Our little girl grew up
4 Originais
Notas iniciais
Damon
Parecia que elas não iriam sair dali nunca. Raquel nunca escondeu a obsessão que tem pela gente, e claro, ter uma boa audição serve para comprovar. Vi ela se levantar, Amber ficou sozinha ali, terminava de beber o que havia pedido e ficava olhando em volta, perdida em algum pensamento. Me levantei e fui até ela, sentei-me no outro banco, o que estava perto de Raquel.
— Afogando as mágoas? — perguntei chamando sua atenção, ela me olhou de soslaio e revirou os olhos, da mesma maneira que faço quando não estou bom para perguntas.
— Isso eu deixo só para você, Damon! — retrucou.
— Naah. — neguei com a cabeça, ouvi ela bufar — Porque não podemos conversar civilizadamente? — fiquei a encarando, esperando que fizesse o mesmo.
— Porque você não é civilizado, entendeu? — mexeu seu copo e eu ri descrente.
— Talvez. Só quero que lembre que por você deixei de ser o monstro que eu era...
— E olha que engraçado, por minha causa você voltou a ser o que era, ironia da vida, não?
— Poderia tentar me escutar? Só te peço que aceite o meu perdão, é terrível ter que seguir em frente somente com as memórias do que fomos um dia, de algum modo você trouxe a minha humanidade de volta!
Ela finalmente me olhou diretamente e deu uma vacilada com a respiração, batia os dedos no balcão incansavelmente.
— Eu nunca esperaria que você me deixasse depois de ter me salvado e feito da sua casa, meu lar. Sabe o efeito que isso causou? Foi terrível, e quando voltou, não sabia o que fazer... te ver entrando pela porta novamente, depois de 3 anos longe, algo em mim não queria aceitar, e então me afastei completamente, mas no fundo, tuo isso é medo!
— Medo de que?
— Medo de que algum de vocês dois me abandone novamente e tudo se repita. Infelizmente sou humana e, e não posso simplesmente desligar minha humanidade e esquecer.
— Foi uma idéia precipitada, impulso, não podia ficar tão perto de ti naquele momento, me entenda mesmo achando isso um absurdo!
— É meio difícil ter que entender já que não sei nem o porque — ela passou a mão pela cabeça e abaixou os olhos, sai do meu lugar e fui até ela.
— Me perdoa, é só isso que te peço... — fiquei a olhando, tentando desvendar o que ela tanto pensava, engoliu seco varias vezes antes de falar.
— Não sei se posso, ainda dói. — falou com pesar, segurei suas mãos sem mesmo pensar se ela iria deixar-me fazer aquilo.
— Eu sei, eu sei! — a abracei mesmo achando que ela iria recuar, mas não, ela me abraçou de volta e em questão de segundos a ouvi chorar.
— E-eu te perdôo, Damon. — falou entre os soluços e me abraçou ainda mais forte.
Senti aquele abraço novamente fez com que tudo a minha volta fosse esquecido, fazia tanto tempo que havia esperado por aquilo, por aquela frase. Assim que ela se desfez do abraço, beijei o topo de sua cabeça.
— Eu te amo, rouxinol.
Nova Orleans / Narrador.
Rebekah lia uma revista enquanto Elijah não chegava. Estava apenas ela e Klaus ali, o mesmo estava nervoso o suficiente, ele não via a hora de voltar para Mystic Fall’s.
— Não sei o porque de tanto nervosismo, nem sabe se essa garota é mesmo sua filha, sabe que a sua querida Getsya se deitou com Elijah uns dias depois de ter ido contigo para cama, ou seja, talvez você seja apenas titio, assim como eu! Ah, e tem outra... foi você mesmo que mandou um dos seus “servos” abandonarem a criança — zombou sem tirar os olhos das letras miúdas.
— É melhor você calar essa maldita boca, a menos que queira ficar por mais 100 anos em uma tumba! — gritou e caminhou até a janela para poder ver o movimento — O meu interesse não é nada paternal, o que quero é fazer com que ela fique do nosso lado, Getsya era uma bruxa, ela fez aquele maldito feitiço que permitiu com que eu ou Elijah a engravidasse.
— Disso eu sei, Klaus, e sei também que a garota ficou com vocês até os 3 anos e depois, do nada, quis abandonar-lá bem na casa dos Salvatore. — revirou os olhos — Só que esse seu interesse de voltar para Mystic Fall’s não é só pela sua suposta filha, eu sei que quer se tornar um hibrido e para isso precisa da duplicata, e como não conseguiu achar Katherine, quer Elena... não é tão esperto quanto parece!
— Para quem dormiu por muito tempo, você anda sabendo demais, não acha maninha?
