Our last hope

4 Arco e flecha


Notas iniciais
Booooom Como alguns fantasmas apareceram e chegaram os 16 comentários em número record eu vou ser uma autora do bem e postar o tão desejado capitulo 4 onde irão conhecer a nossa Bella ;) LEIAM AS NOTAS FINAIS VAMOS FAZER UM JOGO

Passaram mais de duas semanas desde a morte de Kate e nós ainda não havíamos conseguido chegar a Forks. As ultimas duas semanas foram muito complicadas… Parecia que tudo o que dava errado estava dando errado. Nos cruzámos com centenas de infetcados e as minhas munições estavam chegando ao fim. Precisava de achar urgentemente algumas munições ou iriamos nos dar muito muito mal.

–Edward! Odeio quando você faz isso! Sempre fica olhando para o vazio e me ignorando. – passei as mãos pelo cabelo ignorando os resmungos de Carlie.

–Você é uma peste, criança. Me lembre de novo porque ainda não matei você? – passei a ponta de meus dedos pela minha Glock que estava bem segura no coldre. Carlie bufou sacudindo seus longos cabelos castanhos claros.

–Porque eu sou a ultima esperança da humanidade. E lá no fundo, bem no fundo, você até que gosta de mim. – alguém que me explique como uma coisinha tão pequena podia ser tão pouco modesta e topetuda? Revirei os olhos e olhei para meus pés sujos de terra e sangue seco.

A pestinha ao meu lado saltitava pela floresta se encantando com cada pedra e flor, completamente alheia ao fato de termos quase morrido há menos de 3 horas.

–Uma vez vi em um livro que existiam ratos voadores que bebiam o sangue das pessoas. Você alguma vez viu um rato voador? – suspirei continuando a andar pela floresta querendo chegar logo a Forks e encontrar um abrigo antes de escurecer.

–Não eram ratos voadores, eram morcegos. E eles não bebia sangue, eles comiam insetos.

–Na imagem que vi parecia um rato com asas. – Carlie ergueu o queixo e acelerou o passo me dando as costas.

–Você é simplesmente irritante! Eu estava louco quando aceitei levar você até os Vagalumes! Não vale os 2000 cupons. – Carlie parou subitamente e me encarou com seus profundos olhos caramelo.

–O que você acha que os Vagalumes vão fazer comigo? Acha que vão ter de me arrancar algum braço para descobrir porque eu não fiquei infectada quando fui mordida? – suspirei tentando não pensar muito no assunto.

–Não sei. Eles devem tirar apenas um pouco de sangue para descobrir o motivo de você não ter virado um zombie. Os Vagalumes sao idiotas sonhadores, mas ainda são médicos e cientistas. Eles devem ter alguma merda de ética que define que não podem machucar as pessoas, não precisa ficar preocupada. – Carlie apenas concordou com a cabeça mas fez uma careta.

–Já fui vacinada contra a gripe no colégio interno, e não gostei. Não gosto de agulhas… — comecei a caminhar mais depressa conseguindo já ver uma enorme placa que indicava “Bem vindos a Forks”.

–Edward nós não íamos para Washington? Demora muito? – passei a mão pelos meus cabelos já sem paciência.

–Nós já estamos em Washington há mais de 1 mês. Washington é um Estado. Nós queremos ir para Seattle que faz parte do Estado de Washington. – Carlie bufou.

–Isso é complicado e confuso demais. O que é um Estado mesmo?

–Pare de me fazer perguntas! Não sei explicar porra! — O sol parecia estar no seu ponto mais alto, batendo certo com o estômago roncante de Carlie.

–É incrível! Como é que uma coisa tão pequena come tanto?! – Carlie chutou minha canela me fazendo pular de dor.

–Você que come tudo seu babaca! Passámos o dia inteiro correndo e matando infectados! É perfeitamente normal eu ter fome!

–Nunca mais me chute sua peste! Eu podia arrancar seus olhos por causa disto. – Carlie me mostrou a língua. Calma, Edward calma, é apenas uma criança. Respirei fundo controlando minha ira.

–Sim, você podia. Mas não vai fazer isso já que eu sou a ultima esperança da humanidade. Lembra? Ou morremos os dois ou morre só você. Os Vagalumes iriam cortar suas bolas e dar de comer aos infectados se você me machucasse.

