, dizem que eu devia estar casada. Minha mãe inventou que ele está prestando serviço militar por um país isolado para evitar escândalos. Você devia ver o que Marie de Guise é capaz.

Francis não falou nada. No fundo, se sentiu feliz pelo noivo de Mary estar morto, mas ao mesmo tempo, se sentiu mal. Sorriu fraco para a jovem que começou a subir as escadas que tinham parado, então a seguiu, até uma sala vazia, onde ela entrou e começou a se alongar, enquanto Francis a observava e a ajudava como conseguia, depois de colocar a bolsa de Mary no chão. Quando Mary acabou o alongamento, respirou fundo, então colocou se em posição. Seus pés estavam em um ângulo de 45 graus e uma de suas mãos em sua cintura e a outra puxava seus próprios cabelos sem muita força. Girou o corpo, assim que a música começou, era uma até mesmo interessante: Dance Without You. Fez uma coreografia, onde em algumas vezes, ela girava seu corpo. Francis não dizia nada. Apenas a observava. Em um certo momento, Mary o puxou.

— Eu não sei dançar!

— Claro que sabe só não é acostumado a fazer como eu. Ande. Coloque uma mão em minha cintura e me dê a outra e se descer a mão, eu a quebro em mil pedaços.

— Sim senhora. — Ele fez o que lhe foi pedido.

Ela colocou uma mão no ombro de Francis e entrelaçou os dedos com os dele, na mão livre de ambos, e sorriu. A dança que começaram era algo simples. Um, dois, três. Uma vez ou outra, Mary girava, até que em um dos giros que Mary dera, Francis parou, e ergueu o rosto de Mary que olhava as mãos unidas com os dedos da mão livre.

— Mary... — Ela corou, mas sorriu.

O celular de Mary então começou a tocar. Ela xingou um dos palavrões mais impressionantes que Francis já ouvira, o fazendo rir.

— A princesa é afiada demais, mon Dieu!

Mary sorriu falsamente fazendo com os lábios 'Vá se ferrar'. Francis não sorriu, mas riu baixo, Mary procurou em sua bolsa seu celular, no momento que o achou, o atendeu, vendo que era Kenna.

— Oi amor, o que quer?

— Mary mas você é uma vadia hm? Enfim. Você está em Royal Academy não?

— Kenna seja breve porque eu estou acompanhada, baby.

— Finalmente Mary Stuart! Ao menos é gostoso e tem um irmão?

— Gostoso é , se tem irmão... Só um segundo. — Afastou o telefone. — Sim, você é gostoso, não reclame, enfim, tem um irmão? — Ele riu. Concordou com um aceno de cabeça. Então voltou a falar ao telefone. — Sim, ele tem.

— Ótimo! Peça para ele avisar ao irmão, vamos sair. Eu quero conhecer esse seu... Acompanhante e conferir se o irmão é bonito. E não adianta negar garoto que está aí com a Mary. — Mary revirou os olhos e Francis gritou algo como um 'tudo bem' e Kenna desligou.

Francis se sentou no chão, com as pernas esticadas. Mary se sentou ao seu lado, colocando a cabeça no ombro de Francis. Ela segurou a mão do rapaz, com receio e sorriu. Não sabia bem como agir, ou ao menos o que fazer. Deitou se no colo de Francis, pensativa. Acariciava o braço de Francis enquanto memorizava alguns passos antigos para uma coreografia. E já imaginava uma nova coleção.

— Obrigada por ser minha inspiração, Francis. Mesmo.

— Não há de que.

— Feche os olhos.

— O que?

— Feche os olhos e não abra até eu disser. — Ela disse numa voz serena.

Francis suspirou fundo, então fechou os olhos. Mary se ergueu do colo de Francis e acariciou o rosto do rapaz. Ela o ouviu dizer seu nome. A voz era assustada e um tanto receosa, então beijou Francis. Era algo com zelo, muito, e proteção. O cheiro quase nulo de heroína, era algo viciante, mas naquele cheiro ela sentia morangos, que mesmo que ela notara que Francis não via, mas ainda retribuía. Entre o beijo, ela sussurrou 'Abra os olhos'. Francis olhou para Mary que corava.

