Our splendid song
2 Um sonho
Enquanto dormia, sonhei que eu estava sentado em uma mesa de jantar muito chique e romântica ao ar livre e com uma pequena vela ao meio. Estava usando um terno azul escuro e segurando um buquê de flores acompanhado de uma caixa de chocolate em forma de coração.
De repente, uma silhueta semelhante apareceu ao meu lado. Era Noodle. Ela estava com o cabelo amarrado em coque duplo, um coque em cada lado de sua cabeça, deixando apenas sua longa franja solta. Estava usando um vestido preto curto com saltos e brincos combinando com a cor e estava com uma maquiagem leve. Fiquei paralisado, admirando sua beleza. Como ela estava linda:
–Oi, Toochi! — disse com um leve tom de voz. Toochi era o apelido que Noodle me chamava carinhosamente, assim como Murdoc me chama de face ape.
–Oi, Noodle... — respondi timidamente — Você... — dei uma pequena pausa — Você...está muito linda...
–Obrigada — disse Noodle com o rosto meio-avermelhado — Você também está muito lindo.
–De nada e...o-o-o-obrigado! — disse com o rosto mais avermelhado que o de Noodle.
–Hihihi! — riu Noodle baixinho com a mão na boca — Ai, 2D, você é tão engraçadinho — ela logo me deu um beijo na bochecha e se sentou. Fiquei um tempo sem falar alguma coisa, distraído com a minha admiração por ela. Quando me lembrei do buquê e da caixa de chocolate:
–São para você — disse enquanto entregava.
–Owwwwwnnnnnnn, obrigada — respondeu enquanto pegava.
De repente, o garçom apareceu ao nosso lado. Na verdade, era o Murdoc vestido de garçom:
–Seus cardápios, senhores — disse com a voz meio-esculhachada que sempre teve, enquanto entregava os cardápios. Nós estávamos olhando os cardápios, quando percebi que Murdoc estava me encarando com um rosto maléfico — Vocês já escolheram o que vão querer?
–Sim, eu quero vinho e esse bife acompanhado com arroz — disse Noodle apontando para o cardápio — Você também quer o mesmo, 2D?
–Er...s-sim...é claro... — falei meio-nervoso. Eu estava com medo do Murdoc depois daquela cara sinistra.
–Pois bem, senhores — disse Murdoc dando uma última olhada maléfica em mim e se foi.
Ficamos conversando por alguns minutos, enquanto esperávamos os nossos pedidos. Estávamos falando de nossos status atuais, mas não falei nada sobre a reação de Murdoc ao olhar para mim há alguns minutos atrás. E nosso garçom de pele verde, finalmente, retornou com nossos pedidos:
–Seu pedido, senhores — disse enquanto colocava a comida e o vinho de Noodle. Depois, ele se vira para mim, ainda com o olhar assustador — Come bem devagar... — disse com uma voz sinistra. Já estava mais desesperado do que antes.
Noodle estava comendo e bebendo calmamente, enquanto eu nem cheguei à tocar na comida e na taça. Noodle estranhou o status que eu estava naquele momento:
–O que foi, 2D? — perguntou — Parece que está assustado.
–Er... — dei uma pequena pausa — N...n...n-nada!...Eu...eu...não estou com cara de desesperado,...estou?
–Você está suado e está tremendo — disse Noodle — Aconteceu alguma coisa? Pode contar para mim.
–N...não! — disse enquanto tremia mais ainda — E...e...e-eu...vou comer! Sim,...eu vou comer...agora mesmo! — Noodle apenas deu uma última olhada em mim, ainda me estranhando e logo, voltou a comer.
Finalmente, pude pegar o garfo e a faca para cortar o bife. Mas, enquanto colocava a comida na boca e mastigava, vi que tinha uma agulha dentro do meu bife. Sim, uma agulha:
–Ah! — dei um grito muito alto. Todo mundo se virou para mim assustados, inclusive Noodle:
–Aconteceu alguma coisa? — perguntou Noodle.
–N-nada!... — respondi sem jeito. Olhei para Murdoc e ele estava olhando para mim de novo, desta vez de longe e estava rindo baixinho da minha cara com uma risada maléfica — Espere aqui, vou checar uma coisa — disse para Noodle, enquanto saía da mesa. Noodle virou a cabeça para trás, olhando para mim, enquanto eu ia em direção à Murdoc. E assim que eu me aproximei dele, olhei para ele com raiva — Como você não pôde tedo notado aquela agulha dentro do meu bife!? — dei um outro grito.
–Eu não sei do que você está falando — disse Murdoc, fingindo que não sabia.
–Sabe sim! Você colocou aquela agulha de propósito! — disse apontando para ele. De repente, ele começou à dar uma risada muito alta e assustadora.
–Sim, é claro que eu coloquei aquela agulha — disse, parando de rir — Eu quero acabar com você — disse se virando para mim com um olhar mais pertubador ainda.
Fale com o autor