–Você se acha demais fedelha. Agora cala a porra dessa boca e vamos procurar algum lugar para acampar. – meu coração estava se apertando a cada passo que dava pelas ruas Forks. As recordações estavam se apoderando da minha mente. Eu tinha recordações tão felizes destes lugares, mas infelizmente também tinha as mais tristes. O homem que eu havia sido um dia já não existia. Eu era um homem feliz, sempre sorrindo para a vida. Eu era, um pai… E agora já não o sou mais.

–Edward? Você está bem? – Carlie me olhava preocupada e logo tratei de desviar o olhar, não queria que a fedelha percebesse que eu estava ponto de chorar. Desde a morte de Kate a minha relação com Carlie melhorou significativamente. Eu não a deixaria ver através de mim, tal como nunca deixei ninguém… Mas nos últimos dias tenho tido sonhos estranhos e acabo associando Carlie a Sophie… Algo muito estranho uma vez que Carlie era tudo o que Sophie não era…

–Estou ótimo! Apenas preocupado. Estamos ficando sem munições e sem recursos. Só tenho 12 balas na minha Glock, e a espingarda também só tem mais 10 balas, além de que só tenho 2 facas improvisadas e uma bomba de fumo. Precisamos entrar em alguma delegacia para achar munições, e em um supermercado para procurar se sobrou alguma comida. Na pior das hipóteses teremos de arrombar algumas casas… — essa era a pior parte. Entrar nas casas agora desabitadas nos deparando com os piores cenários possíveis. Geralmente essa parte não me incomodava… Mas Forks havia sido a minha casa… Nunca pensei ter de voltar aqui.

–Podemos começar pelo super-mercado? Estou a morrer de fome. – suspirei reprimindo as memórias que estavam pairando em minha mente.

–Claro. Há um WallMart no final da rua. Sophie sempre queria ir lá para… — senti meu sangue gelar percebendo o meu deslize.

–Quem é Sophie? – senti meu coração se dilacerar com o nome de minha filha. Não queria falar sobre o assunto. Mordi o lábio tentando não ser muito rude com Carlie. Afinal ela era apenas uma criança e havia sido um deslize meu.

–O que falámos sobre as minhas 3 regras? – Carlie revirou os olhos e bufou.

–Sim, sim eu sei. Às vezes você me irrita sabia? – ignorei Carlie e caminhei em silêncio até ao Wallmart .

Precisava de me concentrar… Estava me afeiçoando demais a Carlie e aquilo não poderia dar certo. Certa vez li em um livro que são as coisas que mais amamos que nos destroem. E eu comprovei isso no inicio do apocalipse. Perder as pessoas que eu amava me destruiu, nunca mais serei o homem que um dia fui. Sou apenas um homem quebrado em uma humanidade perdida.

A cidade estava assustadoramente silenciosa. Ainda não havia avistado nenhum infectado e aquilo estava me deixando seriamente preocupado. Algo não estava certo.

Chegámos ao Wallmart que estava parcialmente destruído e coberto de vegetação. Abrimos caminho passando por cima de antigos carrinhos de super-mercado completamente destruídos. Logo corri para as prateleiras mas estavam completamente vazias como já era de se prever. Pode ser que encontremos alguma coisa no armazém…

–Você acredita que nunca havia entrado em um lugar destes? Os mais velhos no campo de refugiados sempre falavam que tinham saudades de chocolate. Alguma vez você comeu chocolate? Tem sabor de quê? Acha que vamos achar chocolate aqui? – estava prestes a mandar Carlie calar a porra da boca quando escutei o barulho de algo caindo. Carlie logo ficou alerta e sacou de sua pequena faca. Saquei minha Glock ficando alerta. Caminhei silenciosamente pelo armazém encostado na parede tentando ser o mais silencioso possível. Avistei o primeiro infectado que estava debruçado sobre o cadáver de um homem. Guardei a minha Glock e caminhei sorrateiramente para junto do infectado segurando uma das minhas facas improvisadas em seu pescoço o matando de imediato.

–Edward? Acha que há mais? – Carlie estava alerta e com um olhar frio. Aquilo de certa forma despertava o meu lado mais humano. Uma criança de 13 anos não deveria ter aquele olhar. Não devia estar pronta para matar alguém mesmo que esse alguém já não fosse tecnicamente humano.