— Você que não sabe subornar as pessoas direito para manter segredo!
— Cale a boca! Essa sua voz não me deixa pensar, Rebekah. Assim que Elijah chegar, nós dois partiremos para Mystic Fall’s e você ficara aqui para me avisar sobre qualquer coisa suspeita, ok?
— Ou é isso ou volto a dormir, estou certa?
— Ainda bem que não preciso explicar tudo! — revirou os olhos.
9 de dezembro
Amber
O despertador foi parar no chão ao primeiro toque, eu precisava dormir. Ontem eu havia bebido e acabei que perdoando Damon, é isso que dá quando não temos controle da situação. Para falar a verdade, foi até bom tirar esse peso do peito, voltar abraçar ele como se fosse a primeira vez. Bocejei e virei de barriga para cima me espreguiçando. Levei um susto ao ver ele parado aos pés da cama me olhando.
— Droga, Damon! — coloquei a mão no peito e me sentei — Você tem o que na cabeça? Não se assusta uma pessoa assim, sabia?
— A intenção não foi te dar um susto, mas valeu a pena... — ele sorriu, deu a volta e se sentou do outro lado da cama, se inclinou e me beijou a testa — Bom dia!
— Bom dia! Porque veio me acordar? Nesses últimos anos, sempre acordo sozinha.
— Mas nesses últimos anos eu não pude fazer isso — ele passou o dedo no meu nariz, da mesma maneira que ele fazia quando eu era pequena — e agora pretendo continuar fazendo.
— Ok. — tirei o edredom de cima de mim e sai da cama, estava de pijama, um baby doll comportado.
— Coelhinhos não é nada sexy.
— Ah, qual é, são umas gracinha! — ri e fui para o banheiro.
Me encarei no espelho e meu semblante havia mudado, eu parecia mais feliz, será que é pelo fato de que eu ter voltado a falar com Damon? Pelo menos vai abafar um pouco do estrago de Stefan, éh! Novamente, cá estou tampando buracos. Ao sair do banheiro ele não estava mais lé, resolvi então descer, fui amarrando meu cabelo e ao descer até quarto degrau, vejo Stefan e Elena juntos, respiro fundo e vou até eles.
— Viu Damon? — perguntei, Stefan me encarou, mas eu tentava não olhar pra ele diretamente.
— Não. Está falando com ele?
Dei de ombros e fui para a cozinha sem responder aquela pergunta. Abri a geladeira e peguei um suco de laranja, fechei-a e coloquei a Jarra na bancada.
— Perdoou Damon? — Lexi apareceu de supetão me assustando.
— Sim, por que? — bebi o suco.
— E não vai perdoar o Stefan? — ela estava de braços cruzados esperando a minha resposta.
— Nop.
— Mas, o que? Damon te fez sofrer mais do que ele, onde está com a cabeça?
— Stefan me deixou só por se apaixonar por mim, ele não devia fazer disso uma desculpa, as coisas estariam diferente se ele tivesse resolvido ficar! — afirmei e ela maneou a cabeça sem saber o que dizer.
— Quero ver vocês dois bem, será que é pedir muito?
— Enquanto ele estiver com aquela coisinha sem sal, a única coisa que você verá de nós é a boa e velha educação, porque não estou nenhum pouco a fim de conviver com isso. — guardei o suco na geladeira e deixei ela sozinha ali, mas topei com Stefan no meio do caminho — Que ótimo, virou perseguição, foi?
— Precisamos conversar, Amber. — falou.
— Não tenho nada para conversar contigo e você já sabe disso, então...
Ele me segurou pelo braço e em questão de segundos já estávamos dentro do escritório.
— Por que perdoou Damon?
— Por que está querendo dar um de doido? — respondi com outra pergunta — Já disse que não temos nada pra conversar, me entendeu? — iria me virando para poder sair, mas ele se coloca na minha frente novamente. — Sai da minha frente, já estou ficando irritada!
— Não vou sair até você me dizer o porque de não dar mais uma chance pra mim e sim para meu irmão que te abandonou primeiro.
— Porque não foi ele que usou a desculpa de se apaixonar para fugir! Satisfeito? — peitei ele, mas Stefan me segurou os dois braços e sua feição vampiresca veio a tona.
— Não é justo, Amber...
— Me solta, você está me machucando Stefan, me solta! — falei tentando sair dali.
— Qual a parte do solta que você não entendeu? — Damon apareceu ali jogando Stefan longe, voltou-se pra mim — Está bem?
— E-eu... Cuidado, Damon! — gritei, Stefan o atacou.
Ficaram os dois brigando ali, aquela cena estava me deixando assustada, foi então que os vidros se quebraram e as velas se acenderam, ambos pararam a briga e me olharam juntos.
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