Our stations.
2 Verão --- Cold Coffee
Notas iniciais
De manhã ela fazia o cafe.
De tarde o suco.
De noite, Amor.
Devagarzinho ele ia abrindo os olhos e já podia sentir o cheiro dela nos travesseiros, nos lenções e o cheiro do café da manhã que vinha lá de baixo.
Damon tinha que concordar, ele gostava de Whisky, mas o café dela?
Ele amava!
—Damon, desça, eu sei que já acordou. — Gritou ela do andar inferior.- Venha, eu fiz panquecas!
—Tô com preguiça.- Falou colocando o rosto no travesseiro. — E quero outra coisa que não é o café.- falou malicioso.
—´-´-´-´-
Deixar Klaus, partir, foi simplesmente uma das coisa mais difíceis que Rebekah fez ao longo de toda a sua eternidade. Ela abandonou seu irmão, pr isso, deveria valer á pena.
E, voltar para Mystic Falls não estava nos seus planos, entretanto, ela fez uma promessa e, uma Mikaelson sempre cumpre suas promessas, por isso ela voltava para Matt, por ele.
A porta foi aberta.
—Você voltou.- exclamou incrédulo com um pequeno sorriso no rosto.
—Eu prometi.-falou sorrindo.
Então meses passaram, o relacionamento ficará chato, monótono, no entanto Rebekah continuava firma e forte, para ela era só uma fase e logo iria passar, todo seria o mar de rosas que era. Bom, só ela pensava isso.
—Me desculpe Rebekah, mas você não é o suficiente para mim.- Falou um Matt serio.
—O que?!?- Perguntou uma Rebekah estática.
—Eu sinto muito, acabou.
Naquele dia ela saiu desnorteada e foi para o único lugar que ela conhecia que a faria esquecer a grande decepção. Mystic Grill. Já que Matt não trabalhava lá, ela não o veria.
—O que vai querer?- O garçom perguntou.
—Whisky, por favor.
Até que ela ouviu uma voz atras dela.
—O que faz aqui Barbie? Cade o Ken?- perguntou ironicamente Damon.
Ele não estava muito diferente dela. Tinha profundas olheiras debaixo dos olhos, parecia abatido, aqueles que não dormiam a séculos.
—Cadê a copia barata?- A loira rebateu.
—Não vai me perguntar o que faço aqui?- perguntou ignorando a pergunta.
—É claro que não!
—Por quê?
—Você vive aqui.- Afirmou a loira.
Damon deu de ombros concordando com a cabeça.
—Voltando, cadê o zagueiro?
—Eu não faço a minima.-Falou com um pequeno sorriso nos lábios.- E a Leninha?
—Não me importo.
Damon parou um momento e pareceu pensar em algo, olhou para um dos quadros que tinha o nome do Grill escrito com letras gritantes.
—Acho que deviam mudar o nome do Grill.
—E qual seria? -Pergunto ligeiramente interessada.
—"The Rejected"!- Que quer dizer "os Rejeitados".
Ela abriu um pequeno sorriso e concordou.
—É, se encaixaria perfeitamente com à gente.
Ambos riram.
Acho que dá para imaginar como acabou aquela noite, e todas as outras.
—´-´-´-´-
Rebekah finalmente descobriu o amor e Damon descobriu que, para ser amado, para amar, não precisa escolher. Eles passaram tanto tempo atrás dessa coisa tão boa (e, almas vezes, tão estranha) chamada amor e nem ao menos perceberam que, você não precisa ir atrás dele, ele vem atrás de você.
A loira subia as escadas tentando equilibrar uma bandeja com o café-da -manhã.
—Parece que você não tem pernas. -Resmungou e logo fez um pequeno pico com os lábios, ato que não passou despercebido por Damon.
—Ter eu tenho.- Falou ajudando Rebekah a colocar a bandeja numa mesa.- Gosto de usa-las para outra coisa- falou dando beijos pelo pescoço dela.
É ele, finalmente. Pensou Rebekah aliviada, um dos muitos pensamentos que ela tinha toda manhã quando ele fazia a mesma coisa.
—Eu amo você. -Sussurrou depois de um beijo.
—Eu também te amo. -Disse ela.
Eles tomaram o desjejum juntos, apreciando a companhia um do outro.
—Vamos para a praia?
—Vamos.- E eles correram para se arrumarem.
De noite Damon fazia uma fogueira e eles comiam marshmallow juntos, como crianças brincavam com a lua como amiga.
E na manhã seguinte eles acordavam, novamente e faziam todo de novo, porque amar não cansava.
Aquele era o verão deles, juntos numa praia deserta.
Birrento, chato, mimado, irritante e incompreensivelmente lindo, os olhos dele eram como o mar, uma praia, no verão...
É...
Ele é como o Verão, o meu verão, quente e aconchegante.
E beija-lo?
Despertava o meu ser.

Fale com o autor