–Não sei, mas… — escutámos os gritos característicos dos infectados e começámos a correr instintivamente pelos corredores. Do nada começaram a surgir estaladores. Muitos já não tinham qualquer semelhança com um ser humano, por conta da rapidez com que o vírus se havia espalhado. Saquei da minha Glock e disparei o primeiro tiro acertando em cheio na cabeça de um que estava demasiado próximo. Continuámos a correr pelo armazém tentando achar algum jeito de sair. Meu coração batia descompassadamente, o medo era algo completamente proibido. Avistei uma porta ao fundo do armazém, e corremos o mais rápido possível. Os infectados continuavam se arrastando e correndo na nossa direção completamente sedentos e famintos.

Tentei abrir a porta mas aquela merda precisava de cartão eletrónico.

–FODA-SE! EDWARD!? – estávamos encurralados. Não teríamos como fugir. Teríamos de lutar. Eu não conseguiria proteger Carlie e lutar sozinho com os infectados. Eu não tinha outra opção… Entreguei minha Glock para Carlie e peguei na caçadeira.

–VOCÊ TEM APENAS 12 BALAS. TENTE ACERTAR NA CABEÇA DELES E ACONTEÇA O QUE ACONTECER NÃO A APONTE PARA MIM. – Carlie aceitou a arma prontamente e longo matou o primeiro infectado que se aproximou. Fiz pontaria com a espingarda e abati 3. Eles estavam se aproximando rápido demais, tinha de os afastar da pirralha. Me aproximei dos infectados e bati na boca de um com o cano da espingarda com toda a força do meu corpo, estourando a cabeça da criatura. Na medida em que os fungo vai corroendo o corpo dos infectados eles vão apodrecendo, o que os torna mais vulneráveis mas também mais infeciosos a nível fúngico.

Carlie continuava disparando mas logo ficou sem balas. Merda. Dei o último tiro com a espingarda, havia mais cinco infectados. Agarrei um deles e cravei a minha última faca em seu pescoço. Logo um se jogou em meu pescoço tentando me morder. Acabei caindo de costas afastando a boca dele tentando não ser mordido. Bastava uma mordida, e era o fim. Carlie enfiou um vidro quebrado no pescoço do infectado o fazendo sair de cima de mim, mas logo outro se jogou em cima dela.

–SAI DAQUI! FOGE PORRA! – Carlie se levantou enquanto eu tentava matar mais um infectado enquanto tentava desviar um outro que já não tinha pernas e estava se arrastando até mim.

–MAS E VOCÊ?! – soquei o infectado que estava sobre mim, sentindo o sangue viscoso e acastanhado do mesmo escorrer pelos meus braços.

–VAI EMBORA FODA-SE! – mais dois infectados se jogaram para cima de mim tentando me morder, e pela primeira vez em anos me permiti ter medo. Soquei e chutei os infectados para longe tentando evitar as mordidas mas mais estavam chegando.

– EDWARD NÃO! – assim que mais dois infectados se jogaram em cima de dos outros 3 que já estavam tentando me morder eu sabia que era o fim. Mas o mundo tem destas coisas estranhas e uma flecha atingiu um dos infectados e de seguida os outros quatro. Em menos de 10 segundos os 5 infectados estavam mortos com flechas cravadas em seus corpos.

Me ergui a custo limpando o sangue daquelas coisas. Vivo… Foda-se eu era osso duro de roer.

–EDWARD! – Carlie se jogou em meus braços me abraçando.

–Ahmmm… — eu estava sem jeito. Carlie estava me abraçando chorosa. Aquela era a primeira vez que via a pirralha topetuda e sem um pingo de modéstia chorado se comportar como uma criancinha assustada. Nem quando foi com Kate Carlie chorou daquela maneira.

–Eu achava que você ia morrer. – Carlie logo pareceu perceber o meu desconforto e se afastou limpando as lágrimas.

–Seu idiota! – revirei os olhos e olhei para os corpos dos infectados. Agora que a adrenalina estava acalmando em meu corpo percebi que não sabia quem havia sido autor daquelas mortes.