— Você fez errado. — Ele a observava, sorrindo com deboche.

— Ah é? Como se faz?

— Assim. — Francis fez com que Mary se deitasse e se colocou por cima dela, sem que realmente, encostasse nela, então a beijou de um modo mais lento e mais intenso. O gosto que ele sentia do beijo de Mary era morango com sua própria heroína, e o beijo para ele, era viciante.

Francis não pensou duas vezes, quando começou a levar os beijos ao pescoço de Mary. Ele fazia com cuidado, não com velocidade como era acostumado com Olivia porque ele parecia se importar com Mary. Ela corou.

— Francis não, eu nunca fiz isso... Hm como eu posso dizer sem se assustar?

— Sh. Eu entendo. Tudo acontecerá entre nós com nosso ritmo e nosso tempo, minha Mary.

— Gosto de como soa, Francis. — Ele abriu um sorriso bobo. — 'Minha', 'nosso', 'nós'. Eu preciso ir. Encontre Kenna e eu ateliê. Decorou onde é? Qualquer coisa me ligue nesse número. — Ela pegou uma caneta na bolsa e anotou o número na mão dele. — E sempre que pensar em... Você sabe em usar, me ligue. Prometa, Francis. Se não eu não vou e vai segurar vela do seu irmão.

— Tá, eu prometo Mary. — Ele se rendeu erguendo as mãos. Levantou se, e Mary fez o mesmo.

Mary sorriu, ficando nas pontas dos pés, beijando Francis novamente. Beijou lhe com carinho e apertou sua mão de leve a qual não tinha escrito nada.

— Só não te digo que temos algo hm como namoro, acho, porque não o conheço bem. Preciso te conhecer primeiro antes de decidir, tudo bem?

— Te esperarei quanto tempo precisar. É uma pessoa pela a qual posso esperar, mas não ache que vou gostar de te ver com outros, mocinha. — Disse o final entredentes.

— Muito menos eu, Davenport. E eu sou muuuuuitíssimo ciumenta, só que eu não demonstro. Sério, eu preciso ir ou Kenna me mata.

Ela sorriu, antes de sair, pegando a bolsa e deu um outro beijo rápido em Francis que coçou a cabeça, observando Mary sair. Enquanto Francis estava lá parado, ele suspirou, saindo para fora da Academia.

Enquanto andava para um ponto de ônibus, ele pensava um pouco. Coçou a cabeça novamente e suspirou fundo, vencido pela a necessidade de conversar e avisar ao irmão. Pegou seu celular, e ligou para o irmão. No terceiro toque atendiam.

— O que você quer agora, Francis? — A voz era irritada.

— Oras irmão, eu não posso querer conversar? Afinal, já saiu do trabalho? Eu estou perto da Royal Academy of Dance e minha acompanhante me deixou aqui, se estiver por perto dá pra vir me pegar?

— Você tem sorte que eu estou perto. Chego em uns dez minutos se não tiver trânsito, se não uns 25 e você vai me contar essa história, certo?

— As ordens. — Francis suspirou fundo. — Ah e eu vou te convidar para uma coisa que é meio importante. Não, não é lançamento de um livro meu, você dorme nos meus discursos e quando eu durmo nos seus discursos reclama.

— Touché. Agora me deixe dirigir, seu oxigenado. — Seu irmão desligou e Francis revirou os olhos.

Sentou se na frente do prédio e pegou seu celular, gravando o número de Mary em seu celular e começou a jogar Angry Birds. Uma vez ou outra, Francis xingava algo como 'mas que pássaro filho da puta' mas em voz baixa para não chamar a atenção e atrapalhar as aulas. Francis ainda jogava Angry Birds e sua raiva aumentava cada vez que não conseguia passar um nível. Quando um Jaguar preto parou, de dentro do jaguar saiu um homem alto, de terno impecável Armani, uma camisa branca, gravata preta e calça e sapato social, com cabelos castanhos e olhos azuis.

— Então Francis, vai me explicar por que você parou da editora numa academia de dança? Resolveu se inscrever numa aula de dança?

— Como ansiei o de sua voz, irmãozinho. — Francis sorriu com deboche, observando Bash com tédio.

