Our little journey

1 Amigos de infância


Notas iniciais
Oi, pessoal! Agora que estou acabando Drawing Love, vou começar com outra fic, e para dar uma variada, vai ser baseada no mundo dos games e mangás! Espero que gostem!
Enjoy!

Há mil maneiras de começar a contar algo. A mais conhecida é: “Era uma vez” e a menos habitual, provavelmente, é: “Eu estripei uma formiga à dentada”, mas todos são modos de começar… Hoje, eu estou realmente sem ideias para começar a escrever seja o que for, então, vamos simplesmente começar com: “Há mil maneiras de começar a contar algo”.

Esta história é sobre dois “amigos” que vivem na região de Hoenn. Dois vizinhos que se conheceram por mero acaso… Mas isso mudou drasticamente as suas vidas… Desde pequenos que eles se conheciam e brincavam naquela cidadezinha minúscula com duas casas e um laboratório onde viviam. E sabem aquela frase que diz: “Só gostaria de ti, se fosses o único homem desta cidade.”? Ok, ok, eu sei que não é bem assim, mas foi o que aconteceu! Mas comecemos do início. Tudo começou num belo dia de Sol, dentro de um camião das entregas…

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- Ok, expliquem-me outra vez, porque é que eu tenho de ir junto com a mobília na mudança? – Um garoto de cabelos morenos indagava consigo próprio o facto do seu transporte ser de tão poucas condições.

Este rapaz, é um de nossos heróis, de seu nome Ruby. Ele é o filho de Norman, um líder de Ginásio da região. Nessa altura, o garoto tinha apenas dez anos e jogava com o seu Game Boy Advence um jogo intitulado Pokémon Emerald.

- Hum… O personagem principal masculino deste jogo é tão sexy… — O rapaz comentava vendo o seu avatar na tela do aparelho.

O garoto continuou jogando o seu jogo calmamente enquanto o tempo passava, sendo que depois de umas horas (talvez dias) de viagem, o garoto chegou, junto com o resto da mobília, a Hoenn, onde já a sua mãe o esperava. Ruby saiu do camião, ficando um pouco encandeado com a radiante luz do Sol. Guardou sua consola no bolso mesmo a tempo de sua mãe o abraçar.

- Meu filho! Que saudades eu tive de você! Como correu a viagem? – A sua mãe espetou-lhe dois beijos babados no rosto.

- Ai, mãe! Vamos, eu já não tenho nove anos! – Afastou a senhora – A viagem até que correu bem… Tenho fome, tem algo para comer?

- Oh, sim, sim, sim! Venha, filho! Vamos ver nossa nova casa! – A senhora arrastou o filho para um edifício pequeno do lado do camião.

O pequeno Ruby entrou em casa, observando a vasta sala, tendo também umas escadas para o andar de cima. Ele não hesitou em pedir à mãe para ir ver o que estava lá em cima, a mãe apenas acenou que sim com a cabeça, sorrindo. O garoto chegou às escadas animado, começando a subir cada degrau em paço de corrida. No final das escadas, tinha uma porta que o mesmo abriu empurrando. Do outro lado tinha uma cama azul do lado de uma janela e uma secretária com um livro aberto em cima, claro que também reparou no enorme plasma que tinha na parede, do lado de seu Wii-U preto com um jogo do Mário… Ruby logo saltou para o colchão, abraçando-se a uma almofada, e quando quase caiu no sono, ouviu sua mãe chamar.

- Ruby! Tens visitas! São os nossos vizinhos! – A senhora gritou do andar de baixo.

Ruby se levantou de um salto. Ele sabia que na casa ao lado vivia uma garota da sua idade! O rapaz tinha acabado de se mudar de Johto para Hoenn, sendo que ainda não tinha amigos ali, e estava ansioso por fazer uns! Desceu as escadas à pressa, correndo todos os degraus a uma velocidade e que os seus pés quase não tocavam no chão. Ia tão veloz que teve o asar de colocar mal o pé, escorregar e voar do meio da escadaria até aos pés da moça que estava no final das escadas. Ao aterrar, Ruby sacudiu a cabeça, olhando para cima, onde viu uma garotinha morena que o olhava estranho.

- Ahah… AHAHAH! – Ela riu, inicialmente tímido, mas depois com vontade.

- Do que se está rindo? – O garoto ficou chateado com o riso dela.

- De você! Ahah! Você caiu! – A garota ria e apontava, deixando seus caninos afiados bem visíveis.

Ruby estava enervado e envergonhado, seu rosto estava vermelho, tanto por raiva como por vergonha. Ele ia responder à letra aquela garota que estava bem na sua frente, mas logo uma senhora desconhecida chegou ao pé dos dois.

- Ora, ora, parece que já se conhecem. – A senhora sorriu.

- Hum? – Ruby ficou confuso ao ver o ser estranho em sua casa.

- Ruby, estes são os nossos vizinhos. Essa menina é Sapphire, aquela de que seu pai lhe falou. – A senhora mãe do rapaz explicou. – Vamos, Ruby, seja educado e apresente-se.

Ruby sentiu-se contrariado. Ser educado com uma pessoa que o chateou e envergonhou? Isso não era nada dele! Mas, ele realmente era uma pessoa educada, então, logo bufou e se apresentou para a garota.

- Prazer em conhece-la, Sapphire. O meu nome é Ruby. Espero que possamos ser amigos. – Ele apresentou-se com a cara desviada.