–Quem está aí? – olhei desconfiado para o canto do armazém e me aproximei lentamente. Eu não sabia o que passou pela minha cabeça, mas nada me preparou para ver uma mulher com um arco e flecha apontado para mim. A mulher não era muito alta mas também não era baixa. Tinha longos cabelos cor de mogno preso em um rabo de cavalo e seus olhos estavam fixos em mim. Confesso que há alguns anos que não via uma mulher que me atraísse fisicamente. Não que Kate não fosse bonita… Mas… Não sei se eram as curvas, ou os seios fartos que eram bem visíveis através do decote da sua camiseta preta ou talvez tenha sido o seu olhar duro e misterioso… Mas eu estava sentindo um magnetismo estranho, era como se uma força invisível estivesse me atraindo na direção dela.

–PARADO, OU EU NÃO HESITO EM EFIAR UMA FLECHA EM SEUS MIOLOS! – a mulher estava com uma voz dura e ameaçadora me fazendo parar e levantar os braços.

–Calma… Eu não ia fazer nada… — a mulher olhou de mim para Carlie parecendo pensar por um momento.

–Você foi mordido? – despi minha jaqueta e desabotoei os botões da minha camisa, lhe dando uma visão de meu tronco, pescoço e braços.

–Eu não fui mordido juro. Se tivesse sido já teria pedido para você enfiar uma flecha em minha cabeça. Prefiro morrer do que me transformar em uma daquelas coisas.

–Estou me fodendo para o que você prefere. Só não estou a fim de matar alguém que não esteja infectado. – a mulher baixou o arco e a flecha se aproximando de mim cautelosamente.

–Olha só Edward ela é mais boca suja do que eu e você juntos. – a mulher buffou mas seu olhar duro sumiu assim que Carlie se aproximou.

–O que está fazer aqui com uma criança?! Ela devia estar em algum campo de refugiados! – a mulher me lançou de novo um olhar duro. Agora que ela estava mais próxima conseguia enxergar melhor seu rosto. Puta que pariu… Ela era linda.

–É uma longa história…

–Uma longa história?! Você é burro ou o quê? Você não pode passear com uma criança por aí! Ainda para mais sendo incompetente como é! – vesti minha camisa lentamente percebendo que a mulher me analisava de cima a baixo. Sempre havia causado um impacto positivo nas mulheres, mas com o passar dos anos e dadas as circunstâncias e o temperamento e génio forte desta mulher misteriosa, eu estava desconfiado de que meu “charme” não ira ter efeito nenhum.

–Eu não sou incompetente ok? Fiquei sem munições. Não é fácil conseguir balas. – a mulher revirou os olhos e sorriu de um jeito arrogante.

–Claro, você é idiota obviamente. Se fosse minimamente inteligente usaria um arco e flechas.

–Eu sinceramente não sei quem você pensa que é para falar comigo desse jeito. Você não sabe nada a meu respeito. E sim, eu sou tão incompetente que consegui sobreviver sozinho por mais de 12 anos. – a mulher ergueu uma sobrancelha me olhando com um olhar desafiador.

–Se não fosse eu você estaria morto.

–Edward teria arrumado um jeito. Ele sempre consegue. – Carlie partiu em minha defesa, e a mulher pareceu de novo se amolecer.

–É melhor sairmos daqui. Há mais infectados por estes lados. Podemos ir para o meu refúgio. – a mulher virou de costas e começou a correr pelo armazém. Carlie olhou para mim me perguntando silenciosamente de deveríamos ou não seguir a mulher. Nunca, em momento algum eu confiei na boa vontade de alguém. Eu já havia deparado com todo o tipo de marginais, até de canibais, que tentavam oferecer ajuda às pessoas e ofereciam até mesmo comida… Mal as pessoas sabiam que eles seriam a refeição… Mas este não parecia o caso desta mulher. Primeiro porque ela havia nos salvo de uma morte eminente, e segundo… Bom, o segundo motivo é que meus instintos diziam que eu deveria confiar nela. Pela primeira vez eu estava quebrando a minha regra número dois, de nunca confiar em ninguém.

Segui a mulher e Carlie me seguiu. Assim que chegámos ao exterior, corremos por cerca de 4 km pela cidade. Já estávamos acostumados a longas corridas, sendo que nem eu nem Carlie nos queixamos. Chegámos a uma antiga casa que eu logo reconheci como sendo a da família Swan… Será que…

Subimos para o piso de cima e a jovem mulher trancou a porta e arrasto um enorme armário na frente da porta. A mulher se aproximou de mim e apontou para o teto.