Francis entrou no carro ao lado oposto do motorista, que na Inglaterra, era o lado direito o do motorista. Colocou o cinto de segurança e suspirou fundo. Pegou seu celular e não via nada, mensagens ou nada. Guardou o celular no porta luvas, então Bash deu a partida.

— Começe a contar.

— Vou resumir. Makenna se demitiu, Evelyn me demitiu, me droguei, faz horas não me dê outro sermão desnecessário que recebi o suficiente por hoje. Enfim, então conheci uma garota. Chamei ela de Olivia, aí desmaiei. Acordei deitado no colo dela, conversamos um pouco, ela é legal, mas é um pouco... Passiva. Ela me levou para o ateliê dela, é estudante de moda, tive uma visão privilegiada dela trocando de roupas, não. Não aconteceu nada, bom não nesse nível, seu tarado. — Bash soltou um riso. — Continuando minha 'lindíssima' história, ela me levou pra aula de dança. Ela leva jeito. Então conversamos mais, ela me mandou fechar os olhos e me beijou. Então beijei ela e cá estamos.

— Wow, wow. Primeiro, sobre se drogar conversamos depois. E sobre a garota, não vou dizer que é um conto de fadas porque é ridículo. Estudante de moda e dançarina? Se deu bem. E é bom que nada aconteça ainda. Ela não viu ainda a potência dos De Valois. — Bash sorriu malicioso. — E beijo no primeiro 'encontro', sorte hein. Agora as perguntas. Que raios de convite é esse e ela é gostosa? E qual o nome?

— Mary, sim gostosa. Muito. E o convite... Bom, não tem nada planejado, reunião nem nada? — Bash acenou um não com a cabeça. — Ótimo. Você vai sair comigo, Mary e uma amiga. — Bash arregalou os olhos. — Prefere ficar em casa vendo aquele seus pornôs horríveis enquanto tenta se masturbar? Pelo amor de Deus, você acha que não vi?

— Mas você é um babaca, Francis. — Sebastian revirou os olhos. — Está certo. Eu vou, ao menos não vou segurar vela e vou poder conhecer a garota.

Francis revirou os olhos, pegando o celular no porta luvas, voltando a jogar Angry Birds. Seu celular não tinha muita bateria, teria de colocar para carregar ao chegar em casa. Mas não era isso que importava. Em anos, era a primeira vez que estava nervoso para sair com alguém.

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Do Outro Lado de Londres...

— Kenna cheguei! — Mary gritou, enquanto trancava a porta do apartamento e segurava a vontade de ligar para Francis.

Mary andou para a sala, enquanto procurava Kenna. Deu de ombros, andando para a cozinha, onde viu Greer com seu namorado, literalmente transando, mas ambos não a viram, ela se sentia aliviada. Sentou se no sofá da sala, abraçada ao travesseiro, vendo uma mensagem no celular.

Espero que sua amiga não tenha amarelado, porque convenci meu irmão de ir a isso. — Francis

Mary não sabia se ria ou se chorava. Somente abraçou uma almofada ao lado, observando seu cão, Stirling, subir no sofá. Começou a acariciar o cão, até ver Kenna aparecer e se sentar ao seu lado.

— Quero detalhes completos.

— Eu o conheci em um beco. Desmaiando, sim, ele estava drogado, mas é legal. Me confundiu com uma tal de Olivia, então dormimos por lá. Não, não transamos Kenna. Acordamos no beco e começamos a conversar. Então convidei ele pra minha aula de dança. Passamos no meu ateliê, onde vamos encontrar eles, ele me viu me trocando. Então, fomos para a aula. Ele dança bem. Eu estava para ser beijada quando ligou, sua vadia. Enfim, depois eu o beijei, ele me beijou e cá estamos. É o autor daquele meu livro favorito, Francis. — Ela deu de ombros. — Não acredita? Aposto 20 libras. — Ela sorriu venenosa.

— Você se drogou. Se prepare para perder, Stuart. Anda, vamos nos arrumar.

Mary subiu para seu quarto, acompanhada de Kenna, onde começaria a se arrumar. Ela estava nervosa e isso não importava mais.

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