- Ahahah! Eu gosto de você. Você tem piada! Ahahah! – Ela continuava a rir.

Ruby voltou a ficar bravo com o comentário. Onde ele era engraçado?! Por acaso ele tinha cara de palhaço?!

- Ahah… Ok, vamos ser amigos! – Ela sorriu para ele estendendo a sua mão.

Ruby olhou o sorriso cheio de dentes que ela lhe mostrava, estranhou um pouco ao início, mas também ele estendeu a mão e lhe mostrou um sorriso completo.

Anos se passaram depois disso, e ambos se tornaram grandes amigos. Ambos saíram numa jornada, onde foram companheiros e rivais, mas nada estragou a sua amizade. Batalha após batalha, treinador após treinado, ginásio após ginásio, nada os separou! O que eles tinham já não se podia considerar uma relação simples de amizade, mas sim um vínculo, daqueles que duram para sempre. Mesmo após os contest e toda a rivalidade que esses exigiam, eles continuaram juntos. Nem mesmo eles sabem de onde nasceu tamanha união, mas sabem que está lá, sabem que são amigos… Mas, apesar de seu forte laço, um dia, aconteceu algo que os separou… Ambos tinham catorze anos, eram Inverno e chovia bastante naquela região.

- Ruby! Sapphire está aqui para falar com você! – A mãe do garoto chamou do fundo das escadas.

- Estou a ir, mãe! – O rapaz respondeu entusiasmado, guardando o seu Nintendo Ds e descendo as escadas meio atrapalhado.

Correu para a porta, e um pouco ofegante, abriu-a para cumprimentar a menor.

- Oi, Sapphire. Desculpe a demora, eu estava jogando. Não quer entrar? Está um pouco frio aqui e… — o garoto reparou que a amiga tinha uma mala de viagem na mão – Sapphire?

- Oi, Ruby… Você está bem? – Sapphire forçou um sorriso.

- Sapphire… Porque você tem essa mala na mão? Vai viajar? – Ruby encarava a vizinha confuso.

Sapphire por momentos perdeu o sorriso com o choque, mas logo se recompôs.

- É, Ruby… Eu vou viajar… Para muito longe… — A garota tentou explicar, começando a abrir o guarda-chuva, pois começava a chover.

- Estou vendo… E quando volta? – Ele perguntou esperançoso de ser um futuro breve.

- É isso que vim aqui dizer… Ruby, eu não vou voltar mais… — Lágrimas começaram a formar-se no rosto da morena.

- Não… Não vai voltar mais… — Ruby ficou estupefacto, tanto que teve de se segurar na porta para não cair.

- Não Ruby… Minha mãe e eu vamos mudar-nos para longe. Uma região muito longe daqui… — Sapphire tentou explicar.

- Mas… Você nos vem visitar, certo? Nós vamos voltar a ver-nos, né?! – Ruby estava ficando nervoso.

- Desculpe, Ruby… Mas… Provavelmente não… — Sapphire tentou não parecer muito triste à frente do amigo.

- Não, Sapphire! Você não pode ir! Nós somos amigos! Por favor, Sapphire… Não me deixe sozinho… — Agora Ruby também tinha lágrimas a escorrer-lhe pela face.

Ruby não conseguia encarar a face da outra. Estava demasiado magoado, frustrado, triste… Ela era a única amiga que ele tinha em Hoenn… E ela estava indo embora… Enquanto o garoto encarava o chão, apenas sentiu um peso em seus ombros. Sapphire o abraçava, escondendo a sua face no seu pescoço.

- Ruby… Eu prometo, que apesar da distância, nós seremos sempre amigos. Ok? – Sapphire garantiu ao maior.

Ruby retribuiu-lhe o abraço, apertando bem forte, afirmando que sim.

Sapphire sorriu para ele, desviando a sua franja, podendo ver os olhos ruby do amigo, e após um tempo se encarando um ao outro, ela não resistiu e deu um pequeno selinho na bochecha do rapaz, se retirando o mais rápido possível para o carro onde a sua mãe a esperava.

- Adeus, Ruby! – Ela acenou antes de entrar no carro.

Ruby acenou de volta, um pouco embaraçado pelo selinho da amiga que acabara de lhe fugir dos braços, braços que usou para levar a mão à cara, na zona em que foi beijado.

E assim, Sapphire entrou no carro. Logo sua mãe arrancou, e os dois jovens ficaram se olhando. Ficaram-se encarando até ambos desapareceram no horizonte.

E foi ai, que o caminho de nossos heróis se separaram, pois Sapphire seguiu com a mãe para outra região e Ruby ficou a viver com a mãe… E é assim que acaba a triste história de Ruby e Sapphire em que… Esperem! Isto não pode acabar assim! Ambos separados? Não! Isto não é um bom final! Onde está a emoção? O romance? E o cavalo a fazer balé?! Pronto, ok, ok… Talvez um búfalo a fazer balé seja mais interessante… Seja como for, acho que esta história precisa de algo mais, então, vamos usar o Mago do Tempo (referência a Yu-Gi-Oh!) e vamos avançar uns anos no tempo! Vamos até ao tempo em que as hormonas estão em chamas e a vontade de trabalhar é nenhuma! Nós vamos para o tempo chamado…

…A adolescência…

Notas finais
Oi de novo!
Gostaram? Eu sei, para primeiro capítulo está meio triste... Quero os vossos comentários!
Até mais!