–Puxe esse cordão. Não estou a fim de subir na escada. – olhei para o teto e vi um cordão, o puxei com força e uma escada surgiu. Brilhante… Era uma daquelas entradas para os sótãos. Charlie Swan era o cherife da cidade sempre dizia que estaria preparado para qualquer eventualidade. Era realmente impossível um infectado entrar ali.

–UAU. ISSO É MUITO LEGAL! – Carlie parecia empolgada e pela primeira vez vislumbrei um pequeno sorriso no rosto da mulher que começou a subir as escadas. Aquele sorriso e olhos castanhos… Será que aquela era a filha do chefe Swan? Carlie logo a seguiu saltitante pelas escadas.

–UAU! Edward você tem de ver isto! Isto é tão legal! – subi as escadas cuidadosamente para cima assim que cheguei ao sótão. Carlie estava certa. Aquilo era realmente incrível. O sótão não correspondia ao prédio inteiro. Era moderno e aconchegante, tinha uma pequena cozinha com alguns eletrodomésticos no canto, uma pequena mesa de jantar que ainda tinha um prato sujo sobre ela. Havia uma pequena televisão com um leitor de DVD e uma enorme prateleira cheia de livros, DVD’s, e CD’s. Mas o mais incrível era o piano que estava no canto do sótão, perto de uma cama de casal. Havia uma pequena porta do lado esquerdo o que certamente devia ser o banheiro.

–Bom, bem vindos ao meu pequeno refúgio. – a mulher me analisou cuidadosamente antes de pousar o arco e a flecha.

–Não se engane. Eu posso não estar com o meu arco. Mas se eu quiser mato você em um piscar de olhos. – os olhos castanhos cor de chocolate estavam banhados de confiança. Apenas assenti acreditando cegamente que ela realmente seria capaz de fazer aquilo. Era ela… Era a filha de Charlie Swan. Aqueles olhos cor chocolate era inconfundíveis,

–Bom, sei que começámos com o pé errado… Mas quero agradecer a você por nos ter dado uma, hmmm… pequena ajuda. – tossi fracamente não querendo admitir que ela literalmente salvou minha vida.

–Você está brincando? Ed, você estava no chão velho. Você estaria mortinho se ela não tivesse aparecido.- senti meu rosto esquentar e uma vontade incrível de esganar aquela criatura irritante.

–Eu não sou velho fedelha! Tenha mais respeito sua peste!- Carlie folgada como era correu até ao sofá se jogando nele e ligando a Tv… Calma aí… ELA LIGOU A TV?!

–Você tem eletricidade?! – a Swan sorriu presunçosamente.

–Claro que tenho. Nunca ouviu falar em painéis solares? Até tenho água quente. – assim que ela falou em água quente Carlie pulou do sofá e entrou pela porta que eu supus ser o banheiro.

–Fedelha mal educada. Desculpe por isso. Ela é meio folgada. – a mulher gargalhou e seu olhar se suavizou.

–Não tem problema. Apesar de tudo, ela é apenas uma criança. – a mulher sorriu olhando para a porta onde Carlie havia sumido.

–Bom… Você já deve ter percebido que me chamo Edward… E você? — a mulher me analisou.

– Só porque ajudei vocês não significa que confio em você.

–Eu…

–EDWARD! OLHA ELA ATÉ TEM SABÃO! – Carlie correu para fora do banheiro apenas vestindo sua camiseta de manga curta, deixando a sua mordida visível. Fodeu… a filha de Charlie Swan logo percebeu a marca de dentes no braço de Carlie e se exaltou.

–A GAROTA ESTÁ INFECTADA! – a mulher correu até seu arco e apontou para Carlie mas logo corri para a frente da pirralha a protegendo com o meu corpo.

–IBella! Calma! Por favor, me deixe explicar! Não é o que parece! – abri meus braços tapando completamente Carlie. Não sei como me lembrei do nome da pequena, Swan, mas me lembrei. Charlie sempre havia sentido muito orgulho da filha se sempre a chamava de Bella.

–Como… Como você sabe meu nome?! E ela foi mordida! Está infectada! – Bella segurava firmemente seu arco com a flecha apontada na nossa direção.

– Eu sei que é difícil acreditar e confiar em estranhos… Você talvez não me reconheça… Mas meu pai era muito amigo de Charlie… E Carlie não está infectada! Ela foi mordida há mais de três meses! Eu juro que é verdade. Pode chegar mais perto e ver… A mordida até já está cicatrizando. Eu juro por tudo... Eu só a estou levando até aos Vagalumes para eles acharem uma cura. Carlie é especial… Ela tem a resposta para uma possível vacina! Ela é a nossa ultima esperança. Por favor Bella… Você não se lembra mesmo de mim? Edward? Edward Cullen?

Bella segurava seu arco firmemente pronta a disparar e eu temia pelo pior. Carlie me empurrou e caminhou calmamente até Bella que recuou alguns passos.

–Eu juro que não estou infectada. Pode olhar para meu braço. Minha pele criou apenas algumas bolhas ao redor da mordida. – Carlie estendeu seu braço na direção de Bella lhe mostrando sua cicatriz. Bella olhou para o braço da pirralha e baixou o arco. O rosto de Bella não transmitia qualquer emoção, ela caminhou para junto da escada a descendo.

–Podem usar o banheiro e tenho comida na geladeira. Volto depois. – Bella estava com a voz trémula enquanto descia as escadas, nos deixando sozinhos.

Bella Swan era um autentico mistério para mim. Me lembrava muito vagamente da adolescente. Ela devia ter uns 14 anos no máximo quando o apocalipse começou. Não havia sinais de Charlie por aqui… Provavelmente ele já havia morrido… Charlie tinha problemas de coração se bem me lembro.

–OH MEU DEUS! ELA TEM BACON! – Carlie pegou duas fatias de bacon que estavam na geladeira e as cheirou. Meu Deus, que criança sem educação.

–Deixa isso sua pirralha! – falei ainda olhando para a escada ainda pensando em Bella.

–Deixa de ser um velho chato Edward. Ela falou que podíamos nos servir. Eu nunca nem provei bacon. Só vi em um jornal que o bacon estava em promoção. Opaaa tem um cheiro tão gostoso. – Carlie começou a comer o bacon e suspirei tentando me controlar.

Onde raios Bella havia achado aquele bacon? Fosse como fosse, há anos que eu não sentia sequer o cheiro de bacon. Ensinei Carlie a preparar o bacon, apesar daquela pestinha já ter praticamente devorado metade.

–O bacon frito é muito mais gostoso. Fica crocante e muito melhor. – preparei bacon com ovos mexidos sentindo água na boca. Nunca pensei voltar a sentir o cheiro de bacon.

Carlie comeu com os olhos brilhando de emoção completamente satisfeita e encantada com o sabor. Confesso que estava a ficar seriamente preocupado com a garota. Não sei como conseguiu comer tanto sem explodir.

Carlie arrotou satisfeita e correu até ao banheiro para tomar banho. Arrumei a cozinha de certa forma me sentindo estranho. Lavar a louça parecia algo tão banal. Quando foi que imaginei que iria ficar feliz por voltar a fazer algo tão banal como lavar a louça após uma refeição?

–Olha só o que achei velhote! É um saco fofinho! – olhei para Carlie que segurava um saco de cama.

–Isso é um saco cama. É para uma pessoa dormir no chão quando faz campismo.

–Que legal! Eu posso dormir aqui né? Você dorme no sofá então. A Bella não deve querer com partilhar a cama com você seu mal cheiroso. – franzi a testa e dei um cascudo na pirralha.

–Você é insuportável! – Carlie riu divertida e se aconchegou no saco.

–É verdade, Você podia tomar banho velhote! Quem sabe não acabe dando uns pegas na Bella.- abri e fechei a boca em choque. Isabella era muito mais nova que eu . Me lembrava dela quando ainda era uma pirralha como Carlie.

–O quê? Sua maldita pirralha! Você tem a certeza que tem apenas 13 anos? – Carlie bocejou sorridente.

–Haham… agora vai tomar banho e me deixa dormir velhote. – bufei e olhei para as minhas roupas. Talvez eu precisasse mesmo de um banho. Fazia quanto tempo que eu não tomava um banho de chuveiro?.

–Eu não sou velho sua pirralha! Tenha respeito!

–Hahahhhammm… — suspirei deixando a pirralha dormir. Assim que Carlie adormeceu a peguei cuidadosamente em meus braços e a deitei no sofá. Afaguei suavemente seus cabelos me xingando internamente. Foco Edwrad. Ela não é Sophie… Ela não é minha filha…

Peguei uma camisa que tinha na minha mochila e o meu segundo par de jeans. Tinha apenas dois pares de roupa, algo que era tudo menos agradável uma vez que é quase impossível retirar manchas de sangue sem ajuda de um detergente, coisa que não podia desperdiçar. Os detergentes têm alguns químicos que quando corretamente misturados podem criar uma bomba eficiente para afastar os infectados.

Me despi e antes de tomar banho lavei as minhas roupas franzindo o nariz não querendo sentir o cheiro a sangue.

Deixei as minhas roupas a secar perto da pequena janela e entrei no chuveiro. Assim que senti a água quente a escorrer por meu corpo senti uma vontade inacreditável com vontade de chorar que nem uma mulherzinha. Várias foram as vezes que apontei a minha Glock à minha cabeça tentando por um fim ao meu tormento. Mas algo me impedia. Nunca consegui levar aquilo adiante, e isso me fazia sentir um covarde.

Esfreguei meu corpo com força me deliciando com a sensação, sair do box me sequei me sentindo realmente limpo e satisfeito por não estar coberto de sangue encrostado. Limpei o espelho que estava meio embasado pelo vapor da água quente e analisei o meu reflexo. Eu estava magro, apesar de ter músculos pelo constante exercício. Meu corpo estava coberto de cicatrizes, que não era nada mais do que uma recordação de cada luta.

Me vesti e saí do banheiro. Percebi que já havia escurecido e que Bella ainda não havia voltado. Aquilo estava me deixando preocupado, coisa que não devia acontecer.

A escada foi puxada para baixo e Bella subiu. Percebi que seus olhos estavam vermelhos. Ela havia chorado…

– Você já devia estar dormindo… — apenas dei de ombros me aproximando lentamente. Apesar de ter conhecido Bella e Charlie Swan antes do apocalipse eu não podia confiar nela. As pessoas mudam com os anos e com as coisas horríveis que as circunstâncias nos obrigam a fazer…

– Nós comemos o seu bacon, espero que não se importe. – Bella deu de ombros pousando seu arco. Percebi que sua mão estava com os nódulos dos dedos da mão direita com sangue.

– Você está machucada. – tentei pegar a mão de Bella para analisar o machucado mas ela logo recuou.

– Não é nada.

– O que aconteceu? – Bella suspirou.

– Soquei uma parede… — franzi a testa.

– E porque você socou uma parede? – Bella se afastou me dando as costas.

–Não sou do tipo sentimental Edward.

–Nem eu. – porque eu estava falando tanto com ela? Aquilo não era eu.

–Eu acho que me lembro de você… Você era casado com aquela loira aguada. – revirei os olhos me lembrando de Tanya.

–Na verdade eu e Tanya eramos divorciados. – Bella revirou os olhos e se sentou no chão perto do seu arco. Ela ainda estava na defensiva algo que era compreensivo.

–Tanto faz. – não disse mais nada e fiquei apenas ali olhando para Bella que também me olhava fixamente me analisando.

–Eu só lembro do seu apelido… — joguei verde tentando puxar conversa mas tal como Carlie havia falado eu era péssimo puxando assunto.

–Isabella. Me chamo Isabella. – Bella pousou a mão sobre seu arco me olhando.

–ok… Então… Você está há muito tempo sozinha? – Bella não me respondeu. Apenas continuou me analisando. Bella se levantou do chão e se aproximou calmamente deixando o seu arco no chão. Bella parou bem na minha frente a centímetros de mim me empurrando suavemente para trás. Meu coração disparou começando a bater descompassadamente. Bella aproximou seu rosto do meu com seus olhos chocolate fixos nos meus. Não sei como ela fez aquilo. Mas em um movimento rápido que não me deu sequer chance de reagir Bella algemou meu pulso direito ao pequeno aquecedor que estava atrás de mim.

–Que fodida merda você pensa que está a fazer!? – puxei meu pulso com força me machucando um pouco.

–Só porque você me conhecia em criança não faz com que você seja de confiança. – Bella tirou uma faca de dentro de sua bota de cano alto e a encostou ao meu pescoço.

–Bella! Você está louca?! –senti meu sangue gelar ao sentir a lâmina perto do meu pescoço.

–Não. Não confio em ninguém. Muito menos em homens. E não tem o direito de me chamar Bella. Para você é Isabella! Agora me fale o que está mesmo a fazer aqui Cullen. – senti minhas mãos suarem.

–Eu preciso de levar Carlie aos Vagalumes. Ela é a cura… já falei isso para você! – cuspi as palavras não demonstrando medo. – Isabella estava com seus olhos furtivos fixos nos meus. Apestou um pouco mais a lâmina ao meu pescoço e senti uma pequena dor. Ela me havia cortado.

–Você está mentindo.

–Não estou! Juro que não estou. Ela é a fodida cura para esta merda. Eu só quero a porra dos cupons que vou ganhar por a entregar. – Isabella sorriu e arrumou a faca.

–Agora sim estamos falando a mesma língua. – passei minha mão esquerda pelo pescoço limpando o sangue.

–Você está maluca? Não precisava de ter feito isto! – Isabella sorriu sinicamente e de um jeito estranho me lembrei de que era o mesmo sorriso topetudo que Carlie sempre fazia.

–Não. Vamos fazer um trato. Eu ajudo você a levar a criança aos Vagalume e em troca eu recebo metade da recompensa. – fiz força com meu pulso me sentindo irritado por estar algemado.

–Porque eu haveria de querer a sua ajuda?! Até agora tenho me saído muito bem sem você . – Isabella sorriu.

–Não seja idiota e machista. Se não fosse por mim você estaria morto. – Isabella se afastou se despindo enquanto caminhava até à pequena cama que se encontrava no canto do pequeno sótão, me dando uma visão privilegiada de suas costas nuas.

–Eu teria arrumado um jeito… — bufei irritado. Isabella se virou apenas em soutien sorrindo sinicamente.

–Claro, claro. Melhor você tentar dormir. Amanhã temos de acordar cedo. – Isabella apagou as luzes do sótão e se deitou por baixo dos cobertores.

–Vai me deixar algemado? – Isabella me ignorou.

–Foda-se! Não vou conseguir dormir assim! – tentei arrancar a merda da algema mas aquela merda devia ter pertencido a Charlie, pois não tinha jeito de tirar aquilo. Isabella nem se moveu e acabei desistindo. Me deitando no chão. Por sorte a minha mochila estava a poucos centímetros. A puxei e a usei como travesseiro. Deitei a cabeça na mochila e fechei os olhos tentando dormir.

Agora eu não teria apenas uma criança chata, teimosa birrenta e topetuda mas teria duas. Seria uma longa, longa viagem.

Notas finais
VAMOS FAZER UM JOGO! LEIAM AS NOTAS FINAIS ATÉ AO FIM! :) COMENTAR COMPENSA UHUUUU Booom então vocês realmente mereceram que eu postasse o capitulo adiantado tendo em consideração que alguns fantasmas apareceram e as meninas que sempre comentam se mantiveram fieis *---* Amo cada um dos vossos comentários :) E entãooo???? A Bella finalmente apareceu né? O que acharam? Era isto que imaginavam? Quero saber a opinião de vocês. E bom, fantasmas apareçam, porque ainda assim ter mais de 70 fantasmas não é nada nada legal. -> Vamos fazer um jogo legal aqui. Na verdade não é bem um jogo.... Então é o seguinte em cada capitulo eu vou escolher um personagem diferente para responder aos comentários de vocês. Ou seja. Hoje quem irá responder aos comentários é a Bella. Acho que é uma forma legal de a conhecerem melhor. Podem perguntar o que quiserem para ela. Lembrem-se que ela tem uma personalidade um pouco complicada. Mas podem perguntar para ela o que quiserem que ela irá responder ;) P.S podem me fazer perguntas a mim também nos comentários que eu irei corresponder prontamente. Se divirtam e pensem bem nas perguntas que querem fazer à Bella ;)